sexta-feira, setembro 05, 2008

SARGENTO SIQUEIRA
FICHA SUJA

Esse também foi apanhado pela Operação IMPACTO
VOCE PODE MUDAR: NÃO VOTE NESSE CANALHA

Caprichoso do Planalto
Dora Kramer

A intenção do presidente Luiz Inácio da Silva ao defender o "uso do fumo em qualquer lugar" e informar a um grupo de jornalistas que a legislação federal em vigor há 12 anos não vale dentro do gabinete dele no Palácio do Planalto não foi possível captar com precisão. "Na minha sala mando eu", disse de cigarrilha em riste.
Provavelmente não deve ter havido deliberação alguma no gesto, gratuito como tantos outros.
Mas, quando se trata de questão de saúde pública e de um porta-voz do peso de um presidente com a popularidade e capacidade de mobilização de Lula, a leviandade reveste-se de muita gravidade.
E, no caso, sob os mais variados aspectos: dá um golpe fatal na proposta do Ministério da Saúde de proibir de vez o tabaco, mesmo em áreas reservadas, adota como de uso privado um espaço público e estimula a pedagogia da infração constantemente legitimada quando o presidente Lula reclama das regras que vê como obstáculos aos seus propósitos.
Só neste ano foram dois os exemplos bem eloqüentes: a lei de licitações, segundo ele, "atrapalha" a execução de obras e dá muito poder ao Tribunal de Contas da União; a lei eleitoral, na visão do presidente, é "hipócrita" e está a serviço do "falso moralismo". Isso porque proíbe o governo de assinar convênios e distribuir benefícios sociais durante o período pré-eleitoral.
Se os adversários do projeto do Ministério da Saúde, ainda em exame na Casa Civil, queriam um aliado, ganharam o mais poderoso deles. Lula deixou bem claro o que pensa da proposta do ministro José Gomes Temporão: "Eu não vou propor. Mando para o Congresso e não voto".
Em matéria de falta de compromisso, Temporão não precisará ser bom entendedor porque o presidente não se preocupou em usar meias-palavras.
O cidadão Luiz Inácio da Silva tem todo o direito de fumar. Aliás, temos. Agora, de um presidente da República o mínimo que se exige é que não perca a noção do limite de suas funções, do seu poder e do papel que exerce num país de presidencialismo quase imperial.
Talvez não tenha se dado conta, mas faz apologia do vício quando justifica sua defesa do "fumo em qualquer lugar" porque "só fuma quem é viciado". A passividade do agente público diante de um mal de alcance coletivo é uma forma de conivência.
Tampouco ocorre a Lula que o gabinete da Presidência no Palácio do Planalto não é de sua propriedade. Portanto, ali não vale a regra "na minha sala mando eu". Sendo de mando a questão, naquele espaço a receita quem prescreve é a lei.
Sendo examinada pela ótica da civilidade de um modo geral, a frase traduz um conceito altamente destrutivo.
Ensina que o individualismo voluntarista pode prevalecer sobre as regras gerais, bastando que o dono da vontade discorde delas. Quando for assim, pleno em suas razões, fica livre para seguir outro manual elaborado ao molde de suas conveniências, válido em territórios julgados de domínio particular.
Em se tratando de leis e de autoridades com muito poder nas mãos, nada garante que o princípio não seja estendido para além das fronteiras do estritamente privado, como, de resto, estendeu o presidente Lula ao chamar de "sua" a mais pública das salas da República.

Gato na tuba
Alguma está se passando fora do alcance da vista entre o PT e o PSDB no tocante à sucessão do presidente Lula.
Ontem, em entrevista a O Globo, ao negar a existência de intenções futuras na candidatura atual, Marta Suplicy apontou outra razão para seu empenho em ganhar a Prefeitura de São Paulo: "Vamos dar uma força para a eleição de 2010. Aí é que é a importância dessa eleição. Todo mundo sabe que, se ganhar o Alckmin, o Serra não será o candidato a presidente"
. Por partes: Marta já disse que Dilma Rousseff é a candidata de Lula à Presidência e não perde chance de exibir seu apoio à ministra. Entretanto, quando fala em "dar uma força para a eleição de 2010", não cita Dilma nem o PT.
A referência é ao adversário e, ainda assim, com sinal trocado. Se o governador de São Paulo é o primeiro colocado nas pesquisas e se Geraldo Alckmin ganhar a disputa municipal, José Serra fica fora do páreo nacional, como diz Marta, em tese este seria o melhor cenário para Lula, Dilma e o PT.
Mas a candidata inverte a lógica: localiza a "importância" da eleição na derrota de Alckmin e, por conseguinte, na vitória de Serra dentro do PSDB.
Ora, por que ao PT desagradaria ver seu principal oponente banido desde já da disputa de 2010? Por que a necessidade de "dar uma força" para isso não acontecer?
Sabe-se lá, mas o raciocínio de Marta Suplicy não combina com o desenho da paisagem. Ou ela desentendeu-se com o próprio argumento ou a paisagem não retrata a realidade.
Dita a frase, a candidata recuou incontinenti: "Não deveria ter mencionado isso, não faz parte da nossa discussão".
E O ÁLCOOL?


