terça-feira, dezembro 02, 2008

MÓNICA BÉRGAMO

CUIDADOS


Folha de S. Paulo - 02/12/2008
 

O ex-ministro Luiz Gushiken está internado no hospital Sírio-Libanês.

RADICAL 
Adib Jatene e outros médicos que formam uma comissão de especialistas para avaliar as faculdades de medicina do país já encaminharam ao MEC relatório com recomendações. Entre elas, que algumas instituições "reduzam as vagas que oferecem no vestibular".


Já o MEC estuda medida radical: suspender os vestibulares de pelo menos duas faculdades -uma, de Nova Iguaçu; a outra, federal, de Minas Gerais.

TÁ DIFÍCIL 
Jatene diz que fechar faculdades é "um problema complexo. Mesmo reprovadas pelo MEC, elas conseguem liminares na Justiça para fazer vestibular. Tempos depois, o STF (Supremo Tribunal Federal) não deixa o curso fechar para não prejudicar os alunos que estão estudando".

PIRES 
As Forças Armadas têm feito apelos dramáticos aos parlamentares para que mantenham intocados seus recursos no orçamento de 2009. Já chegaram a argumentar, entre outras coisas, que 62% dos equipamentos do Exército estão simplesmente "indisponíveis", por falta de reposição ou de manutenção.

NOTA ZERO 
O TCU (Tribunal de Contas da União) pode anular na quarta um concurso do governo federal que selecionou 897 candidatos para o cargo de procurador da fazenda nacional. Depois que 600 haviam sido aprovados, com a condição de tirar nota mínima de 60 pontos em cada prova realizada, o governo mudou o critério -passou a exigir que esta fosse a nota média (uma pessoa que tirasse 80 numa prova e 40 na outra, por exemplo, também seria aprovada). Outros 297 entraram na lista. Relatório preliminar do tribunal condenou a mudança.

JÂNIO DE FREITAS

Em nossa vizinhança


Folha de S. Paulo - 02/12/2008
 

O EXAME minucioso do que suas dívidas externas têm de correto e eventualmente de irregular, decidido pelos governos do Paraguai, da Bolívia e da Venezuela, levou o senador Heráclito Fortes a prometer para hoje ou amanhã uma reunião extra da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional. Sentiu-se motivado por texto em jornal que deduziu haver nas auditorias "uma ameaça de US$ 5 bilhões" de "calote" dos três países contra o Brasil. Auditoria assim da dívida externa foi um dos mais enfáticos e reiterados compromissos de Lula em sua campanha para a Presidência. Mas não só de Lula e não só àquela altura.
Na fase final da ditadura, a auditoria da dívida externa brasileira foi uma bandeira simbólica da democratização reivindicada. Em parte, por suspeita de transações corrompidas na negociação externa e na destinação interna do dinheiro. Mas também em nome da recuperação da soberania esvaziada pelo FMI e pelos bancos dos Estados Unidos, Citigroup à frente com os lucros inigualáveis extraídos ano a ano do Brasil. Não era reivindicação "da esquerda", não, era de quase toda a oposição ao regime, inclusive parcela importante do empresariado, e encabeçada pelo MDB/PMDB.
Caídos os militares, a auditoria logo se tornou uma das reivindicações mais acentuadas, com Ulysses Guimarães como empolgado propagador. Nem por isso se iniciou. Passados dois anos, quando em começo de 1987 o governo Sarney declarou a moratória da dívida externa, a necessidade da auditoria voltou como objetivo indispensável. A consciência de que o Brasil fora vítima de chantagens e extorsões, nos seus piores apertos, era justificada e muito difundida. Nem por isso houve algo próximo de auditoria. Restou o tema nas campanhas do PMDB, dos considerados de esquerda, até de parte do PFL (linha Aureliano Chaves, por exemplo), e o PSDB incorporou vários da causa, como Mário Covas.
Auditorias das dívidas externas são obrigações dos governos do Paraguai, da Bolívia e da Venezuela ao menos por dois motivos. Um deles é a conveniente prova de que seus novos presidentes não estavam fazendo bravatas, quando propuseram mudanças ao eleitorado, e não são cínicos como presidentes. Outro, é a probabilidade muito grande de que seus antecessores, em cuja crônica dos últimos mandatos não cabem ressalvas, tenham feito transações financeiras e contratações minadas por impropriedades e, portanto, prejudiciais aos seus países.
Se os empréstimos brasileiros não depenaram cofres dos vizinhos com juros multiplicados, em relação aos práticos à época, não será para o Brasil que as auditorias alheias trarão problema. Caso o tenham feito, nada mais justo do que perder, por qualquer modo, o obtido com malandragens perversas.
Auditorias de dívida externa não se restringem, forçosamente, a operações de empréstimos, condições e pagamentos. Podem incluir os caminhos dados ao dinheiro, e aí por certo entrariam contratações de empresas brasileiras. Em princípio, como no caso Equador versus Odebrecht, são questões entre governo e empresa, nas quais o país da empresa, como governo e como Estado, não é parte.
Esse possível surgimento de contratações de empresas brasileiras, além do problema já consumado com o Equador, recomenda uma observação bem atual: o Tribunal de Contas da União encontra irregularidades nas contratações e obras em dez aeroportos; o mesmo TCU constata "irregularidades graves" nas contratações e obras das novas sedes do Tribunal Regional Federal e do Tribunal Superior Eleitoral, ambos em Brasília; o TCU já constatou irregularidades em contratações e grandes obras do PAC, como a transposição do rio São Francisco, tudo isso em detrimento dos cofres públicos e envolvendo empreiteiras. E agora o TCU encontra irregularidades em 3.000 contratos do PAC com verbas federais repassadas pela Caixa Econômica Federal. Tudo isso de agora.
Nem tentemos imaginar o que possa ter-se passado quando essas empresas cruzaram a fronteira, ao encontro dos governos expelidos em nossa vizinhança.

INFORME JB

Protógenes mandou recado para Lula


Jornal do Brasil - 02/12/2008
 

O delegado da PF Protógenes Queiroz não está de bem com o governo. Mandou um recado velado para o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, através do ministro da Justiça, Tarso Genro. Isso foi quando Lula começou a manifestar-se sobre a Operação Satiagraha. Protógenes ligou para Tarso e avisou: "Não é bom para o presidente meter-se nisso". Estava certo. A lama que envolve o banqueiro Daniel Dantas, do Opportunity, é que nem areia movediça e está prestes a levar para o fundo do poço com ele alguns políticos – inclusive um ex-deputado petista. Ontem, Protógenes lembrou que o relatório redivivo do novo delegado da Satiagraha, Ricardo Saadi, corrobora o seu. Mas é apenas um aperitivo. Há muito a aparecer ainda, diz Protógenes.

Nada sabe

Protógenes Queiroz diz a interlocutores, com firmeza, que não procede a fofoca de que foi o presidente Lula quem mandou tocar a Operação Satiagraha. Lula não sabia do que acontecia na PF. Pelo menos no início.

