SEGUNDA NOS JORNAIS
- JB: Projeto endurece punição no trânsito
- FOLHA: Governo federal repassa mais verba a prefeitos aliados
- ESTADÃO: Petróleo vai render R$ 30 bi por ano ao País
- GLOBO: Bicho pagava propina até a delegacias, diz relatório
- GAZETA MERCANTIL: Saúde gera venda e atrai produção de máquina
- CORREIO: Senado enfrenta epidemia de licenças médicas
- VALOR: Gastos disparam nos Estados e municípios
segunda-feira, junho 09, 2008
domingo, junho 08, 2008

Domingo, Junho 08, 2008
ELIANE CANTANHÊDE
ELIANE CANTANHÊDE
"FIGURA IMPOLUTA"
BRASÍLIA - Milton Zuanazzi detestava Denise Abreu, que detestava Zuanazzi, e os dois afundaram juntos. Já a turma de José Dirceu detesta a turma de Dilma Rousseff, que detesta a de Dirceu, mas foi só a dele que afundou, enquanto a de Dilma emerge disputando a Presidência com apoio de Lula.
Mas, na história ainda mal contada da tentativa ora rocambolesca, ora imoral, e sempre ilegal, de salvar a Varig, eles foram personagens secundários. O foco é Roberto Teixeira, a filha Valeska e o genro Cristiano, os amigões não só do presidente que despacha no Planalto mas do casal que habita o Alvorada.
O advogado Teixeira é o compadre de Lula e Marisa que lhes emprestava o apartamento. E é ligado tanto à Gol quanto aos testas-de-ferro do fundo Matlin Patterson. O fundo comprou a VarigLog, com aval de Dilma e da Anac, apesar de a lei limitar em 20% o capital externo no setor. Depois, a Gol de Nenê Constantino adquiriu a "Varig saneada" e entrou pelo cano. O elo entre governo, Anac, Matlin Patterson, Varig e Gol era quem?
Num e-mail cheio de mágoas escrito para Dilma em 2006, três meses depois de assumir a Anac, Zuanazzi cita abertamente, mal ou bem, o ex-ministro Waldir Pires, o ex-presidente da Infraero Carlos Wilson, a segunda da Casa Civil, Erenice Guerra, entre outros, mas empaca ao falar das pressões de um personagem. Nesse caso, refugia-se temerosamente na expressão "figura impoluta", que Dilma sabe muito bem quem é: Roberto Teixeira.
Nem mensalão, nem aloprados, nem cartão corporativo, nem dossiê, nada pode chegar tão perto de Lula quanto o rolo da Varig. E Dilma e Dirceu podem se matar à vontade, mas as armas e objetivos são políticos. Já a guerra de Teixeira é outra, uma guerra de negócios.
Lula vai se calar. Não sabe, não viu, nunca ouviu falar. Mas vai ter de explicar como o amigo e compadre tem tanta força, além de desenvoltura, no seu governo.
FONTE:FOLHA DE SÃO PAULO
DOMINGO NOS JORNAIS
- JB: Governo prepara volta dos bingos
- FOLHA: SP e MT lideram venda de terras a estrangeiros
- ESTADÃO: Sócios brasileiros compraram VarigLog sem gastar nada
- GLOBO: 'Pen drive' do bicho aponta R$ 35 milhões em propinas
- GAZETA MERCANTIL: Mesmo com preço em queda, usinas exportam mais etanol
- CORREIO: Donos de funerárias denunciam propina
- VALOR: Juros sobem e demanda de crédito começa a cair
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sábado, junho 07, 2008
Saúde
A nova medida dos diabéticos
Baixar a 6,5% os níveis de hemoglobina glicada, proteínaque indica com precisão as taxas de açúcar no sangue,é o ideal para diminuir os riscos trazidos pela doença
Anna Paula Buchalla
Nos últimos quarenta anos, com a divulgação de grandes estudos populacionais, a prevenção e o controle de diversas doenças mudaram drasticamente. O mais recente deles deve alterar o rumo do tratamento do diabetes tipo 2. O maior trabalho já feito sobre o distúrbio mostra que, quanto mais próximos da normalidade os níveis de glicose no sangue, maiores são os benefícios para o paciente. No trabalho conhecido como Advance, especialistas do George Institute, da Austrália, acompanharam 11.140 diabéticos, de vinte países, ao longo de cinco anos. Os pesquisadores usaram como base de análise as taxas de hemoglobina glicada no sangue dos doentes. A hemoglobina glicada é uma proteína que indica com precisão a glicemia do paciente nos últimos três meses. Sua concentração varia de 4% a 6% nas pessoas saudáveis. Entre os portadores de diabetes tipo 2, o tratamento-padrão tem por objetivo atingir patamares entre 7% e 7,5%. No estudo australiano, porém, um grupo de doentes foi medicado de modo a reduzir tais níveis a 6,5%. Os resultados foram animadores: nesse patamar, diminuiu em 21% e 12%, respectivamente, o risco de problemas renais e de distúrbios cardiovasculares – duas das mais comuns e perigosas complicações causadas pela doença. "O estudo do George Institute representa um marco na mudança de conduta dos médicos", afirma o endocrinologista Leão Zagury, do Rio de Janeiro. Os resultados da pesquisa foram publicados na revista científica The New England Journal of Medicine e apresentados no congresso da Associação Americana de Diabetes, realizado na semana passada, em São Francisco, nos Estados Unidos.
