quarta-feira, maio 13, 2009

ÉLIO GASPARI

A ekipekonômica quer subsidiar o rentista


O Globo - 13/05/2009
 
No papel de Mãe da Banca, um pedaço da ekipekonômica quer desatar o nó do rendimento das cadernetas de poupança do andar de baixo desonerando em 30% a carga tributária que incide sobre os ganhos de quem aplica nos fundos de investimento do andar de cima. Essa providência destina-se a preservar a ficção de que a economia brasileira pode funcionar cevando uma classe de rentistas e uma banca oligopolizada. Os fundos de investimento têm 10 milhões de cotistas (o que não significa que sejam 10 milhões de pessoas). Nas cadernetas, 45 milhões de contas têm saldo inferior a R$100. Para agradar à banca e dar conforto aos cotistas, arma-se uma renúncia fiscal de pelo menos R$2 bilhões. 

O Banco Central advertiu para o surgimento de problemas financeiros caso a Bolsa Copom (10,25% ao ano) caia abaixo do rendimento das cadernetas, garantida por um indexador, a TR, mais 6% de juros. Essa convergência, quando ocorrer, será um inevitável reflexo de uma nova realidade, a de um país com juros de um dígito. Transformando um indicador de saúde num problema, o governo quer subsidiar os ganhos de rentistas que se inquietam quando o rendimento de seus papéis nos fundos cai abaixo de 0,7% ao mês. 

A caderneta de poupança só se tornará mais atraente para cotistas que puseram seu dinheiro em bancos que cobram taxas de administração superiores a 1,5% ao ano. Os repórteres Toni Sciarretta e Fabrício Vieira revelaram que, na média, no ano passado o mercado cobrou 2,03% e ganhou R$17 bilhões (dois Bolsa Família). O "Tesouro Direto", do Banco Central, paga a Selic e toma menos que a metade disso. A taxa da banca foi de 1,9% em 2000 para 2,71% em 2006. A Caixa Econômica, contudo, cobra 1,5% ao ano para administrar investimentos de R$5 mil a R$10 mil por seis meses. 

A comparação dos rendimentos da poupança com o dos fundos tornou-se motivo de alarme porque eles se tornaram convergentes. Quando divergiram, sempre em benefício do andar de cima, foram tratados como se fossem um código genético da sociedade brasileira. 

O rendimento indexado das cadernetas socorre o andar de baixo, mas deverá ser revisto, pois poderá se transformar na trava que impede a queda dos juros do andar de cima. Isso pode ser feito taxando-se o rendimento dos depósitos superiores a um teto, R$10 mil, no palpite. 

Também se pode chegar a um quadro em que o governo seja obrigado a arrostar uma medida impopular. 

A proposta saiu da cabeça de Bernard Appy, secretário especial do ministro Guido Mantega. Ela recorre ao velho truque da criação de dinheiro por meio da ilusão. O banco cobra 4% de taxa de administração, mas o investidor não liga, porque a Bolsa Copom garante sua renda. O governo, por seu lado, faz de conta que não vê que o problema está na taxa do banco, não na Selic. 

Na noutra ponta, a caderneta tem o seu rendimento indexado, o sujeito é levado a supor que essa garantia é eterna e Nosso Guia faz de conta que inventou a poupança. Fingindo que as taxas bancárias são razoáveis e que a indexação das cadernetas é uma fatalidade política, os doutores pretendem criar mais uma ilusão, subsidiando o rendimento dos investidores dos fundos por meio de um ataque à Bolsa da Viúva. 

Não é a irracionalidade quem provoca a inflação, mas não há inflação sem ekipekonômicas dispostas a usufruir os dividendos políticos da ilusão do dinheiro.

INFORME JB

Edmar Muito Prazer Moreira

Leandro Mazzini

JORNAL DO BRASIL 13/05/09

O deputado castelão Edmar Moreira (sem partido-MG), na foto, virou o senhor "Muito Prazer". É a única frase que diz, repetidamente, enquanto sai correndo, quando é cercado por um jornalista. Pois Edmar Muito Prazer Moreira foi procurado ontem pela coluna para confirmar a história que só vai ler por aqui agora: a Câmara dos Deputados quer cassá-lo. Ideia de um grupo de parlamentares que ultimamente tem mandado nas bancadas. E a situação piorou graças ao colega "que se lixa" para a opinião pública, o até ontem relator do caso no Conselho de Ética, Sérgio Moraes (PTB-RS). Semana passada, a coluna flagrou Edmar com um deputado, negociando telefonemas para os titulares do Conselho. Outro agravante que pesa na decisão dos deputados é o inquérito aberto no STF, contra Edmar, por apropriação indébita de contribuições previdenciárias em uma empresa sua.

Brasillll! Bola na trave

Mal foi instalado o novo sistema de controle de horas extras no Senado, e a turma da moita já negociava ontem troca de senhas para não perder a féria.

O presidente do Flamengo, Márcio Braga, entrou no plenário do Senado ontem para fazer... lobby contra o cerco do Congresso aos cartórios.