Carne & unha

Protógenes e o juiz da 6ª Vara Criminal paulistana, Fausto De Sanctis – que pediu a prisão de Dantas – têm se falado por telefone quando podem. É certa nova prisão de Daniel Dantas. Mas a grande aposta é saber quanto tempo ficará atrás das grades.

Banco & plenário

O presidente do Banco do Nordeste, Roberto Smith, será candidato ao Senado pelo PT do Ceará em 2010.

Outro lado da rua

O ministro dos Portos, Pedro Britto, será lançado pelo PSB à Câmara Federal.

Brasília–PoA

O ministro da Justiça, Tarso Genro, começou a articular sua campanha para o tão sonhado governo do Rio Grande do Sul. Com o apoio de Dilma Rousseff.

Rio–Brasília

O presidente da Assembléia Legislativa do Rio, Jorge Picciani (PMDB), fechou com o governador Sérgio Cabral sua candidatura ao Senado.

O escudeiro

Picciani, em contrapartida, será o parceiro de sempre na Alerj. Agora, o escudeiro do Palácio Guanabara, até Cabral tentar a reeleição. O apoio já é notado em votações em plenário.

Todos no ninho

O prefeito eleito do Rio, o ex-tucano Eduardo Paes (PMDB), acerta com o governador José Serra (SP) e aliados na cúpula do PSDB a permanência de Guaraná e Pedro Paulo no partido.

Dois lados

É a velha tática de agradar a todos. Paes será o homem de Serra no Rio, uma possível ponte para a candidatura presidencial do paulista. Enquanto Sérgio Cabral continua ao lado de Lula.

Fumaça na floresta

O Ministério Público do Maranhão começou a investigar o envolvimento de índios no tráfico de drogas em algumas cidades. Debaixo da fachada de luta ecológica, muitos pseudonativos têm se fartado com o comércio do pó branco e da maconha.

Isso é Brasil

Ainda do Maranhão, vem esta inacreditável: um prefeito do interior, que passa metade do mês na cidade e a outra na capital São Luís, onde tem clínica médica, pediu ao juiz e ao promotor de sua terra que parassem de... trabalhar.

Folguinha

O alcaide reforçou o pedido: que parassem de trabalhar de segunda a sexta. E explicou: "Doutores, pega mal para mim. Eu sou o prefeito e só venho aqui de 15 em 15 dias. E vocês estão toda semana. É uma desmoralização!". Há testemunhas.

Feliz ano velho

Já outro prefeito eleito, de uma capital nordestina, vai comemorar o Réveillon tomando calmantes. Em janeiro, ele terá de pagar uma dívida de R$ 30 milhões de empréstimo. O dinheiro bancou sua campanha, digamos, não contabilizada.

Tá fora

A Funasa informou que não quer retomar o contrato com a TCI/Bis, que prestou serviços de digitalização. O contrato foi cancelado em dezembro pelo presidente da estatal, Danilo Forte.

Presente

A coluna errou. A presidente da Anac, Solange Vieira, não quis mesmo polêmica com Sérgio Gaudenzi (Infraero). Mas ela compareceu, sim, ao Congresso na quinta para evento com ele.

ILIMAR FRANCO

A escolha

 Panorama Político
O Globo - 02/12/2008
 

O senador Álvaro Dias (PSDB-PR) alardeava ontem: "Para o próximo ano, já há uma previsão de crescimento zero. A ONU prevê isso". O crescimento do Brasil em 2009, segundo a ONU, ficará entre 0,5% (cenário negativo) e 3%. 

A marcha 

Desde o início da crise internacional, o governo Lula tem anunciado medidas para garantir liquidez para os bancos e crédito para as empresas. Amanhã, seis centrais sindicais pretendem reunir 40 mil trabalhadores, em Brasília, na 5ª Marcha da Classe Trabalhadora. As entidades têm duas reivindicações básicas para enfrentar a crise: a manutenção de empregos e o aumento do pagamento do seguro-desemprego de cinco para dez meses. 

Mais Estado para combater a crise 

As centrais sindicais apóiam o uso do FGTS, do FAT e dos bancos públicos BNDES, BB e CEF na mobilização de recursos para combater a desaceleração da economia. "A contrapartida deve ser a manutenção dos postos de trabalho e a prioridade deve ser para empresas e programas que gerem empregos", defende o presidente da CUT, Artur Henrique. Os sindicalistas querem que a cobertura do seguro-desemprego seja ampliada de cinco para dez meses em setores como o exportador. A proposta tem a simpatia do Ministério do Trabalho. A projeção de despesas, para este ano, com o seguro-desemprego é de R$14 bilhões. 

Brasil prepara fórmula para descartar renegociação" - manchete do "ABC Color", principal jornal do Paraguai, sobre a revisão do Tratado de Itaipu 

Aécio Neves em campanha 

O governador Aécio Neves esteve ontem em Santa Catarina para anunciar a ajuda de Minas Gerais aos flagelados pelas chuvas e enchentes. Esteve também no Paraná, onde mandou um recado para os tucanos paulistas: "É preciso que o PSDB passe a dar mais ouvidos ao Brasil como um todo, com as suas diferenças, com as suas angústias. Só assim nós nos reaproximaremos do Brasil que queremos governar". 

Sindicalistas contra a idade mínima 

As negociações prévias sobre o fim do fator previdenciário não são promissoras. Os representantes dos trabalhadores não aceitam a fixação de uma idade mínima para a aposentadoria, como contrapartida pelo fim do fator previdenciário, conforme projeto do senador Paulo Paim (PT-RS). Essa regra foi aprovada no governo Fernando Henrique. Na quinta-feira, as centrais sindicais vão sentar-se com o ministro José Pimentel (Previdência) na tentativa de chegar a um acordo. 

NÃO CHEGOU aos pés do presidente Lula na abertura dos Jogos Pan-Americanos, no Maracanã, mas o vice-governador Paulo Otávio (DF) foi vaiado sábado à noite no show do Mundo Livre S.A., em Brasília. 

DEPUTADOS do Nordeste preparam destaque para que o ICMS seja todo cobrado no destino. Isso caso os paulistas insistam nos 4%. O texto da reforma tributária fala em 2% na origem. 

MAIS OBRAS. O Senado abriu licitação para construir uma passarela subterrânea ligando seu prédio ao Palácio do Planalto. 

Mais socorro 

Além de ampliar o percentual do FGTS para as vítimas das enchentes de Santa Catarina, o governo estuda também a liberação de dinheiro do FAT, com o pagamento de seguro-desemprego para os trabalhadores das áreas atingidas.

ANCELMO DE GOIS

O mundo em 75 dias

O Globo - 02/12/2008
 

Aplica-se para a crise na economia a velha definição de Magalhães Pinto para a política. É a que diz: "Política é como nuvem. Você olha e está de um jeito. Olha de novo e já mudou." 

Veja só. Dia 15 de setembro - só há 75 dias -, Lula, devido ao mau tempo, deixou de ir à fábrica de caminhões da Volks, em Resende, RJ, que, por causa da demanda, tinha iniciado o terceiro turno de trabalho. 

Segue... 

Sexta agora, a fábrica comunicou a seus funcionários que resolveu esticar em mais uma semana as férias coletivas para "adequar o estoque da produção à demanda de mercado". 

