Nunca estamos nos melhores dias
| O Globo - 18/11/2008 |
Como veremos nosso presente no futuro? |
| O Globo - 18/11/2008 |
Como veremos nosso presente no futuro? |
| O Globo - 18/11/2008 |
Nos últimos anos, a Polícia Federal construiu para si mesma uma imagem de eficiência que aparentemente a colocava a anos-luz de distância de todas ou quase todas as polícias estaduais. E o dado mais positivo dessa imagem era o perfil de muitos dos peixes que caíam em sua rede: gente poderosa, homens de alta posição e muito dinheiro. |
- Globo: BB e CEF dão mais R$ 13 bi para ampliar financiamentos
- Folha: Juiz do caso Dantas deve permanecer, diz tribunal
- Estadão: FMI defende gastos de US$ 1,2 tri contra a crise
- JB: Crise já consumiu R$ 150 bi do Brasil
- Correio: Servidor terá R$ 8 bi para comprar imóvel
- Valor: BB negocia alterações radicais no crédito rural
- Gazeta Mercantil: GM teme contaminação da matriz na venda local
- Estado de Minas: IPTU vai ficar 6% mais caro em BH
- Jornal do Commercio: Arrastão e terror em rua do Rosarinho
| Folha de S. Paulo - 17/11/2008 |
O governo de SP prepara o lançamento de licitação para a escolha de empresas que assumam os 31 aeroportos regionais do Estado. Seriam parcerias público-privadas, as PPPs. Os que forem escolhidos para gerir terminais centrais, como os de Presidente Prudente, Ribeirão Preto, Bauru e Jundiaí, teriam que assumir aeroportos menores nas mesmas regiões. TAMBÉM QUERO |
- Globo: G-20 vai monitorar operações de 30 bancos
- Folha: 2ª economia do mundo, Japão entra em recessão
- Estadão: OMC quer concluir Doha em dezembro
- JB: Sinal vermelho no turismo carioca
- Correio: Bandidos no caminho da escola
- Valor: Empresas ainda apostam em um Natal sem crise
- Gazeta Mercantil: Indústria e varejo negociam com prazo cada vez mais curto
Domingo, 16 de Novembro de 2008 | ESTADÃO
Domingo, 16 de Novembro de 2008 |
| O Globo - 16/11/2008 |
É claro que, de público, ninguém fala, temendo o grito político dos excluídos. |
| Folha de S. Paulo - 16/11/2008 | |
O PRÓPRIO Lula pôs em dúvida a seriedade de que "tem um nome na cabeça" para sucedê-lo, claro que "o de Dilma Rousseff", como disse em Roma aos jornais italianos. Àquela frase, juntou o inacreditável: "Ainda não falei com ela, mas creio que poderá ser uma boa candidata". Ou já falou, porque do contrário nem ela entenderia o levá-la a tiracolo para lá e para cá, há tantos meses; ou não falou mesmo, e se não o fez até hoje é porque Dilma pode ser um dos nomes, mas não "o nome" na sua cabeça. Ao que nos cabe acrescentar que ninguém esquece o próprio nome. Por outros motivos que não a tendência do Lula presidente para negar-se, também o trecho final da frase é duvidoso. Dilma Rousseff tem qualidades que poderiam fazer dela uma ótima presidente. Integridade (ah, como estava sumida esta palavra, por tão escassas oportunidades de uso), inteligência, conhecimento dos problemas nacionais, disposição e competência técnica para o trabalho, e ainda outras. Bom candidato, porém, é de outro feitio. Simpatia, ao menos uma pitada de carisma, linguagem e mensagem bem acessíveis pelo grande público -e por aí vão as condições, nunca percebidas em Dilma Rousseff, que elevam ao cimo um candidato sem raízes eleitorais. As reações políticas incluíram, nos governistas como na oposição, a crítica a Lula por precipitar o debate de sua sucessão. Não dá para crer que seja exatamente essa a sua intenção. Pela timidez das reações petistas, no entanto, vê-se como um partido de tal tamanho, e com quadros tão diversificados, esvaziou-se na sujeição às inversões