Xixi no ralo

A ONG SOS Mata Atlântica começou uma campanha curiosa: faça seu xixi no banho. Segundo a entidade, em tempos de crise, isso é importante porque, ao evitar usar a descarga, pode-se economizar até 12 litros de água.

Pelo verde

Marco Maciel (DEM-PE) trabalha para que o Senado reveja modificação feita pela Câmara na MP 452, tornando menos rígidas as normas para licenciamento ambiental de obras em rodovias.

Acorda, gente!

Na reunião de líderes ontem de manhã, na sala do presidente Michel Temer (PMDB-SP), o comandante do PPS na Câmara, Fernando Coruja (SC), reclamou da demora do relatório da MP 459, e pediu a destituição do relator.

E-mail salva

Do outro lado da mesa, assustado, o líder do PMDB, Henrique Eduardo Alves (RN), e relator da dita MP: "Já mandei para o seu e-mail! O seu e-mail!".

Faltava essa

Para bajular o ministro da Saúde, em audiência no Senado, o senador Mão Santa (PMDB-PI) lançou José Temporão à Presidência da República. E propôs Dilma Rousseff para vice na chapa.

Aprovado

O advogado Erick Wilson Pereira deve ser aprovado hoje, em sabatina da CCJ do Senado e depois em votação no plenário, como novo membro do Conselho Nacional de Justiça. Ele concorre com outros dois nomes.

Pajelança

Erick, vindo do Rio Grande do Norte, é apadrinhado pelos três senadores do estado – Garibaldi Alves (PMDB), Agripino Maia (DEM) e Rosalba Ciarlini (DEM) – e foi paparicado ontem por Renan Calheiros no cafezinho.

Pajelança 2

Amazonino Mendes, prefeito de Manaus, roda em Brasília desde ontem. Ciceroneado por Geddel Vieira (Integração) e Alfredo Nascimento (Transportes), seu correligionário, passa o pires em ministérios e hoje pede bênção a Dilma Rousseff.

Brizola

A comitiva de parlamentares da China que visitou o Congresso ontem só falava em "Brizola, Brizola...", nome muito lembrado por lá. Terminaram a excursão na liderança do PDT, claro.

Ar, terra, mar

Diretores da Galvão Engenharia sobrevoam hoje o litoral de Maricá (RJ) para identificar áreas potenciais para a construção de um estaleiro, acompanhados do secretário de Desenvolvimento da cidade, Aleksander Santos.

Em cena

Um grupo de estrelas do teatro carioca, entre eles a crítica Barbara Heliodora, o diretor de teatro Moacir Chaves e o diretor de teatro e cineasta Moacyr Góes, encontram-se amanhã na Câmara do Rio para debater o papel do poder público na produção teatral.

GOSTOSA


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PAINEL

É preciso comparar

RENATA LO PRETE

FOLHA DE SÃO PAULO - 13/05/09

A equipe econômica começou a municiar Lula com números destinados a rebater, na campanha eleitoral, o discurso demotucano do ‘governo gastador’ e do ‘inchaço da máquina’. As despesas correntes cresceram 45% em termos reais desde o fim de 2002? Sim, reconhecerão os petistas, para em seguida destacar que, no mesmo período, as transferências a Estados e municípios aumentaram 60,7% (especificamente para educação, 393%). As transferências de renda (Bolsa Família, aposentadorias etc.), 52%, e os investimentos, 130%. Já o consumo do governo cresceu 16%.
Essa primeira fornada de números será apresentada aos aliados hoje, na reunião do conselho político.

Pauta - Em reunião hoje em Brasília, os secretários estaduais da Fazenda devem designar uma comissão para recorrer ao Tesouro contra o mergulho de 90% nos repasses da Cide, fruto de manobra contábil que permitiu à Petrobras pagar menos imposto.

Mágica - Do senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) sobre o presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, segundo quem os repasses da Cide aos Estados não deveriam ter diminuído: ‘Ele quer deixar de pagar impostos e fazer o Tesouro Nacional de banco’.

Tudo dominado - Com a conclusão, na sexta, do processo de trocas nas diretorias do Banco do Brasil, a piada corrente é que BB agora quer dizer ‘Banco do Berzoini’.

Minado 1 - À caça de um relator que tope herdar o processo contra Edmar Moreira, o presidente do Conselho de Ética da Câmara, João Carlos Araújo (PR-BA), foi alertado de que os candidatos Nazareno Fonteles (PT-PI) e Pedro Eugênio (PT-PE) fizeram uso heterodoxo da verba indenizatória em meses recentes.

Minado 2 - Fonteles declarou gastos de R$ 29.568,24 apenas em abril. Já Eugênio tem pagamentos sucessivos à empresa de segurança Pitbull.

City tour - Quando lhe perguntam o segredo da coesão pró-governo nos votos de sua bancada, o líder do PTB no Senado, Gim Argello (DF), brinca: ‘Eu coloquei a bancada para circular na Esplanada’.