SEXTA NOS JORNAIS

- Globo: Lula aceita idéia de Cabral e decide privatizar Galeão

- Folha: Bolsa cai ao menor nível em 1 ano

- Estadão: Lula autoriza plano para privatizar Galeão e Viracopos

- JB: As tropas vêm aí

- Correio Braziliense: Erro leva médicos do DF a júri popular

- Valor: Pessimismo mundial atinge bolsas e dólar vai a R$ 1,722

- Gazeta Mercantil: Investidor foge do risco e causa queda de 3,96% na Bovespa

- Estado de Minas: Sindicatos vão à luta por gatilho salarial

- Jornal do Commercio: Médicos dão trégua

quinta-feira, setembro 04, 2008

LOTERIA
LOTOFÁCIL

Concurso n. 355 04/09/2008
ÚLTIMO RESULTADO

02 - 04 - 06 - 07 - 08
09 - 10 - 11 - 12 - 13
15 - 18 - 19 - 23 - 25



PREMIAÇÃO
Nº de ganhadores
Valor do Prêmio (R$)

15 acertos -4
289.376,69


14 acertos -591
839,38


13 acertos -18.493
10,00


12 acertos - 253.429
4,00


11 acertos - 1.444.467
2,00


GANHADORES POR ESTADOS
MG -1
RS -1
RJ -1
SP - 1
O MALA


RIO GRANDE DO NORTE
PARA A CORRUPÇÃO TEM
DINHEIRO - VIDE O QUE O FILHO DA GOVERNADORA COLOCOU NO BOLSO

Unicat deixa portadores de Alzheimer sem a medicação

Pacientes que sofrem da doença precisam tomar os remédios até o fim da vida. Familiares vão levar o caso ao Ministério Público
Uma notícia preocupante para os portadores do mal de Alzheimer em Natal. A Unidade Central de Agentes Terapêuticos (Unicat), da Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap) não tem qualquer previsão de quando vai voltar a fornecer os medicamentos Eranz e Exelon - indicados no tratamento da doença.
(....)Esta manhã, O Jornal de Hoje esteve na Unicat e constatou a falta dos medicamentos. No entanto, a diretora Maria José Pieretti não foi encontrada na Central, pois estaria participando de um evento na cidade. Funcionários da Central disseram que ainda existe uma certa quantidade do remédio Exelon, apenas na concentração de 2,5 miligramas. Os farmacêuticos não quiseram dar entrevista, alegando existir uma portaria na Unicat que os proibiriam de falar com os jornalistas.

Leia mais aqui
DEU PAU! Sony faz recall de 73 mil notebooks Vaio; Brasil é afetado
Folha Online

A companhia de tecnologia Sony e o CPSC (Comissão de Segurança de Produtos do Consumidor dos EUA) anunciaram nesta quinta-feira (4) o recall de 73 mil notebooks da linha Vaio --o Brasil é um dos países afetados. De acordo com a agência federal responsável pela certificação de produtos comercializados no país, os computadores sofrem superaquecimento e podem ter curto-circuitos.
A companhia recebeu 15 relatos de aquecimento excessivo da máquina. Um consumidor chegou a sofrer queimaduras leves. Os modelos afetados são Vaio VGN-TZ100, VGN-TZ200, VGN-TZ300 e VGN-TZ2000.
"Apesar de uma quantidade ínfima de exemplares terem sido afetados, a Sony Brasil Ltda., acompanhando as diretrizes mundiais de respeito ao público consumidor e mantendo os padrões de excelência da empresa, desde logo se prontifica a realizar a inspeção e eventual reparo dos componentes internos em todos os modelos da série VAIO TZ", informa a Sony em um comunicado.
A empresa informa que o problema pode ocorrer na entrada do cabo de energia externa, ao redor do monitor de LCD ou da área da câmera integrada. Se houver superaquecimento, as partes de plástico do notebook derretem.
Os compradores dos laptops Vaio devem entrar em contato com a Sony para saber se devem passar pelo recall, de acordo com a comissão norte-americana. O Brasil está entre os países afetados. A Sony disponibiliza o telefone 0800 880 7788 e o site www.sony.com.br para mais esclarecimentos.
CAGANEIRA NA GLOBO

Intoxicação na Globo
Rose Esquenazi- JB

Depois de uma intoxicação alimentar, jornalistas da TV Globo – que costumavam almoçar e jantar dentro da emissora no Jardim Botânico – decidiram levar comida de casa. Pode não ser muito chique, mas, entre continuar passando mal e se alimentar bem, com comida mais leve e balanceada, a turma preferiu a segunda opção. A quentinha voltou à moda.

-Sera que foi esse o motivo que fez a Globo perder para a Record, o PAN de 2010 e as Olímpiadas de 2012 em Londres? Cagada Grande.
Informe JB

Leandro Mazzini

Palocci & Lula

Bernard Appy, depois de defenestrado do Ministério da Fazenda, foi nomeado assessor especial do presidente Lula. Pedido do ex-ministro Antonio Palocci.

A escuta voa
Foi uma fonte da Aeronáutica quem passou para o ministro da Defesa, Nelson Jobim, a revelação de que a Abin comprou um equipamento high-tech para grampo.

Na retaguarda
Conforme adiantou a coluna, Jobim anuncia com o presidente Lula no domingo, 7 de setembro, o novo plano de defesa nacional.

Frase do ano
Do presidente nacional da OAB, Cezar Britto, em discurso ontem na posse de Asfor Rocha como presidente do STJ: "A Constituição é cidadã e não estatal". Lula torceu o nariz.

República do Ceará
O Ceará baixou ontem no STJ para a cerimônia. Desde políticos, como o governador Cid Gomes, a artistas, entre eles Tom Cavalcanti e o cantor Fagner.

Largada
O governador paulista José Serra está mais sorridente. Depois da posse de Asfor Rocha, tomou uma taça de suco num só gole, cumprimentou amigos e partiu.

Holofotes
De um deputado da CPI dos Grampos, enciumado com as câmeras sobre Gustavo Fruet (PSDB-PR), antes suplente e agora titular: "Acabou de chegar e já quer sentar na janela".

Tudo azul
Ricardo Cota, coordenador de comunicação e publicidade do Estado do Rio, anda todo prosa. Colocou as contas em dia.

Mesa Diretora
O deputado Michel Temer, presidente do PMDB, vai compondo a Mesa Diretora de sua futura gestão. Almoçou ontem, no Piantella, com o deputado tucano Paulo Renato.

Meia dúzia
Paulo Renato viu o presidente da CPI dos Grampos, Marcelo Itagiba, em outra mesa, e mandou, brincalhão: "O Trezza trabalhou comigo, vou mandar ele grampear meia dúzia. Isso basta".

