segunda-feira, setembro 29, 2008

Informe JB 

De saída Má notícia

O ministro das Comunicações, Hélio Costa, já avisou à cúpula do PMDB que volta para o Senado em janeiro. O retorno pode embolar a disputa pela sucessão da presidência da Casa, uma vez que parte dos senadores peemedebistas declarava apoio ao petista Tião Viana (AC), alegando que a legenda não tem um nome de destaque.

O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, anuncia hoje os últimos números do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) sobre o desmatamento. Minc não revelou os dados, mas adiantou à coluna que, depois de meses comemorando a queda nos índices, vem notícia ruim neste mês.

Parceria

Os ministérios do Meio Ambiente e da Pesca fecharam um pacto para desenvolver a criação de peixes na Amazônia. Carlos Minc vai liberar ao colega Altemir Gregolim R$ 20 milhões do Fundo Amazônico.

Engavetado

Com o desembarque dos senadores para as eleições do próximo domingo, a segunda etapa da investigação da Polícia do Senado para concluir o inquérito sobre a instalação de grampos em gabinetes dos senadores não andou. Nem a Universidade de Brasília nem outra instituição foi chamada para confirmar o laudo da Polícia Legislativa de que as escutas ilegais não partiram da Casa.

Expansão

O Instituto de Pesquisa Econômico Aplicada (Ipea), vai expandir suas unidades. A partir do ano que vem chega ao Rio Grande do Norte.

Empenho

Na disputa eleitoral no Recife, ninguém mais do que o atual prefeito João Paulo está interessado em reverter a decisão do TRE que cassou a candidatura do petista João da Costa. João Paulo quer levar o bônus de ser o primeiro em muito anos a fazer o sucessor. Nem o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB) – ex-prefeito e ex-governador – teve sucesso.

Na pauta

Governistas querem aproveitar as discussões da reforma política para trazer de volta o debate sobre o voto facultativo. A idéia do deputado Geraldo Magela (PT-DF) prevê um plebiscito para os eleitores escolherem.

Sem força

A crise econômica nos Estados Unidos é mais um entrave para a reforma tributária. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, quer esperar o fim das incertezas norte-americanas para dizer se mantém ou altera isenções no texto.

Disputa

Os governadores José Serra (SP) e José Roberto Arruda (DF), travaram uma batalha pelo funcionamento do Incor em Brasília. Serra queria fechar a unidade, mas desistiu depois que Arruda garantiu uma mesada de R$ 2 milhões.

EXPOSIÇÃO


SEGUNDA NOS JORNAIS


Folha: EUA votam megapacote após acordo

Globo: Congresso anuncia acordo e vota pacote hoje nos EUA

Estadão: EUA fecham pacote anticrise

JB: Pressão acelera acordo nos EUA

Valor: Pacote americano prevê reembolso das perdas

Gazeta Mercantil: Fechado acordo de socorro dos EUA e crise se alastra na Europa

Correio: As vítimas da crise no Brasil

Após comício de Lula, piora posição do PT em Natal

Pesquisas indicam que partido pode perder já no 1º turno

 

  Maurício Lima/FP
Em vez de subir, Fátima Bezerra, a candidatado PT à prefeitura de Natal (RN), caiu nas pesquisas depois do comício estrelado por Lula.

 

O presidente esteve em Natal há nove dias. Encontrou uma Fátima Bezerra em ascensão. A distância que a separava da rival Micarla Souza (PV) estreitava-se.

 

O empurrão de Lula produziria, no dizer do petismo local, a ansiada “virada”. Deu-se, porém, o inverso. Fátima caiu em duas pesquisas.

 

E Micarla, apoiada pelo proto-oposicionista José Agripino Maia (DEM), subiu. Retornou a patamares que, se mantidos, podem dar-lhe a vitória no primeiro turno.

 

As pesquisas que constataram o revertério foram veiculadas neste sábado (27). Respondem pelos dados dois institutos locais: Certus e Consult.

 

Eis os dados do Certus: Micarla, com 44,63%, abriu 17,5 pontos percentuais de vantagem sobre Fátima, com 27,13%.

 

Mantidos esses números, a candidata do PV prevaleceria sobre a adversária petista no primeiro turno. O percentual de votos atribuído a ela supera o volume de intenção de votos de todos os outros candidatos somados: 39,27%.

 

Às vésperas do comício de Lula, o mesmo instituto Certus atribuíra a Micarlos 40% dos votos. E a Fátima, 31,14%. Nesse cenário, haveria segundo turno.

 

Agora, os dados do instituto Consult: com 47% das intenções de voto, Micarla aparece 17,92 pontos percentuais à frente de Fátima, com 29.08%.

 

Também aqui, o cenário é de vitória da candidata “verde” no primeiro turno. Considerando-se apenas os votos válidos, ela prevaleceria na eleição com 54%.

 

Lula transformara sua passagem por Natal numa ode à vingança. Desancara Agripino Maia no comício. Lembrara a atuação dele na derrubada da CPMF, no Senado.

 

Disse que viajara a Natal para um “acerto de contas”. Enfatizou que, para obter o escalpo de Agripino, voltaria à cidade tantas vezes quantas fosse preciso.

 

A sete dias da realização do primeiro turno, já não há mais tempo para que o presidente mande tirar o Aerolula do hangar.

 

Resta rezar para que as pesquisas estejam erradas ou para que um milagre produza o segundo turno em Natal. Do contrário, o ervide em Agripino terá de ser adiado para 2010.

 

Se prevalecer na capital potiguar, Micarla não deixará mal apenas Lula. Encontram-se no palanque do PT também o PSB da governadora Vilma Faria e o PMDB do presidente do Senado, Garibaldi Alves.

Domingo, Setembro 28, 2008

João Ubaldo Ribeiro

Não somos todos burros

Às vezes fico meio sem jeito para tratar de certos assuntos aqui, achando que vou chover no molhado ou repetir coisas que todo mundo sabe. Mas, em outras ocasiões, me bate sensação oposta, a de que a maioria não sabe. Hoje, por exemplo. Fico lendo os jornais, ouvindo comentários e sendo alvejado por declarações pomposas não contestadas por ninguém e penso que de fato conseguiram fazer um Brasil virtual, distinto do real. Aí corro o risco de provocar tédio nos que de fato já sabem como somos tapeados, e pouca serventia virá a ter a coluna de hoje. Mas faz parte, vamos lá.