A meta do tratamento do diabetes tipo 2 mantinha-se distante dos parâmetros considerados normais por um único motivo. "Os médicos tinham medo de que, se as taxas de glicose no sangue baixassem demais, o paciente entrasse em hipoglicemia", diz o endocrinologista Freddy Eliaschewitz, de São Paulo. Em situações extremas, a queda drástica de glicose no sangue pode levar a convulsões e a perda de consciência. Na pesquisa do George Institute, entre os pacientes tratados com mais rigidez, os casos de hipoglicemia foram irrelevantes do ponto de vista estatístico. Isso, segundo os especialistas, se deveu principalmente ao uso de uma sulfoniluréia de última geração, a glicazida. Utilizadas no tratamento do diabetes desde meados da década de 50, as sulfoniluréias estimulam a liberação de insulina pelo pâncreas. A vantagem da glicazida em relação a suas antecessoras é que ela pode ser usada por mais tempo sem sobrecarregar o órgão. Além disso, as sulfoniluréias são remédios de baixo custo para o paciente.
Os níveis de hemoglobina glicada entre 7% e 7,5% foram definidos como os mais seguros para os diabéticos na década de 90, com base no maior estudo feito até então. Esses parâmetros, porém, sempre foram questionados. Os Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos, por exemplo, iniciaram em 2004 uma ampla pesquisa para avaliar o impacto da redução da hemoglobina glicada a níveis inferiores a 6% na prevenção de doenças cardiovasculares entre diabéticos. O trabalho teve de ser interrompido em fevereiro passado, dezoito meses antes do previsto, porque houve um aumento expressivo de mortes por problemas cardíacos no grupo de pacientes submetido ao corte drástico dos níveis de açúcar no sangue. Uma das diferenças entre o trabalho americano e o australiano é que o primeiro contava com a participação de pacientes de altíssimo risco cardiovascular – o que pode ter comprometido o seu resultado, na avaliação dos endocrinologistas. A outra é que o estudo do George Institute não pretendeu atingir patamares demasiado baixos – e neuróticos – de hemoglobina glicada. De agora em diante, portanto, 6,5% é o índice ideal.
FONTE: REVISTA VEJA.