O grande irmão
Wilson Trezza é o novo chefe da Abin e já passou pela gestão de Paulo Renato quando ministro da Educação.

Brizolistas
Marta Suplicy e Aldo Rebelo vão ao lançamento do livro El caudillo Leonel Brizola, de Leite Filho, hoje à noite, na livraria da Vila, em São Paulo.

Mais assentos
O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, ampliou para seis o número de assentos no conselho do Codefat, que gere o Fundo de Amparo ao Trabalhador. Entram as centrais sindicais.
Ambigüidades presidenciais

Celso Ming
Estadão


A ambigüidade é uma notória característica dos políticos e o presidente Lula é um político. Nos últimos 40 dias, Lula foi especialmente ambíguo em relação à Petrobrás.
Para justificar a elaboração de um projeto de mudança do marco regulatório do petróleo, sentiu-se na obrigação de rebaixá-la. Avisou que o petróleo pré-sal é do povo e não dela; passou para a opinião pública o ponto de vista de que os interesses da Petrobrás atropelam os interesses nacionais, na medida em que mais de 60% do seu capital pertence a acionistas privados do Brasil e do exterior; e deixou escapar do Palácio do Planalto seu desconforto com o que entende ser excesso de poder da estatal, por ter ela se recusado a cumprir determinações do governo na área do gás e dos biocombustíveis.
Terça-feira, a bordo da plataforma P-34, enquanto se lambuzava com o óleo extraído do pré-sal no Campo de Jubarte, Lula mudou seu discurso e enalteceu a Petrobrás, como se considerasse como não dito o que dissera ou deixara vazar anteriormente.
É possível que essa mudança reflita algo mais do que vacilações presidenciais. Suas idéias podem ter amadurecido e, com elas, se formado a percepção de que não dá para explorar o pré-sal sem dar à Petrobrás um papel proeminente. Não há empresa que detenha mais informações, experiência e melhor tecnologia do que ela para explorações a grandes profundidades.
Do debate confuso e desencontrado travado nas quatro últimas semanas dá para extrair pelo menos três conclusões.
A primeira é a de que para obter os benefícios pretendidos pelo governo Lula não é preciso nem criar uma nova estatal nem mudar as regras do jogo. O governo quer mais dinheiro para aplicar em educação e em infra-estrutura? Basta ajustar as alíquotas das participações especiais, como a lei prevê. E, se quer mais dinheiro mais rapidamente, melhor é manter o regime de concessões hoje adotado, por meio do qual poderia embolsar polpudos bônus de assinatura, instrumento pelo qual o concessionário adquire o direito de explorar e produzir nas áreas sob concessão. A nova estatal atenderia mais a objetivos políticos do que técnicos.
O outro regime, o de partilha (Production-Sharing Agreement, PSA), pressupõe que as primeiras receitas para o governo só viriam sete ou oito anos depois, quando começasse a produção e já tivessem sido deduzidos os investimentos feitos (cost oil) - e esta já é a segunda conclusão. De mais a mais, se o governo quer evitar que os acionistas privados da Petrobrás se beneficiem da produção do petróleo pré-sal, terá de se conformar com remunerar outras empresas, desta vez inteiramente estrangeiras. E, se quer aproveitar o desenvolvimento dos campos de petróleo para desenvolver a indústria de base ligada ao setor, a melhor maneira de fazê-lo ainda é por meio da Petrobrás.
Terceira conclusão: o setor público brasileiro não dispõe das centenas de bilhões de dólares necessárias para os investimentos no pré-sal. Terá de recorrer ao capital privado para trazê-las. A idéia de que esses recursos podem ser adiantados (securitizados) implica aumento do endividamento público em grandes proporções, o que não parece recomendável.
UMA TCHUTCHUZINHA*