Campanha 1 - Gilmar Mendes telefonou a líderes no Senado para elogiar Marcelo Neves, candidato a vaga no CNJ. Outros ministros do Supremo, porém, dizem que Neves está querendo ‘muita coisa ao mesmo tempo’: além do CNJ, a titularidade na USP.

Campanha 2 - Em seus telefonemas, Gilmar aproveita para lembrar que Erick Pereira, apoiado por DEM e PMDB para a vaga no CNJ, é filho de Emmanoel Pereira, ministro do TST, o que configura nepotismo. As ligações do presidente do Supremo sensibilizaram integrantes da CCJ do Senado, que vota as indicações hoje, após sabatina.

Página virada - Geraldo Alckmin fechou feridas da campanha de 2008 em almoço com os vereadores do PSDB. Falou bastante sobre o projeto nacional de José Serra, mas nada sobre sua candidatura ao governo paulista.

Tiroteio

Se ele quer deixar o governo, que arrume outra desculpa. Não dá para ser em cima da gente.
De ROMERO JUCÁ (PMDB-RR), líder do governo no Senado, sobre seu correligionário Nelson Jobim; o ministro da Defesa ameaçou abandonar o cargo se houver recuo no processo de profissionalização da Infraero, que incluiu a demissão de irmão e cunhada de Jucá.

Contraponto

Quer brigar?

Cercado por jornalistas no café do Senado, Heráclito Fortes (DEM-PI) respondia a uma bateria de perguntas sobre a série de irregularidades nos contratos da Casa com empresas prestadoras de serviços. Esbaforido, um assessor se aproximou do primeiro-secretário:
-O José Nery (PSOL-PA) pediu a CPI das terceirizadas!
Exausto diante da quantidade de escândalos em pauta, Heráclito ficou em silêncio por alguns instantes, até abrir um sorriso e tranquilizar o assessor:
-Boa! Deixa protocolar! Daí a gente aproveita e manda investigar aquelas passagens que o pessoal do PSOL forneceu para o delegado Protógenes!

TOSTÃO

Fim da dupla de atacantes

JORNAL DO BRASIL - 13/05/09

Flamengo e Cruzeiro, que fizeram ótimo jogo no domingo, querem trocar Zé Roberto e Wellington Paulista. O Flamengo teria mais um mediano atacante, e o Cruzeiro não precisa de Zé Roberto. Os dois times perderiam.

Bastou a primeira rodada para os apressados dizerem que Inter e Cruzeiro são os melhores. Os dois estão entre os favoritos. É muito cedo para apontar os melhores entre os melhores e os piores entre os piores.

Nilmar e Fábio foram os principais destaques na primeira rodada. Nenhuma surpresa. Fora Ronaldo, que é um jogador à parte, Nilmar é, quando não está machucado, o melhor atacante que atua no Brasil. Fora Rogério Ceni, pela experiência e por jogar muito bem com os pés, Fábio é, desde o ano passado, só inferior a Júlio César.

No maravilhoso gol contra o Corinthians, Nilmar mostrou todas as virtudes de um grande atacante: ousadia, habilidade, velocidade e precisão na finalização.

Nilmar é um centroavante diferente. Em vez de atuar fixo, pelo meio e de costas para o gol, ele se movimenta bastante e, com frequência, entra em diagonal para o centro, driblando, tabelando e/ou em velocidade para receber a bola nas costas dos zagueiros.

As graves contusões de Nilmar não foram por azar. Por ser extremamente ágil, leve, ter pouca força muscular nas pernas e não se prevenir contra o perigo, ele, após uma disputa com o zagueiro, costuma ficar desequilibrado e com os dois pés fora do chão, sem nenhuma proteção.

Se não fossem as contusões e o mau desempenho que teve no Lyon, Nilmar teria hoje mais prestígio. Coincidentemente, Fred também foi mal no time francês. Os dois não aproveitaram as chances.

O Lyon, antes da contratação de Nilmar e Fred, já jogava no esquema hoje da moda na Europa, com um centroavante e um atacante de cada lado, que voltava para marcar. Nilmar teve dificuldade de atuar mais pelo meio e de costas para o gol. Essa justificativa não serve para Fred.

Nesse esquema, a equipe, quando perde a bola, possui um jogador a mais na marcação. Os técnicos adoram isso. Além disso, as grandes equipes, de todo o mundo, cada vez mais, quando enfrentam equipes do mesmo nível, iniciam a marcação mais atrás para atrair o adversário e contra-atacar.

Em compensação, como essas equipes recuperam a bola longe do outro gol, o esquema só funciona bem quando há armadores e atacantes pelos lados capazes de marcar e rapidamente chegar ao ataque. Se isso não acontece, o centroavante fica isolado, como ficou Drogba, do Chelsea, contra o Barcelona.

Nessa nova maneira de jogar, que é parecida com o antigo esquema de atuar com dois pontas e um centroavante, desaparece a dupla de atacantes pelo meio. Muitas dessas duplas ficaram famosas e continuam presentes em nosso imaginário.