Cumpriu sua cota 

Bernard Appy pretende ficar só até o Natal em Brasília e, em 2009, volta a São Paulo. 

Em julho, Appy deixou a Secretaria de Política Econômica. Mas ficou como assessor do Ministério da Fazenda para a reforma tributária. 

Antes de Duda 

Antes de se fixar no nome de Eduarda La Rocque para a Secretaria de Fazenda, Eduardo Paes andou trocando figurinha com o governador tucano José Serra, que lhe indicou o nome de Luís Fernando Welisch. 

O economista ficou menos de um ano no cargo de secretário de Finanças de São Paulo, logo depois da posse de Kassab. 

Me dá dinheiro aí 

O empréstimo da Caixa Econômica à Petrobras foi tão atípico que será o último. 

A operação atingiu, de uma só vez, o limite de 25% do capital do banco estipulado pelo Acordo da Basiléia (as regras que os bancos seguem no mundo). 

Cheque especial... 

A Petrobras também já estourou o "cheque especial" possível no Banco do Brasil. 

A dúvida do mercado é onde a estatal vai se financiar agora, já que as linhas internacionais também estão restritas. 

Segredo de Estado 

O senador Tasso Jereissati anda para cima e para baixo com a cópia de um comunicado da Petrobras à CVM, relatando que, dia 23 de outubro, tomou US$300 milhões emprestados no Banco do Brasil. 

Pois bem. Até sexta, o banco garantia ao tucano que não houve empréstimo algum. 

Dilma quer cantar 

Dilma Rousseff ligou no fim de semana para Marília Pêra, após ter assistido a "Gloriosa", no Teatro Nacional, em Brasília. 

Disse ter ficado emocionada porque... gostaria de, na outra encarnação, ser cantora. 

Contraponto 

A Editora Contraponto decidiu não vender mais livros à Biblioteca Nacional. É protesto contra a lista feita pela Biblioteca para o pregão de compras previsto para este mês. 

"Mais uma vez", diz o editor César Benjamin, "a lista é caótica e não permite perceber nenhum critério de qualidade."

CAOS CENTER

TERÇA NOS JORNAIS

- Globo: Paes vai cancelar atos de Cesar no fim do mandato

 

- Folha: EUA têm 1ª recessão desde 2001

 

- Estadão: EUA admitem estar em recessão há um ano

 

- JB: Recessão abala os EUA

 

- Correio Braziliense: Temporada de golpes na Internet

 

- Valor Econômico: Crise dos derivativos muda governança nas empresas

 

- Gazeta Mercantil: Demanda reduzida eleva o estoque de aço

 

- Estado de Minas: Risco de morte entre jovens é menor em Minas

segunda-feira, dezembro 01, 2008

ARROMBADAS

01/12/2008 - 10:57 -NATAL-RN
Três são presas tentando entrar em Alcaçuz com explosivo, drogas e celular no ânus 

Três mulheres foram presas entre o sábado e o domingo tentando entrar com drogas, explosivos e celulares na penitenciária de Alcaçuz, durante o período de visita. Segundo o diretor do presídio, Aílson Dantas, as três mulheres escondiam os objetos no ânus, quando foram flagradas na revista.

No sábado, duas mulheres foram flagradas tentando chegar ao interior do presídio com drogas e explosivos. Segundo o capitão José Deques, uma estava com explosivos acondicionadas num cilindro e colocados dentro de uma camisinha e outra com 100 gramas de maconha. Os explosivos, de acordo com o Ailson Dantas, seria levado para o preso Wisney Masson, que já estaria até com pedido de progressão de pena para regime semi-aberto sendo analisado. "Será aberto uma sindicância e ele ser punido e perder a progressão", informou José Deques. 

Já a droga seria levada para outro detento, ainda de nome não revelado. As duas mulheres foram levadas para a delegacia de Nísia Floresta, onde foram autuadas. Já na manhã do domingo, segundo a polícia, uma mulher de 56 anos foi flagrada também na revista ao tentar entrar no presídio com um celular no ânus. A senhora, também de nome não revelado foi levada para delegacia.

COLUNA PAINEL

Pela porta


Folha de S. Paulo - 01/12/2008
 

Enquanto o Congresso não aprova a aguardada "janela da infidelidade", período de um mês durante o qual será possível trocar de partido sem risco de perder o mandato, começam a proliferar pedidos de mudança com base nas duas exceções abertas pelo Tribunal Superior Eleitoral -"perseguição" e "mudança programática". Cinco deputados federais -Betinho Rosado (DEM-RN), Felipe Bornier (PHS-RJ), Rogério Marinho (PSB-RN), Gervásio Silva (PSDB-SC) e Marcos Antônio (PTB-PE)- já acionaram a corte.
O TSE tem sido compreensivo. Os pedidos de Silva (ex-DEM) e de Marcos Antônio (ex-PSC) já foram aceitos pelos juízes. Os demais estão em tramitação.

Disseminado
O expediente também vem sendo usado em Estados e municípios. Em São Paulo, 27 vereadores já pediram à Justiça Eleitoral para mudar de partido. Outro exemplo é o vice-governador do Espírito Santo, Ricardo Ferraço. Ele quer trocar o PSDB pelo PMDB ou o PDT para disputar o governo.

Emendas 1
O senador Marcelo Crivella (PRB-RJ), que tem como bandeira eleitoral o projeto Cimento Social, destinou quase toda a sua cota de emendas (R$ 9,9 milhões) para a construção e reforma de casas em favelas. 

Emendas 2
A deputada Manuela D"ávila (PC do B-RS) propôs verba para duas ONGs ligadas a seu partido -R$ 400 mil para o Centro de Estudos da Juventude e R$ 100 mil para a Unegro. Ela diz que apresentou as emendas em razão dos projetos das ONGs. 

Emendas 3
Já Michel Temer (PMDB-SP), candidato à presidência da Câmara, inscreveu no Orçamento de 2009 emenda de R$ 100 mil para a construção de memorial para Ulysses Guimarães. 

Outro lado
Governistas dizem que os tucanos não têm do que reclamar quanto à rejeição, pela Comissão de Orçamento, de emenda que destinaria R$ 490 milhões ao metrô paulista. Lembram que foi Eliseu Padilha (PMDB-RS), presidente do comitê de admissibilidade e próximo do PSDB, quem descartou a emenda, porque o projeto não faz parte do Plano Plurianual.

Termômetro 1
Em pesquisa realizada pelo Ipespe por encomenda do Palácio dos Bandeirantes, 72% dos entrevistados declararam aprovar o governo de José Serra. A administração do tucano foi reprovada por 15%. 

Termômetro 2
O levantamento identificou os mesmos 72% de aprovação ao governo Lula no Estado de São Paulo, mas um percentual maior de desaprovação: 20%. 

Sem marola
A rejeição, pela bancada do PT na Assembléia paulista, do acordo de venda da Nossa Caixa para o Banco do Brasil provoca desconforto na direção nacional do partido. A cúpula deve procurar os deputados para pedir moderação às críticas a um acordo que foi avalizado por Lula e Dilma Rousseff. 