A nova medida dos diabéticos
Baixar a 6,5% os níveis de hemoglobina glicada, proteínaque indica com precisão as taxas de açúcar no sangue,é o ideal para diminuir os riscos trazidos pela doença
Anna Paula Buchalla
Nos últimos quarenta anos, com a divulgação de grandes estudos populacionais, a prevenção e o controle de diversas doenças mudaram drasticamente. O mais recente deles deve alterar o rumo do tratamento do diabetes tipo 2. O maior trabalho já feito sobre o distúrbio mostra que, quanto mais próximos da normalidade os níveis de glicose no sangue, maiores são os benefícios para o paciente. No trabalho conhecido como Advance, especialistas do George Institute, da Austrália, acompanharam 11.140 diabéticos, de vinte países, ao longo de cinco anos. Os pesquisadores usaram como base de análise as taxas de hemoglobina glicada no sangue dos doentes. A hemoglobina glicada é uma proteína que indica com precisão a glicemia do paciente nos últimos três meses. Sua concentração varia de 4% a 6% nas pessoas saudáveis. Entre os portadores de diabetes tipo 2, o tratamento-padrão tem por objetivo atingir patamares entre 7% e 7,5%. No estudo australiano, porém, um grupo de doentes foi medicado de modo a reduzir tais níveis a 6,5%. Os resultados foram animadores: nesse patamar, diminuiu em 21% e 12%, respectivamente, o risco de problemas renais e de distúrbios cardiovasculares – duas das mais comuns e perigosas complicações causadas pela doença. "O estudo do George Institute representa um marco na mudança de conduta dos médicos", afirma o endocrinologista Leão Zagury, do Rio de Janeiro. Os resultados da pesquisa foram publicados na revista científica The New England Journal of Medicine e apresentados no congresso da Associação Americana de Diabetes, realizado na semana passada, em São Francisco, nos Estados Unidos.
A meta do tratamento do diabetes tipo 2 mantinha-se distante dos parâmetros considerados normais por um único motivo. "Os médicos tinham medo de que, se as taxas de glicose no sangue baixassem demais, o paciente entrasse em hipoglicemia", diz o endocrinologista Freddy Eliaschewitz, de São Paulo. Em situações extremas, a queda drástica de glicose no sangue pode levar a convulsões e a perda de consciência. Na pesquisa do George Institute, entre os pacientes tratados com mais rigidez, os casos de hipoglicemia foram irrelevantes do ponto de vista estatístico. Isso, segundo os especialistas, se deveu principalmente ao uso de uma sulfoniluréia de última geração, a glicazida. Utilizadas no tratamento do diabetes desde meados da década de 50, as sulfoniluréias estimulam a liberação de insulina pelo pâncreas. A vantagem da glicazida em relação a suas antecessoras é que ela pode ser usada por mais tempo sem sobrecarregar o órgão. Além disso, as sulfoniluréias são remédios de baixo custo para o paciente.
Os níveis de hemoglobina glicada entre 7% e 7,5% foram definidos como os mais seguros para os diabéticos na década de 90, com base no maior estudo feito até então. Esses parâmetros, porém, sempre foram questionados. Os Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos, por exemplo, iniciaram em 2004 uma ampla pesquisa para avaliar o impacto da redução da hemoglobina glicada a níveis inferiores a 6% na prevenção de doenças cardiovasculares entre diabéticos. O trabalho teve de ser interrompido em fevereiro passado, dezoito meses antes do previsto, porque houve um aumento expressivo de mortes por problemas cardíacos no grupo de pacientes submetido ao corte drástico dos níveis de açúcar no sangue. Uma das diferenças entre o trabalho americano e o australiano é que o primeiro contava com a participação de pacientes de altíssimo risco cardiovascular – o que pode ter comprometido o seu resultado, na avaliação dos endocrinologistas. A outra é que o estudo do George Institute não pretendeu atingir patamares demasiado baixos – e neuróticos – de hemoglobina glicada. De agora em diante, portanto, 6,5% é o índice ideal.
FONTE: REVISTA VEJA.
SÁBADO NOS JORNAIS
- JB: Justiça libera cartões para cobrar juros sobre juros
- FOLHA: Petróleo tem alta recorde, e Bolsas caem no mundo
- ESTADÃO: Casa Civil livrou comprador da Varig das dívidas antigas
- GLOBO: Petróleo tem a maior alta da História
- GAZETA MERCANTIL: Mesmo com preço em queda, usinas exportam mais etanol
- CORREIO: Carne e leite vão pesar no seu bolso
- VALOR: Juros sobem e demanda de crédito começa a cair
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- FOLHA: Petróleo tem alta recorde, e Bolsas caem no mundo
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- CORREIO: Carne e leite vão pesar no seu bolso
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sexta-feira, junho 06, 2008

Paulinho busca apoio do PT para se salvar
Leandro Colon, Tiago Pariz e Alessandra Pereira
Correio Braziliense
6/6/2008
Pedetista negocia aliança com a chapa de Marta Suplicy na disputa pela Prefeitura de São Paulo. Em troca, espera manter o mandato com ajuda da legenda. Candidatura de Aldo, do bloquinho, corre perigoA política do toma-lá-dá-cá entrou na rota Brasília—São Paulo. Um dia depois de disparar contra DEM e PSDB, o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP) acelerou uma negociação para que o chamado bloquinho — PDT, PSB e PCdoB — indique o vice na chapa de Marta Suplicy (PT) à prefeitura paulistana.