Fala-se muito mal da Estatística. De um lado, constitui grande injustiça para com uma ciência sem a qual hoje talvez nem sobrevivêssemos direito. De outro, trata-se da compreensível reação contra a maneira pela qual a Estatística é usada e abusada para "provar" o duvidoso e manipular a chamada realidade objetiva. Compreendo o sujeito que disse, como já lembrei aqui antes, que a Estatística é a arte de mentir com precisão, porque de fato o seu uso inescrupuloso e falsário equivale a isso.

Começo lembrando a famosa média. Em grande parte dos casos em que ela é empregada em indicadores sociais e econômicos, não quer dizer nada, ou melhor, quer dizer muito pouco. Se Bill Gates passasse a ser residente da cidade de Itaparica, teríamos talvez a renda per capita mais alta do planeta ou com certeza uma das mais altas, sem que um itaparicano sequer passasse a ganhar mais um centavo. Isso porque a renda per capita é uma média aritmética e, por conseguinte, sensível em excesso aos valores extremos. Então, numa população em que um ganha por mês um milhão de borodongas e os outros cinco borodongas cada, falar em renda per capita é ridículo.

Precisamos, portanto, saber da mediana. Talvez por às vezes revelar-se incomodativa, não é muito mencionada, notadamente em estatísticas oficiais. A mediana dá mais peso e significado à média. É o valor que se encontra exatamente no meio dessa coletividade. Ou seja, não é bastante saber que a renda média é 1.000. É preciso saber também (estou simplificando e peço desculpas a estatísticos e matemáticos em geral) o valor que divide esses indivíduos pela metade, ou seja, o ponto em relação ao qual exatamente a metade ganha menos e a metade ganha mais. Quando a média é próxima da mediana, isso significa que a distribuição é mais ou menos simétrica. Quando não, a distribuição é tortinha. Logo, a mediana pode, por exemplo, desmoralizar a renda per capita, se demonstrar que metade da população ganha muito abaixo desta e a outra metade muito acima. Mas ninguém fala na mediana.

Também tem, desculpem, a moda. Não a moda fora da qual estou, mas a moda estatística mesmo, ou seja, o valor mais freqüente, o que mais ocorre numa população determinada. Assim, se a renda média dos habitantes da próspera comunidade de Lulalápolis, é R$ 1.000 por mês, mas a mediana é 100 e/ou a moda é oitentinha, já vemos bem como podemos (e somos) ser engabelados. É por isso que até a Bethânia, que não é de sair por aí falando ou fazendo manifestações, se revelou na imprensa um pouco irritada com esse país maravilhoso (virtual, estatisticamente siliconado, digo eu) a que ela não consegue chegar.

Também convivemos acriticamente com uma porção de chutes que desonram e desmerecem a Estatística, tais como a conversão de coexistência numa relação de causa e efeito. É como o torcedor do Flamengo achar que a causa da vitória do time dele foi ter entrado um urubu em campo, logo antes do jogo. Não vamos discutir com torcedor, tudo bem. Mas coisas boas que acontecem são vinculadas a outras de maneira absolutamente arbitrária e aí, em propaganda comercial por exemplo, para esquecer um pouco a política, acabamos acreditando em afirmações que não passam de reformulações de vigarices como "todos os que morreram de enfarte do miocárdio no ano passado faziam uso de água". Verdade, mas claro que não prova que tomar banho faz mal ao coração. Com espertas artes, porém, nos enrolam muito nessa linha.

E as categorias? O sujeito enche a boca e diz: "Depois de tantos anos de meu governo, o número de ricos cresceu em 20% e o de pobres diminuiu em 32%." Além dos probleminhas de média, mediana e moda, que sempre estão rondando, é muito fácil (e é isso que se faz) dizer que rico é quem ganha mais de R$ 2.000 por mês. Fico até admirado por não haverem proposto R$ 1.500, porque o número de ricos ia bombar. Até a felicidade é quantificada e lemos a sério, como parvos, que o povo tal tem o maior índice de felicidade do mundo ou semelhantes despautérios.

E a coleta dos dados? Desde antes da definição das categorias e das perguntas, desde o início do planejamento, um dos maiores problemas que o estatístico sério encontra é a feitura de uma coleta de dados "neutra", que não influencie as respostas. Em rigor, impossível, porque até condições meteorológicas podem influir nas respostas. As próprias perguntas podem induzir a determinado tipo de resposta. A roupa, o sexo, a idade, o sotaque, o local, a época, a hora, as palavras e expressões usadas, a ordem das perguntas, o tamanho do questionário, e centenas de outros fatores podem, mesmo nas pesquisas mais honestas e cientificamente orientadas, levar à distorção de resultados. Há até, em confusão com esses e outros fatores, o perigo de o entrevistado querer responder o que acredita que se espera dele e não o que de fato pensa.

Há muito mais, um dia desses falo mais. Enche mesmo o saco nos tratarem como a uma tropa de burros, que não somos. Somos, sim, otários, comodistas, coniventes e subservientes, mas isso já é outro problema.

domingo, setembro 28, 2008

Encontro de bonecas

Fotos: Marlene Bergamo / Folha Imagem

 

Está no blog Campanha no Ar: Por pouco, muito pouco mesmo, a candidata do PT a prefeita de São Paulo, Marta Suplicy, não apertou a mão de um manequim de loja.

LEIA UM LIVRO

MEMÓRIAS PÓSTUMAS DE BRÁS CUBAS-CONT.

MACHADO DE ASSIS

CAPÍTULO 18

Visão do corredor

No fim da escada, ao fundo do corredor escuro, parei alguns instantes para respirar, apalpar-me, convocar as idéias dispersas, reaver-me enfim no meio de tantas sensações profundas e contrárias. Achava-me feliz. Certo é que os diamantes corrompiam-me um pouco a felicidade; mas não é menos certo que uma dama bonita pode muito bem amar os gregos e os seus presentes. E depois eu confiava na minha boa Marcela; podia ter defeitos, mas amava-me...

— Um anjo! murmurei eu olhando para o teto do corredor.