do governo Lula: não tem nem sequer um nome com relevo para representar a evidente reserva partidária à candidatura de Dilma Rousseff. Em sentido oposto ao de Lula, seus sócios peemedebistas querem a cabeça do ministro José Gomes Temporão, da Saúde. A crítica do ministro à Fundação Nacional da Saúde, Funasa, é motivo falso. Antes de tudo, porque a Funasa é razão de muitas suspeitas, inclusive oficiais, no uso de seus vastos recursos. A Funasa está entregue por Lula ao PMDB. A inconveniência de Temporão está em que olha para a Saúde e não para os pedidos de políticos. Isso o PMDB não admite, por negar grande parte da sua própria razão de ser. Certo é que, se o PMDB conseguir derrubar José Gomes Temporão, logo virá nova orgia de "operações sanguessuga" e similares. Outro ministro, Carlos Minc, parece avançar com as palavras e recuar nas providências, revelando entre umas e outras certa fraqueza de cabeça, no que se refere à memória. A polêmica em torno da entrada de um combustível diesel com fumaça menos venenosa, essencial para a saúde dos indiferentes paulistanos, pela segunda vez foi adiada por mais seis a sete anos. Estava prevista para janeiro. Indagado na sexta-feira, por André Trigueiro (GloboNews), sobre sua posição a respeito ao assumir o Ministério do Meio Ambiente, disse Carlos Minc em referência à Petrobras e à indústria automobilística: "O que eu disse foi "ou cumpre ou faz acordo com a Justiça". (...) Foi feito o acordo" -para o adiamento. Não é verdade. O que Carlos Minc disse, com ênfase quase fúria, foi isto: "Garanto que em janeiro (de 2009) vai estar vigorando, de qualquer jeito. Não tem adiamento". Mellhor faz a indústria automobilística. Ou fazem por ela. Para reduzir-lhes "as dificuldades", Lula concedeu aos bancos e financeiras das montadoras R$ 4 bilhões. E José Serra repicou com mais R$ 4 bilhões. As montadoras tão gentilmente socorridas estão na cabeça da relação de setores que mais enviam dinheiro para o exterior, como lucros e dividendos. São autoras de 25% das remessas. Até setembro remeteram quase três vezes o enviado no mesmo período de 2007. Ou seja, como o algarismo 4 ficou meio cabalístico, enviaram US$ 4,839 bilhões. Que, na moeda do generoso socorro, vêm a ser cerca de R$ 11 bilhões. Socorro! |
| Folha de S. Paulo - 16/11/2008 | |
SAMUEL KLEIN , o dono das Casas Bahia, precisa baixar na sede de sua empresa para conjurar um atentado à preciosa marca da maior rede varejista do país. Ela tem 550 lojas em dez Estados, atende 15 milhões de clientes por mês e faturou R$ 12,5 bilhões no ano passado. É caso de faxina na diretoria. Na segunda-feira, Alberto Milfont Júnior, um trabalhador de 23 anos, foi com a mulher a uma filial na zona sul de São Paulo para comprar um colchão. Enquanto ela estava na fila da caixa, ele esperava, sentado num sofá. Um segurança desconfiou da aparência do rapaz, bateram boca e, apesar da tentativa pacificadora de um gerente, ele matou-o com um tiro no rosto. O casal tinha um filho de cinco meses. Inépcia, preconceito e demofobia. Mesmo assim, o crime foi conseqüência de um ato individual, coisa de pessoa física. A reação das Casas Bahia foi de arrogância de pessoa jurídica. Logo ela, que se orgulha de "dedicação total a você". A empresa informou que o "incidente" (pode me chamar de assassinato) foi um "fato isolado" (ainda bem). Lembrou também que o serviço de segurança de suas lojas é terceirizado. E daí? Que tal discutir a indenização da viúva e do órfão? A firma Gocil, responsável pela conduta do segurança, informou que o assassino possui "competência ilibada