Assim como já existiram pontas que retornaram disfarçados de atacantes pelos lados, a dupla de atacantes pode desaparecer e voltar com outro nome. As coisas vão e voltam, com algumas variações. Só os grandes talentos são originais. Repetir é muito mais fácil que inovar.

O IDIOTA


COISAS DA POLÍTICA

Intolerável provocação

Mauro Santayana

JORNAL DO BRASIL

Todas as informações conduzem ao intolerável: alguns dos principais partidos políticos brasileiros pretendem aprovar, por maioria simples, a adoção do sistema de listas eleitorais fechadas para as eleições proporcionais do ano que vem.

Os dirigentes partidários percebem o crescente repúdio dos cidadãos ao comportamento da atual legislatura, que chegou ao nível mais baixo de quantas houve, desde a Assembleia Constituinte de 1823. O clima atual no parlamento é o da Ilha Fiscal, quando da famosa festa que a Corte ofereceu aos oficiais do navio chileno Almirante Cochrane, em 9 de novembro de 1889 – seis dias antes que a República fosse proclamada. Foi o auge da ostentação monárquica, em festa desproporcional a seu motivo. Até hoje os historiadores se espantam com o que se serviu aos 500 principais convidados e aos outros 3.500. Provavelmente não tenha havido, nem mesmo na França dos últimos luíses, tamanho despautério.

O clima no Congresso é de alienação. Enquanto, no Senado, surgem novos escândalos envolvendo altos servidores, a Câmara se prepara para essa reforma que toca nos alicerces históricos do processo eleitoral. Até meses antes, essa proposta era vista como um ensaio sem perspectivas, mas começa a delinear-se como uma possibilidade real, o que exige a mobilização da cidadania.

O projeto é que as listas sejam preenchidas, pelas direções partidárias, na ordem da votação obtida nas últimas eleições, pelos atuais deputados federais e estaduais. É a usurpação da soberania popular. Ainda que se afirme a constitucionalidade de sua aprovação por maioria simples, o que é discutível, trata-se de mudança que atinge a natureza essencial da representação política. O bom senso exige que ela só possa ser aprovada por emenda constitucional e seja referendada pelo eleitorado, antes da promulgação.

O propósito nos exige repetir, à exaustão, o truísmo de que a soberania sobre o Estado pertence ao povo, e que ela é transferida, por tempo determinado, aos representantes parlamentares escolhidos. Esses mandatos podem ser renovados, pleito após pleito, during good behaviour, conforme o axioma norte-americano. Se o parlamentar desonra o mandato, ou atua contra a sua pregação de candidato, podemos negar-lhe o nosso voto. A esdrúxula proposta, se aprovada, garantirá a permanência no Congresso de personalidades que a cidadania rejeita.

Os que se encontram mais perto do povo sabem que os cidadãos estão inquietos com a situação, e, infelizmente, crescem as campanhas pelo voto nulo ou pelo absenteísmo, que em nada ajudam o aprimoramento da representação. Necessitamos, ao contrário, que os cidadãos se unam, criem círculos de discussão, procurem pessoas honradas e estimulem sua candidatura ao parlamento. Muitos deputados podem dizer que estão se lixando para isso. Lixando-se para a opinião pública se encontravam também os membros da Corte de Luís XVI, e os príncipes e áulicos da dinastia dos Romanov, na Rússia de 1917, encantados pelos olhos fascinantes e a virilidade do impostor Rasputin.

O povo brasileiro vem engolindo frustrações, uma após outra, conduzido pela moderação e amor à paz. Viu suas esperanças de mudanças políticas com Tancredo serem contidas pela morte do líder, e as naturais hesitações do intervalo ocupado pelas discussões da Assembleia Constituinte, embora tenha contado com a posição nacionalista de Sarney. Aguentou – limitando-se aos protestos que levaram brio ao Congresso – o espetáculo e a corrupção do governo Collor, obtendo a solução constitucional mediante o "impeachment". Viu os principais dispositivos constitucionais de defesa do país, como os que garantiam a propriedade nacional sobre seus recursos naturais, serem revogados pelo governo neoliberal que se seguiu ao de Itamar.

A resistência dos cidadãos impediu que a entrega fosse total, como queria o Consenso de Washington, e nos foi possível conservar instrumentos que nos permitisse atravessar a tormenta. Não foi fácil remar contra a maré triunfante. Vencida esta etapa, seria de esperar que os homens públicos procurassem buscar a coesão da nacionalidade, a fim de consolidar o processo de desenvolvimento autônomo. Mas, pelo contrário, grande parte deles afasta mais ainda do povo, e coloca em risco os esforços e os resultados obtidos nos últimos anos.