Em troca, espera que o PT o apóie no processo que sofre na Câmara por causa das denúncias de envolvimento no esquema de desvio de dinheiro do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A bancada petista tem 80 deputados, a segunda maior da Casa. Um apoio desse é fundamental para quem não quer perder o mandato.
quinta-feira, junho 05, 2008
EXÉRCITO BRASILEIRO
Este blog apresenta em primeira mão o novo Brasão e a bandeira do GLORIOSO exército brasileiro.
Quando o Ministro da defesa apareceu segurando uma cobra de bem uns 3 metros, não aconteceu nada, nadinha. Agora, quando os dois sargentinhos assumem que gostam de pegar na minhoca, são presos. Cadê a isonomia?
EXÉRCITO BRASILEIRO- BRAÇO FORTE, MÃO BOBA
Este blog apresenta em primeira mão o novo Brasão e a bandeira do GLORIOSO exército brasileiro.Quando o Ministro da defesa apareceu segurando uma cobra de bem uns 3 metros, não aconteceu nada, nadinha. Agora, quando os dois sargentinhos assumem que gostam de pegar na minhoca, são presos. Cadê a isonomia?
EXÉRCITO BRASILEIRO- BRAÇO FORTE, MÃO BOBA
QUINTA NOS JORNAIS
- JB: Dilma volta á berlinda
- FOLHA: BC aumenta juros pela 2ª vez seguida
- ESTADÃO: Anac considera ilegal controle estrangeiro na Varilog
- GLOBO: Rio Avança em Olimpíadas; falta agora o dever de casa
- GAZETA MERCANTIL: Dólar vale hoje metade da cotação de 1999
- CORREIO: Governo vai atrasar reajuste de servidor
- VALOR: Quedas das matérias-primas provoca estragos na bolsa
- ESTADO DE MINAS: Tribunal vai abrir caixa-preta do lixo em BH
- JB: Dilma volta á berlinda
- FOLHA: BC aumenta juros pela 2ª vez seguida
- ESTADÃO: Anac considera ilegal controle estrangeiro na Varilog
- GLOBO: Rio Avança em Olimpíadas; falta agora o dever de casa
- GAZETA MERCANTIL: Dólar vale hoje metade da cotação de 1999
- CORREIO: Governo vai atrasar reajuste de servidor
- VALOR: Quedas das matérias-primas provoca estragos na bolsa
- ESTADO DE MINAS: Tribunal vai abrir caixa-preta do lixo em BH
quarta-feira, junho 04, 2008
GAYS EM PÉ DE GUERRA
NATAL:GUERRA DOS PINGUELOS
Deu no Jornal de hoje-RN
Ativista declara: "Fátima Bezerra incentiva a cisão entre gays e lésbicas"
Wilson Dantas, informa que deputada será alvo de manifestação de protesto na Conferência Nacional GLBT
Integrantes do movimento gay natalense preparam uma manifestação contra a deputada federal Fátima Bezerra (PT) durante a Conferência Nacional GLBT que será realizada desta quinta-feira até domingo, em Brasília. O motivo da manifestação seria a suposta discriminação da parlamentar aos gays em favor das lésbicas. "Ela não apóia o movimento como um todo. Há uma divisão entre as lésbicas e os gays. O mandato dela tomou uma política de apoiar só o movimento lésbico", critica o integrante do colegiado do Fórum GLBT Potiguar, Wilson Dantas.
Vai voar sapato grande pra tudo que é lado
Deu no Jornal de hoje-RN
Ativista declara: "Fátima Bezerra incentiva a cisão entre gays e lésbicas"
Wilson Dantas, informa que deputada será alvo de manifestação de protesto na Conferência Nacional GLBT
Integrantes do movimento gay natalense preparam uma manifestação contra a deputada federal Fátima Bezerra (PT) durante a Conferência Nacional GLBT que será realizada desta quinta-feira até domingo, em Brasília. O motivo da manifestação seria a suposta discriminação da parlamentar aos gays em favor das lésbicas. "Ela não apóia o movimento como um todo. Há uma divisão entre as lésbicas e os gays. O mandato dela tomou uma política de apoiar só o movimento lésbico", critica o integrante do colegiado do Fórum GLBT Potiguar, Wilson Dantas.
