
quinta-feira, junho 19, 2008
quarta-feira, junho 18, 2008
Loteamento de agências
editorial
O Estado de S. Paulo
18/6/2008
O governo petista cumpre o seu programa: em breve não restará no Brasil uma única agência reguladora digna desse nome. Uma a uma, todas vêm sendo submetidas ao loteamento de cargos e ao aparelhamento, como todo o resto da administração pública federal. Agora chegou a vez do PMDB, que será favorecido com a próxima nomeação para uma diretoria da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Ao chegar ao governo, em 2003, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva queixou-se de ser o último a saber das decisões tomadas por diretores de agências. Demonstrando não entender a diferença entre órgão de governo e órgão de Estado, chegou a reclamar de uma “terceirização” de funções e poderes governamentais. Não havia nenhuma terceirização. Mas tem havido, nos últimos anos, um evidente e escandaloso processo de nomeações orientadas por critérios exclusivamente políticos, no sentido mais ignóbil dessa expressão.
Com a escolha de pessoa indicada pelos senadores José Sarney (PMDB-AP) e Renan Calheiros (PMDB-AL), a Anatel terá preenchidas cinco diretorias, número necessário para a votação do novo Plano Geral de Outorgas (PGO), tornado necessário para a regularização da compra da Brasil Telecom pela Oi - antiga Telemar, do Grupo Jereissati. Os dois peemedebistas defendem a nomeação de uma assessora especial da presidência do Senado, Emília Ribeiro. Formada em administração e direito, foi nomeada em 2006 para o Conselho Consultivo da Anatel e daí decorre toda a sua experiência no setor de telecomunicações.
O episódio é especialmente instrutivo para quem pretenda estudar os estilos de ação desse governo. Durante sete meses ficou vago o assento do quinto diretor da Anatel, enquanto se discutia uma indicação política.
Tudo se passou, nesse tempo, como se a agência não fosse mais que um apêndice do Executivo, sujeito às disputas e ao toma-lá-dá-cá das conveniências político-eleitorais. Isso é a negação mais elementar do conceito de agência reguladora. Além disso, quem for nomeado assumirá o posto com a missão de regularizar uma operação realizada com estímulo do governo e sob sua proteção. Seu papel, portanto, será cumprir ordens de um ministro ou de quem estiver acompanhando o caso da compra da Brasil Telecom.
O loteamento, segundo reportagem do Estado, foi resolvido já no primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Com base no acordo, a diretoria vaga há sete meses deve caber ao PMDB. A próxima vaga será aberta em novembro e pertencerá, em princípio, à cota do PT. No Brasil, partidos, grupos e políticos influentes têm cotas na administração: essa é a concepção dominante de coisa pública. O nome cotado é o professor Márcio Wohlers, indicado pelo presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, Luciano Coutinho, articulador da compra da Brasil Telecom.
Para a opinião pública, o caso mais ostensivo de loteamento e aparelhamento de uma agência foi o da Anac, responsável pela definição de normas para a aviação civil. Dois dos mais graves acidentes da história da aviação brasileira, com centenas de mortos, chamaram a atenção para um quadro espantoso de incompetência. A sucessão de tragédias acabou resultando no afastamento de toda uma diretoria. Os desmandos facilitados pela relação promíscua entre Executivo e agência continuam, no entanto, aparecendo, com as denúncias sobre a articulação da venda da Varig.
A desmoralização da Agência Nacional do Petróleo (ANP) começou com a nomeação de um presidente escolhido com base em critério político e ideológico. O resultado mais ostensivo dessa escolha foi a desastrada revelação da descoberta do Campo de Tupi.
Desde o início do primeiro mandato, o governo do presidente Lula vem trabalhando para destruir o sistema de agências reguladoras. Agências desse tipo, existentes em países desenvolvidos, são órgãos de Estado, não de governo. Devem funcionar com independência política, proporcionando estabilidade e previsibilidade às condições de investimento em setores básicos, como energia, transportes e telecomunicações. O presidente Lula e seus principais auxiliares nunca aceitaram essa concepção, assim como jamais aceitaram os critérios de impessoalidade e competência na gestão pública.
editorial
O Estado de S. Paulo
18/6/2008
O governo petista cumpre o seu programa: em breve não restará no Brasil uma única agência reguladora digna desse nome. Uma a uma, todas vêm sendo submetidas ao loteamento de cargos e ao aparelhamento, como todo o resto da administração pública federal. Agora chegou a vez do PMDB, que será favorecido com a próxima nomeação para uma diretoria da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Ao chegar ao governo, em 2003, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva queixou-se de ser o último a saber das decisões tomadas por diretores de agências. Demonstrando não entender a diferença entre órgão de governo e órgão de Estado, chegou a reclamar de uma “terceirização” de funções e poderes governamentais. Não havia nenhuma terceirização. Mas tem havido, nos últimos anos, um evidente e escandaloso processo de nomeações orientadas por critérios exclusivamente políticos, no sentido mais ignóbil dessa expressão.
Com a escolha de pessoa indicada pelos senadores José Sarney (PMDB-AP) e Renan Calheiros (PMDB-AL), a Anatel terá preenchidas cinco diretorias, número necessário para a votação do novo Plano Geral de Outorgas (PGO), tornado necessário para a regularização da compra da Brasil Telecom pela Oi - antiga Telemar, do Grupo Jereissati. Os dois peemedebistas defendem a nomeação de uma assessora especial da presidência do Senado, Emília Ribeiro. Formada em administração e direito, foi nomeada em 2006 para o Conselho Consultivo da Anatel e daí decorre toda a sua experiência no setor de telecomunicações.
O episódio é especialmente instrutivo para quem pretenda estudar os estilos de ação desse governo. Durante sete meses ficou vago o assento do quinto diretor da Anatel, enquanto se discutia uma indicação política.
Tudo se passou, nesse tempo, como se a agência não fosse mais que um apêndice do Executivo, sujeito às disputas e ao toma-lá-dá-cá das conveniências político-eleitorais. Isso é a negação mais elementar do conceito de agência reguladora. Além disso, quem for nomeado assumirá o posto com a missão de regularizar uma operação realizada com estímulo do governo e sob sua proteção. Seu papel, portanto, será cumprir ordens de um ministro ou de quem estiver acompanhando o caso da compra da Brasil Telecom.
O loteamento, segundo reportagem do Estado, foi resolvido já no primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Com base no acordo, a diretoria vaga há sete meses deve caber ao PMDB. A próxima vaga será aberta em novembro e pertencerá, em princípio, à cota do PT. No Brasil, partidos, grupos e políticos influentes têm cotas na administração: essa é a concepção dominante de coisa pública. O nome cotado é o professor Márcio Wohlers, indicado pelo presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, Luciano Coutinho, articulador da compra da Brasil Telecom.
Para a opinião pública, o caso mais ostensivo de loteamento e aparelhamento de uma agência foi o da Anac, responsável pela definição de normas para a aviação civil. Dois dos mais graves acidentes da história da aviação brasileira, com centenas de mortos, chamaram a atenção para um quadro espantoso de incompetência. A sucessão de tragédias acabou resultando no afastamento de toda uma diretoria. Os desmandos facilitados pela relação promíscua entre Executivo e agência continuam, no entanto, aparecendo, com as denúncias sobre a articulação da venda da Varig.
A desmoralização da Agência Nacional do Petróleo (ANP) começou com a nomeação de um presidente escolhido com base em critério político e ideológico. O resultado mais ostensivo dessa escolha foi a desastrada revelação da descoberta do Campo de Tupi.
Desde o início do primeiro mandato, o governo do presidente Lula vem trabalhando para destruir o sistema de agências reguladoras. Agências desse tipo, existentes em países desenvolvidos, são órgãos de Estado, não de governo. Devem funcionar com independência política, proporcionando estabilidade e previsibilidade às condições de investimento em setores básicos, como energia, transportes e telecomunicações. O presidente Lula e seus principais auxiliares nunca aceitaram essa concepção, assim como jamais aceitaram os critérios de impessoalidade e competência na gestão pública.