ANCELMO GÓIS

Quebra de patente

O GLOBO - 13/05/09

Segunda, na 62ª Assembleia Mundial da Saúde, em Genebra, o Brasil vai defender o chamado “licenciamento voluntário” dos dois únicos remédios contra a gripe suína: Tamiflu e Relenza.
Os dois, das gigantes Roche e GSK, respectivamente, são protegidos por patentes.

PROPAGAÇÃO RÁPIDA... 
Embora a própria OMS ache que o remédio nem sempre é necessário, o ministro Temporão defende a abertura, pois, dependendo da propagação da gripe, os laboratórios terão dificuldades para atender a demanda.
ESQUECERAM O CARA
O “Financial Times”, jornal inglês, listou as “50 figuras mundiais mais influentes que vão mudar a cara do mundo” no pós-crise do capitalismo global.
Obama e o premier chinês Wen Jiabao encabeçam a seleção. O único brasileiro é Carlos Ghosn, CEO da Nissan/Renault. Lula não aparece.
HERÓI DA RESISTÊNCIA
José Alencar, 77 anos, antes de saber de seus novos tumores, contou a um amigo que tinha planos para a eleição de 2010:
– Se Deus me curar, poderei ser candidato a alguma coisa.
ENFERMEIRAS 
O TJ-SP deu ganho de causa ao Conselho Regional de Enfermagem em ação contra Tom Cavalcanti e a TV Record pelo uso de uma personagem “enfermeira erótica” no “Show do Tom”.
O humorista e a Record não usarão mais a personagem, sob pena de pagar R$ 451 milhões a 129.086 profissionais inscritos no órgão (R$ 3.500 a cada).
ANO MÁRIO LAGO
Mário Lago, o grande ator e compositor que o Brasil perdeu em 2002, vai ganhar uma bonita homenagem da UERJ em 2011, quando faria 100 anos: será o Ano Mário Lago na universidade.
Merece.
DESTINO BRASIL 
O MoMa, Museu de Arte Moderna de Nova York, está vendendo, em seu site e em sua loja, uma coleção de objetos chamada “Destino Brasil”.
São 75 peças “usualmente encontradas só no Brasil”, diz o supermuseu. Os autores são “designers emergentes” daqui.
CHEGUEI PRIMEIRO
No dia seguinte à notícia de que Sarney apresentaria no Senado um projeto de “consolidação da leis de incentivo à cultura”, Augusto Botelho (PT-RR) surpreendeu os colegas com proposta nos moldes da imaginada pelo presidente da Casa.
Não é nada, não é nada... não é nada.
NO MAIS...
E o trem-bala, hein? Antes até de sair do papel, o custo da ligação ferroviária Rio-SP já pulou de US$ 9 bi para US$ 15 bi.
Imagine quando começar a obra, vierem as empreiteiras...
RIO GAY
Por ordem de Sérgio Cabral, os boletins de ocorrência das 132 DPs fluminense ganharam a opção “homofobia” entre as possíveis motivações dos crimes.
A medida, que será anunciada sexta num ato pelo Dia de Combate à Homofobia, na Academia de Polícia, faz do Rio o primeiro estado com uma estatística oficial da violência contra gays.
ALIÁS... 
Domingo, gays vão levar 3.500 girassóis à Praia de Ipanema para lembrar as mortes motivadas por discriminação sexual.

MÍRIAM LEITÃO

É hoje o dia

O GLOBO - 13/05/09

Que dia Christiane Torloni, Juca de Oliveira e Victor Fasano deveriam ser notícia numa coluna de economia? Hoje. É hoje, às 18 horas, em frente ao Senado, a Vigília em Defesa da Amazônia, a qual chegam depois de terem recolhido 1,1 milhão de assinaturas de brasileiros pela preservação da floresta e após esperarem sete meses por uma audiência com o presidente Lula, que ainda não aconteceu.

Venho acompanhando, principalmente através de Christiane, as notícias da longa caminhada, desde o choque que ela e Victor tiveram ao gravar a minissérie “Amazônia”, lá na região, até o esforço de entender muito mais profundamente essa inquietante e complexa causa e realizarem a mobilização pela coleta de assinaturas.

Que momento é a hora exata para que chegue ao Congresso o movimento que recolheu tantas assinaturas? Agora é a hora certa. A Amazônia vem sendo atacada há longo tempo, mas poucas vezes se formou um quadro tão adverso.

A senadora Marina Silva (PT-AC) vem chamando a atenção para a concentração de iniciativas, projetos, declarações e políticas que ameaçam a Amazônia e apontam para a destruição do avanço que havia se conseguido. Ela acha que há uma ofensiva. É o Código Florestal, que quer ampliar a área de desmatamento permitida; é a tentativa de dispensar licença ambiental para a duplicação de estradas; é o dinheiro farto do BNDES para setores com inequívoca comprovação de que desmatam a floresta. São as declarações depreciativas de autoridades revivendo, a pretexto de enfrentar a crise, o bordão de que meio ambiente é obstáculo ao desenvolvimento.