e todos os cursos exigidos para atuar na profissão". Os doutores da Gocil (e das Casas Bahia) ainda não perceberam que, quando uma pessoa dá um tiro na cara de outra, algo de terrível aconteceu. Talvez acreditem que faltaram a Milfont "competência ilibada" e os "cursos exigidos" para comprar um colchão. Samuel Klein é hoje um dos homens mais ricos do Brasil e chegou aqui nos anos 50 com pequenas economias. Conseguiu isso porque fez freguesia entre os consumidores de baixa renda. Quando um cliente é assassinado numa de suas lojas ele não deve permitir que o caso seja tratado como um mero episódio contratual, burocrático. Klein já conviveu, num ponto muito maior, com a banalidade do mal e a irrelevância de vida. Durante a Segunda Guerra ele foi prisioneiro nos campos de concentração de Maidanek e Auschwitz. Salvou-se porque recebeu a graça da solidariedade humana. O GURU DO JUIZ DE SANCTIS ACABOU EM CANA Coube ao juiz Fausto De Sanctis, sócio-atleta da Operação Satiagraha, oferecer uma explicação erudita e audaciosa para exorbitâncias de alguns delegados, juízes e promotores. |
REVISTA VEJA
Black is beautiful, fase 2
A eleição de Barack Obama para a Presidência dos Estados Unidos pode ser entendida, entre outras coisas, como a fase 2 do "black is beautiful", o movimento de orgulho negro com origem no programa libertário dos anos 1960. A essa luz, é uma revolução no gosto o que a presença de um negro na Casa Branca prenuncia. Claro que, se foi preciso surgir um movimento enfatizando que "negro é bonito", é porque negro era feio. Além de um ser inferior, conforme as doutrinas racistas, era também um erro, sob o ponto de vista estético. Não se veria filme de Hollywood estrelado por uma diva negra, nem anúncio em que o produto fosse recomendado por um galã negro. A fase 1 do "black is beautiful" insurgia-se contra esse estado de coisas. Na fase 2 a estratégia é outra e outros são os objetivos, mas a possibilidade de abalar a hegemonia da estética branca é maior.
Este é um assunto com o qual o Brasil, como país de maior população negra fora da África, tem muito a ver. Como tantas outras coisas, o Brasil abraçou desde sempre os códigos do gosto formulados nas matrizes americanas e européias. O resultado eram perversidades cujo efeito, à falta de uma expressão concreta, dá apenas para imaginar. Suponha-se uma menina negra que se encantasse com a mocinha da novela, ou o menino negro que admirasse a coragem do mocinho do filme. Entre eles e seus heróis havia, a rebaixá-los, e fazer com que se sentissem exilados do mundo do glamour, a diferença de cor. O desterro cultural dos negros vinha de longe. Em A Escrava Isaura, clássico da literatura brasileira de 1875 tido como um libelo contra a escravidão, a heroína-título é branca. Tudo bem o autor, Bernardo Guimarães, insurgir-se contra a escravidão; já se apresentasse a escrava como negra teria rompido a fronteira do bom gosto.
O "black is beautiful", em sua primeira encarnação, teve sucesso parcial. São resultados dele filmes de Hollywood com atores negros (embora raramente, talvez nunca, o casal romântico), modelos negras nas passarelas, apresentadores negros na TV americana. O Brasil foi atrás. Mas o movimento ancorava-se na afirmação negra pela diferença, não pela igualdade. Seu ponto de honra era a trancinha rastafári. Seu ideal de sociedade, uma utopia situada em algum ponto entre o socialismo e a fantasia regressista de uma África onde um dia todos foram bons e iguais. Por isso mesmo, o primeiro "black is beautiful" encontrou seu limite; sua opção fora pela marginalidade.