E aí, como um escárnio, vi o olhar de Marcela, aquele olhar que pouco antes me dera uma sombra de desconfiança, o qual chispava de cima de um nariz, que era ao mesmo tempo o nariz de Bakbarah e o meu. Pobre namorado das Mil e uma noites! Vi-te ali mesmo correr atrás da mulher do vizir, ao longo da galeria, ela a acenar-te com a posse, e tu a correr, a correr, a correr, até a alameda comprida, donde saíste à rua, onde todos os correeiros te apuparam e desancaram. Então pareceu-me que o corredor de Marcela era a alameda, e que a rua era a de Bagdá. Com efeito, olhando para a porta, vi na calçada três dos correeiros, um de batina, outro de libré, outro à paisana, os quais todos três entraram no corredor, tomaram-me pelos braços, meteram-me numa sege, meu pai à direita, meu tio cônego à esquerda, o da libré na boléia, e lá me levaram à casa do intendente de polícia, donde fui transportado a uma galera que devia seguir para Lisboa. Imaginem se resisti; mas toda a resistência era inútil.

Três dias depois segui barra fora, abatido e mudo. Não chorava sequer, tinha uma idéia fixa... Malditas idéias fixas! A dessa ocasião era dar um mergulho no oceano, repetindo o nome de Marcela.

CONT.AMANHÃ

COMO PAREI DE FUMAR


ENVIADO POR APOLO
CRISE? 

DOMINGO NOS JORNAIS


Globo: Crise ameaça investimentos em infra-estrutura no Brasil

 

Folha: Governo prevê expansão menor em 2009

 

Estadão: Crise vai impor controle mais rígido do sistema financeiro

 

JB: Brasil: melhor do que China, Rússia e Índia

 

Correio: Brasília inchada... ... e desigual

 

Valor: Crédito de curto prazo para empresas mingua

 

Gazeta Mercantil: Disputas políticas adiam aprovação de ajuda a bancos

sábado, setembro 27, 2008

REVISTA VEJA

J.R. Guzzo
Pró-Culpa

"O Brasil será um país bem mais arrumado
quando tomar a decisão de concentrar-se na 
multiplicação de chances para quem está 
pior – e deixar em paz quem está melhor"

É raro passar muito tempo, hoje em dia, sem que o brasileiro comum se veja acusado de alguma coisa. Se algo está errado, se um grupo de pessoas tem um problema ou se alguém sofre um tipo qualquer de injustiça, o cidadão já pode ir se preparando: a culpa provavelmente é dele. A maneira de dizer isso é conhecida: "A culpa é da sociedade". Ou: "A culpa é de todos nós". A culpa também pode ser "das elites", ou "da classe média" – sendo pior, ainda, a situação dos que caem na classificação "elites brancas" e, pior do que tudo, "elites brancas do sul". A hipótese de que as pessoas atingidas por qualquer dificuldade da vida tenham alguma responsabilidade, por menor que seja, em sua situação não é sequer considerada. Os culpados são sempre os outros, e esses outros são sempre os que conseguiram um grau qualquer de sucesso, mesmo modesto, naquilo que fazem ou que são. Pouco importa se obtiveram isso em razão de mérito pessoal – na forma de esforço próprio, talento individual ou simples trabalho duro. Os responsáveis pelas carências alheias, na falta de alguém que possa ser acusado de imediato, são eles. É como acontece em certas rodas de pôquer: se depois de dez minutos de jogo ainda não deu para descobrir quem é o pato da mesa, cuidado – é quase certo que ele seja você. No Brasil de hoje, num leque de problemas que vai dos índios macuxis de Roraima aos meninos de rua de São Paulo, nem é preciso esperar tanto. O culpado não vai aparecer. Prepare-se, então, para ser denunciado.

Tome-se o caso dos índios de Roraima, para quem o governo deu uma reserva com área de 17 000 quilômetros quadrados. Resulta que há, na terra demarcada para os índios, gente que pelos mapas oficiais não deveria estar lá. Quem entra nesse tipo de bola dividida assume riscos; mas, enquanto o Supremo Tribunal Federal delibera a respeito, não apenas os fazendeiros que cultivam áreas na reserva se vêem em julgamento. Vai se formando, ao mesmo tempo, um vago clima de denúncia contra os "brancos" em geral, especialmente os que decidem ir para lugares como Roraima – ou para a Amazônia como um todo. Em outros tempos podiam ser considerados desbravadores, heróis ou patriotas, como o marechal Rondon ou Plácido de Castro. Hoje são freqüentemente vistos como bandoleiros.

O episódio de Roraima é apenas um entre muitos. Avança no Brasil, cada vez mais, um movimento nacional pró-distribuição de culpa – uma espécie de xis-tudo onde qualquer ingrediente pode entrar, desde que sirva para criar algum tipo de réu. O brasileiro é culpado pela pobreza em sua volta, pelas violências que ele mesmo sofre e, 120 anos depois da abolição, pelos problemas da população negra. Também é culpado por não ir para o trabalho em transporte coletivo, de bicicleta ou a pé. Cabe-lhe culpa pela degradação do bioma da Amazônia, do cerrado e da Mata Atlântica, embora muitas vezes nem saiba o que é o bioma. É acusado de não morar nas periferias, não ganhar o salário mínimo e não usar madeira certificada. É criticado por colocar seus filhos em escolas particulares – como se fizesse isso porque gosta de torrar dinheiro pagando mensalidade. É culpa sua, enfim, que o Brasil seja injusto, dentro da idéia pela qual a desigualdade é provocada por quem, individualmente, é melhor – e, como resultado disso, tem uma vida melhor. O problema, nessa maneira de ver o mundo, não é a escassez de maiores oportunidades para todos; é o fato de haver recompensas diferentes para resultados diferentes.

O sujeito oculto de toda essa questão, no fundo, é a hostilidade ao mérito. Ter mérito, para os agentes do Pró-Culpa, é prejudicar alguém. Não é um ativo; é um débito. Em vez de ser razão para incentivo, é algo a ser "compensado" – uma maneira disfarçada de dizer desencorajado, limitado ou punido. É animador, nesse clima, ver um político como o deputado Ciro Gomes observar que o interesse comum só tem a ganhar com o estímulo ao mérito individual – a "desigualdade positiva", diz ele. O deputado gosta de ver a si próprio como um homem de esquerda; mas não acha que isso o obrigue a ser cego. O que ele parece estar perguntando é: "Que culpa um cidadão tem de ser inteligente?". A isso se poderia acrescentar que também não há nada de errado em ser talentoso, eficaz ou em trabalhar mais – e, sobretudo, no fato de haver benefícios maiores para quem produz mais e melhor. O Brasil será um país bem mais arrumado quando tomar a decisão de concentrar-se na multiplicação de chances para quem está pior – e deixar em paz quem está melhor.