Vai voar sapato grande pra tudo que é lado
EXÉCITO PRENDE SARGENTO
VIADO NO "SUPERPOP"
Programa de Luciana Gimenez termina com prisão de sargento gay pelo Exército
MIGUEL ARCANJO PRADO
da Folha Online
O programa "SuperPop", apresentado por Luciana Gimenez na noite de ontem (3), terminou em prisão. A atração entrevistou os sargentos do Exército Fernando de Alcântara de Figueiredo e Laci Marinho de Araújo, que assumiram relacionamento homossexual em reportagem de capa da revista "Época" desta semana.
Soldados do Exército cercam prédio da Rede TV! para efetuar prisão de sargento que assumiu relacionamento homossexual
Na atração, os dois sargentos repetiram, ao vivo, a história contada na revista: que vivem juntos, em união estável, desde 1997. O programa terminou com o prédio da Rede TV! cercado pela Polícia do Exército, que chegou ao local por volta das 23h30. A chegada do carro militar foi mostrada ao vivo no programa.
Alô seus miliquinhos de merda, deixa o Sargentinho dá a bunda em paz.
VIADO NO "SUPERPOP"
Programa de Luciana Gimenez termina com prisão de sargento gay pelo Exército
MIGUEL ARCANJO PRADO
da Folha Online
O programa "SuperPop", apresentado por Luciana Gimenez na noite de ontem (3), terminou em prisão. A atração entrevistou os sargentos do Exército Fernando de Alcântara de Figueiredo e Laci Marinho de Araújo, que assumiram relacionamento homossexual em reportagem de capa da revista "Época" desta semana.
Soldados do Exército cercam prédio da Rede TV! para efetuar prisão de sargento que assumiu relacionamento homossexual
Na atração, os dois sargentos repetiram, ao vivo, a história contada na revista: que vivem juntos, em união estável, desde 1997. O programa terminou com o prédio da Rede TV! cercado pela Polícia do Exército, que chegou ao local por volta das 23h30. A chegada do carro militar foi mostrada ao vivo no programa.
Alô seus miliquinhos de merda, deixa o Sargentinho dá a bunda em paz.
VICE JOSE ALENCAR
MIJOU FORA DO CACO
Deu no site do Claúdio Humberto
Vice José Alencar é réu em açãode paternidade
O vice-presidente José Alencar foi intimado a comparecer nesta quarta, às 10h, no laboratório Gene, de Belo Horizonte, para a coleta de material de exame de DNA, em uma ação de reconhecimento de paternidade de uma filha, a professora Rosemary de Morais, 52, nascida antes de seu casamento com d. Marisa. O processo se arrasta desde 2001 e Alencar continua realizando manobras protelatórias para evitar seu desfecho.
MIJOU FORA DO CACO
Deu no site do Claúdio Humberto
Vice José Alencar é réu em açãode paternidade
O vice-presidente José Alencar foi intimado a comparecer nesta quarta, às 10h, no laboratório Gene, de Belo Horizonte, para a coleta de material de exame de DNA, em uma ação de reconhecimento de paternidade de uma filha, a professora Rosemary de Morais, 52, nascida antes de seu casamento com d. Marisa. O processo se arrasta desde 2001 e Alencar continua realizando manobras protelatórias para evitar seu desfecho.
terça-feira, junho 03, 2008
O JEITO PT DE SER


Diogo Mainardi
O nome é Angela Maria Slongo
"O Palácio do Planalto contratou a mulher de Olivério Medina, representante das Farc no Brasil. Enquanto uma fatia do estado brasileiro prendia um criminoso internacional, uma outra fatia o protegia, oferecendo à sua mulher um salário de apaniguada"
-A mulher de Olivério Medina, o representante das Farc no Brasil, foi contratada pelo governo Lula. Agora só falta arranjar um emprego para a mulher de Fernandinho Beira-Mar, outro criminoso ligado às Farc.