CLIQUE NA FOTO PARA AMPLIAR
* TRADUÇÃO: GOSTOSA
Marca registrada
Dora Kramer

Uma situação e duas cenas desenham o perfil do governo, mas principalmente da persona política, Luiz Inácio da Silva.
Terça-feira, no Espírito Santo, de macacão cor-de-laranja, óculos, capacete, mãos sujas de óleo, o presidente comandava o ato oficial de extração simbólica do primeiro campo do pré-sal. Em Brasília, o tempo esquentava nos Poderes Legislativo e Judiciário por causa da disseminação das escutas ilegais que no dia anterior fizera o Supremo Tribunal Federal exigir do chefe da Nação uma posição em defesa do Estado de Direito.
Pois para o presidente, os acontecimentos tiveram peso inverso, numa demonstração eloqüente das preocupações em sua escala de prioridades.
O problema concreto de caráter institucional acontecendo aqui e agora foi tratado com ligeireza. Em declaração rápida, Lula deu por "resolvido" o assunto da disseminação de escutas ilegais República a dentro, com o afastamento da diretoria da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) "para garantir a transparência nas investigações".
Já o resultado de estudos preliminares sobre uma monumental, mas ainda hipotética e não quantificada reserva de petróleo na costa entre os Estados de Santa Catarina e Espírito Santo mobilizou todo aparato oficial e mereceu do presidente 40 minutos de discurso permeado por muito riso e pouco siso.
"Estamos indo tão fundo para procurar petróleo que qualquer dia a Petrobrás traz um japonesinho em sua broca e aí vai ser um problema internacional sem precedentes", disse Lula entre outras manifestações de entusiasmo que fizeram gargalhar a platéia, mas não informaram nada a respeito do que pensa seja necessário para a concretização bem-sucedida da obra.
O presidente nunca escondeu sua ojeriza por más notícias e entende otimismo como sinônimo de alienação. Entre enfrentar um problema ruim para evitar que fique péssimo e comemorar a conquista de terrenos no paraíso, fica com a segunda opção.
Isso não resolve as questões objetivas - antes as empurra ao estado de paroxismo, como vimos na crise aérea -, mas alegra as pessoas e robustece seu capital político. Na mesma ocasião, o próprio Lula explicou o fenômeno: "Eu tenho sorte".
A frase se presta a duas leituras. Do ponto de vista da população, a sorte é que a maioria acha que as coisas acontecem só porque é Lula o presidente; sob a ótica dele, pontua a sorte de contar com o benefício desse entendimento. Em parte torto de nascença, em parte entortado pela eficiente máquina de propaganda que escreve o roteiro, prepara o cenário e deixa o texto por conta do personagem principal.
O termo "improviso" foi propositadamente evitado, pois o caso é de um muitíssimo bem planejado plano de perpetuação, senão da presença física, mas da marca "Lula" cuidadosamente registrada em fatos positivos e prudentemente mantida - quando possível - distante dos negativos.
Aqui importa a aparência, como convém a quem põe o exercício da política partidária e eleitoral acima de tudo. Eleito muito por causa da fadiga do material dos "políticos tradicionais", Lula faz política em tempo integral. Nas horas vagas, faz alguma referência tão veemente quanto oca sobre os problemas do País.
Como hábito, eles servem à sustentação do embate de poder todo ele escorado na hiperatividade presidencial. Em boa parte das vezes, inconseqüente.
Lula já comemorou a auto-suficiência brasileira em petróleo, já decretou a entrada do Brasil na Opep por conta do biocombustível, já lançou as Parcerias Público-Privadas, já prometeu arrumar todas as estradas.
Todo mundo se lembra dos atos, mas não dá a mínima para os fatos, tais como o Brasil continuar importando petróleo, as PPPs não terem saído do papel, as estradas continuarem isso que se vê e do etanol nunca mais ter sido tema de discursos.
Perde-se tempo com cobranças de conteúdo. A coisa é feita mirando a forma para, ao final dos oito anos, Lula apresentar um substancial portfólio de realizações, mesmo que não tenham ultrapassado o campo das intenções.
Nesse cardápio incluirá as reformas da Previdência, tributária e política. Se não foram concluídas ou nem mexidas, problema do Congresso. Como à maioria não ocorrerá mesmo que o governo absteve-se de pôr sua força política a serviço da organização e da mediação para fazer as coisas acontecerem, a conta vai sobrar para o sucessor.
Isso se for pessoa de fora da área de influência do presidente. Terá ao mesmo tempo de enfrentá-lo como chefe da oposição, conviver com a marca "Lula" registrada no embrião de muitas ações, repartir com ele eventuais ônus e pagar sozinho os possíveis bônus.
Mas o mais difícil mesmo para o pobre futuro marquês ou marquesa (se o plano Dilma Rousseff não tiver o destino dos citados acima) vai ser convencer o País de que, embora o ambiente tenha ficado menos festivo e divertido, seriedade é bom porque funciona em prol do coletivo.


Morre Waldick Soriano aos 75 anos no Rio

Cantor romântico lutava contra câncer de próstata desde 2006; ele estava internado desde o fim de agosto

Lauro Lisboa Garcia

O Estado de S.Paulo

- Waldick Soriano, um dos maiores ídolos da canção romântica brasileira, morreu nesta quinta-feira, 4, no Rio, aos 75 anos, em conseqüência de câncer de próstata. O cantor e compositor descobriu ser portador da doença em 2006. No início deste mês, seu estado de saúde se agravou, com o câncer já atingindo outras partes do corpo, segundo os médicos. Autor de canções de enorme sucesso nacional a partir dos anos 70, como Paixão de um Homem, A Carta, Tortura de Amor, A Dama de Vermelho e Eu Não Sou Cachorro Não, Waldick recebeu recentemente uma terna homenagem em vida da atriz Patrícia Pillar, que dirigiu e escreveu o roteiro (em parceria com Fausto Nilo e Quito Ribeiro) do documentário Waldick - Sempre no Meu Coração.
O JEITO PT DE SER!



QUINTA NOS JORNAIS

- Globo: Judiciário faz mea culpa sobre farra de grampos

- Folha: CPI pede quebra de sigilo de duas operações da PF

- Estadão: Governo esvazia novo leilão de áreas de petróleo

- JB: Indústria do Rio ganha 12 mil novos empregos

- Correio: Jovens no DF entre matar ou morrer

- Valor: ‘Greve-pipoca’ já ameaça produção de veículos

- Gazeta Mercantil: Moto já representa 73% do mercado de carros

- Jornal do Commercio: Mais 11 mil vagas para professores

quarta-feira, setembro 03, 2008

Informe JB

A lição de dona Maria em Acopiara
Leandro Mazzini

A Abin deveria atentar para um problema envolvendo o presidente da República, em vez de fazer escutas: como candidatos pilantras Brasil adentro têm usado o nome de Sua Excelência em vão. E exasperado a lei. Vem de Acopiara, 48 mil habitantes no coração do Ceará, o exemplo da dona de casa Maria Aparecida Alves Pereira. Beneficiária do Bolsa Família, recebeu no domingo um pesquisador para um café. Estranhou as perguntas. Quando revelou que votaria no Dr. Vilmar (PMDB), adversário do prefeito Antônio Almeida (PTB), foi advertida de pronto: "Se a senhora não votar no prefeito, vai perder o Bolsa Família". Convencida de um crime eleitoral evidente, tirou dele o formulário e correu para a delegacia. Polícia daqui e advogado dali, descobriu-se que o Instituto Análoga Inova Pesquisa e Estratégia de Marketing não registrou a sondagem no TRE. E que Maria não foi a única vítima de persuasão. O crime foi denunciado ao Ministério Público – o caso está nas mãos da promotora Magda Kate, que já ouviu 50 cidadãos.

Falso Lula

O prefeito Antônio Almeida é um espertalhão. Contratou um locutor para imitar a voz do presidente Lula, que no rádio mandou o recado: "No dia 3, votem no meu amigo Antônio". O MP tirou a propagando do ar.