Há 18 projetos de decretos legislativos tentando anular ações administrativas de proteção do meio ambiente. A senadora Kátia Abreu (DEM-TO), presidente da Confederação Nacional da Agricultura, é autora de um projeto de lei que tenta anular o Plano Nacional de Combate ao Desmatamento. O plano determinou o recadastramento das propriedades rurais, impede novas autorizações de desmatamento nos municípios que mais desmataram e barrou a acesso ao crédito para atividades rurais realizadas em imóveis que não respeitam as leis ambiental e fundiária. O governo já mandou várias MPs flexibilizando controles. A MP 422 aumentou de 400 para 1,5 mil hectares o tamanho da terra pública que pode ser passada para o setor privado sem licitação. A MP 458 tinha o objetivo de regularização da desordem fundiária da Amazônia, mas foi concebida dentro da ideia da aceitação do fato consumado. Isso pode premiar os que grilaram terra pública. Seria aceitar como privado um território maior que Minas Gerais, e se toda essa área puder desmatar os 20% legais, seriam 13 milhões de hectares.

Nunca foi tão forte no governo a ideia – como mostram os atos, palavras, medidas provisórias e delegação de responsabilidades – que a floresta tem que ceder espaço à produção agropecuária. Há vários problemas nesse raciocínio. Primeiro, a floresta tem sido desmatada impiedosamente ano após ano, e grande parte desse avanço se dá em terras públicas, por grileiros. A pecuária, que é um dos líderes desse processo de ocupação, está frequentemente envolvida com denúncias de trabalho escravo. Terceiro, a pretexto de enfrentar a crise, o governo tem aberto os cofres públicos para socorrer esses produtores que ocupam terra pública, desmatam e escravizam. Os crimes se associam e são financiados com os impostos que pagamos.

Do ponto de vista estritamente econômico, é uma insensatez. Tenho insistido, aqui neste espaço, que vão aumentar as pressões comerciais contra qualquer produto brasileiro que tenha indícios de estar ligado a esses dois crimes, desmatamento e trabalho escravo. O consumidor está ficando cada vez mais exigente, porque a consciência ambiental avança no mesmo ritmo dos sinais que alertam para os perigos da mudança climática.

No relatório do Trabalho Escravo divulgado ontem pela OIT, pesquisa feita com trabalhadores brasileiros mostrou que a maioria foi encontrada pela fiscalização em fazendas de gado do Pará e Mato Grosso. O relatório diz o seguinte sobre a lista suja do trabalho escravo: “Em julho de 2008 figuravam na lista os nomes de 212 pessoas e empresas, principalmente do setor pecuário. Descobriu-se que uma parte importante das atividades estava vinculada a práticas ilícitas que causaram o desmatamento da região amazônica. Muitos desses estabelecimentos rurais são de grande extensão, de até 30 mil hectares ou mais.” É a união das iniquidades: grilagem, desmatamento, trabalho escravo.

Portanto, a vigília de hoje reunirá pessoas que divergem em várias questões, pessoas de áreas profissionais tão diferentes quanto a senadora Marina Silva e o ator e também produtor de alimentos orgânicos Marcos Palmeira, mas que têm a mesma sensação de aflição vendo a marcha da insensatez do Brasil. Exatamente no limiar da era em que o aquecimento global torna mais preciosos os nossos recursos, quando desmatar e queimar a floresta aumentarão os riscos que pesam sobre todos nós, o Brasil vê uma escalada de iniciativas, propostas, projetos e declarações hostis à preservação.

Hoje é um bom dia para se pensar nas escolhas que têm sido feitas pelo Brasil.

GOSTOSA


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CLÁUDIO HUMBERTO

“Na vida privada, o que não é proibido é permitido”
DEPUTADO QUE ‘SE LIXA’, SÉRGIO MORAES, SOBRE PAGAMENTOS QUE FAZ COM VERBA INDENIZATÓRIA