DORA KRAME - DE MAL A PIOR
O Estado de S. Paulo
18/6/2008
Algo de grave acontece com a sensibilidade dos espíritos quando políticos são acusados de comandar quadrilhas, a polícia se alia ao bandido e militares trabalham a soldo de traficantes, mas as pessoas acham que vai tudo muito bem porque pobre compra DVD, a Receita arrecada como nunca, o rico continua rindo à toa e o País sobe ao grau de “bom” para investimento.
Quanto à demolição dos mais comezinhos valores, a destruição de referências e a extinção paulatina da segurança, que ameaça não deixar um só brasileiro vivo para contar a história de tantas maravilhas, tudo isso horroriza, mas não mobiliza.
Há menos de um mês, a Polícia Federal e o Ministério Público disseram que o ex-governador Anthony Garotinho estava no topo do esquema criminoso comandado por um ex-chefe de polícia e atual deputado estadual, e hoje a notícia está esquecida.
Não impressiona ninguém. A começar pelo governador do Estado mais atingido, ocupado em semear charme e simpatia. Para Sérgio Cabral Filho foi como se não tivesse acontecido, não obstante os acusados convivam com ele no mesmo partido.
Justiça se faça, não está só na indiferença ao indício mais acachapante já surgido sobre a promiscuidade entre o poder público e a bandidagem.
O dar de ombros é generalizado. Deu-se o dito como natural, como se algo daquela dimensão não contasse com cúmplices em toda parte, vários deles eleitos com o dinheiro das propinas coletadas pelos delegados.
Mas não era esse o fundo do poço. Isso fica evidente quando militares se alugam a facções criminosas e, como parte do trabalho, entregam gente para servir de repasto aos traficantes na macabra rotina de torturas e assassinatos já incorporada ao cotidiano dos territórios dominados pelo terror no Rio de Janeiro.
Sim, há terrorismo compartilhado por agentes do Estado na cidade mais visível do País, e nossas autoridades continuam reféns de paliativos. Uns mais fracos, outros mais fortes, mas nenhuma ação ganha o carimbo da urgência urgentíssima conveniente à situação de óbvia ameaça à segurança nacional.
O presidente da República lamenta episódios, mas no geral só comemora a chegada (dele) ao “paraíso”. Parece achar que olhar o lado podre, e sem votos, dá azar. Ou talvez, na lógica panfletária, considere esse trabalho da oposição. É também, mas ela só pode apontar a problemática. A solucionática é tarefa de governos, que há anos assistem inertes ao avanço do crime.
Algo os impede de agir. Fazem planos, prometem projetos conjuntos, visitam experiências bem-sucedidas, e nada. Sérgio Cabral mesmo é cheio de gás. Manda a polícia endurecer, de vez em quando exibe como troféus os corpos de meia dúzia de facínoras, fatura apoio da população nas pesquisas e as atrocidades prosseguem.
O auge da repercussão da mais recente alcançou Sérgio Cabral na Alemanha. Enquanto eram enterrados os rapazes arrastados para as mãos dos traficantes do Morro da Mineira por militares que atuavam clandestinamente em prol de um senador da República no Morro da Providência, o governador passeava de triciclo em frente ao Portão de Brandenburgo.
Antes de embarcar, o governador disse umas palavras de repulsa, é verdade. Ontem o presidente Lula externou “profunda indignação” com o assassinato dos rapazes.
Nenhum dos dois, no entanto, se sentiu minimamente obrigado a explicar o que faz o Exército no Morro da Providência, dando guarida à execução de um projeto de reforma de casas de autoria do senador Marcelo Crivella, candidato predileto do presidente à Prefeitura do Rio.
Muitas vezes o governador Cabral pediu o reforço das Forças Armadas no combate à criminalidade. Antes dele, outros governadores tentaram o mesmo. Os militares sempre se recusaram, sob a alegação de despreparo para ações de polícia e, à boca pequena, confessavam o temor de que soldados e oficiais pudessem vir a ser cooptados pelo crime, como ocorre com policiais.
A despeito disso, o senador conseguiu assinar um convênio com o Ministério das Cidades que, sabe-se lá como, pôs os militares no morro. Não no combate ao tráfico, mas para ajudar um candidato a prefeito filiado ao partido do vice-presidente e companheiro constante de palanques do presidente, a posar de benfeitor e amealhar votos naquela agradecida comunidade.
Isso é lícito? O governador sabia? Certamente, senão por exigência legal, pela convivência leal com Brasília. Falou a respeito depois do acontecido? Nem uma palavra.
Cabral não gosta de Crivella, mas, sabe como é, Lula, o grande carreador de verbas federais para o Rio, gosta e isso basta para fazê-lo ignorar um fato inédito até ser revelado por esse episódio: a participação das Forças Armadas na ciranda do aparelhamento do Estado em prol de afilhados políticos.
Do topo das instituições mais confiáveis na percepção do público, os militares vêem de novo seu nome misturado a torturas e assassinatos. Em nome do quê? De uma disputa político-eleitoral. Reles e, sobretudo, vil.
O Estado de S. Paulo
18/6/2008
Algo de grave acontece com a sensibilidade dos espíritos quando políticos são acusados de comandar quadrilhas, a polícia se alia ao bandido e militares trabalham a soldo de traficantes, mas as pessoas acham que vai tudo muito bem porque pobre compra DVD, a Receita arrecada como nunca, o rico continua rindo à toa e o País sobe ao grau de “bom” para investimento.
Quanto à demolição dos mais comezinhos valores, a destruição de referências e a extinção paulatina da segurança, que ameaça não deixar um só brasileiro vivo para contar a história de tantas maravilhas, tudo isso horroriza, mas não mobiliza.
Há menos de um mês, a Polícia Federal e o Ministério Público disseram que o ex-governador Anthony Garotinho estava no topo do esquema criminoso comandado por um ex-chefe de polícia e atual deputado estadual, e hoje a notícia está esquecida.
Não impressiona ninguém. A começar pelo governador do Estado mais atingido, ocupado em semear charme e simpatia. Para Sérgio Cabral Filho foi como se não tivesse acontecido, não obstante os acusados convivam com ele no mesmo partido.
Justiça se faça, não está só na indiferença ao indício mais acachapante já surgido sobre a promiscuidade entre o poder público e a bandidagem.
O dar de ombros é generalizado. Deu-se o dito como natural, como se algo daquela dimensão não contasse com cúmplices em toda parte, vários deles eleitos com o dinheiro das propinas coletadas pelos delegados.
Mas não era esse o fundo do poço. Isso fica evidente quando militares se alugam a facções criminosas e, como parte do trabalho, entregam gente para servir de repasto aos traficantes na macabra rotina de torturas e assassinatos já incorporada ao cotidiano dos territórios dominados pelo terror no Rio de Janeiro.
Sim, há terrorismo compartilhado por agentes do Estado na cidade mais visível do País, e nossas autoridades continuam reféns de paliativos. Uns mais fracos, outros mais fortes, mas nenhuma ação ganha o carimbo da urgência urgentíssima conveniente à situação de óbvia ameaça à segurança nacional.
O presidente da República lamenta episódios, mas no geral só comemora a chegada (dele) ao “paraíso”. Parece achar que olhar o lado podre, e sem votos, dá azar. Ou talvez, na lógica panfletária, considere esse trabalho da oposição. É também, mas ela só pode apontar a problemática. A solucionática é tarefa de governos, que há anos assistem inertes ao avanço do crime.
Algo os impede de agir. Fazem planos, prometem projetos conjuntos, visitam experiências bem-sucedidas, e nada. Sérgio Cabral mesmo é cheio de gás. Manda a polícia endurecer, de vez em quando exibe como troféus os corpos de meia dúzia de facínoras, fatura apoio da população nas pesquisas e as atrocidades prosseguem.
O auge da repercussão da mais recente alcançou Sérgio Cabral na Alemanha. Enquanto eram enterrados os rapazes arrastados para as mãos dos traficantes do Morro da Mineira por militares que atuavam clandestinamente em prol de um senador da República no Morro da Providência, o governador passeava de triciclo em frente ao Portão de Brandenburgo.
Antes de embarcar, o governador disse umas palavras de repulsa, é verdade. Ontem o presidente Lula externou “profunda indignação” com o assassinato dos rapazes.