Bem na foto

O prefeito de Acopiara também fez fotomontagem para cartazes. Ele aparece sorridente abraçado a Lula – que nunca o viu. Foi denunciado pelo advogado Theognes Florentino, da coligação adversária, que reúne oito partidos.

24 horas

O presidente da CPI dos Grampos, deputado Marcelo Itagiba (PMDB-RJ), acordou ontem com um telefonema do general Armando Félix, chefe da Abin: "Posso levar o Campana?".

Homem-forte

Tratava-se de Milton Campana, seu subordinado e faz-tudo na Abin, que também seria convocado posteriormente. Félix o levou, mas depuseram separados.

Novelão

De um político conhecedor dos corredores do Planalto, ontem, para a coluna: "Esse grampo é briga do Zé Dirceu com o Tarso Genro". E sobrou para o general.

Revoada de urubu

A candidata a vereadora Patrícia Amorim irrita uma ala da direção do Flamengo por uso do escudo e das cores do time na campanha. A insatisfação ficou clara num e-mail que circula no alto comando.

Em campanha

Júlio Bueno, secretário de Desenvolvimento do Rio, prepara-se de fato para assumir o Fluminense um dia. Ontem, escapou da comitiva do governador Cabral, em Londres, e foi visitar o estádio do Chelsea. Conferiu os segredos da administração do clube.

A Grande Família

Ellen Patrícia, filha do vereador Jerominho, preso em Bangu por suspeita de chefiar milícia, é diretora de Apoio Legislativo da Câmara do Rio. Nepotismo? Que fosse. Mal aparece por lá.

O Brasil merece

Em Barra dos Bugres (MT), concorre à Câmara o Xota Oi Meu Bem. Com todo o respeito...
COM PRESSA (L)



JUSTIÇA SEJA FEITA



Sentença judicial de 1833


Vejam como era uma sentença judicial de um cabra que tentou estuprar uma moça no sertão sergipano em 1833. O texto é tecnico e carregado com a grafia portuguesa da época.

Sentença:

"O adjunto de promotor público, representando contra o cabra Manoel Duda, porque no dia 11 do mês de Nossa Senhora Sant'Ana quando a mulher do Xico Bento ia para a fonte, já perto dela, o supracitado cabra que estava de tocaia em uma moita de mato, sahiu della de supetão e fez proposta a dita mulher, por quem queria para ‘coisa que não se pode trazer a lume’, e como ella se recuzasse, o dito cabra abrafolou-se dela, deitou-a no chão, deixando as encomendas della de fora e ao Deus dará. Elle não conseguiu matrimonio porque ella gritou e veio em amparo della. Nocreto Correia e Norberto Barbosa, que prenderam o cujo em flagrante. Dizem as leis es que duas testemunhas que assistam a qualquer naufrágio do sucesso faz prova".

Considero:

QUE o cabra Manoel Duda agrediu a mulher de Xico Bento para conxambrar com ella e fazer chumbregâncias, coisas que só marido della competia conxambrar, porque casados pelo regime da Santa Igreja Cathólica Romana; QUE o cabra Manoel Duda é um suplicante deboxado que nunca soube respeitar as famílias de suas vizinhas, tanto que quiz também fazer; conxambranas com a Quitéria e Clarinha, moças donzellas; QUE Manoel Duda é um sujeito perigoso e que não tiver uma cousa que atenue a perigança dele, amanhan estará ‘metendo medo até nos homens’. CONDENO o cabra Manoel Duda, pelo malifício que fez à mulher do Xico Bento, a ser CAPADO, capadura esta que deverá ser feita a MACETE. A execução desta peça deverá ser feita na cadeia desta Villa. Nomeio carrasco o carcereiro. Cumpra-se e apregue-se editais nos lugares públicos.
Manoel Fernandes dos Santos, Juiz de Direito da Vila de Porto da Folha, Sergipe". .
ZIL
QUARTA NOS JORNAIS


- Globo: General admite que grampo pode ter sido feito na Abin

- Folha: Abin tem maleta de grampo, diz Jobim

- Estadão: Grampo acirra crise entre PF e Abin

- JB: Abin diz que grampos não partiram de suas máquinas

- Correio: A farra dos bancos na sua conta: tarifas sobem até 433%

- Valor: BC tira US$ 17 bi de bancos estrangeiros em um ano

- Gazeta Mercantil: Pequenas auditorias avaliarão as líderes

- Estado de Minas: Um dia de chuva, três sem energia

- Jornal do Commercio: 400 médicos deixam as emergências na sexta

terça-feira, setembro 02, 2008

Clóvis Rossi
O Estado não é policial, é frouxo

Folha de S. Paulo
2/9/2008

Dois presidentes, Gilmar Mendes, do STF, e Garibaldi Alves, do Senado, viram nos "grampos" em seus telefones um "estado policialesco".
É precisamente o contrário. Estado policialesco pressupõe um Estado forte, onipresente, hiperativo.
O que existe no Brasil é um Estado frouxo, inerme, ausente exatamente onde a sua presença é mais necessária.
Episódios como o dos "grampos" contra duas das mais altas autoridades da República, para não mencionar Gilberto Carvalho, o mais próximo assessor do presidente Lula, só demonstram o quanto o atual governo é omisso. Prova-o a seguinte frase do ministro da Justiça, Tarso Genro, falando precisamente sobre interceptações telefônicas: "Estamos chegando a um ponto em que temos de nos acostumar com o seguinte: falar no telefone com a presunção de que alguém está escutando".
Traduzindo: o chefe da Polícia Federal, em vez de se indignar -e agir em conseqüência, o que seria ainda mais relevante-, prefere conformar-se com a sua incompetência, impotência, inapetência ou tudo isso ao mesmo tempo para controlar atividades que desrespeitam o Estado de Direito. Fosse menos relapso, o ministro diria que tomaria todas as providências para que a arapongagem deixasse de ser tão disseminada e que os inocentes poderiam ter a "presunção" de que só são ouvidos pelos seus interlocutores.
Se seu chefe, o presidente da República, também fosse menos relapso, teria afastado o ministro no ato, para demonstrar que não compactuava com a omissão do subordinado. Como não o fez, é forçado a agir tardiamente, punindo o policial, Paulo Lacerda, que foi o símbolo de uma elogiada PF. Não há símbolo que resista no governo Lula. Cai um após o outro sempre que qualquer labareda chega perto do presidente.
NA MINHA VARANDA

clique na foto para ampliar
Essa é Vanessa Almeida, desfilando aqui na minha VARANDA. Fiquem babando.
O presidente negro