EU GOSTO DE CERVEJA!
E FARINHA?
VIGÊ, GOSTO DEMAIS!


CARAS, CLIQUEM NA FOTO PARA AMPLIAR. VEJAM QUE COISINHA ... 
LEIA UM LIVRO
MEMÓRIAS PÓSTUMAS DE BRÁS CUBAS-CONT.
MACHADO DE ASSIS

CAPÍTULO 16

Uma Reflexão Imoral

Ocorre-me uma reflexão imoral, que é ao mesmo tempo uma correção de estilo. Cuido haver dito, no capítulo 14, que Marcela morria de amores pelo Xavier. Não morria, vivia.Viver não é a mesma coisa que morrer; assim o afirmam todos os joalheiros desse mundo, gente muito vista na gramática. Bons joalheiros, que seria do amor se não fossem os vossos dixes e fiados? Um terço ou um quinto do universal comércio dos corações. Esta é a reflexão imoral que eu pretendia fazer, a qual é ainda mais obscura do que imoral, porque não se entende bem o que eu quero dizer. O que eu quero dizer é que a mais bela testa do mundo não fica menos bela, se a cingir um diadema de pedras finas; nem menos bela, nem menos amada. Marcela, por exemplo, que era bem bonita, Marcela amou-me...

CAPÍTULO 17

Do trapézio e outras coisas

...Marcela amou-me durante quinze meses e onze contos de réis; nada menos. Meu pai, logo que teve aragem dos onze contos, sobressaltou-se deveras; achou que o caso excedia as raias de um capricho juvenil

Desta vez, disse ele, vais para a Europa; vais cursar uma universidade, provavelmente Coimbra; quero-te para homem sério e não para arruador e gatuno. E como eu fizesse um gesto de espanto: — Gatuno, sim, senhor; não é outra coisa um filho que me faz isto...

Sacou da algibeira os meus títulos de dívida, já resgatados por ele, e sacudiu-mos na cara. — Vês, peralta? é assim que um moço deve zelar o nome dos seus? Pensas que eu e meus avós ganhamos o dinheiro em casas de jogo ou a vadiar pelas ruas? Pelintra! Desta vez ou tomas juízo, ou ficas sem coisa nenhuma.

Estava furioso, mas de um furor temperado e curto. Eu ouvi-o calado, e nada opus à ordem da viagem, como de outras vezes fizera; ruminava a idéia de levar Marcela comigo. Fui ter com ela; expus-lhe a crise e fiz-lhe a proposta. Marcela ouviu-me com os olhos no ar, sem responder logo; como insistisse, disse-me que ficava, que não podia ir para a Europa.

— Por que não?

— Não posso, disse ela com ar dolente; não posso ir respirar aqueles ares, enquanto me lembrar de meu pobre pai, morto por Napoleão...

— Qual deles: o hortelão ou o advogado?

Marcela franziu a testa, cantarolou uma seguidilha, entre dentes; depois queixou-se do calor, e mandou vir um copo de aluá. Trouxe-lho a mucama, numa salva de prata, que fazia parte dos meus onze contos. Marcela ofereceu-me polidamente o refresco; minha resposta foi dar com a mão no copo e na salva; entornou-lhe o líquido no regaço, a preta deu um grito, eu bradei-lhe que se fosse embora. Ficando a sós, derramei todo o desespero de meu coração; disse-lhe que ela era um monstro, que jamais me tivera amor, que me deixara descer a tudo, sem ter ao menos a desculpa da sinceridade; chamei-lhe muitos nomes feios, fazendo muitos gestos descompostos. Marcela deixara-se estar sentada, a estalar as unhas nos dentes, fria como um pedaço de mármore. Tive ímpetos de a estrangular; de a humilhar ao menos, subjugando-a a meus pés. Ia talvez fazê-lo; mas a ação trocou-se noutra; fui eu que me atirei aos pés dela, contrito e súplice; beijei-lhos, recordei aqueles meses da nossa felicidade solitária, repeti-lhe os nomes queridos de outro tempo, sentado no chão, com a cabeça entre os joelhos dela, apertando-lhe muito as mãos; ofegante desvairado, pedi-lhe com lágrimas que me não desamparasse... Marcela esteve alguns instantes a olhar para mim, calados ambos, até que brandamente me desviou e, com um ar enfastiado:

— Não me aborreça, disse.

Levantou-se, sacudiu o vestido, ainda molhado, e caminhou para a alcova. - Não! bradei eu; não hás de entrar...não quero... Ia a lançar-lhe as mãos: era tarde; ela entrara e fechara-se.

Saí desatinado; gastei duas mortais horas em vaguear pelos bairros mais excêntricos e desertos, onde fosse difícil dar comigo. Ia mastigando o meu desespero, com uma espécie de gula mórbida; evocava os dias, as horas, os instantes de delírio, e ora me comprazia em crer que eles eram eternos, que tudo aquilo era um pesadelo, ora, enganando-me a mim mesmo, tentava rejeitá-los de mim, como um fardo inútil. Então resolvia embarcar imediatamente para cortar a minha vida em duas metades, e deleitava-me com a idéia de que Marcela, sabendo da partida, ficaria ralada de saudades e remorsos. Que ela amara-me a tonta, devia de sentir alguma coisa, uma lembrança qualquer, como do alferes Duarte... Nisto, o dente do ciúme enterrava-me no coração; e toda a natureza me bradava que era preciso levar Marcela comigo.

— Por força... por força... dizia eu ferindo o ar com uma punhada.

Enfim, tive uma idéia salvadora... Ah! trapézio dos meus pecados, trapézio das concepções abstrusas! A idéia salvadora trabalhou nele, como a do emplasto (capítulo 2). Era nada menos que fasciná-la, fasciná-la muito, deslumbrá-la, arrastá-la; lembrou-me pedir-lhe por um meio mais concreto do que a súplica. Não medi as conseqüências: recorri a um derradeiro empréstimo; fui à Rua dos Ourives, comprei a melhor jóia da cidade, três diamantes grandes, encastoados num pente de marfim; corri à casa de Marcela.