Quintal
O fechamento de algumas agências da Nossa Caixa é inevitável. A começar do posto hoje instalado dentro da própria Assembléia Legislativa, que funciona praticamente ao lado de uma agência do Banco do Brasil. 

Pesos e medidas
Para irrigar o caixa da Petrobras, a Caixa Econômica Federal emprestou R$ 2 bilhões. São R$ 500 milhões a mais do que a instituição liberou para os atingidos pelas enchentes em Santa Catarina. 

Filantropos
Controlada pelo PT, a cúpula da Petrobras é generosa nas doações para seu partido. O presidente da empresa, José Sergio Gabrielli, e os diretores Guilherme Estrella (Exploração) e Maria das Graças Foster (Gás) freqüentemente lideram a lista dos filiados que mais contribuem com a sigla. Estão na casa dos R$ 20 mil por ano. 

Tiroteio

"Os tucanos, que adoram matraquear contra qualquer contratação ou aumento, estão mudos diante do "choque de gestão" que Cunha Lima vem aplicando na Paraíba." 

Do deputado 
CARLOS ZARATTINI (PT-SP), sobre o festival de gastos promovido pelo governador desde que o TSE cassou seu mandato.

Contraponto 

Mandato-relâmpago

O município gaúcho de Fontoura Xavier assistiu neste ano a uma acirrada disputa entre Zé Flávio (PT) e Ilo Finatto (PP). No domingo da eleição, apoiadores de cada um formaram equipes para acompanhar a apuração.
Meia hora depois de fechadas as urnas, tocou o telefone no comitê do PP. Alguém avisava que, pelas projeções, Finatto vencera. Foi o que bastou para que aliados saíssem às ruas, numa festa regada a dois caminhões de cerveja, e o candidato concedesse entrevista como prefeito eleito.
A farra correu solta até 20h30, quando saiu o resultado oficial: por 36 votos num universo de 7.000 eleitores, o vencedor era Zé Flávio. O telefonema havia sido trote.

MÓNICA BÉRGAMO

BAIXINHOS


Folha de S. Paulo - 01/12/2008
 

O MEC prepara para o próximo ano o que o ministro Fernando Haddad, titular da pasta, está chamando de "último pacote" de sua gestão: um projeto para tornar obrigatório o ensino dos quatro aos 17 anos de idade no Brasil -e não apenas dos seis aos 14, como hoje prevê a lei. Problema: os estados e municípios não conseguem sequer acolher, em sua totalidade, as crianças de seis anos que passaram a ter recentemente a obrigação de ir para a escola.

MAIS E MELHOR
Para embasar o projeto, que deve ser enviado ao Congresso no começo do próximo ano, o MEC tem uma pesquisa que mostra que crianças que fazem a pré-escola (dos quatro aos seis anos) têm 32% mais chances de concluir o ensino médio.

REFORÇO
A Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) vai abrir concurso para contratar 400 inspetores de aviação civil.

SINTA-SE EM CASA
Luiz Marinho (PT-SP), prefeito eleito de São Bernardo do Campo e xodó de Lula, vai dar uma força para o filme que Fábio Barreto faz sobre a história do presidente. Ele vai ceder os estúdios da Vera Cruz, que ficam na cidade (e onde foi filmado, por exemplo, "Carandiru"), para a produção de "Lula, o Filho do Brasil". Marinho também acionou a associação comercial para que empresários apoiem o filme com alimentação e hospedagem. Paula Barreto, produtora do longa, estuda até mudar o QG do filme de São Paulo para a cidade vizinha.

OUTDOOR
E a Ancine (Agência Nacional do Cinema) vai dar R$ 150 mil para que Bruno Barreto comece a campanha de "Última Parada 174" no exterior. O filme concorre ao Oscar.

A LISTA
Os procons de todo o país enviaram ao Ministério da Justiça um levantamento sobre empresas que estão em condições de seguir as novas regras dos call centers, que entram em vigor hoje. Por elas, o consumidor pode esperar até no máximo um minuto para ser atendido -sob pena de multa, para a empresa, de até R$ 3 milhões. De acordo com o estudo, se declararam preparadas Claro, GVT, TIM, Banco do Brasil, Votorantim, Safra, GE Capital, Besc, ABN, Unicard, Ibi, Hipercard, Fininvest e Citicard.

BOI NA LINHA
Uma missão do governo chileno chega hoje ao Brasil para inspecionar 15 frigoríficos dos Estados de SP, Mato Grosso, Goiás, Minas e Espírito Santo. Se aprovados, esses estabelecimentos poderão exportar carne bovina "in natura" para o país. Atualmente, só o Rio Grande do Sul vende o produto para o Chile. De janeiro a setembro deste ano, pouco mais de 2.500 toneladas foram exportadas.

VIA AÉREA
O ex-ministro Adib Jatene, da Saúde, ligou para o ministro José Gomes Temporão se colocando à disposição para mobilizar a rede de hospitais de excelência -seis instituições particulares que mantêm convênio com o SUS - para ajudar Santa Catarina. As instituições enviam hoje água, paracetamol, soro e outros 93 produtos.

PERMUTA
A ex-prostituta Vanessa de Oliveira, da mesma escola literária de Bruna Surfistinha, vai anunciar em seu site uma promoção para propagandear seu novo livro, "Seduzir Clientes", da editora Matrix. O leitor que fizer a maior "loucura" para divulgar a obra vai ganhar uma noite com a moça em Balneário Camboriú (SC)-seja o vencedor homem ou mulher.

 

Uma das sugestões da editora: aparecer com o livro na mão atrás do presidente Lula.

ANCELMO DE GOIS

Pré-sal aéreo


O Globo - 01/12/2008
 

A crise, quem sabe?, pode afetar os planos. 

Mas o programado é que o ponto alto da visita de Sarkozy, dia 22 de dezembro, seja o anúncio de uma megaexpansão da Helibras, a fábrica mineira de helicópteros controlada pela francesa Eads (European Aeronautics Defence and Space). 

A idéia é construir helicópteros necessários, por exemplo, para levar gente e material para as plataformas em alto-mar, no pré-sal. 

Nome técnico 

O nome do ministro Nelson Jobim para comandar a Infraero é Guilherme Lagger, técnico especialista em logística. 

Foi diretor da Vale e teve rápida passagem no comando da Varig quando a voadora já estava no corredor da morte. 

Por falar... 

Acredite. A Infraero carrega nas costas cerca de 300 postos ocupados por indicação política. 

Aos navegantes 

Quem diz é a Anac. A American Airlines usa nas rotas do Brasil as suas aeronaves antigas, embora avião velho não signifique necessariamente inseguro. 

A AA esteve no noticiário pelo suposto ato de racismo sofrido por Dudu Nobre em pleno vôo. 

Combate à Aids 

O Ministério da Saúde anuncia hoje que vai aumentar o número de kits de testes rápidos para detectar a doença no país. 

Em 2008 foram distribuídos 1,6 milhão de testes. Em 2009 serão 3,3 milhões. 

HIHIHIHI...