Em 29 de dezembro de 2006, Angela Maria Slongo foi nomeada pelo ministro da Pesca, Altemir Gregolin, para o cargo de oficial de gabinete II, com um salário de DAS 102.2. Angela Maria Slongo é mulher de Francisco Antonio Cadena Collazos, também conhecido como Olivério Medina, ou Padre Medina, ou Camilo López, ou El Cura Camilo. Quando Angela Maria Slongo foi nomeada pelo Palácio do Planalto – sim, o Ministério da Pesca é ligado diretamente ao gabinete do presidente da República –, Olivério Medina estava preso em Brasília, a pedido da Colômbia, seu país de origem, onde era acusado de atos terroristas e assassinatos.
Pausa. Respire fundo. É melhor repetir o que acabei de dizer. Pode ser que alguém tenha passado batido. É o seguinte: enquanto uma fatia do estado brasileiro cumpria a lei, prendendo um criminoso internacional, uma outra fatia – mais especificamente, Lula e seus ministros – o protegia, oferecendo à sua mulher um salário de apaniguada, a fim de que ela pudesse permanecer perto dele, numa chácara em Brasília, à espera do julgamento do STF, que iria decidir sobre sua extradição. Ele só saiu da prisão domiciliar no fim de março de 2007. Angela Maria Slongo até hoje continua aparelhada no Ministério da Pesca, recebendo seu salário de apaniguada, que acumula com o salário pago pelo governo do Paraná. VEJA pediu esclarecimentos sobre a escolha de seu nome para o cargo de confiança. O Ministério da Pesca informou que ela apenas mandou um currículo e foi selecionada por critérios profissionais. Simples? Simples.
Publicamente, Lula tenta se afastar da companhia das Farc. Às escondidas, seu governo dá cada vez mais sinais de irmandade com o grupo terrorista, como nesse caso da mulher de Olivério Medina. Nos computadores de Raúl Reyes, o terrorista morto pelos soldados colombianos, foi encontrada uma mensagem de Olivério Medina em que ele dizia poder contar com o apoio da "cúpula do governo" brasileiro, em particular com o ministro Celso Amorim. O papel de Olivério Medina no Brasil, de acordo com o jornal colombiano El Tiempo, era "trocar cocaína por armas e fazer o recrutamento de simpatizantes". O recrutamento de simpatizantes podia ser feito até mesmo no Ministério da Pesca. Já a troca de cocaína por armas passava por outros canais. Numa de suas mensagens sobre o tema, Olivério Medina referiu-se a um certo "Acácio", identificado como o Negro Acácio, sócio de Fernandinho Beira-Mar no narcotráfico.
Um relatório oficial da Abin acusou Olivério Medina de ter oferecido dinheiro das Farc à campanha eleitoral de candidatos petistas. Quando VEJA fez uma reportagem sobre o assunto, um monte de gente chiou. Para os agentes da Abin, os membros do PT que receberiam o dinheiro eram aqueles das correntes mais esquerdistas do partido, como a do ministro da Pesca, que contratou a mulher de Olivério Medina. Sempre que alguém morre no Brasil por um crime relacionado ao tráfico de drogas, pode-se dizer que há um dedo das Farc. O grupo terrorista está perdendo terreno na floresta colombiana. Mas chegou ao poder nos morros brasileiros e na Esplanada dos Ministérios.
Em 29 de dezembro de 2006, Angela Maria Slongo foi nomeada pelo ministro da Pesca, Altemir Gregolin, para o cargo de oficial de gabinete II, com um salário de DAS 102.2. Angela Maria Slongo é mulher de Francisco Antonio Cadena Collazos, também conhecido como Olivério Medina, ou Padre Medina, ou Camilo López, ou El Cura Camilo. Quando Angela Maria Slongo foi nomeada pelo Palácio do Planalto – sim, o Ministério da Pesca é ligado diretamente ao gabinete do presidente da República –, Olivério Medina estava preso em Brasília, a pedido da Colômbia, seu país de origem, onde era acusado de atos terroristas e assassinatos.