Marcela estava reclinada numa rede, o gesto mole e cansado, uma das pernas pendentes, a ver-lhe o pezinho calçado de meia de seda, os cabelos soltos, derramados, o olhar quieto e sonolento.

— Vem comigo, disse eu, arranjei recursos... temos muito dinheiro, terás tudo o que quiseres... Olha, toma.

E mostrei-lhe o pente com os diamantes. Marcela teve um leve sobressalto, ergueu metade do corpo, e, apoiada num cotovelo, olhou para o pente durante alguns instantes curtos; depois retirou os olhos; tinha-se dominado. Então, eu lancei-lhe as mãos aos cabelos, coligi-os, enlacei-os à pressa, improvisei um toucado, sem nenhum alinho, e rematei-o com o pente de diamantes; recuei, tornei a aproximar-me, corrigi-lhes as madeixas, abaixei-as de um lado, busquei alguma simetria naquela desordem, tudo com uma minuciosidade e um carinho de mãe.

— Pronto, disse eu.

— Doido! foi a sua primeira resposta.

A segunda foi puxar-me para si, e pagar-me o sacrifício com um beijo, o mais ardente de todos. Depois tirou o pente, admirou muito a matéria e o lavor, olhando a espaços para mim, e abanando a cabeça, com um ar de repreensão:

— Ora você! dizia.

Vens comigo?

Marcela refletiu um instante. Não gostei da expressão com que passeava os olhos de mim para a parede, e da parede para a jóia; mas toda a má impressão se desvaneceu, quando ela me respondeu resolutamente:

— Vou. Quando embarcas?

— Daqui a dois ou três dias.

— Vou.

Agradeci-lho de joelhos. Tinha achado a minha Marcela dos primeiros dias, e disse-lho; ela sorriu, e foi guardar a jóia, enquanto eu descia a escada.

SE VOCE MORRER LIGUE...

 A IMPORTÂNCIA DE UM ELOGIO...

 O marido nú, olha-se no espelho e diz para a esposa:
 - Estou tão feio,gordo,broxa,careca,ovos enormes,acabado !
 Preciso de um elogio...
 A esposa responde:
 - Sua visão está ótima, querido !!!
ENVIADA POR APOLO
 

REVISTA VEJA

Brasil
O MINISTRO DA MORDAÇA

Tarso Genro tenta restringir a liberdade de imprensa,
com projeto que pune quem divulga grampos


Fábio Portela

Fabio Motta/AE

CALA A BOCA
Para o ministro da Justiça, a solução para notícia ruim é silenciar os jornalistas

O ministro da Justiça, Tarso Genro, é daqueles homens públicos que adoram a imprensa – desde que ela lhe seja servil e bajuladora. Quando uma notícia lhe desagrada, seu humor azeda. Genro padece da velha doença esquerdista de confundir o mensageiro com a mensagem. Foi o que ocorreu no início do mês, quando VEJA revelou que a maior autoridade do Poder Judiciário, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, fora grampeado ilegalmente por espiões da Agência Brasileira de Inteligência, uma repartição da Presidência da República. Diante de um fato tão grave, que ofende os princípios democráticos, esperava-se que o ministro da Justiça agisse para conter a grampolândia criada no interior do governo. Genro tomou outro caminho. Com aval do Planalto, urdiu um plano para amordaçar a imprensa. Enviou ao Congresso um projeto de lei que, sob a justificativa de combater escutas clandestinas, pune com quatro anos de prisão quem ousar divulgar o conteúdo de grampos – ou seja, os jornalistas. Os arapongas, autores das escutas no Supremo, foram deixados em paz.

Para Genro, a democracia jamais será boa o suficiente sem uma pitada de ditadura. "Uma sociedade humanizada só será realizada na sua plenitude quando o engenho humano unificar democracia e socialismo", escreveu ele em março, em artigo destinado a rever o "legado de Lenin", o tirano bolchevique, teórico e prático do terror como um braço do estado. Que um entusiasta da ditadura do proletariado tente calar a imprensa é esperado. É de seu DNA. Surpreende é que o desatino tenha ecoado positivamente. Em depoimento no Congresso, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, esqueceu a Constituição que ajudou a escrever como deputado e que jurou defender como ex-ministro do Supremo – ele atacou o sigilo de fonte jornalística, um princípio da Carta, e defendeu a imposição de pena aos jornalistas, a quem chamou de "vazadores de informação".

O presidente da Associação Nacional dos Editores de Revistas, Jairo Mendes Leal, criticou a medida: "Os projetos apresentados pelo Poder Executivo são mais uma tentativa de obstaculizar o exercício jornalístico e a liberdade de imprensa e devem ser repudiados por toda a sociedade". Não é a primeira vez que o governo petista tenta encabrestar a imprensa. Em 2004, gestou-se um monstrengo chamado Conselho Federal de Jornalismo, que, nos sonhos petistas, teria poderes para "orientar, disciplinar e fiscalizar" os jornalistas. O projeto foi engavetado graças à reação vigorosa da sociedade. Só há dois tipos de imprensa: a que é livre e a que não é. Relativizar esse conceito é trapaça intelectual. Quando a imprensa é livre, ela permite ao cidadão monitorar e julgar o trabalho dos governantes. Se é refém, deixa de ter serventia à sociedade. Sob tutela, torna-se mero instrumento do poder. Essa última versão é a que faz suspirar o ministro Tarso Genro.

SÁBADO NOS JORNAIS


Globo: Empresas brasileiras têm perdas recordes na bolsa

 

Estadão: Kassab abre 5 pontos sobre Alckmin

 

JB: Caem os casos de bala perdida no Rio

 

Correio: Tiros em frente a escolas atingem duas estudantes

 

Valor: Crédito de curto prazo para empresas mingua

 

Gazeta Mercantil: Disputas políticas adiam aprovação de ajuda a bancos

 

Jornal do Commercio: Governo endurece com greve da saúde

sexta-feira, setembro 26, 2008

COISAS QUE EU GOSTO.