Nenhum dos dois, no entanto, se sentiu minimamente obrigado a explicar o que faz o Exército no Morro da Providência, dando guarida à execução de um projeto de reforma de casas de autoria do senador Marcelo Crivella, candidato predileto do presidente à Prefeitura do Rio.
Muitas vezes o governador Cabral pediu o reforço das Forças Armadas no combate à criminalidade. Antes dele, outros governadores tentaram o mesmo. Os militares sempre se recusaram, sob a alegação de despreparo para ações de polícia e, à boca pequena, confessavam o temor de que soldados e oficiais pudessem vir a ser cooptados pelo crime, como ocorre com policiais.
A despeito disso, o senador conseguiu assinar um convênio com o Ministério das Cidades que, sabe-se lá como, pôs os militares no morro. Não no combate ao tráfico, mas para ajudar um candidato a prefeito filiado ao partido do vice-presidente e companheiro constante de palanques do presidente, a posar de benfeitor e amealhar votos naquela agradecida comunidade.
Isso é lícito? O governador sabia? Certamente, senão por exigência legal, pela convivência leal com Brasília. Falou a respeito depois do acontecido? Nem uma palavra.
Cabral não gosta de Crivella, mas, sabe como é, Lula, o grande carreador de verbas federais para o Rio, gosta e isso basta para fazê-lo ignorar um fato inédito até ser revelado por esse episódio: a participação das Forças Armadas na ciranda do aparelhamento do Estado em prol de afilhados políticos.
Do topo das instituições mais confiáveis na percepção do público, os militares vêem de novo seu nome misturado a torturas e assassinatos. Em nome do quê? De uma disputa político-eleitoral. Reles e, sobretudo, vil.
QUARTA NOS JORNAIS
- JB: Comércio sente o efeito da inflação
- FOLHA: Governo pede desculpas e mantém Exército no Rio
- ESTADÃO: Venda da VarigLog foi ilegal, admite documento da Anac
- GLOBO: Ministro sobe favela e pede perdão por crime de militares
- GAZETA MERCANTIL: Déficit na balança do petróleo sobe 630%, para US$ 2,75 bi
- ESTADO DE MINAS: TCE abriu brecha para máfia atuar
- JORNAL DO COMMERCIO: BNDES ensaia a morte da TJLP
- JB: Comércio sente o efeito da inflação
- FOLHA: Governo pede desculpas e mantém Exército no Rio
- ESTADÃO: Venda da VarigLog foi ilegal, admite documento da Anac
- GLOBO: Ministro sobe favela e pede perdão por crime de militares
- GAZETA MERCANTIL: Déficit na balança do petróleo sobe 630%, para US$ 2,75 bi
- ESTADO DE MINAS: TCE abriu brecha para máfia atuar
- JORNAL DO COMMERCIO: BNDES ensaia a morte da TJLP
terça-feira, junho 17, 2008
MIREM-SE NO EXEMPLO
VIVA OS ARGENTINOS!
A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, anunciou, nesta terça-feira, que enviará ao Congresso Nacional a medida que prevê o aumento dos impostos às exportações de grãos e que provocou protestos do setor rural que já duram 97 dias.
Isso quer dizer o seguinte: Os ruralistas vão poder negociar com o congresso um novo texto para a lei que aumentava impostos dos ruralistas. Lá ao contrário de cá, a presidente tem o poder de criar impostos sem a anuência do congresso. Los hermanos, diferentes dos brazucas, foram para a rua, paralizaram o país e o resultado é que o governo deu macha ré.
Nós o que fazemos?
VIVA OS ARGENTINOS!
A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, anunciou, nesta terça-feira, que enviará ao Congresso Nacional a medida que prevê o aumento dos impostos às exportações de grãos e que provocou protestos do setor rural que já duram 97 dias.
Isso quer dizer o seguinte: Os ruralistas vão poder negociar com o congresso um novo texto para a lei que aumentava impostos dos ruralistas. Lá ao contrário de cá, a presidente tem o poder de criar impostos sem a anuência do congresso. Los hermanos, diferentes dos brazucas, foram para a rua, paralizaram o país e o resultado é que o governo deu macha ré.
Nós o que fazemos?
PIPIADA
Sinceridade masculina
Um homem estava em coma há algum tempo. Sua esposa ficava à
cabeceira dele
dia e noite. Até que um dia o homem acorda, faz um sinal para a mulher
para
se aproximar e sussurra-lhe:
-Durante todos estes anos você esteve ao meu lado.
-Quando me licenciei, você ficou comigo.
-Quando a minha empresa faliu, só você ficou lá e me apoiou.
-Quando perdemos a casa, você ficou perto de mim.
-Quando perdemos o carro, também estava comigo.
-E desde que fiquei com todos esses problemas de saúde, você nunca me
abandonou. Sabe de uma coisa?
Os olhos da mulher encheram-se de lágrimas:
-Diz amor...
-Acho que você me dá azar!!!
Colboração enviada por apolo
Sinceridade masculina
Um homem estava em coma há algum tempo. Sua esposa ficava à
cabeceira dele
dia e noite. Até que um dia o homem acorda, faz um sinal para a mulher
para
se aproximar e sussurra-lhe:
-Durante todos estes anos você esteve ao meu lado.
-Quando me licenciei, você ficou comigo.
-Quando a minha empresa faliu, só você ficou lá e me apoiou.
-Quando perdemos a casa, você ficou perto de mim.
-Quando perdemos o carro, também estava comigo.
-E desde que fiquei com todos esses problemas de saúde, você nunca me
abandonou. Sabe de uma coisa?
Os olhos da mulher encheram-se de lágrimas:
-Diz amor...
-Acho que você me dá azar!!!
Colboração enviada por apolo
URGENTE - ALÔ DUNGA
Esse blog consegue mais um furo. Segundo informantes, que a varanda mantém, junto a seleção Argentina, descobri a arma secreta que os "hermanos" vão usar no jogo de amanhã contra o Brasil.
Recomendo ao pastorador do time, o Dunga, recorrer ao Ibama, Ministério do meio ambiente, ONGs, pois os pernas de pau correm sério risco.
QUEM AVISA...

Recomendo ao pastorador do time, o Dunga, recorrer ao Ibama, Ministério do meio ambiente, ONGs, pois os pernas de pau correm sério risco.
QUEM AVISA...
TERÇA NOS JORNAIS
- JB: Brasil pode se beneficiar com crise
- FOLHA: Militares se envolveram na morte de jovens
- ESTADÃO: Crédito imobiliário cresce 75,9% em 5 meses
- GLOBO: Tenente confessa crime e Exército entra em choque com moradores temporária de 11 militares
- GAZETA MERCANTIL: Acordo limita atuação de conselheiros
- VALOR: Ritmo de consumo vigoroso puxa indústria no Nordeste
- ESTADO DE MINAS: Pressão derruba Bejani. PF fecha cerca à máfia
- JORNAL DO COMMERCIO: Mercado já prevê IGP-M de dois dígitos para o ano
- JB: Brasil pode se beneficiar com crise
- FOLHA: Militares se envolveram na morte de jovens
- ESTADÃO: Crédito imobiliário cresce 75,9% em 5 meses
- GLOBO: Tenente confessa crime e Exército entra em choque com moradores temporária de 11 militares
- GAZETA MERCANTIL: Acordo limita atuação de conselheiros
- VALOR: Ritmo de consumo vigoroso puxa indústria no Nordeste
- ESTADO DE MINAS: Pressão derruba Bejani. PF fecha cerca à máfia
- JORNAL DO COMMERCIO: Mercado já prevê IGP-M de dois dígitos para o ano
segunda-feira, junho 16, 2008
CONVENÇÃO
PSB- QUADRILHA DIVIDIDA
Depois da última reunião do PSB, onde quebrou o maior pau, o partido reúne-se, hoje, em convenção, onde duas quadrilhas vão se enfrentar. A quadrilha chefiada pelo Dep. Rogério Marinho e a quadrilha da governadora Wilma Faria. O resultado é imprevisível, pois grande parte da quadrilha da governadora encontra-se atrás das grades na PF, inclusive o seu filho o meliante Lauro Maia.
Alô Polícia, passa nessa convenção e leva todo mundo.