Esta fase 2, encarnada por Obama, tem como principal característica a renúncia à marginalidade. Obama chega sem trança rastafári e sem utopias. É no centro do sistema que vai operar. E é no centro do centro do centro, ou seja, a residência/escritório conhecida como Casa Branca, que o mundo verá alocada a função a ser protagonizada pelo casal negro Barack e Michelle Obama, pelas filhas negras Malia Ann e Natasha ("Sasha") e, eventualmente, por irmãos, pais, cunhados, primos e outros parentes negros do casal. Desde John Kennedy, não há família presidencial que chame mais atenção. O primeiro "black is beatiful" de certo modo coonestava a fórmula "iguais mas separados" em que se assentava a discriminação legal nos EUA. Os negros queriam se impor por modas, costumes e valores próprios. O "black is beautiful", fase 2, ataca pelo lado oposto. A família Obama apresenta-se como igual a todas as famílias americanas de classe média bem-sucedidas, só que negra.
A feição que a revolução do gosto assume com Obama é fruto de sua estratégia política. Decorre do fato de ele se ter recusado a concorrer como "candidato dos negros". Nem por isso tem menor potencial transformador, nos EUA como no Brasil e no resto do mundo. No Brasil, sempre atrasado, ainda faltam negros não só no centro do poder. Sua ausência é mais notória ainda nos melhores bairros (a não ser como empregados), nos melhores restaurantes, nos melhores shopping centers (nos dois casos, até mesmo como empregados), nas festas e recepções da classe média para cima, na própria classe média. Mas a menina negra brasileira a partir de agora verá no Jornal Nacional as pequenas Malia e Sasha e – milagre – não sentirá, a rebaixá-la, a diferença de cor. Não é pouca coisa.
É ela. Aqui é Dr. Arruda do Laboratório. Ontem,quando o médico enviou a biopsia do seu marido para o laboratório, uma biopsia de um outro Sr. Silva chegou também e agora não sabemos qual é do seu marido e infelizmente, os resultados são ambos ruins... O que o senhor quer dizer? Um dos exames deu positivo para Alzheimer e o outro deu positivo para AIDS. Nós não sabemos qual é o do seu marido. Nossa! Vocês não podem repetir os exames? O SUS somente paga esses exames caros uma única vez por paciente. Bem, o Sr. me aconselha a fazer o que? O SUS aconselha que a senhora leve seu marido para algum lugar bem longe da sua casa e o deixe por lá. Se ele conseguir achar o caminho de volta, não faça mais sexo com ele.
| Folha de S. Paulo - 15/11/2008 |
Apontada no novo relatório da PF sobre Daniel Dantas como eixo de um esquema de lavagem de dinheiro, a Agropecuária Santa Bárbara Xinguara, no Pará, já era investigada sigilosamente pelo Ministério Público em Marabá antes da Operação Satiagraha. Tiroteio Eleito em segundo turno para a Prefeitura de São Luís, João Castelo encerrava sua campanha no bairro de Cidade Olímpica, na periferia da capital maranhense, onde se gabava de ter construído 7.500 casas populares quando governador (1979-1982). A dada altura da caminhada, o tucano foi abordado por uma jovem: |
| Folha de S. Paulo - 15/11/2008 |
Fátima Bernardes e William Bonner vão despejando uma catarata de más notícias sobre os telespectadores do "Jornal Nacional" da quinta-feira. Na essência, são as mesmas que comporão a capa desta Folha no dia seguinte: é juro do cheque especial que atinge o maior nível em cinco anos, é a inadimplência que dá um salto, é a indústria que corta 10 mil vagas. |
- Folha: Zona do euro já está em recessão
- Estadão: G20 estuda criar grupo para vigiar grandes bancos
- JB: Economia européia cai e preocupa o Brasil
- Correio: Vem aí a taxa ambiental do Detran
- Valor: FMI alerta para o "efeito bumerangue" na crise
- Gazeta Mercantil: Crise faz crescer 20% as disputas contratuais