ATENÇÃO ONANISTAS, CLIQUE NA IMAGEM PARA AUMENTAR.

FIM DE SEMANA  - ESCOLHA

Evento

Rock no bar
A banda Rádio BRA se apresenta hoje, logo mais às 21h, no bar Maria Farinha, que fica em Morro Branco. O grupo reúne o melhor do pop-rock nacional e também MPB. No repertório, interpretações de bandas como Titãs, Paralamas do Sucesso, Legião Urbana, Zé Ramalho, Vanessa da Mata, Lobão, Plebe Rude, Capital Inicial, Marina Lima, Cazuza, Barão Vermelho, Uns e Outros, Nenhum de Nós, Lulu Santos, Metrô, O Rappa, entre muitos outros. Não é cobrado couvert artístico. O Bar Maria Farinha fica na Rua Brigadeiro Gomes Ribeiro. Mais informações: 8832 6490.

Bandas na boate
O som do MobyDick está hoje na boate Aprecie Live, em Ponta Negra. Amanhã será a vez da banda Revolver, tocando clássicos do rock. A festa começa sempre às 22h, o couvert é de R$ 5. A Aprecie Live fica na Rua das algas, 2282, Alagamar - Ponta Negra, em frente à praça da rua da lagosta. Mais informações: 3219 0050.

Livro e Música
O Veleiros Bar está fazendo aniversário e promovendo uma série de atrações culturais. Hoje, a cantora Yasmine Lemos lança seu livro de poesias Vestida em Versos, que contará também com show de Lene Macedo e Rebeca Macedo, a partir das 20h. E amanhã, as cantoras Tânia Soares e Ana Clara Menezes se apresentam no palco do lugar para embalar a noite de sábado. Mais informações: 3236 4532.

Evento do Bem
O Castelo Pub, que fica na Roda do Sol, promoverá amanhã o Forrock do Bem, reunindo a partir das 22h, os melhores hits dos anos 60 até hoje, com o DJ Berto, a banda VNV, com rock dos anos 80 daqui e de fora, finalizando com a banda de forró universitário Merda de Gado. Toda a renda dos ingressos, que custará R$ 5 cada, será revertida para as ações humanitárias da Casa do Bem.
As senhas já estão sendo vendidas pelo DJ Berto. Mais informações: 9983 4341.

Cultura no Trem
A 8ªEdição do Cultura no Trem traz Letto Ottel e grupo de Teatro de Trânsito da STTU. A programação começa amanhã, a partir das 8h, na Estação de Trens da Ribeira. Letto tem 23 anos e vem se destacando com apresentações de músicas próprias com voz e guitarra tocando o ritmo Folk Rock. Já a Turma de Teatro de Trânsito da STTU vai fazer uma encenação de cordel, com foco em ações educativas no combate à acidentes de trânsito. Na programação, ainda recital de poesia, literatura de cordel, coco de embolada e capoeira. Às 9h40, o trem parte com destino à Ceará Mirim contando com animadores durante todo o percurso.

Aniversário do Clube
O Jiqui Country Club está completando 45 anos e amanhã prepara uma grande festa de comemoração a partir das 22h. A animação ficará por conta da Orquestra Los Manos e a Banda Perfume de Gardênia. Censura livre. Informações e vendas: 3208.1227.

Repertório eclético
O cantor e compositor, Giovani Montini recebe seus convidados amanhã, a partir das 18h, no Botiquim Sargento Tainha, em Emaus, próximo ao Morada da Paz. Giovani apresentará um repertório eclético: MPB, Pop Rock e Reggae.

Programação do Orla Sul
A programação cultural do Shopping Orla Sul conta hoje com a apresentação do Toca Trio, no Café Grão Santo, a partir das 18h. No mesmo horário, será lançado o livro Be-a-bá da Capoeira, do Mestre Alexandrre Marcos de Brito, na Praça de Alimentação. Às 19h, será a vez da cantora Tânia Soares e Banda tocar MPB no mesmo local. Amanhã, a partir do meio-dia, a Praça de Alimentação já será tomada pelo cantor Anderson Lima; mais tarde, às 18h, será a vez de Lavu e Leonardo, no piano e sax, e às 19h, Dani Negro e Trio MPB sobem ao palco. No domingo, Lene Macedo anima a hora do almoço, com seu rico repertório em MPB.

Khrystal na ZN
A cantora Khrystal se apresenta hoje no Beto’s Bar, na Zona Norte. Acompanhada pelo trio Ricardo Baía, José Fontes e Kleber Moreira - em nova formação da sua banda - esse já será o 12º show no mês de setembro feito por Khrystal. Em outubro, Khrystal parte para uma série de shows em Fortaleza (CE), Mossoró e Pipa. Amanhã, Khrystal estará no Praia Shopping Musical, em Ponta Negra, a partir das 20h30.

Música todo dia
O Praia shopping musical encerra a temporada do final de semana com Alexandre Moreira e Trio, apresentando clássicos do Choro. O show começa a partir das 20h. O projeto ocorre diariamente no Praia Shopping, em Ponta Negra, com entrada gratuita. E, seguindo a série de shows, na segunda-feira, será a vez de Zé Hilton e Trio, com clássicos do Forró e participação especial de Waldir Luzz e Nara Costa, a partir das 20h.

Som da Mata
Rogério Pitomba (bateria), Ismael Miranda (contrabaixo) e Diego Brasil (guitarra) juntaram seus acordes e apresentam show instrumental no próximo domingo, dentro do Projeto Som da Mata, que ocorre sempre às 16h30, no Parque das Dunas. No repertório preparado, além de composições próprias, o grupo vai apresentar releituras de clássicos de Tom Jobin, João Donato e Gilberto Gil. A entrada custa R$ 1. Mais informações: 3201 4440.

Domingo no Parque
O cantor Rodolfo Amaral estará neste domingo no projeto Domingo no Parque, que ocorre no Parque da Cidade Dom Nivaldo Monte, sempre a partir das 16h. No show Borogodó Musical, Rodolfo Amaral canta MPB, marchinhas de carnaval, além de Edith Piaf. O Domingo no Parque é uma promoção da Funcarte e Prefeitura Municipal e além da atração cultural também oferece oficinas com contação de histórias, cantigas, corpo e voz. A entrada é gratuita. O Parque da Cidade fica no prolongamento da Prudente de Morais, no Pitimbu.