ARNALDO JABOR
Estadão

A história americana tem espasmos progressistas e reacionários. Na época de Eisenhower, eu morei nos USA, e estudei numa high school da Flórida, no coração da "América profunda", em Saint Augustine, a cidade mais antiga do país, fundada pelo maluco Ponce de Leon, que chegou em busca da Fonte da Juventude.
Era a época da "geração silenciosa" do pós-guerra. Eisenhower só dizia "platitudes", palavra que aprendi com a professora de inglês, uma velhinha democrata que odiava a burrice nacional. Depois, veio o Kennedy, moderno, com mulher chique, que governou até 63, quando uma bala transformou sua bonita cabeça numa massa sangrenta. Ficou Lyndon Johnson, um medíocre vice democrata, pré-Nixon. Depois, o irmão Bob Kennedy, que certamente seria eleito, foi assassinado na frente das TVs do mundo todo em 68. Em seguida, tivemos o espasmo reacionário de Nixon, que cai em 74, sucedido pelo frágil Jimmy Carter que preparou a chegada dos republicanos Reagan e Papai Bush, até a "era dourada" do Clinton, que acabou desmoralizada pelos lábios da Monica Lewinsky, no mais trágico "boquete" da história ocidental. Agora, talvez acabe a fase do Bush, o débil mental que reinou por oito anos e que, se Deus quiser, não será sucedido pelo hipócrita McCain.
No entanto, com a gloriosa nomeação de Obama pelos democratas, fico olhando aquele homem raro, profundo, que aponta os melhores caminhos para a América, e me preocupo: "Será que os americanos vão deixar um negro intelectual presidir o país?
"Digo isso porque vi o racismo americano de perto. Saint Augustine era uma cidade igual àquela do Truman Show. Os ritos sociais, as pessoas, os gestos cotidianos, os sorrisos e lágrimas, tudo parecia programado por uma máquina social obsessiva. A vida e morte eram padronizadas: abraços gritados, torcidas histéricas no beisebol, alegrias obrigatórias, intensa religiosidade, tudo funcionava num carrossel de certezas absolutas.
Só uma coisa estava fora da ordem: os negros. Era outra América dentro da cidade. No ônibus amarelo do colégio, eu via meus colegas louros, ruivos e brutos berrando contra os negros que passavam: "Hey, ?nigger?, por que teu nariz é tão chato?" "Hey, ?nigger?, por que teu cabelo é pixaim?" Os negros ouviam de cabeça baixa, o rosto torcido de humilhação, num ódio sufocado. Amontoavam-se no fundo dos ônibus, em pé, mesmo com os carros vazios, e moravam num bairro sujo de madeira e terra. Eu me espantava com aquela ausência total de compaixão, eu que vinha de babás negras me beijando. Os pobres segregados eram tristes , trêmulos e esfarrapados, obesos e deprimidos, com frágeis mulheres engelhadas e crianças assustadiças.
E eu tinha medo; mas, era dos brancos. A violência dos alunos me assustava. Vi brigas de ferozes galalaus se arrebentando até o sangue no focinho e o desmaio, onde nem os diretores do colégio podiam interferir. Eu era um "nerd" comprido e meio bobo nos meus 15 anos e me chocava com as botas de caubói marchetadas de estrelas de prata, com as facas de onde a lâmina pulava, os casacos de couro negro que já vestiam a "juventude transviada" - uma rebeldia reacionária e "republicana".
O ídolo da época era Elvis Presley rebolando na TV. Pairava um clima de intolerância entre os próprios brancos; eram os fortes contra os fracos, as meninas bonitas contra as feias, as sérias contra as "galinhas" que eram comidas nos drive-ins, dentro dos carros envenenados, os hot rods, e depois cuspidas para a humilhação coletiva. As rivalidades eram vingativas e duras.
Eu, turista tropical, tímido e fraco, provocava-lhes um respeito cauteloso, por ser estrangeiro e os machões me poupavam porque eu lhe dava "cola" em "spelling", soletrando palavras de raiz latina, enigmas para eles.
Mas, existia no ar um perigo desconhecido. Não havia espaço para dúvidas naquela cidade, mas dava para sentir que aquela solidez de certezas, se rompida, provocaria um grave desastre. Eu navegava naquela cultura obsessiva e, bem ou mal, conseguira namorar Melinda Mills, pálida filha de um ex-marine que estivera no Rio e me mostrou um cartão-postal do Mangue com suas palmeiras, onde ele certamente conhecera a Zona e as polacas.
Até que um dia, chegou a notícia terrível: tinha subido aos céus o satélite russo, o Sputnik, girando como uma bola de basquete em órbita da Terra.
Foi indescritível o pânico na cidade. Desde 49, com a explosão da bomba H pelos soviéticos, destronando a liderança dos destruidores de Hiroshima, os americanos esperavam outra catástrofe, que viria como um filme de terror tipo A Invasão dos Feijões Gigantes. Em minutos, a cidade parecia um campo de refugiados, de perdedores humilhados pelos comunistas no espaço. No colégio, começaram "fire drills" incessantes, alarmes evacuando os alunos para porões e abrigos atômicos. O então senador Lyndon Johnson berrou: "Brevemente estarão jogando bombas atômicas sobre nós, como pedras caindo do céu..." No alto, o satélite Sputnik humilhava os americanos, com seus "bip bips", soando como gargalhadas de extraterrestres. A partir desse dia, os colegas passaram a me olhar de lado. Transviados e porradeiros me investigavam com perguntas: "Que você acha? Teu país gosta dos russos?" Eu tremia e escondia minha vaga admiração pelo socialismo. Eles me olhavam desconfiados: brasileiro, latino, sabe-se lá? Depois disso, não me pediam mais cola. O pai de Melinda, putanheiro do Mangue, mal me cumprimentou de sua poltrona esfiapada. Melinda ficou mais pálida e nosso namoro definhou.
Por isso, hoje vejo o Obama, esguio, mulato, de elite, com a mulher gatona como uma cantora funk e penso: "Na América existe um racismo sutil, inconsciente, mas vasto. Está além da cor da pele. É a desconfiança do novo, do diferente, diante dos verdadeiros liberais reformistas como Obama." E tremo: "Será?" Tenho medo das balas republicanas. Elas não perdoam.
CULTURA