PSB- QUADRILHA DIVIDIDA
Depois da última reunião do PSB, onde quebrou o maior pau, o partido reúne-se, hoje, em convenção, onde duas quadrilhas vão se enfrentar. A quadrilha chefiada pelo Dep. Rogério Marinho e a quadrilha da governadora Wilma Faria. O resultado é imprevisível, pois grande parte da quadrilha da governadora encontra-se atrás das grades na PF, inclusive o seu filho o meliante Lauro Maia.
Alô Polícia, passa nessa convenção e leva todo mundo.
SEGUNDA NOS JORNAIS
- JB: Polícia pedirá prisão de 11 militares
- FOLHA: Inflação já afeta 71% dos preços pesquisados
- ESTADÃO: Inflação freia vendas no Norte e Nordeste
- GLOBO: Justiça decreta prisão temporária de 11 militares
- GAZETA MERCANTIL: Mais empresas brasileiras ampliam internacionalização
- CORREIO: Flanelinhas privatizam estacionamento público
- VALOR: Novo ciclo de riquezas virá com a potência do petróleo
- ESTADO DE MINAS: Os extremos da violência em BH
- JB: Polícia pedirá prisão de 11 militares
- FOLHA: Inflação já afeta 71% dos preços pesquisados
- ESTADÃO: Inflação freia vendas no Norte e Nordeste
- GLOBO: Justiça decreta prisão temporária de 11 militares
- GAZETA MERCANTIL: Mais empresas brasileiras ampliam internacionalização
- CORREIO: Flanelinhas privatizam estacionamento público
- VALOR: Novo ciclo de riquezas virá com a potência do petróleo
- ESTADO DE MINAS: Os extremos da violência em BH
domingo, junho 15, 2008
POSTO DE GASOLINA
O governo do RN anunciou nos últimos dias a instalação, pela Petrobras, de uma refinaria no valor de 200 milhões. Isso se chama, no popular, um cala boca. Na mesma semana a Petrobras anunciou duas outras refinarias, uma no Maranhão e outra no Ceará, ambas com investimento em torno de 15 BILHÕES.
Um Estado que não tem porto e nem ferrovia, como é que pode ter uma refinaria? O mais é bla bla bla para encher jornal e blog (nós também) e mostrar a fragilidade política e econômica do Rio Grande do Norte. Na realidade o que a Petrobras vai construir é um POSTO DE GASOLINA. Será que vai ter loja de conveniência?
O governo do RN anunciou nos últimos dias a instalação, pela Petrobras, de uma refinaria no valor de 200 milhões. Isso se chama, no popular, um cala boca. Na mesma semana a Petrobras anunciou duas outras refinarias, uma no Maranhão e outra no Ceará, ambas com investimento em torno de 15 BILHÕES.
Um Estado que não tem porto e nem ferrovia, como é que pode ter uma refinaria? O mais é bla bla bla para encher jornal e blog (nós também) e mostrar a fragilidade política e econômica do Rio Grande do Norte. Na realidade o que a Petrobras vai construir é um POSTO DE GASOLINA. Será que vai ter loja de conveniência?
sábado, junho 14, 2008
BLOG CHAPA BRANCA
VEJAM A NOTA ABAIXO: PUXA-SAQUISMO EXPLÍCITO
14.06
Operação realizada na Sexta 13 fez parte do roteiro pirotécnico
O fato da Operação Higia, realizada pela Polícia Federal no Rio Grande do Norte, em plena Sexta Feira 13...
Não foi coincidência coisíssima nenhuma...
Dentro do sistema pirotécnico com o qual ela foi executada, a Sexta 13 fez parte do roteiro cinematográfico.
Há informação que uma das pessoas detidas ontem pela PF, foi abordada dentro do banheiro.
Tomando banho.
O adjunto da Secretaria de Esporte, João Henrique Bahia, foi acordado com 5 homens dentro do seu quarto, que entraram no apartamento após terem derrubado a porta.
Espetáculo desnecessário.
Caso tivessem sido convocados a depor na Polícia Federal, nenhum dos envolvidos teria se negado.
A prisão fez parte do espetáculo da sexta-feira 13.
*
Há poucos meses tal espetáculo aconteceu em um dos prédios da avenida Getúlio Vargas.
Quando um senhor de mais de 70 anos foi levado para a PF.
Simplesmente para depor.
Depois...
Nada deu em nada...
E a população que assiste à pirotecnia...termina frustrada com seu desfecho, tamanha é a fragilidade com que os espetáculos são encenados.
Pois é...
POIS É... BLOGUINHO FINANCIADO COM DINHEIRO PÚBLICO...

14.06
Operação realizada na Sexta 13 fez parte do roteiro pirotécnico
O fato da Operação Higia, realizada pela Polícia Federal no Rio Grande do Norte, em plena Sexta Feira 13...
Não foi coincidência coisíssima nenhuma...
Dentro do sistema pirotécnico com o qual ela foi executada, a Sexta 13 fez parte do roteiro cinematográfico.
Há informação que uma das pessoas detidas ontem pela PF, foi abordada dentro do banheiro.
Tomando banho.
O adjunto da Secretaria de Esporte, João Henrique Bahia, foi acordado com 5 homens dentro do seu quarto, que entraram no apartamento após terem derrubado a porta.
Espetáculo desnecessário.
Caso tivessem sido convocados a depor na Polícia Federal, nenhum dos envolvidos teria se negado.
A prisão fez parte do espetáculo da sexta-feira 13.
*
Há poucos meses tal espetáculo aconteceu em um dos prédios da avenida Getúlio Vargas.
Quando um senhor de mais de 70 anos foi levado para a PF.
Simplesmente para depor.
Depois...
Nada deu em nada...
E a população que assiste à pirotecnia...termina frustrada com seu desfecho, tamanha é a fragilidade com que os espetáculos são encenados.
Pois é...
POIS É... BLOGUINHO FINANCIADO COM DINHEIRO PÚBLICO...
PIPIADA
A MELHOR DA SEMANA
*O velho Padre, durante anos, havia trabalhado fielmente com o pessoal da Amazônia,mas agora estava morrendo no Hospital de Base de Brasília.
De repente ele faz um sinal para a enfermeira, que se aproxima. - Sim, Padre? diz a enfermeira. - Eu queria ver o Presidente Lula e o José Dirceu antes de morrer,
sussurrou o Padre. - Acalme-se, verei o que posso fazer, respondeu a enfermeira.
De imediato, ela entra em contato com o Palácio do Planalto e com José Dirceu. Logo recebe um aviso: ambos gostariam muito de visitar ao Padre moribundo.
A caminho do Hospital, Dirceu disse a Lula: - Eu não sei por que o velho padre quer nos ver, mas por certo isso vai ajudar a melhorar nossa imagem perante a Igreja, nós que sempre enfrentamos embaraços com ela.
Lula concordou. Era uma grande oportunidade para eles e até um comunicado oficial à imprensa, sobre a visita, foi expedido.
Quando chegaram ao quarto, o velho Padre, pegou a mão de Lula, com sua mão direita, e a mão de José Dirceu, com sua esquerda.
Houve um grande silêncio e se viu um ar de pureza e serenidade no semblante do Padre.
José Dirceu, então, falou: - Padre, porque fomos os escolhidos, dentre tantas pessoas, para estar ao seu lado no seu final?
O velho Padre, lentamente, falou: -Sempre, em toda a minha vida, procurei ter como modelo o Nosso Senhor Jesus Cristo.
-Amém, disse Lula. -Amém, disse Zé Dirceu.
O Padre continuou: -'Como Ele morreu entre dois ladrões, eu queria fazer o mesmo!!!'
Colaboração enviada por NERI JR
A MELHOR DA SEMANA
*O velho Padre, durante anos, havia trabalhado fielmente com o pessoal da Amazônia,mas agora estava morrendo no Hospital de Base de Brasília.
De repente ele faz um sinal para a enfermeira, que se aproxima. - Sim, Padre? diz a enfermeira. - Eu queria ver o Presidente Lula e o José Dirceu antes de morrer,
sussurrou o Padre. - Acalme-se, verei o que posso fazer, respondeu a enfermeira.
De imediato, ela entra em contato com o Palácio do Planalto e com José Dirceu. Logo recebe um aviso: ambos gostariam muito de visitar ao Padre moribundo.