INFORME JB

Os olhos de Dilma e o sorriso de Serra


Jornal do Brasil - 01/12/2008
 


Há muito mais que leveza estética nos olhos de Dilma Rousseff (PT) nus sem os óculos e no novo sorriso espontâneo de José Serra (PSDB). São os contornos presidenciais que as faces já esboçam – e denunciam. Nada de marketing, revelam à coluna interlocutores dos dois lados. O fato é que é inevitável qualquer cidadão apto e na frente da fila não se sentir perseguido pelo desejo do cargo mais importante do país. Serra ri à toa não só por ser o favorito na sucessão de Luiz Inácio Lula da Silva, mas também pela certeza de que Aécio Neves poderá ir para o Senado. Dilma tirou os óculos como um recado: que enxerga bem quem dela se aproxima e evitará fogo amigo, do PT ou PMDB. Pequenas mudanças estéticas aos holofotes podem revelar um sonho. Mas escondem grandes pesadelos ainda não sepultados.

Terno e praia

O delegado da Polícia Federal Protógenes Queiroz passou o fim de semana com a família na bela Fortaleza, longe do concreto de Brasília. Ficou num hotel cinco estrelas, na Avenida Beira Mar.

Terno e praia 2

Protógenes fez palestra na capital cearense na sexta e esticou a estadia. A amigos, confessa que está feliz na PF, mesmo afastado da Operação Satiagraha, e que sente de perto o clamor da população por Justiça e transparência no governo.

Fama

Para se ter uma idéia de como o delegado virou herói nacional com o cerco ao banqueiro Daniel Dantas, dois exemplos: em palestra em Niterói (RJ), na terça passada, estudantes e profissionais liberais já lotavam às 16h o auditório do evento que começaria às 20h. Em Fortaleza, o encontro com advogados foi aberto ao público. Até gente do interior apareceu e pediu foto.

Explicando

Só para constar, a palestra do delegado gira em torno do combate à corrupção no país e ética pública. Nada, nada sobre a Satiagraha.

Sinal vermelho

A novata Azul Linhas Aéreas terá mesmo de montar sua base de operação em São Paulo. Maldade dizer que foi o governador do Rio, Sérgio Cabral, quem fez lobby contra a entrada dela no Aeroporto Santos Dumont. A Anac e a Infraero têm dados recentes que comprovam que o terminal do Rio chegou ao seu limite.

No show

Solange Vieira, presidente da Anac, não compareceu ao Congresso na quinta-feira para debate sobre o setor de aviação com o presidente da Infraero, Sérgio Gaudenzi.

Sistema de cotas

O prefeito eleito de Duque de Caxias (RJ), José Camilo Zito (PSDB), lançou o seu sistema de cotas para preencher o secretariado. Convidou para ser o secretário de Meio Ambiente Samuel Maia, 3º vice-presidente estadual do... PT. A quem pergunta, dizem que Maia entrou pela cota pessoal de Zito, como amigo e colaborador.

A tempo

A turma de Zito explica que Samuel Maia tem bom currículo. Graduado em história, tem mestrado em gestão pública e conhece bem a cidade.

Conflito de gerações

Um documento que circula dentro do Ministério da Justiça pede reforço urgente na Advocacia-Geral da União. Informa que é necessária a dotação de quadros mais jovens, porque os veteranos não dão conta do serviço.

Briga da caneta

A briga entre a Justiça e a AGU é boa, segue a canetadas. Este ano, um consultor jurídico do ministro Tarso Genro foi obrigado pelo Ministério Público Federal a anular uma portaria que lhe outorgava poderes para retirar dos autos os pareceres dos advogados da União contrários ao entendimento superior.

Tropa ativa

Pouca gente percebeu o espírito guerreiro de dezenas de servidores do Ministério da Defesa, no Rio. Eles fizeram protesto por reajustes, no Parque Guinle, debaixo do Palácio Laranjeiras, onde os presidentes Lula e o russo Dmitri Medvedev jantavam. A turma só saiu de lá de madrugada. A manifestação foi organizada pelo Sindicato dos Servidores Civis do Ministério da Defesa, seção Rio.

O ESTADÃO - EDITORIAL

Casuísmo sacramentado

O Estado de S. Paulo - 01/12/2008
 

Com um empenho poucas vezes visto nos seus procedimentos habituais, o governo Lula vem cumprindo rigorosamente, etapa após etapa, a decisão - de origens nebulosas - de promover, para todos os efeitos práticos, a cartelização do núcleo do sistema de comunicações do País. No fim da semana passada, o presidente assinou o decreto que institui o novo Plano Geral de Outorgas (PGO) no setor de telefonia fixa. A norma original proibia que uma concessionária adquirisse outra para operar numa área geográfica diversa daquela onde estivesse autorizada a funcionar. A mudança é um dos maiores casuísmos de que se tem notícia, mesmo para os padrões dos poderes públicos nacionais. Foi feita para permitir a fusão entre a Brasil Telecom (BrT) e a Oi (ex-Telemar), com a compra da primeira pela segunda, um negócio da ordem de R$ 12 bilhões, com a participação do BNDES e do Banco do Brasil. A nova empresa só não atuará em São Paulo, Triângulo Mineiro e na região de Londrina, no Paraná.

O negócio havia sido anunciado há sete meses, com o apoio declarado do governo, como um fato líquido e certo. Antes ainda da sua apresentação, o ministro das Comunicações, Hélio Costa, falava nele com suspeita naturalidade. Os envolvidos, com acesso privilegiado ao Executivo, tinham motivos de sobra, portanto, para saber que as regras do jogo se amoldariam aos seus interesses. E isso efetivamente se deu por meio de descarada interferência do Planalto na Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), o órgão regulador do setor, que sai dessa deplorável história desacreditado e com a autonomia reduzida a frangalhos. Em outubro, para surpresa de ninguém, a Anatel alterou o plano de outorgas - o que o decreto presidencial sacramentou dias atrás. No afã de exercer o seu papel espúrio de corretor de negócios entre agentes privados, o governo nem sequer teve a preocupação de salvar as aparências. Dois membros da agência foram substituídos para que a decisão desejada não corresse quaisquer riscos. Nomeou-se até uma diretora sem sombra de familiaridade com o setor, mas sintonizada com o espírito da coisa.

Ainda não acabou. A anuência prévia da Anatel para o negócio da fusão entre BrT e Oi precisa sair até o dia 21 de dezembro, do contrário a Oi terá de pagar à BrT uma multa de R$ 490 milhões. Não há hipótese de que isso venha a ocorrer. O ministro Hélio Costa já assegurou que a Anatel concluirá a análise da operação, ou seja, a aprovará, em tempo hábil - negando, embora, que o órgão estará sob pressão do governo para tanto. “Estamos seguindo o cronograma do governo”, afirma. Trata-se, obviamente, de um caso excepcional, seja qual for o sentido que se queira dar ao termo. Segundo levantamento da Associação Brasileira de Prestadoras de Serviços de Telecomunicações Competitivas (TelComp), a aprovação do negócio no prazo conveniente quebrará um recorde: nunca antes a Anatel terá feito tanto em tão pouco tempo. A marca anterior, na modalidade, foi de 63 dias. “Houve casos em que a demora chegou a 3 mil dias”, compara o presidente da TelComp, Luis Cuza.