MERCADO CULTURAL

Espetáculos de dança e show musical de qualidade serão as atrações da 4ª edição do Mercado Cultural. O evento acontece hoje, a partir das 18h30, no Mercado de Petrópolis, no bairro do Tirol, com a apresentação da cantora e compositora Joana Medeiros. O evento acontecerá toda primeira terça-feira do mês.

PROJETO SEIS & MEIA

Um canto autoral no palco do TAM
Dois grandes compositores da música brasileira estarão no palco do Seis & Meia hoje, que volta a ser apresentado no Teatro Alberto Maranhão, a partir das 18h30. Mirabô Dantas e Renato Terra serão as atrações da noite. Os ingressos custam R$ 10,00. HOJE
NATAL
SINAIS TROCADOS

Fátima canditata do PT tem a preferência de quem ganha entre 5 e 8 salários mínimos

Micarla Candidata do PV, perde apenas entre eleitores com pós-graduação


Segundo a pesquisa do IBOPE, Micarla do PV lidera com 50%; contra 25% de Fátima do PT.


Informe JB
Leandro Mazzini

A queda da Abin e Tarso em perigo

A decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de afastar a direção da Agência Brasileira de Inteligência é um atestado de culpa sobre a suspeita de grampo no presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes. Uma fonte da coluna, com trânsito no Palácio e no Ministério da Justiça, informou que cresce a vontade do presidente de fazer logo uma reestruturação vertical. Nesse contexto, começando pela Justiça, está em perigo o ministro Tarso Genro. Não é bom o clima no ministério entre ele e alguns setores. Mas quem pensa em derrubar Genro sempre se engana. Ele só "cai para cima", devido ao prestígio com o chefe. O time do contra, no entanto, é forte. O ataque vai com Dilma Rousseff, Gilberto Carvalho e José Dirceu, que ainda sabe de tudo no governo. E ainda é ouvido.

Saída de mestre

O procurador-geral federal, João Ernesto Aragonés Vianna, pediu exoneração do cargo por motivos particulares. É o responsável pela atuação jurídica de todas as fundações e autarquias federais – algumas fundamentais para o PAC, como o Ibama e o Incra.
João Ernesto, renomado escritor da área de direito, abre as portas para o novato Marcelo de Siqueira Freitas, de 30 anos.

Gás total

Caiu no colo do presidente da CCJ do Senado, senador Marco Maciel (DEM-PE), a briga bilionária sobre a Lei do Gás. A matéria, que atiça os ânimos dos colegas, vai a voto depois das eleições.
A todo vapor
A queda-de-braço contrapõe os Estados e suas distribuidoras – favorecidos pelo relator Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) – ao governo federal e à Petrobras, que querem restringir a distribuição de gás pelos governos estaduais.

Sem freio

Avançam as negociações do governo do Rio para conquistar uma fábrica da Hyundai.

Fala, Mão Santa

O senador Mão Santa (PMDB), conhecido pelo linguajar metafórico na tribuna, vai poder agora enriquecer o vocabulário. Sai dia 4, em Brasília, a 3ª edição da Grande Enciclopédia Internacional de Piauiês.

Prefeito maluquinho

O ministro do STF Ayres Britto, relator do caso Raposa/Serra do Sol, anda às turras com o prefeito falastrão de Pacaraima (RR), Paulo Quartiero, líder político dos arrozeiros na região.
Desabafo
A um interlocutor, Britto lembrou que Quartiero só faz esse carnaval por causa da liminar concedida por ele para que a PF freasse a operação. Mas citou o uruguaio Eduardo Couture: "O tempo se vinga das coisas feitas pela colaboração dele".
LOTERIA
01/09

Lotofácil (Concurso 354):