A caminho do Hospital, Dirceu disse a Lula: - Eu não sei por que o velho padre quer nos ver, mas por certo isso vai ajudar a melhorar nossa imagem perante a Igreja, nós que sempre enfrentamos embaraços com ela.
Lula concordou. Era uma grande oportunidade para eles e até um comunicado oficial à imprensa, sobre a visita, foi expedido.
Quando chegaram ao quarto, o velho Padre, pegou a mão de Lula, com sua mão direita, e a mão de José Dirceu, com sua esquerda.
Houve um grande silêncio e se viu um ar de pureza e serenidade no semblante do Padre.
José Dirceu, então, falou: - Padre, porque fomos os escolhidos, dentre tantas pessoas, para estar ao seu lado no seu final?
O velho Padre, lentamente, falou: -Sempre, em toda a minha vida, procurei ter como modelo o Nosso Senhor Jesus Cristo.
-Amém, disse Lula. -Amém, disse Zé Dirceu.
O Padre continuou: -'Como Ele morreu entre dois ladrões, eu queria fazer o mesmo!!!'
Colaboração enviada por NERI JR

André Petry
As coisas estranhas
"Se Teixeira tinha permissão para usar o nome de Lula, é bomba de nêutrons. Se não tinha, talvez Lula queira censurá-lo, até romper com ele pelo abuso da amizade e pela prova cabal de deslealdade"
Uma das leis clássicas da política informa que político jamais diminui seu poder por vontade própria. Pode renunciar a ele, mas, enquanto não o fizer, moverá montanhas para mantê-lo ou ampliá-lo. Reduzi-lo, jamais. É por isso que político nunca antecipa sua sucessão. Fazê-lo equivale a encurtar seu mandato, expor-se ao risco de deixar o ponto mais iluminado do palco ou ter de dividi-lo com outros. Equivale, no leilão diário de impressões e informações de que se constitui a política, a apresentar-se menor, enfraquecido, como ficam todos os políticos às vésperas de perder a potência. Um pato manco, como dizem os americanos. Por isso, o movimento do presidente Lula na semana passada fere uma lei clássica da política. E isso é estranho.
Lula disse, pela primeira vez com clareza, que a ministra Dilma Rousseff é "o nome do PT" para suceder-lhe em 2010. Lula está antecipando a disputa por sua sucessão, faltando ainda trinta meses para ir embora. Políticos não fazem isso. Por que Lula fez? Será que Dilma não é o "nome do PT", e Lula apenas o soltou para ver se cola no partido? Será que quer jogar Dilma às feras, distraindo as feras do verdadeiro candidato?
É estranho… Lula encarregou-se de explicar seu gesto precoce. Disse que Dilma é perseguida porque é candidata. A prova seria a cascata de denúncias. Primeiro, foi o dossiê com os gastos do ex-presidente FHC. Agora, veio a pressão para vender a Varig à Gol por preço módico. Com tanto canivete chovendo, Lula quis proteger a ministra, oferecendo-lhe um abrigo. Então, lançou-a candidata sabendo que é perseguida por ser candidata? E colocou-a sob suas asas, correndo o risco de reduzir seu próprio poder?
É estranho… Lula nunca reduziu seu poder para defender quem quer que seja. Reformulando, em nome da precisão: entre José Dirceu e Matilde Ribeiro, Lula já defendeu quem quer que seja, sempre pondo "a mão no fogo" pelo acusado da hora, mas para preservar seu poder, nunca para reduzi-lo. Por que faria isso agora por Dilma? Por que a ministra habita seu coração e fazê-la sua sucessora é a meta superior de Lula, ainda que isso lhe custe nacos de poder a dois anos e meio do fim?
É estranho… O escândalo da Varig é do tipo que faz muito ziguezague, mas acaba no coração do governo. Denise Abreu, ex-funcionária graduada, acusou Dilma de pressioná-la para facilitar a venda da Varig à Gol. Como não há provas materiais, a ministra poderá defender-se na linha tênue que separa pressão de pressa. Mas Denise Abreu também fez uma acusação fortíssima: disse que sofreu pressão "imoral" do advogado Roberto Teixeira, compadre de Lula, que dizia falar em nome do presidente. E nada acontece?
É estranho… A acusação precisa ser esclarecida. Denise Abreu está mentindo? Se o advogado tinha permissão para usar o nome de Lula, é bomba de nêutrons. Se não tinha, talvez Lula queira censurá-lo, até romper com ele pelo abuso da amizade e pela prova cabal de deslealdade. Em vez disso, Lula preferiu lançar Dilma, proteger Dilma, defender Dilma. É a receita perfeita para Dilma nunca mais deixar os holofotes. Considerando que na política, tal como na física, dois corpos não ocupam o mesmo espaço, talvez nada disso seja tão estranho.
Lula disse, pela primeira vez com clareza, que a ministra Dilma Rousseff é "o nome do PT" para suceder-lhe em 2010. Lula está antecipando a disputa por sua sucessão, faltando ainda trinta meses para ir embora. Políticos não fazem isso. Por que Lula fez? Será que Dilma não é o "nome do PT", e Lula apenas o soltou para ver se cola no partido? Será que quer jogar Dilma às feras, distraindo as feras do verdadeiro candidato?
É estranho… Lula encarregou-se de explicar seu gesto precoce. Disse que Dilma é perseguida porque é candidata. A prova seria a cascata de denúncias. Primeiro, foi o dossiê com os gastos do ex-presidente FHC. Agora, veio a pressão para vender a Varig à Gol por preço módico. Com tanto canivete chovendo, Lula quis proteger a ministra, oferecendo-lhe um abrigo. Então, lançou-a candidata sabendo que é perseguida por ser candidata? E colocou-a sob suas asas, correndo o risco de reduzir seu próprio poder?
É estranho… Lula nunca reduziu seu poder para defender quem quer que seja. Reformulando, em nome da precisão: entre José Dirceu e Matilde Ribeiro, Lula já defendeu quem quer que seja, sempre pondo "a mão no fogo" pelo acusado da hora, mas para preservar seu poder, nunca para reduzi-lo. Por que faria isso agora por Dilma? Por que a ministra habita seu coração e fazê-la sua sucessora é a meta superior de Lula, ainda que isso lhe custe nacos de poder a dois anos e meio do fim?
É estranho… O escândalo da Varig é do tipo que faz muito ziguezague, mas acaba no coração do governo. Denise Abreu, ex-funcionária graduada, acusou Dilma de pressioná-la para facilitar a venda da Varig à Gol. Como não há provas materiais, a ministra poderá defender-se na linha tênue que separa pressão de pressa. Mas Denise Abreu também fez uma acusação fortíssima: disse que sofreu pressão "imoral" do advogado Roberto Teixeira, compadre de Lula, que dizia falar em nome do presidente. E nada acontece?
É estranho… A acusação precisa ser esclarecida. Denise Abreu está mentindo? Se o advogado tinha permissão para usar o nome de Lula, é bomba de nêutrons. Se não tinha, talvez Lula queira censurá-lo, até romper com ele pelo abuso da amizade e pela prova cabal de deslealdade. Em vez disso, Lula preferiu lançar Dilma, proteger Dilma, defender Dilma. É a receita perfeita para Dilma nunca mais deixar os holofotes. Considerando que na política, tal como na física, dois corpos não ocupam o mesmo espaço, talvez nada disso seja tão estranho.

Diogo Mainardi
Dois estalos— e virei Newton
"Além de cobrar 1 220 448 reais, Teixeira se atribuía a seguinte vitória: ‘Tivemos êxito integral na defesajurídica dos interesses do grupo, livrando-o, até o momento, da sucessão das dívidas trabalhistas da Varig’"
Me deu um estalo durante o depoimento de Denise Abreu no Senado. Se eu fosse Newton, teria descoberto a lei da gravidade. Eu sou o Newton do lulismo. Cada um tem o Newton que merece. Estou para Newton assim como o lulismo está para as leis.