Mesmo um pedido corriqueiro de mudança de razão social de uma operadora, diz ele, pode levar centenas de dias. “E, no caso, estamos falando de uma mudança que exigiu um novo marco regulatório.” Parece convincente o seu argumento de que o governo ainda não mostrou, com dados objetivos, que a concentração de mercado resultante da fusão será benéfica para o consumidor. “Até agora, o único benefício demonstrado é o dos grupos que controlam as empresas”, critica. (Depois de passar pela Anatel, a operação precisará ser homologada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica, Cade.) O governo, de seu lado, tentando refutar as objeções da entidade das empresas competitivas, insiste em que tudo caminha para ficar no melhor dos mundos possíveis. “O PGO é o primeiro passo para modernizar o setor de telecomunicações”, proclama o ministro Hélio Costa. 

Ele faz alarde de que o decreto do presidente Lula acrescenta ao texto do plano de outorgas aprovado pela Anatel um dispositivo determinando que qualquer fusão deverá observar “o princípio de maior benefício do usuário e do interesse social e econômico do País”. Maior benefício do usuário todo mundo sabe o que é. Difícil é saber como assegurar no texto do plano de outorgas que a fusão produzirá esse resultado.

SEGUNDA NOS JORNAIS

- Folha: Desalojados pela chuva já são 85 mil em 3 Estados

 

- Globo: Estado paga até R$ 100 mil por imóvel em favelas do Rio

 

- Estadão: Forças Armadas montam operação de Guerra em SC

 

- JB: Lobistas na mira da lei

 

- Correio: Quinze concursos, 3.233 vagas

 

- Valor: Crise dificulta o crédito a plataformas da Petrobras

 

- Gazeta Mercantil: Bancos Oficiais avançam na oferta de crédito

domingo, novembro 30, 2008

CUIDADO, LOMBADA


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PARA...HIHIHIHI

CACHAÇA

Na noite passada, fui convidada para uma reunião com 'as meninas'.
Eu disse a meu marido que estaria de volta à meia-noite.

'- Prometo!'- eu disse.
Mas, as horas passaram rapidamente e a champanhe estava rolando solta. Por volta das 3 da manhã, bêbada feito um gambá, eu fui para casa. Mal entrei e fechei a porta, o cuco no hall disparou e 'cantou' 3 vezes. Rapidamente, percebendo que meu marido podia acordar, eu fiz 'cu-co' mais 9 vezes. Fiquei realmente orgulhosa de mim mesma por ter uma idéia tão brilhante e rápida (mesmo de porre) para evitar um possível conflito com ele.
Na manhã seguinte, meu marido perguntou a que horas eu tinha chegado e eu disse a ele meia-noite.
Ele não pareceu nem um pouquinho desconfiado.Ufa! Daquela eu tinha escapado!
Então, meu marido me disse: '- Nós precisamos comprar um novo cuco.'
Quando eu perguntei porque, ele respondeu:

'- Bom, de madrugada nosso relógio fez 'cu-co' 3 vezes, depois não sei porque soltou um
'c a r a a a a a l h o o o o !'
Fez 'cu-co' mais 4 vezes, pigarreou. Fez mais 3 vezes, riu, e fez mais 2 vezes.
Daí, tropeçou no gato, derrubou a mesinha da sala, peidou, deitou e dormiu...
 

ANCELMO DE GOIS

Ponto para Lula

O Globo - 30/11/2008
 

Quarta, numa recepção no Rio para o presidente russo, Dmitri Medvedev, Sérgio Cabral explicava ao visitante que o governo Lula tem quase 80% de apoio da população. 

Medvedev, querendo ser simpático, dirigiu-se a Lula: 

- O senhor, certamente, vai pleitear um terceiro mandato de presidente, não? 

Só que... 

Lula, educadamente, explicou ao colega que, para o fortalecimento das instituições democráticas brasileiras, não seria bom mudar a Constituição para lhe permitir disputar mais uma eleição. 

Ponto para Lula.

Em tempo... 

Há duas semanas, Medvedev defendeu a reforma da Constituição russa para incluir a ampliação do atual mandato presidencial de quatro para seis anos.

De mãos dadas 

A Odebrecht e o grupo suíço Dufry ensaiam uma parceria para disputar a concessão da administração do Galeão/Tom Jobim. 

Air Piauí 

O governo do Piauí anda tão chateado com a ausência de vôos de Brasília, Rio e São Paulo para Teresina que pensa até em montar uma pequena empresa de aviação.

ILIMAR FRANCO

Em pé de guerra

Panorama Político
O Globo - 30/11/2008
 

Pressionado pela bancada ruralista, o governo adiou a assinatura de uma portaria revendo os índices de produtividade que balizam a desapropriação de terras para reforma agrária. Os índices são os mesmos há 20 anos. Esse é um compromisso de campanha do presidente Lula. Também foi cancelada a reunião do Conselho Nacional de Política Agrícola, amanhã, para discutir o assunto.

Ruralistas não aceitam negociar 

Representantes da bancada ruralista recorreram ao ministro José Múcio (Relações Institucionais) e ao presidente do PMDB, Michel Temer (SP), candidato à presidência da Câmara, já que o ministro Reinhold Stephanes (Agricultura) é da cota do partido. A portaria seria assinada pelos ministérios da Agricultura e do Desenvolvimento Agrário. O deputado Luis Carlos Heinze (PP-RS) afirmou que os produtores estão com problemas por causa da crise internacional e não podem correr o risco de perder suas terras por causa disso. "Não quero nem saber qual seria o índice. Sei que tem sacanagem e sou contra", disse Heinze. 

Quem tem medo da produtividade?" - Guilherme Cassel, ministro do Desenvolvimento Agrário, sobre a resistência da bancada ruralista 

LUZ AMARELA. O governador José Serra disse a senadores do PSDB, na última quarta-feira, estar preocupado com o aumento do gasto público decorrente das contratações e de reajustes salariais concedidos pelo governo federal ao funcionalismo. É uma bola de neve que vai afetar o próximo governo. Acontece que os próprios tucanos votaram a favor dessas medidas no Congresso, porque não quiseram arcar com o desgaste político. 

No ataque 

No caso Petrobras, o petista Eduardo Suplicy (SP) cobrou do tucano Tasso Jereissati (CE): "Será que não seria adequado, antes do discurso em tom de gravidade, telefonar para o presidente da Petrobras para obter informações?" 

Campo minado na Câmara 

A Câmara está com uma pauta polêmica para este fim de ano. Deputados querem votar proposta de emenda constitucional que efetiva titulares de cartórios sem concurso público; outra que equipara a carreira de delegado de polícia com a de integrantes do Ministério Público, resultando em aumento salarial; e projeto que determina a inspeção veicular anual, que seria feita por empresa privada em regime de concessão.

Na defesa 

O presidente do PSDB, Sérgio Guerra (PE), reagiu: "O que foi dito aqui é que a Petrobras está com graves problemas de caixa. Aqui ninguém foi irresponsável, ninguém agiu de forma imprudente. Falamos pelos brasileiros e acionistas".