Fábulas no Ensino
O Projeto Fábulas na Escola-Cosern inicia na próxima segunda-feira uma temporada de apresentações na rede estadual de ensino. Até o dia 17 de outubro o grupo Clowns de Shakespeare percorrerá 13 escolas estaduais, para alunos de 1º ao 5º ano do ensino fundamental. O grupo vai orientar e incentivar os professores a fazer com que os alunos escrevam e contem histórias e com isso estará estimulando a criatividade e despertando a criança a pensar através de suas vivências.

NA FRENTE OU NO VERSO



SEXTA NOS JORNAIS


Globo: Disputa eleitoral nos EUA dificulta socorro a bancos

 

Folha: Republicanos travam pacote nos EUA

 

Estadão: Partido de Bush resiste ao pacote

 

JB: Congresso esfria a crise dos EUA

 

Correio: Sexo, drogas & Vergonha

 

Valor: Crédito de curto prazo para empresas mingua

 

Gazeta Mercantil: Disputas políticas adiam aprovação de ajuda a bancos

 

Estado de Minas: A hora da verdade

 

Jornal do Commercio: Sem Lula, PT faz comício no Recife

quinta-feira, setembro 25, 2008

Papagaio cubano



Em Cuba, um menino regressa da escola e chega a casa cansado e faminto e
pergunta à mãe:

-'Mamá, que há de comer?'

-'Nada, meu filho.'

O menino olha para o papagaio que têm e pergunta:

-'Mamá, porque não há papagaio com arroz?'

-'Porque não há arroz.'

-'E papagaio no forno?'

-'Não há gás.'

-'E papagaio no grelhador eléctrico?'

-'Não há electricidade.'

-'E papagaio frito?'

-'Não há azeite.'

E o papagaio contentíssimo gritava:

'VIVA FIDEL !!! VIVA FIDEL

PARA ENTENDER A CRISE

O estrago que seu Biu provocou
Quer entender a crise que pode levar os Estados Unidos para o buraco, segundo Bush, e com ele parte do mundo?

"O seu Biu tem um bar, na Vila Carrapato, e decide que vai vender cachaça “na caderneta” aos seus leais fregueses, todos bebuns e quase todos desempregados.
Porque decide vender a crédito, ele pode aumentar um pouquinho o preço da dose da branquinha (a diferença é o sobrepreço que os pinguços pagam pelo crédito e o aumento da margem para compensar o risco).
O gerente do banco do seu Biu, um ousado administrador formado em curso de emibiêi, decide que as cadernetas das dívidas do bar constituem, afinal, um ativo recebível, e começa a adiantar dinheiro ao estabelecimento tendo o pindura dos pinguços como garantia.
Uns zécutivos de bancos, mais adiante, lastreiam os tais recebíveis do banco, e os transformam em CDB, CDO, CCD, PQP, TDA, UTI, OVNI, SOS ou qualquer outro acrônimo financeiro que ninguém sabe exatamente o que quer dizer.
Esses adicionais instrumentos financeiros, alavancam o mercado de capítais e conduzem a operações estruturadas de derivativos, na BM&F, cujo lastro inicial todo mundo desconhece (as tais cadernetas do seu Biu ).
Esses derivativos estão sendo negociados como se fossem títulos sérios, com fortes garantias reais, nos mercados de 73 países.
Até que alguém descobre que os bêubo da Vila Carrapato não têm dinheiro para pagar as contas, e o Bar do seu Biu vai à falência. E toda a cadeia sifu."

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MEMÓRIAS PÓSTUMAS DE BRÁS CUBAS-CONT.

MACHADO DE ASSIS

CAPÍTULO 15

Marcela

Gastei trinta dias para ir do Rossio Grande ao coração de Marcela, não já cavalgando o corcel do cego desejo, mas o asno da paciência, a um tempo manhoso e teimoso. Que, em verdade, há dois meios de granjear a vontade das mulheres: o violento, como o touro de Europa, e o insinuativo, como o cisne de Leda e a chuva de ouro de Dânae, três inventos do padre Zeus, que, por estarem fora da moda, aí ficam trocados no cavalo e no asno. Não direi as traças que urdi, nem as peitas, nem as alternativas de confiança e temor, nem as esperas baldadas, nem nenhuma outra dessas coisas preliminares. Afirmo-lhes que o asno foi digno do corcel, — um asno de Sancho, deveras filósofo, que me levou à casa dela, no fim do citado período; apeei-me, bati-lhe na anca e mandei-o pastar.

Primeira comoção da minha juventude, que doce que me foste! Tal devia ser, na criação bíblica, o efeito do primeiro sol. Imagina tu esse efeito do primeiro sol, a bater de chapa na face de um mundo em flor. Pois foi a mesma coisa, leitor amigo, e se alguma vez contaste dezoito anos, deves lembrar-te que foi assim mesmo.

Teve duas fases a nossa paixão, ou ligação, ou qualquer outro nome, que eu de nomes não curo; teve a fase consular e a fase imperial. Na primeira, que foi curta, regemos o Xavier e eu, sem que ele jamais acreditasse dividir comigo o governo de Roma; mas, quando a credulidade não pôde resistir à evidência, o Xavier depôs as insígnias, e eu concentrei todos os poderes na minha mão; foi a fase cesariana. Era meu universo; mas, ai triste! não o era de graça. Foi-me preciso coligir dinheiro, multiplicá-lo, inventá-lo. Primeiro explorei as larguezas de meu pai; ele dava-me tudo o que eu lhe pedia, sem repreensão, sem demora, sem frieza; dizia a todos que eu era rapaz e que ele o fora também. Mas a tal extremo chegou o abuso, que ele restringiu um pouco as franquezas, depois mais, depois mais. Então recorri a minha mãe, e induzi-a a desviar alguma coisa, que me dava às escondidas. Era pouco; lancei mão de um recurso último; entrei a sacar sobre a herança de meu pai, a assinar obrigações, que devia resgatar um dia com usura.

Em verdade, dizia-me Marcela, quando eu lhe levava alguma seda, alguma jóia; em verdade, você quer brigar comigo... Pois isto é coisa que se faça... um presente tão caro...