PETROBRAS EXIGE 800 MILHÕES DA ‘CONTA CAFÉ’
A Petrobras está cobrando do governo o pagamento de uma velha dívida, hoje em mais de R$ 800 milhões, da chamada “conta café”. Foram despesas realizadas no exterior, durante vários anos, pelo antigo Instituto Brasileiro do Café e pagas pela estatal. O IBC foi extinto em 1990, no início do governo Collor, e o Tesouro Nacional jamais se coçou para pagar sua dívida à Petrobras e ainda se recusa a reconhecê-la. 
AINDA AMIGÁVEL 
A cobrança da Petrobras, mantida sob sigilo até hoje, ainda é administrativa, mas sua diretoria não descarta levá-la aos tribunais.
ACIONISTAS DE OLHO 
A Petrobras quer reaver esse dinheiro por exigência dos acionistas. Hoje, só 40% da estatal pertencem ao Tesouro. O restante está nas bolsas.
NEM AÍ 
A primeira-dama Marisa Letícia, até agora, não demonstrou qualquer interesse nas enchentes que já mataram 45 pessoas no Norte/Nordeste.
OTIMISMO 
Conselheiro informal do presidente Lula, o ex-ministro da Fazenda Delfim Netto prevê para 2010 crescimento do PIB da ordem de 4%.
PREFEITOS GANHAM MAIS QUE O PRESIDENTE
Alguns prefeitos de todo o País têm vencimentos maiores que o do presidente Lula, que ganha R$ 12,8 mil. O prefeito Ivan Rodrigues (PTB) recebe R$ 23,8 mil para gerenciar São José dos Pinhais (PR), com 280 mil habitantes. O prefeito mineiro de Nova Lima (75 mil habitantes), Carlinhos Rodrigues (PT), recebe R$ 21,9 mil; e o prefeito do balneário Angra dos Reis (146 mil habitantes), Tuca Jordão (PMDB), R$ 23 mil.
VENCIMENTO
O prefeito de Belo Horizonte (MG) – uma das maiores cidades do País –, Márcio Lacerda (PSB), ganha R$ 19 mil mensais.
SERRA VAI À LUTA 
O ex-senador Orestes Quércia, que comanda o PMDB paulista com mão-de-ferro, circula em Brasília em defesa do presidenciável José Serra.
VIDA REAL
A crise econômica continua a levantar marola. Nos primeiros quatro meses, os gastos do governo com seguro desemprego subiram 13%.
HITLER NÃO MORREU 
A embaixada da Espanha mente ao afirmar que apenas brasileiros sem documentos são barrados naquele país. Segundo o Itamaraty, são 150 por mês (cinco ao dia), em média. Agora só falta bordar a estrela de David na roupa dos brasileiros que a Espanha barra, isola e deporta.
NO CAMINHO CERTO 
O ministro Gilmar Mendes, presidente do Supremo Tribunal Federal, visitou Alagoas e Piauí e voltou bem impressionado com os presidentes dos respectivos Tribunais de Justiça, Elisabeth Carvalho e Raimundo Alencar: “Pessoas muito sérias, bem preparadas, bem intencionadas”.
CPI DA YEDA 
O PT já tem quase todas as assinaturas necessárias para instalar a CPI que vai apurar na Assembleia mutretas atribuídas ao governo tucano de Yeda Crusius. Amanhã a CUT, do PT, organiza manifestação contra ela. 
TESOURO SALVADOR
A Embraer vai tirar o pé da lama, com a encomenda de dois protótipos de um avião militar de transporte e reabastecimento da Força Aérea Brasileira, FAB, no valor de R$ 3 bilhões, e um contratinho legal para restaurar aviões sucateados. 
O PADRE PORNÔ 
Fazem sucesso na internet três vídeos onde o pároco de Santarém (PB), padre Duarte, aparece nu com um casal em cenas de sexo explícito. As cenas teriam sido filmadas pelo próprio padre, cinegrafista frustrado. 
CARNAVAL S/A
O governo corre para desestimular a Portela, que – de olho no patrocínio das estatais – quer fazer de Lula o enredo do carnaval de 2010. Antes, a Portela tentou ganhar uma grana com os 50 anos de Brasília.
REVISÃO
A editora Moderna informou a esta coluna que será retirado do mercado, até ter o conteúdo revisto, o livro didático “Caatinga – a Paisagem e o Homem Sertanejo” que traz referências preconceituosas a nordestinos.
PROJETO PESSOAL
O chanceler Celso Amorim garantiu ontem que não quer ir para a Agência Internacional de Energia Atômica, mas ele é candidatíssimo. O problema é que suas chances são mínimas. Mas para não reduzi-las ainda mais, retirou o apoio do Brasil a um brasileiro, Márcio Barbosa, na Unesco.
PENSANDO BEM... 
...o PMDB provocou um overbooking de empregos na Infraero. 

PODER SEM PUDOR
OPS, DEIXA ESTAR? 
O então senador novato Sérgio Cabral (PMDB-RJ) queria rebatizar a Ala Filinto Müller de “Ala Nélson Carneiro”, lembrando que aquele ex-presidente da Casa foi um torturador simpático aos nazistas. O colega Edison Lobão (DEM-MA) argumentou que Filinto foi chefe de polícia do ditador Getúlio Vargas, que dava as ordens. E sugeriu: por que Cabral não propunha trocar o nome da Av. Presidente Vargas para Av. Nélson Carneiro, no Rio? Ele insistiu e Lobão leu um trecho dos anais do Senado no dia em que foi aprovada a homenagem ao truculento personagem. Na ocasião, Carneiro se derramou em elogios a Filinto. Sérgio Cabral enfiou a viola no saco.