O custo e o benefício 

Para obter o apoio do Congresso à transformação da Secretaria Especial da Pesca em ministério, o discurso de Altemir Gregolim, que comanda a pasta, é que o Brasil ganhará com uma política permanente para a área e com a criação de um quadro técnico especializado. Ele cita estudo da FAO segundo o qual o setor pesqueiro no Brasil poderá atrair US$160 bilhões em investimentos na cadeia produtiva. A oposição resiste, criticando o aumento do número de ministérios. 

O PROJETO do deputado Fernando Gabeira (PV-RJ) é disputar o Senado em 2010, apoiado pelo PSDB. Avalia que seria difícil para ele se eleger governador. 

REAPROXIMAÇÃO. O ministro Carlos Minc (Meio Ambiente) esteve quarta-feira no gabinete de sua antecessora, a senadora Marina Silva (AC). As críticas mútuas tinham azedado a relação. 

OS ÍNDIOS protestam contra o governo de Roraima, por causa de concurso para contratação de professores. Querem que índios dêem aulas para assegurar educação bilíngüe.

CHARGE

ÉLIO GASPARI

Papai Ali Babá


O Globo - 30/11/2008
 

Está na pauta de votações da Câmara dos Deputados um projeto de emenda constitucional (130-B) que altera o rito processual do julgamento dos parlamentares acusados de malfeitorias. Hoje eles são denunciados ao Supremo Tribunal Federal. Uma vez aceita a denúncia, o STF os julga, sem direito a recurso. 

Pela proposta, caberá ao Supremo aceitar ou não a denúncia, mas depois disso a papelada desce ao juízo de primeira instância, iniciando-se uma lengalenga que pode durar dez anos. 

Com a aprovação da emenda retornam à mansidão das comarcas e ao paraíso dos recursos os processos dos mensalões do PT (40 companheiros) e do tucanato mineiro (27 bicudos). 


Três e nada 


De um velho administrador de crises econômicas e intrigas palacianas: 

"Barack Obama precisava escolher um nome para enfrentar a crise econômica. Escolheu três: Timothy Geithner, um habilidoso quadro do Fed, Lawrence Summers, um economista talentoso de temperamento abrasivo, criou um novo conselho de sábios para o terceiro, Paul Volcker, imponente ex-presidente do Fed. Meu medo é que sejam necessários seis meses para descobrirmos quem manda, em que direção". 

Do mesmo sábio: 

"Em 1933, ao tomar posse, com o sistema financeiro aos frangalhos, Franklin Roosevelt disse que "a única coisa de que devemos ter medo é do próprio medo". Obama precisa descobrir uma maneira de dizer a mesma coisa". 

Mangabeira 2008 


A cada dia são mais doces as lembranças que o professor Mangabeira Unger tem do seu ex-aluno Barack Obama na Faculdade de Direito de Harvard. 

Em 2005, a opinião do mestre era seca: um quadro interessado em servir ao sistema. 

Há um ano Jobim promete, mas não entrega 


Nesta semana completa-se um ano do dia em que o ministro da Defesa, Nelson Jobim, anunciou à patuléia que as empresas aéreas seriam obrigadas a ressarcir os passageiros por conta de atrasos, cancelamentos de vôos e overbooking. 

Num exemplo, o cliente que penasse um atraso de três a quatro horas num vôo do Rio a Brasília seria indenizado com R$198, em dinheiro ou milhas. A tabela entraria em vigor logo depois do carnaval, com a edição de uma medida provisória. 

O ano está no fim e o doutor voltou a falar em tráfego aéreo, prometendo serviços regulares durante o movimento das festas. É a "Operação Feliz 2009". Tomara que dê certo, mas cadê o projeto do ressarcimento de 2007? 

Quem acreditou em Jobim fez papel de bobo, porque maiores foram os poderes da aerocracia. O papel de paspalho é um risco a que se submete qualquer pessoa que acredita no governo, mas as justificativas oferecidas para a propaganda enganosa exigem que o paspalho se transforme num quadrúpede. 

A política de ressarcimento não teria entrado em vigor porque a situação normalizou-se. Tolice. A compensação deveria vigorar exatamente numa situação de normalidade. 

Isso ajudaria a implantação da novidade sem massacrar as empresas. 

Como o Congresso reviu sua docilidade diante da emissão de medidas provisórias, o governo teria decidido enviar um projeto de lei ao Congresso. Bingo. Nesse caso, a menos que haja interesse do Planalto e um acordo de lideranças, a tramitação no Legislativo consome pelo menos um ano. Por que o anteprojeto continua no gaveteiro da comissária Dilma Rousseff? 

Há ainda o argumento da complexidade da questão. Ela exigiria estudos e debates. Tudo bem, então o ministro Jobim não deveria ter feito um overbooking de expectativas que não podia atender. 

As coisas ficariam mais fáceis se o governo admitisse que as companhias aéreas não querem ressarcir os passageiros a quem vitimam. 

Nos Estados Unidos e na Europa elas aceitam esse tipo de compromisso, mas, como o Brasil foi um dos últimos países do mundo a adotar programas de milhagem, não se pode esperar que os aerotecas abandonem seus aliados. 

Um veneno tucano para a Petrobras 


A oposição tucana no Senado fez uma tempestade num copo de veneno. No dia 31 de outubro, a Petrobras tomou emprestados R$2 bilhões na Caixa Econômica por 180 dias, a juros de mercado. Se uma empresa que tem R$11 bilhões em caixa e gira em torno de R$4 bilhões por mês decide fazer um papagaio de R$2 bilhões, nada há de estranho nisso. 

Grosseiramente, é como se um cidadão que tem R$5 mil aplicados e ganha R$2 mil mensais resolvesse pedir ao banco um empréstimo de R$1 mil. 


A Petrobras fez o empréstimo pelos motivos mais elementares. Precisava do dinheiro para despesas imediatas e o crédito secara. (Em outubro ela recolheu R$4,7 bilhões de impostos e royalties.) Tanto o empréstimo da Caixa como outro feito no Banco do Brasil (R$751 milhões) foram triviais, sem nada a ver com juros subsidiados. 

É tóxico o argumento segundo o qual a Caixa não deveria emprestar à Petrobras porque esta não é sua função. Ela financia programas de saneamento a 9,5% ao ano, e a carteira que em outubro emprestou à Petrobras a 14,1% nada tem a ver com a conta da infra-estrutura. A Caixa fechará novembro com R$4,2 bilhões de empréstimos comerciais a empresas. 

Pena que a marquetagem da Petrobras insista em dizer que seu plano de investimentos está inalterado. Se é assim, foi concebido por aloprados, pois lidava com a exploração de poços cuja produção pode custar até US$80 por barril. 

Bom negócio com o petróleo a US$150. 

Como o barril está a US$55, basta fazer a conta. 

GilmarNet 


O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes, vem recebendo uma envaidecedora superexposição de seu comissariado de informações. 

O sítio do STF tem um espaço destinado a "artigos e discursos" dos ministros. Desde abril, quando Mendes assumiu a presidência da Corte, listaram-se ali 20 obras suas, dez das quais proferidas no exterior. 