Acompanhe. Denise Abreu declarou que foi convocada por Dilma Rousseff dezenove dias depois de ser empossada na Anac. Isso significa que o encontro ocorreu precisamente em 8 de abril de 2006. Dilma Rousseff teria falado sobre a necessidade de criar um plano emergencial para atender os passageiros da Varig, porque o fim da empresa era iminente. Vinte dias mais tarde, Denise Abreu foi novamente convocada ao Palácio do Planalto. O tom de Dilma Rousseff era outro. Segundo Denise Abreu, ela agora fazia de tudo para agilizar a venda da Varig aos sócios arrebanhados pelo fundo americano Matlin Patterson. Foi nesse momento do depoimento que me deu o estalo: o que aconteceu entre os dias 8 e 28 de abril? Qual foi o fator que pode ter determinado o novo rumo do negócio? Quem teria persuadido o Palácio do Planalto a mudar de idéia, de uma hora para a outra? O que teria induzido a Casa Civil a pressionar a Anac no sentido de ignorar a suspeita de que os compradores da Varig eram apenas testas-de-ferro do fundo americano?
A resposta à primeira pergunta foi moleza. Fiz dois telefonemas e descobri que o fato mais marcante ocorrido no período entre 8 e 28 de abril de 2006 foi a entrada em cena de Roberto Teixeira. Para ser mais exato, ele apresentou sua proposta de honorários aos sócios do fundo americano em 15 de abril. Foi imediatamente contratado. Falta descobrir o seguinte: ele se reuniu com Dilma Rousseff naqueles dias? Mais importante: ele se reuniu com Lula?
Durante o depoimento de Denise Abreu, me deu um segundo estalo. Dois estalos no mesmo dia podem ser considerados um feito histórico. E o segundo estalo foi ainda melhor do que o primeiro, porque corroborado por um documento inédito.
Os compradores da Varig foram isentados do pagamento das dívidas fiscais e trabalhistas da companhia aérea. Esse é um dos aspectos mais nebulosos do negócio. No interrogatório a Denise Abreu, os senadores lulistas insistiram que o procurador-geral da Fazenda e o juiz encarregado do caso decidiram a matéria com total autonomia, baseados em argumentos puramente técnicos, sem nenhuma interferência política. Meu estalo me levou a perguntar qual havia sido o papel de Roberto Teixeira nessa história. Fiz mais dois telefonemas e descobri um documento assinado pelo próprio Roberto Teixeira, datado de 24 de janeiro de 2008. Além de cobrar 1.220.448 reais dos sócios da Matlin Patterson, ele se atribuía a seguinte vitória: "Tivemos êxito integral na defesa jurídica dos interesses do grupo, livrando-o, até o momento, da sucessão das dívidas trabalhistas da Varig, que a muitos pareceria impossível".
Alguns dos principais escritórios de advocacia do Brasil, como Pinheiro Neto e Machado Meyer, foram consultados sobre o assunto. A todos eles pareceu impossível livrar a Varig das dívidas. O compadre de Lula dispunha de outros meios. Segundo seu cliente Marco Antonio Audi, Roberto Teixeira tinha "trânsito privilegiado" nos órgãos federais. A ele, tudo podia parecer possível.
Me deu um estalo durante o depoimento de Denise Abreu no Senado. Se eu fosse Newton, teria descoberto a lei da gravidade. Eu sou o Newton do lulismo. Cada um tem o Newton que merece. Estou para Newton assim como o lulismo está para as leis.
Acompanhe. Denise Abreu declarou que foi convocada por Dilma Rousseff dezenove dias depois de ser empossada na Anac. Isso significa que o encontro ocorreu precisamente em 8 de abril de 2006. Dilma Rousseff teria falado sobre a necessidade de criar um plano emergencial para atender os passageiros da Varig, porque o fim da empresa era iminente. Vinte dias mais tarde, Denise Abreu foi novamente convocada ao Palácio do Planalto. O tom de Dilma Rousseff era outro. Segundo Denise Abreu, ela agora fazia de tudo para agilizar a venda da Varig aos sócios arrebanhados pelo fundo americano Matlin Patterson. Foi nesse momento do depoimento que me deu o estalo: o que aconteceu entre os dias 8 e 28 de abril? Qual foi o fator que pode ter determinado o novo rumo do negócio? Quem teria persuadido o Palácio do Planalto a mudar de idéia, de uma hora para a outra? O que teria induzido a Casa Civil a pressionar a Anac no sentido de ignorar a suspeita de que os compradores da Varig eram apenas testas-de-ferro do fundo americano?
A resposta à primeira pergunta foi moleza. Fiz dois telefonemas e descobri que o fato mais marcante ocorrido no período entre 8 e 28 de abril de 2006 foi a entrada em cena de Roberto Teixeira. Para ser mais exato, ele apresentou sua proposta de honorários aos sócios do fundo americano em 15 de abril. Foi imediatamente contratado. Falta descobrir o seguinte: ele se reuniu com Dilma Rousseff naqueles dias? Mais importante: ele se reuniu com Lula?
Durante o depoimento de Denise Abreu, me deu um segundo estalo. Dois estalos no mesmo dia podem ser considerados um feito histórico. E o segundo estalo foi ainda melhor do que o primeiro, porque corroborado por um documento inédito.
Os compradores da Varig foram isentados do pagamento das dívidas fiscais e trabalhistas da companhia aérea. Esse é um dos aspectos mais nebulosos do negócio. No interrogatório a Denise Abreu, os senadores lulistas insistiram que o procurador-geral da Fazenda e o juiz encarregado do caso decidiram a matéria com total autonomia, baseados em argumentos puramente técnicos, sem nenhuma interferência política. Meu estalo me levou a perguntar qual havia sido o papel de Roberto Teixeira nessa história. Fiz mais dois telefonemas e descobri um documento assinado pelo próprio Roberto Teixeira, datado de 24 de janeiro de 2008. Além de cobrar 1.220.448 reais dos sócios da Matlin Patterson, ele se atribuía a seguinte vitória: "Tivemos êxito integral na defesa jurídica dos interesses do grupo, livrando-o, até o momento, da sucessão das dívidas trabalhistas da Varig, que a muitos pareceria impossível".
Alguns dos principais escritórios de advocacia do Brasil, como Pinheiro Neto e Machado Meyer, foram consultados sobre o assunto. A todos eles pareceu impossível livrar a Varig das dívidas. O compadre de Lula dispunha de outros meios. Segundo seu cliente Marco Antonio Audi, Roberto Teixeira tinha "trânsito privilegiado" nos órgãos federais. A ele, tudo podia parecer possível.

Ensaio:
Roberto Pompeu de Toledo
Eleições primárias aqui não têm vez
E mais: o compadre Roberto Teixeira como "Papai"; Álvaro Lins como Clark Kent
A cada quatro anos fica-se com inveja do sistema americano de escolher candidato às eleições. Nenhum outro é tão transparente e proporciona tanta participação popular. Mais ainda se ficou desta vez, em que a disputa do Partido Democrata foi acirrada e à qualidade dos candidatos se somava a peculiaridade de um ser negro e o outro mulher. Não adianta ter inveja. A instituição da eleição primária, fruto da combinação do radical federalismo americano com o sistema bipartidário, viaja mal para outros climas. No Brasil, as chances de vingar com igual viço são nulas.
Do federalismo vigente nos Estados Unidos resulta que nem mesmo a eleição presidencial pode ser considerada propriamente nacional. É, antes, a soma das diversas eleições estaduais. Tanto é assim que nem sempre o candidato que obtém mais votos nacionalmente é o eleito – o que vale é o Colégio Eleitoral, em que cada estado tem determinado peso. A mesma lógica impõe uma seqüência em que as primárias se sucedem estado por estado. Exige-se dos candidatos que marquem presença e façam campanha em cada um deles. Teria pouco sentido, em países sem o mesmo tipo de federalismo – e o Brasil é um deles –, copiar o modelo. Mesmo que tivesse sentido, esbarraríamos em outro obstáculo – o quadro partidário amalucadamente pródigo. Pressuposto para o interesse e o engajamento popular nas primárias é um quadro partidário enxuto. Nos EUA, são só dois os partidos que contam. Fossem muitos, a atenção popular, assim como a cobertura de mídia, tenderia a se dispersar, se é que haveria condições de haver as eleições, tantos seriam os desafios logísticos impostos aos organizadores.