DORA KRAMER

Inversão de fatores

O ESTADO DE SÃO PAULO - 13/05/09

A relatoria de qualquer projeto ou processo - principalmente se polêmicos - costuma ser alvo de disputa entre os parlamentares. Garante espaço na imprensa e dá ao escolhido o ambicionado destaque, difícil de ser alcançado em sistemas de trabalho colegiado como o Congresso.
É uma oportunidade e tanto de se sobressair. Raramente dispensada. A menos que algo ande muito errado para justificar a inversão da regra geral segundo a qual holofote e microfone são instrumentos essenciais à comunicação da atividade pública.
Pois bem. Não é de hoje (o caso da falta de quem aceite substituir o deputado Sergio Moraes como relator do processo contra Edmar Moreira no Conselho de Ética da Câmara não é o primeiro nem será o último) que os parlamentares vêm evitando chamar atenção sobre si quando o assunto envolve imposturas de agentes públicos.
Tanto que virou lugar comum nomear não um, mas uma comissão de relatores a fim de socializar os prejuízos. No processo contra o então presidente do Senado, Renan Calheiros, em 2007, essa foi a solução encontrada depois de repetidas renúncias e recusas de substituição.
Sergio Moraes foi nomeado para relatar o processo de Moreira com outros dois deputados. Repudiado por crime de exorbitância verbal - “estou me lixando para a opinião pública”-, Moraes diz que não sai, o presidente do conselho diz que vai substituí-lo, não encontra quem esteja disposto a fazer o serviço e promete para hoje uma solução.
E por que é tão difícil encontrar quem relate o caso? Há razões variadas, embora sejam todas presididas pelo mesmo objetivo: a absolvição ou prescrição de penalidade branda ao deputado que apresentou notas fiscais de gastos da verba indenizatória, mas não conseguiu provar a autenticidade delas.
Como o nome do jogo não é rigor ético e suas cartas estão previamente marcadas, só são aceitos jogadores adaptados à regra Com isso, ficam de fora os mais sérios. Seja porque os partidos da maioria governistas já distribuem as peças de acordo com seu interesse (evitar punições a integrantes da “base”), seja porque cada vez menos os mais qualificados se disponham a enfrentar uma tropa sem escrúpulos, cujo compromisso único é assegurar a impunidade dos acusados.
Sem sombra de dúvida, para boa parte dos que recusam o ideal seria a permanência do debochado Moraes como relator. Ultimamente, com o envolvimento de muitos parlamentares da categoria “superior” no escândalo das passagens aéreas, nenhum deles quer se expor à retaliação na forma de cobranças públicas de ausência de autoridade moral para julgar e acusar.
Não por acaso, Sérgio Moraes faz frequentes referências ao uso das passagens como algo muito mais “grave” que a acusação de abuso no gasto da verba indenizatória que levou a corregedoria da Câmara a pedir abertura de processo no Conselho de Ética contra Edmar Moreira.
A mistura no mesmo balaio de todos os parlamentares, sem aplicação de critérios de avaliação sobre o conjunto da atuação de uns e de outros, acaba favorecendo tipos como Moraes e companhia. É errado usar a cota de passagens aéreas como um bem particular? Erradíssimo.
Trata-se de um cacoete patrimonialista? Certamente. Agora, se não houver distinção entre um parlamentar que escorregou aqui, mas exibe toda uma trajetória correta e atuante, e outro cuja biografia se traduz em folha corrida de malfeitorias, os piores vencerão e prevalecerão.
Parlamentar que se “lixa” para a opinião pública não precisa de reconhecimento, capta votos por outros métodos. O outro tipo, que vive da imagem, quando a tem destruída, não se elege ou desiste de disputas e se retira da cena. Quem ganha? Pois é.
Não se trata de relevar o erro, mas de aplicar às pessoas e às situações seu valor exato, na dimensão precisa.

LIMONADA
Digamos que para o PSDB não será exatamente o fim do mundo se a governadora Yeda Crusius (RS), acossada por denúncias de uso de caixa 2 na campanha, for obrigada a desistir da reeleição e aos tucanos restar como saída o apoio à candidatura do prefeito de Porto Alegre, José Fogaça, para governador do Estado em 2010.
Mais que um problema, pode ser uma solução, pois Fogaça é do PMDB. Uma aliança com ele fecha mais um elo em favor da candidatura presidencial do PSDB e tira do PT a chance de se acertar com os pemedebistas no Rio Grande do Sul.

O RECINTO
“Ou temos uma coisa séria ou não temos. E, se não for séria, não é ambiente para mim”, disse o ministro da Defesa a propósito do plano de continuar demitindo apaniguados políticos da Infraero. Filiado ao PMDB, que já tentou presidir, o ministro não esclareceu se a exigência de seriedade limita-se à empresa administradora dos aeroportos brasileiros ou se estende também ao partido.

PONTOS COMUNS


QUARTA NOS JORNAIS

Globo: PM anuncia operação para expulsar o tráfico do Leme

 

Estadão: Governo autorizou manobra contábil feita pela Petrobras

 

JB: Mais crédito, menos calote

 

Correio: Bondades para o servidor

 

-Valor: Expectativa de mudança na poupança trava o mercado

 

Gazeta Mercantil: Poupança com mais de R$ 50 mil terá imposto

 

Estado de Minas: Quase R$ 1 bi para tirar BRs do buraco

 

Jornal do Commercio: Leão para em Marcos