01-02-04-07-08
09-10-12-16-17

18-19-21-22-23
FALA QUE EU TE ESCUTO II


TERÇA NOS JORNAIS


- Globo: Grampo no STF faz Lula afastar cúpula da Abin

- Folha: Cúpula da Abin é afastada após grampo

- Estado: Sob pressão do STF e Senado, Lula afasta cúpula da Abin

- JB: Grampo derruba a cúpula da Abin

- Correio: Lula afasta chefia dos espiões

- Valor: Gafisa compra Tenda e tira construtora da crise

- Gazeta Mercantil: Torneira do pré-sal é aberta hoje com testes de Jubarte

- Estado de Minas: Políticos começam a demitir parentes

- Jornal do Commercio: Lula afasta a cúpula da Abin

segunda-feira, setembro 01, 2008

Campanha na rede
EDITORIAL
Folha de S. Paulo

1/9/2008

OS LIMITES absurdos para o uso da internet durante a campanha eleitoral podem ser, enfim, relaxados. O Tribunal Superior Eleitoral se prepara para julgar ações que contestam tais restrições, como as interpostas pelo portal iG e pelo Grupo Estado.
Resolução do TSE de fevereiro deste ano proscreveu na prática o uso de ferramentas comuns entre internautas. A decisão estabeleceu que a publicidade do candidato só pode ser feita na página destinada à divulgação oficial da campanha. Como não foram fixadas regras específicas, ficaram proibidos o uso de blogs, banners e links patrocinados em sites de busca, a divulgação de vídeos e a formação de grupos de apoio a candidaturas na rede.
A internet não é o único alvo do ímpeto normativo. Os presidentes dos Tribunais Regionais Eleitorais também decidiram recomendar que mensagens de texto por celular sejam proibidas na semana do pleito.
Além de impraticáveis -há decisões provisórias de tribunais regionais que já apontam alguma flexibilização-, as restrições à internet são anacrônicas. Ela é por natureza um domínio livre para a circulação de informações e manifestações.
É um erro equiparar a internet às TVs e rádios, que são concessões públicas e, por terem espectro limitado, justificam regulamentação especial em época de pleito. Já o novo meio eletrônico é aberto e ilimitado. Sua normatização deveria inspirar-se, assim, no modelo mais liberal previsto para jornais e revistas.
Um bom exemplo pode vir de outra experiência eleitoral em andamento. Enquanto no Brasil são estabelecidas restrições à internet, os EUA vivem uma campanha à Presidência marcada pela ampla liberdade de comunicação e manifestação na rede. Candidatos estabelecem contato preferencial com apoiadores pela internet, onde a batalha da militância é intensa e até a arrecadação de fundos deslancha.
O Brasil, que tem um sistema de votação eletrônico exemplar, não deveria insistir em regras obsoletas contra uma ferramenta que veio facilitar a política.
JÚLIO PROTÁSIO

FICHA SUJA:LADRÃO
Recebeu propina, trocou de partido e continua a serviço de quem lhe pagar mais. É um BANDIDO.
VOCE PODE MUDAR: NÃO VOTE NESSE CANALHA
Informe JB
Márcio Falcão

Liberada gastança para as ONGs

Quando outubro chegar, os senadores devem enterrar de vez a CPI que investiga repasses públicos às organizações não-governamentais. A Comissão – também chamada de CPI do Acordão, diante do pacto entre governistas e oposicionistas para blindar possíveis constrangimentos a autoridades – não prepara nem mesmo um marco regulatório com efeitos práticos para inibir a gastança das ONGs.
O relator, Inácio Arruda (PCdoB-CE), distribuiu aos colegas um esboço do seu parecer e o que mais chama atenção é que, ao invés de colocar critérios mais rígidos para a fiscalização, isenta as entidades de controle, argumentando que se gasta muito com fiscalização. "Pouco importa como o dinheiro foi gasto pela entidade de direito privado. Relevante é saber se as metas ou atividades conveniadas foram devidamente atingidas".
Portanto, ao que parece, a CPI das ONGs não vai conseguir expor as grandes quadrilhas que se disfarçam de ONGs nem propor um marco regulatório para o setor que feche as portas para as entidades de fachada.

-Prêmio Prêmio 2

Técnicos do Ministério do Meio Ambiente e do Ibama bateram o martelo e decidiram que o escritório do Ibama dedicado ao licenciamento ambiental de empreendimentos de petróleo e gás no Nordeste vai ficar em Sergipe. O Estado levou vantagem por ser mais central e por ter mais petróleo.
O presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB- RN), bem que tentou levar para o Rio Grande do Norte o escritório de petróleo do Ibama, mas não conseguiu. Ligou para o ministro Carlos Minc. Argumentou que a bancada potiguar prestigia muito o presidente Lula no Congresso. Mas teve de se contentar com a instalação da unidade de desertificação do Ibama.

Cópia

Depois de o Senado anunciar uma barreira de 45 dias para a leitura das medidas provisórias, líderes governistas na Câmara vão sugerir a mesma estratégia ao presidente da Casa, Arlindo Chinaglia (PT-SP).

Tom

Em meio às discussões sobre o modelo de exploração da camada de pré-sal descoberta na costa brasileira, os técnicos do governo que estão assessorando os parlamentares governistas já avisaram que nada poderá ser executado no pré-sal sem fortalecer a Petrobras. Dizem que se vingar a idéia da nova estatal, a empresa não terá caráter de executora, mas sim para garantir a propriedade do óleo e sua destinação.

Preocupação

Em meio ao julgamento da Raposa/Serra do Sol, na semana passada, pelo STF, o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), reconheceu para a senadora Marina Silva que mantém um olho no gato e outro também. Disse à ex-ministra que não esperaria o fim do voto do ministro Carlos Ayres Britto porque com votação no Congresso, mesmo com acordo fechado, nunca se pode confiar nos aliados.

Berlinda

O Tribunal de Contas da União analisa custos e licitações das obras de nove aeroportos do país sob os cuidados da Infraero. Há suspeita de superfaturamento de R$ 3 bilhões em obras de expansão.

Atentai bem

Abatido, o senador Mão Santa (PMDB-PI) lamentou a cassação do registro de candidatura de sua mulher, Adalgisa, que disputa uma vaga à prefeitura de Parnaíba. A candidatura não foi aceita porque o juiz eleitoral questionou a filiação partidária da candidata. Os advogados de Adalgisa recorreram, mas se não conseguirem derrubar a decisão, Mão Santa já decidiu que assume a briga.
FALA QUE EU TE ESCUTO


SEGUNDA NOS JORNAIS


- Globo: Governo, STF e Congresso se mobilizam contra grampos

- Folha: PF vai investigar grampo no Supremo

- Estado: Lula decide mudar a Abin após espionagem no STF

- JB: Rio busca saída para o lixo que produz

- Correio: Patrimônio milionário do Ibama está abandonado

- Valor: Queda do dólar prejudica empréstimos a governos

- Gazeta Mercantil: Varejo arma-se para a briga de gigantes na web