Pode-se contrapor que tais argumentos não impedem a realização de prévias no âmbito dos filiados aos partidos, num mesmo dia, sem a peregrinação estado por estado. O.k., mas assim não teríamos nem transparência nem, principalmente, participação popular como nos EUA. Pode-se argumentar também que eleições primárias não são o único jeito de garantir transparência e participação à escolha. Haverá outros, e a internet está aí para ajudar a encontrá-los. Mas... interessa? A resposta é não. A escolha é fechada porque assim se deseja. A organização (ou desorganização) política brasileira como um todo – da liberalidade com que proliferam os partidos à eleição para deputado por um sistema que o eleitor não compreende e que só canhestramente o representa – já provou ser disfuncional. Nem por isso será reformada. Interessa a seus operadores que seja disfuncional. De igual modo, interessa escolher os candidatos em segredo. Resta-nos o consolo de que, com todas as suas virtudes, as eleições primárias também produzem monstrengos. George W. Bush passou por elas – e venceu.
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"Papai" é o novo personagem que irrompe no cenário político brasileiro. Quer dizer: "Papai" já estava aí, mas faltava o glamour que o apelido lhe confere. "Papai" é o advogado Roberto Teixeira, o compadre do presidente Lula. Na entrevista aos repórteres Mariana Barbosa e Ricardo Grinbaum, do jornal O Estado de S. Paulo, que desenterrou o caso da venda da Varig, a advogada Denise Abreu, ex-integrante da Agência Nacional de Aviação Civil, contou que a filha de Teixeira, Valeska, combativa propugnadora da operação, dizia coisas como: "Agora temos de ir embora porque papai já está no gabinete do presidente Lula". Tanto se ouviu a filha invocar papai que, segundo Denise Abreu, papai virou "Papai" mesmo para quem não era filha. "Nas reuniões (...) várias vezes ouvimos a Erenice falando com o Zuanazzi e referindo-se a alguém como ‘papai’", disse. Erenice Guerra é a número 2 da Casa Civil; Milton Zuanazzi, o ex-presidente da Anac. Denise contou ainda que ouviu Erenice e a ministra Dilma Rousseff dizendo uma para a outra: "Porque papai precisa analisar". Eis as manda-chuvas da República estremecidas de desvelos filiais, a Mãe do PAC sem vergonha de reduzir-se a filha. Há apelidos que valem mais que mil palavras. "Papai" ilumina o papel do compadre como nada poderia fazê-lo.
E mais: o compadre Roberto Teixeira como "Papai"; Álvaro Lins como Clark Kent
A cada quatro anos fica-se com inveja do sistema americano de escolher candidato às eleições. Nenhum outro é tão transparente e proporciona tanta participação popular. Mais ainda se ficou desta vez, em que a disputa do Partido Democrata foi acirrada e à qualidade dos candidatos se somava a peculiaridade de um ser negro e o outro mulher. Não adianta ter inveja. A instituição da eleição primária, fruto da combinação do radical federalismo americano com o sistema bipartidário, viaja mal para outros climas. No Brasil, as chances de vingar com igual viço são nulas.
Do federalismo vigente nos Estados Unidos resulta que nem mesmo a eleição presidencial pode ser considerada propriamente nacional. É, antes, a soma das diversas eleições estaduais. Tanto é assim que nem sempre o candidato que obtém mais votos nacionalmente é o eleito – o que vale é o Colégio Eleitoral, em que cada estado tem determinado peso. A mesma lógica impõe uma seqüência em que as primárias se sucedem estado por estado. Exige-se dos candidatos que marquem presença e façam campanha em cada um deles. Teria pouco sentido, em países sem o mesmo tipo de federalismo – e o Brasil é um deles –, copiar o modelo. Mesmo que tivesse sentido, esbarraríamos em outro obstáculo – o quadro partidário amalucadamente pródigo. Pressuposto para o interesse e o engajamento popular nas primárias é um quadro partidário enxuto. Nos EUA, são só dois os partidos que contam. Fossem muitos, a atenção popular, assim como a cobertura de mídia, tenderia a se dispersar, se é que haveria condições de haver as eleições, tantos seriam os desafios logísticos impostos aos organizadores.
Pode-se contrapor que tais argumentos não impedem a realização de prévias no âmbito dos filiados aos partidos, num mesmo dia, sem a peregrinação estado por estado. O.k., mas assim não teríamos nem transparência nem, principalmente, participação popular como nos EUA. Pode-se argumentar também que eleições primárias não são o único jeito de garantir transparência e participação à escolha. Haverá outros, e a internet está aí para ajudar a encontrá-los. Mas... interessa? A resposta é não. A escolha é fechada porque assim se deseja. A organização (ou desorganização) política brasileira como um todo – da liberalidade com que proliferam os partidos à eleição para deputado por um sistema que o eleitor não compreende e que só canhestramente o representa – já provou ser disfuncional. Nem por isso será reformada. Interessa a seus operadores que seja disfuncional. De igual modo, interessa escolher os candidatos em segredo. Resta-nos o consolo de que, com todas as suas virtudes, as eleições primárias também produzem monstrengos. George W. Bush passou por elas – e venceu.
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"Papai" é o novo personagem que irrompe no cenário político brasileiro. Quer dizer: "Papai" já estava aí, mas faltava o glamour que o apelido lhe confere. "Papai" é o advogado Roberto Teixeira, o compadre do presidente Lula. Na entrevista aos repórteres Mariana Barbosa e Ricardo Grinbaum, do jornal O Estado de S. Paulo, que desenterrou o caso da venda da Varig, a advogada Denise Abreu, ex-integrante da Agência Nacional de Aviação Civil, contou que a filha de Teixeira, Valeska, combativa propugnadora da operação, dizia coisas como: "Agora temos de ir embora porque papai já está no gabinete do presidente Lula". Tanto se ouviu a filha invocar papai que, segundo Denise Abreu, papai virou "Papai" mesmo para quem não era filha. "Nas reuniões (...) várias vezes ouvimos a Erenice falando com o Zuanazzi e referindo-se a alguém como ‘papai’", disse. Erenice Guerra é a número 2 da Casa Civil; Milton Zuanazzi, o ex-presidente da Anac. Denise contou ainda que ouviu Erenice e a ministra Dilma Rousseff dizendo uma para a outra: "Porque papai precisa analisar". Eis as manda-chuvas da República estremecidas de desvelos filiais, a Mãe do PAC sem vergonha de reduzir-se a filha. Há apelidos que valem mais que mil palavras. "Papai" ilumina o papel do compadre como nada poderia fazê-lo.
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Este senhor Álvaro Lins, com nome de ilustre crítico literário, ex-chefe da Polícia do Rio de Janeiro, denunciado como chefe de quadrilha, não espanta apenas pelo exemplo vivo de como o cargo de máximo defensor da lei é o melhor lugar possível para transgredi-la. Espanta também pela cara. Tão sério, tão bem-apessoado... Álvaro Lins tem um quê de Clark Kent. Não são só os óculos, ou a expressão contida. É também o tórax avantajado que se adivinha sob o terno e a gravata. Clark Kent, quando virava o Super-Homem, combatia o mal. Álvaro Lins é acusado do contrário. Mas como sabe disfarçar! Nisso, é até melhor que Clark Kent. Só bobo não desconfiava do fato de que Kent só aparecia na redação do Planeta Diário quando o Super-Homem não estava em ação; era só o Super-Homem surgir nos céus e ele faltava ao serviço. Álvaro Lins contava com a vantagem de poder executar sua dupla função no mesmo local de trabalho e sob a mesma aparência
Este senhor Álvaro Lins, com nome de ilustre crítico literário, ex-chefe da Polícia do Rio de Janeiro, denunciado como chefe de quadrilha, não espanta apenas pelo exemplo vivo de como o cargo de máximo defensor da lei é o melhor lugar possível para transgredi-la. Espanta também pela cara. Tão sério, tão bem-apessoado... Álvaro Lins tem um quê de Clark Kent. Não são só os óculos, ou a expressão contida. É também o tórax avantajado que se adivinha sob o terno e a gravata. Clark Kent, quando virava o Super-Homem, combatia o mal. Álvaro Lins é acusado do contrário. Mas como sabe disfarçar! Nisso, é até melhor que Clark Kent. Só bobo não desconfiava do fato de que Kent só aparecia na redação do Planeta Diário quando o Super-Homem não estava em ação; era só o Super-Homem surgir nos céus e ele faltava ao serviço. Álvaro Lins contava com a vantagem de poder executar sua dupla função no mesmo local de trabalho e sob a mesma aparência
sexta-feira, junho 13, 2008
ACORDO PARA ESCONDER SUJEIRA
Henrique afirma que usar Operação Hígia na eleição seria uma “maldade”
O deputado federal Henrique Eduardo Alves (PMDB) não acredita que a Operação Hígia seja utilizada por adversários de Wilma de Faria nas eleições deste ano. Segundo o presidente do PMDB no estado, “não se pode misturar os fatos”.Aliado da governadora na eleição de Natal, Henrique Eduardo esteve na residência de Wilma de Faria para prestar solidariedade pela prisão do filho da governadora, Lauro Maia.