E, se era jóia, dizia isto a contemplá-la entre os dedos, a procurar melhor luz, a ensaiá

la em si, e a rir, e a beijar-me com uma reincidência impetuosa e sincera; mas, protestando, derramava-lhe a felicidade dos olhos, e eu sentia-me feliz com vê-la assim. Gostava muito das nossas antigas dobras de ouro, e eu levava-lhe quantas podia obter; Marcela juntava-as todas dentro de uma caixinha de ferro, cuja chave ninguém nunca jamais soube onde ficava; escondia-a por medo dos escravos. A casa em que morava, nos Cajueiros, era própria. Eram sólidos e bons os móveis, de jacarandá lavrado, e todas as demais alfaias, espelhos, jarras, baixela, — uma linda baixela da Índia, que lhe doara um desembargador. Baixela do diabo, deste-me grandes repelões aos nervos. Disse-o muita vez à própria dona; não lhe dissimulava o tédio que me faziam esses e outros despojos dos seus amores de antanho. Ela ouvia-me e ria, com — expressão cândida, — cândida e outra coisa, que eu nesse tempo não entendia bem, mas agora, relembrando o caso, penso que era um riso misto, como devia ter a criatura que nascesse, por exemplo, de uma bruxa de Shakespeare com um serafim de Klopstock. Não sei se me explico. E porque tinha notícia dos meus zelos tardios, parece que gostava de os açular mais. Assim foi que um dia, como eu lhe não pudesse dar certo colar, que ela vira num joalheiro, retorquiu-me que era um simples gracejo, que o nosso amor não precisava de tão vulgar estímulo.

— Não lhe perdôo, se você fizer de mim essa triste idéia, concluiu ameaçando-me com o dedo.

E logo, súbita como um passarinho, espalmou as mãos, cingiu-me com elas o rosto, puxou-me a si e fez um trejeito gracioso, um momo de criança. Depois, reclinada na marquesa, continuou a falar daquilo, com simplicidade e franqueza. Jamais consentiria que lhe comprassem os afetos. Vendera muita vez as aparências, mas a realidade, guardava-a para poucos. Duarte, por exemplo, o alferes Duarte, que ela amara deveras, dois anos antes, só a custo conseguia dar-lhe alguma coisa de valor, como me acontecia a mim; ela só lhe aceitava sem relutância os mimos de escasso preço, como a cruz de ouro, que lhe deu, uma vez, de festas.

— Esta cruz...

Dizia isto, metendo a mão no seio e tirando uma cruz fina, de ouro, presa a uma fita azul e pendurada ao colo.

— Mas essa cruz, observei eu, não me disseste que era teu pai que...

Marcela abanou a cabeça com um ar de lástima:

— Não percebeste que era mentira, que eu dizia isso para te não molestar? Vem cá, chiquito, não sejas assim desconfiado comigo... Amei a outro; que importa, se acabou? Um dia, quando nos separarmos...

— Não digas isso! bradei eu.

— Tudo cessa! Um dia...

Não pôde acabar; um soluço estrangulou-lhe a voz; estendeu as mãos, tomou das minhas, conchegou-me ao seio, e sussurrou-me baixo ao ouvido:

— Nunca, nunca, meu amor! Eu agradeci-lho com os olhos úmidos. No dia seguinte levei-lhe o colar que havia recusado.

— Para te lembrares de mim, quando nos separarmos, disse eu.

Marcela teve primeiro um silêncio indignado, depois fez um gesto magnífico: tentou atirar o colar à rua. Eu retive-lhe o braço; pedi-lhe muito que não me fizesse tal desfeita, que ficasse com a jóia. Sorriu e ficou.

Entretanto, pagava-me à farta os sacrifícios; espreitava os meus mais recônditos pensamentos; não havia desejo a que não acudisse com alma, sem esforço, por uma espécie de lei da consciência e necessidade do coração. Nunca o desejo era razoável, mas um capricho puro, uma criancice, vê-la trajar de certo modo, com tais e tais enfeites, este vestido e não aquele, ir a passeio ou outra coisa assim, e ela cedia a tudo, risonha e palreira.

— Você é das Arábias, dizia-me.

E ia pôr o vestido, a renda, os brincos, com uma obediência de encantar.

cont.amanhã


Dnit diz que “erro de digitação” levou a pagamentos indevidos

Um ‘‘erro de digitação’’ pode ter provocado o pagamento excedente de R$ 17 mil pelo asfalto usado na duplicação da BR-101, especificamente no trecho que liga o Rio Grande do Norte à divisa com a Paraíba. Falhas na composição de preços, na elaboração do projeto e na execução dos trabalhos foram detectadas pelo Tribunal de Contas da União, em auditoria realizada na obra em 2007, mas cujos resultados só foram publicados no último dia 19 no Diário Oficial da União.

O TCU, que é responsável por fiscalizar a aplicação dos recursos do governo federal, deu o prazo de 15 dias - a contar da última terça-feira - para que o Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transportes (Dnit) modifique o preço de asfalto, ou da execução do chamado Concreto Betuminoso Usinado a Quente, o CBUQ, que apareceu com dois valores diferentes no edital da licitação. ‘‘Pode ter sido erro de digitação’’, cogitou ontem o superintendente regional do Dnit, José Narcelio Marques Sousa, em entrevista ao Diário de Natal, acrescentando que o TCU mandou unificar os preços, considerando o menor valor. Os preços, contratados com o consórcio Constran/Galvão/Construcap/ deverão ser reduzidos mediante termo aditivo. LEIA MAIS AQUI


PERGUNTA SEM RESPOSTA.

VOCE JÁ VIU ERRAREM  PARA UM PREÇO MENOR? Ô CAMBADA DE LADRÕES...

MALUCO CORRUPTO



QUINTA NOS JORNAIS


Globo: BC deixa mais dinheiro com bancos para não faltar crédito

 

Folha: BC libera dinheiro para compensar crise no exterior

 

Estadão: BC põe R$ 13 bi no mercado e reduz pressão sobre bancos

 

JB: Vitória da Democracia

 

Correio: Reação ao intolerável

 

Valor: BC combate concentração de recursos nos grandes bancos

 

Gazeta Mercantil: Toda economia está em perigo, adverte Bush

 

Estado de Minas: Mineira vive mais, estuda mais e não quer se casar

 

Jornal do Commercio: Tempo quente no guia eleitoral