Nesse período, foram quatro os textos e discursos dos outros dez juízes. (John Roberts, que preside a Corte Suprema dos Estados Unidos desde 2005, ainda não listou artigo ou palestra na página do seu tribunal.) 


Exemplo tucano 


É ensurdecedor o silêncio do tucanato diante do processo de cassação do mandato do governador da Paraíba, Cássio Cunha Lima. Não disseram uma palavra louvando o Judiciário, quando ele foi posto para fora, muito menos defendendo-o. 

Persistiram em obsequioso silêncio mesmo depois que Cunha Lima decidiu anarquizar as finanças do estado. 

Se o partido não quer falar, tudo bem, mas a dissimulação de José Serra e Aécio Neves não cai bem nas biografias de candidatos a presidente da República. 


Força catarinense 


Uma vinheta ilustrativa da capacidade dos catarinenses de superar desastres. 

Em 1878, o alemão Bruno Hering chegou ao vilarejo de Blumenau e comprou um tear. 

Dois anos depois, uma enchente levou o que tinha. Conseguiu dinheiro emprestado e foi em frente. 

Um século depois, a Hering era uma das maiores empresas do setor têxtil brasileiro. 

A empresa mobilizou-se para proteger seus funcionários e sua página na internet está recolhendo contribuições para as vítimas da enchente.

JOÃO UBALDO RIBEIRO

VELHOTES MUNICIPAIS 

O GLOBO 30.11.08


Como se sabe, ter uma bela qualidade de vida na velhice depende fundamentalmente de se ter uma péssima qualidade de vida na juventude e na maturidade. Nenhum relacionamento com comida, por exemplo, pode ser prazeroso e livre, mas fiscalizado com desconfiança.

Claro, com o tempo o sujeito é até sincero, quando descreve como delicioso um milk-shake de leite de soja, castanha-do-pará e capins de diversas espécies, sem gelo ou adoçantes e nada “químico” (palavra cujo emprego nunca entendi direito, pois tudo o que existe é, de certa forma, químico). A gente se acostuma a qualquer coisa e não se deve dizer “esse milk-shake eu jamais tomarei”. O mesmo com exercícios físicos e mentais. Aqueles são antinaturais e estes requerem que se goste de fazer palavras cruzadas ou resolver problemas matemáticos, atividades que, se eu dependesse delas para viver, já estaria na cova faz muito. E por aí vamos, a vida da pessoa com qualidade de vida não é moleza, depende de muito esforço, não é assim para qualquer um, como eu.

Agora mesmo, me chegam pela internet diversos e-mails denunciando virulentamente o leite. Se vocês pensam que o ovo, em passado recente, era o pior vilão imaginável, com sua carga fatal de colesterol, não sabem nada do leite agora. O leite e seus derivados, ou qualquer alimento que os contenha.

Ou seja, esquecer iogurte, queijo, biscoito, bolo, sorvete e não sei mais quantas comidas que levam queijo. Nem um parmesãozinho ralado em cima do macarrão, perigo, perigo. (Por sinal, não se esqueça de checar se o macarrão tem glúten.) Diz aqui que uma paciente de câncer praticamente terminal teve a idéia de abolir o leite e seus nefários derivados de sua dieta e, em pouquíssimo tempo, a doença regrediu sem deixar rastro.

Daí para asseverarem que brigadeiro dá câncer e leite condensado pode matar subitamente, se ingerido em doses elevadas, como as obtidas mamando na lata, é um pequeno passo.

Tudo isso não causaria preocupação em quem pretende continuar a consumir bolos e sorvetes, se não fosse pelo hábito que nossos governantes têm, de meter o bedelho em tudo o que o cidadão faz. Aqui, nem uma boa deserdada num herdeiro detestável o sujeito pode dar, porque há uma parte que forçosamente irá para esse herdeiro.

Há uns poucos anos, um deputado federal teve seus quinze minutos de fama, ao apresentar um projeto proibindo os donos de animais domésticos de pôr nome de gente nos ditos animais. Não duvido nada que haja um ou mais projetos, dormindo na gaveta de alguma comissão, com o objetivo de traçar diretivas para os atos sexuais, com multas para maridos que não levem a mulher ao orgasmo pelo menos uma vez em cada três (a popular uma-em-três) ou mulheres que não cedam a determinados caprichos do cônjuge, outros especificando as normas a que estão submetidos todos os que usarem um banheiro, outros proibindo beber, mesmo em casa, em dias úteis, e assim por diante.

Destarte, na qualidade de residente, contribuinte e eleitor da inigualável cidade do Rio de Janeiro e, ai de mim, na condição oficial de ancião (se bem que eu prefira logo ancião a me classificarem como “na melhor idade”, caso que já é para reagir à bala, aqui pra sua melhor idade), encaro com sentimentos ambivalentes a criação da Secretaria Municipal de Envelhecimento Saudável e Qualidade de Vida.

Para os mais distraídos, informo, é isso mesmo que vocês leram, agora vamos ter toda uma secretaria dedicada ao crescente número de coroas que persistem em continuar vivos sem nenhum motivo realmente defensável. Somos, pois, com a óbvia exceção da encantadora leitora, coroas municipais.

À primeira vista, isso pode parecer bom para a categoria, mas estamos no Brasil, onde o Estado não existe para servir ao cidadão, mas o contrário. As atividades básicas dessa Secretaria terminarão por ser uma aporrinhação a mais em nosso juízo. Sou capaz de apostar que o primeiro ato cogitado será o cadastramento de todos os coroas da cidade, mediante o simples preenchimento de um formulário com 115 perguntas, o que pode ser feito em minutos pela internet. Quem não se cadastrar e receber a nova Carteira de Ancião perderá o direito a usufruir de qualquer benefício ou equipamento municipal. Sentou em banco de praça, o fiscal passa, não tem carteira, multa no véio — como parte de um processo educativo gradual. Entrou na fila dos idosos sem a carteira, mais multa. Enfim, todos os idosos vão querer suas carteiras e as incontáveis vantagens que ela certamente oferecerá.

E haverá as áreas onde eles serão protegidos. Por exemplo, podese proibir bares e restaurantes de servir bebidas alcoólicas aos clientes que não provarem ter menos de 70 anos, porque, depois dessa idade, o álcool faz cada vez mais mal ao organismo e, se o velho não sabe proteger-se, protegê-loaacute; a prefeitura.

A mesma coisa com cigarro.

Multa também para coroa que não ande no calçadão ou não freqüente academia ou não tenha personal trainer. Multa para coroa que fume em público. Multa em restaurante que servir a coroas pratos com teor de gordura acima do permitido por postura municipal e não incluírem. Acho que os colegas que me lêem, corôos e coroas do nosso amado Rio de Janeiro, tenderão a concordar comigo que é menos arriscado ficar sem essa secretaria mesmo. No mínimo são menos formulários para preencher.

Bem, não vamos ser pessimistas, pode ser que a nova secretaria traga benefícios inesperados para nossa sofrida categoria. Mas, por via das dúvidas, creio que falo por todos, quando digo que queremos nossa parte em dinheiro. Não é por nada, não, é porque já não estamos mais em idade de acreditar em lerolero. E porque, de qualquer forma, é dinheiro nosso mesmo.