Henrique afirma que usar Operação Hígia na eleição seria uma “maldade”
O deputado federal Henrique Eduardo Alves (PMDB) não acredita que a Operação Hígia seja utilizada por adversários de Wilma de Faria nas eleições deste ano. Segundo o presidente do PMDB no estado, “não se pode misturar os fatos”.Aliado da governadora na eleição de Natal, Henrique Eduardo esteve na residência de Wilma de Faria para prestar solidariedade pela prisão do filho da governadora, Lauro Maia.
Mesmo admitindo que Wilma estava abalada com a situação, Henrique afirma que ela saberá dividir a política dessa questão.“Não acredito que esse fato tenha desdobramento eleitoral. Seria maldade usar isso (Operação Hígia) no processo eleitoral”, afirmou.
É muita cara de pau do Deputado Henrique Eduardo. O filho da governadora, chefia uma quadrilha para roubar dinheiro público, e o filho da puta do deputado, não quer que fale isso na campanha política. Pode? Tem que falar e muito, não só do filho pois tem o irmão da governadora que chefiava a quadrilha do foliaduto. Esqueceram?
PRIMEIRO FILHO NA CADEIA

RELAÇÃO DO MELIANTES PRESOS
O Juiz Federal Mário Azevedo Jambo, da 2ª Vara Federal do Rio Grande do Norte, foi o responsável pela decretação de 13 prisões temporárias e 42 mandados de busca e apreensão cumpridos pela Polícia Federal nessa sexta-feira, na Operação Higia. Os envolvidos são acusados de falsidade ideológica, corrupção ativa, passiva, tráfico de influência, dispensa indevida de licitação, ajuste fraudulento entre licitantes, patrocínio de interesse privado perante administração, prorrogação indevida de contrato.
Foram presos:
Anderson Miguel da Silva
Francenildo Rodrigues de Castro
Francisco de Alves de Souza Filho
Herbert Florentino Gabriel
Jane Alves de Oliveira
João Henrique Alves Lins Bahia Neto
Lauro Maia
Luciano de Souza
Marco Antônio França de Oliveira
Maria Eleonora Lopes de Albuquerque Castim
Mauro Bezerra da Silva (preso em João Pessoa)
Rosa Maria de Apresentação Figueiredo Caldas Câmara
Ulisses Fernandes de Barros
O Juiz Federal Mário Azevedo Jambo, da 2ª Vara Federal do Rio Grande do Norte, foi o responsável pela decretação de 13 prisões temporárias e 42 mandados de busca e apreensão cumpridos pela Polícia Federal nessa sexta-feira, na Operação Higia. Os envolvidos são acusados de falsidade ideológica, corrupção ativa, passiva, tráfico de influência, dispensa indevida de licitação, ajuste fraudulento entre licitantes, patrocínio de interesse privado perante administração, prorrogação indevida de contrato.
Foram presos:
Anderson Miguel da Silva
Francenildo Rodrigues de Castro
Francisco de Alves de Souza Filho
Herbert Florentino Gabriel
Jane Alves de Oliveira
João Henrique Alves Lins Bahia Neto
Lauro Maia
Luciano de Souza
Marco Antônio França de Oliveira
Maria Eleonora Lopes de Albuquerque Castim
Mauro Bezerra da Silva (preso em João Pessoa)
Rosa Maria de Apresentação Figueiredo Caldas Câmara
Ulisses Fernandes de Barros
PRESO FILHO DA GOVERNADORA VILMA-RN
PF tem mandado de prisão contra filho da governadora
Uma operação denominada "Hígia", deflagrada pelas superintendências da Polícia Federal do Rio Grande do Norte e da Paraíba, no início da manhã desta sexta-feira, resultou no cumprimento de um mandado de prisão envolvendo Lauro Maia, filho da governadora Wilma de Faria.
Cerca de 190 policiais, em ambos os estados, estão trabalhando para o cumprimento de 13 mandados de prisão e 42 de busca e apreensão, expedidos pela 2ª Vara Federal do Rio Grande do Norte. A Operação Hígia envolve mais de 10 crimes, segundo a Polícia Federal, incluindo fraude de licitações públicas, formação de quadrilha e corrupção.
PF tem mandado de prisão contra filho da governadora
Uma operação denominada "Hígia", deflagrada pelas superintendências da Polícia Federal do Rio Grande do Norte e da Paraíba, no início da manhã desta sexta-feira, resultou no cumprimento de um mandado de prisão envolvendo Lauro Maia, filho da governadora Wilma de Faria.
Cerca de 190 policiais, em ambos os estados, estão trabalhando para o cumprimento de 13 mandados de prisão e 42 de busca e apreensão, expedidos pela 2ª Vara Federal do Rio Grande do Norte. A Operação Hígia envolve mais de 10 crimes, segundo a Polícia Federal, incluindo fraude de licitações públicas, formação de quadrilha e corrupção.
SEXTA NOS JORNAIS
- Folha: Anatel dá aval a compra de tele pela Oi
- ESTADÃO: Petrobrás descobre um novo campo de óleo leve em Santos
- GLOBO: BC: juros vão subir enquanto for preciso
- GAZETA MERCANTIL: Mais empresas brasileiras ampliam internacionalização
- CORREIO: "O mercado da morte está loteado"
- VALOR: Queda no registro de patentes frustra política industrial
- ESTADO DE MINAS: PF volta à carga e prende 14 da máfia das prefeituras
- JORNAL DO COMMERCIO: Cruzada contra a CSS
- Folha: Anatel dá aval a compra de tele pela Oi
- ESTADÃO: Petrobrás descobre um novo campo de óleo leve em Santos
- GLOBO: BC: juros vão subir enquanto for preciso
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- CORREIO: "O mercado da morte está loteado"
- VALOR: Queda no registro de patentes frustra política industrial
- ESTADO DE MINAS: PF volta à carga e prende 14 da máfia das prefeituras
- JORNAL DO COMMERCIO: Cruzada contra a CSS
quinta-feira, junho 12, 2008
QUINTA NOS JORNAIS
- JB: Aprovado clone da CPMF
- FOLHA: Por 2 votos, Câmara aprova nova CPMF
- ESTADÃO: Pressão de Teixeira na Anac foi 'imoral', diz ex-diretora
- GLOBO: Nova CPMF passa por 2 votos; inflação é a maior em 12 anos
- GAZETA MERCANTIL: Alta de preço nas bolsas alimenta a inflação
- CORREIO: A inflação só aumenta...
- VALOR: Nova lei contábil eleva a taxação de empresas
- ESTADO DE MINAS: Duro de engolir
- JORNAL DO COMMERCIO: Sai a nova CPMF
- JB: Aprovado clone da CPMF
- FOLHA: Por 2 votos, Câmara aprova nova CPMF
- ESTADÃO: Pressão de Teixeira na Anac foi 'imoral', diz ex-diretora
- GLOBO: Nova CPMF passa por 2 votos; inflação é a maior em 12 anos
- GAZETA MERCANTIL: Alta de preço nas bolsas alimenta a inflação
- CORREIO: A inflação só aumenta...
- VALOR: Nova lei contábil eleva a taxação de empresas
- ESTADO DE MINAS: Duro de engolir
- JORNAL DO COMMERCIO: Sai a nova CPMF
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