Pausa. Respire fundo. É melhor repetir o que acabei de dizer. Pode ser que alguém tenha passado batido. É o seguinte: enquanto uma fatia do estado brasileiro cumpria a lei, prendendo um criminoso internacional, uma outra fatia – mais especificamente, Lula e seus ministros – o protegia, oferecendo à sua mulher um salário de apaniguada, a fim de que ela pudesse permanecer perto dele, numa chácara em Brasília, à espera do julgamento do STF, que iria decidir sobre sua extradição. Ele só saiu da prisão domiciliar no fim de março de 2007. Angela Maria Slongo até hoje continua aparelhada no Ministério da Pesca, recebendo seu salário de apaniguada, que acumula com o salário pago pelo governo do Paraná. VEJA pediu esclarecimentos sobre a escolha de seu nome para o cargo de confiança. O Ministério da Pesca informou que ela apenas mandou um currículo e foi selecionada por critérios profissionais. Simples? Simples.
Publicamente, Lula tenta se afastar da companhia das Farc. Às escondidas, seu governo dá cada vez mais sinais de irmandade com o grupo terrorista, como nesse caso da mulher de Olivério Medina. Nos computadores de Raúl Reyes, o terrorista morto pelos soldados colombianos, foi encontrada uma mensagem de Olivério Medina em que ele dizia poder contar com o apoio da "cúpula do governo" brasileiro, em particular com o ministro Celso Amorim. O papel de Olivério Medina no Brasil, de acordo com o jornal colombiano El Tiempo, era "trocar cocaína por armas e fazer o recrutamento de simpatizantes". O recrutamento de simpatizantes podia ser feito até mesmo no Ministério da Pesca. Já a troca de cocaína por armas passava por outros canais. Numa de suas mensagens sobre o tema, Olivério Medina referiu-se a um certo "Acácio", identificado como o Negro Acácio, sócio de Fernandinho Beira-Mar no narcotráfico.
Um relatório oficial da Abin acusou Olivério Medina de ter oferecido dinheiro das Farc à campanha eleitoral de candidatos petistas. Quando VEJA fez uma reportagem sobre o assunto, um monte de gente chiou. Para os agentes da Abin, os membros do PT que receberiam o dinheiro eram aqueles das correntes mais esquerdistas do partido, como a do ministro da Pesca, que contratou a mulher de Olivério Medina. Sempre que alguém morre no Brasil por um crime relacionado ao tráfico de drogas, pode-se dizer que há um dedo das Farc. O grupo terrorista está perdendo terreno na floresta colombiana. Mas chegou ao poder nos morros brasileiros e na Esplanada dos Ministérios.
segunda-feira, junho 02, 2008
Esses moços, pobres moços
João Ubaldo Ribeiro
- Você usa Viagra?
- Viá...? Viagra? Ah, sim, não, não uso, só vi uma vez, na mão do João Pato, que me disse que também não usa, era uma amostra grátis que um médico amigo tinha dado a ele. Felizmente nunca precisei, não gosto de tomar remédio, melhor ficar no natural. De vez em quando eu tomo um chazinho de catuaba, mas é mais pelo efeito revigorante. Mas não tenha dúvida: se precisar, eu uso, não acho nada demais, é uma conquista da ciência moderna que a gente teve a sorte de ainda pegar.
- É, pois é, eu também não tomo. Você vê assim, tou chegando a 7.2, mas não tenho problema nenhum nessa área. Não vou te dizer que funciona igual a no tempo em que eu traçava o mulherio de meio Rio de Janeiro...
- Menos, cara, menos. Tá certo que tu tinha cartaz com as mulheres, tirava uma onda de Robert Taylor e tinha um De Soto conversível hidramático cheio de chinfras. Lembro uma vez nós dois no carrão e aquelas duas alemãs malucas no Joá, tu te lembra? Ah, nada substitui aqueles tempos... Sim, mas tu também não passou pelas armas meio Rio de Janeiro. Algumas eu sei, mas...
- Ah, tu não sabe de nada. Minha especialidade era mulher de aliança no dedo, as mais fáceis, sem o problema da virgindade que tinha naquela época. Mas tinha que ter discrição, garçonnière caprichada, bons relacionamentos em todas as áreas, não era coisa para qualquer um, não. Hoje não tem mais nada disso, não existe romantismo, aquele chamego que dá tanto molho à relação. Eu te digo sinceramente, não me interesso mais nem por ver essas mulheres peladas das revistas, acho que vulgarizou demais, não há um certo mistério, que tinha seu grande valor, vamos convir. Se me interessasse, não ia ter problema, pegava aí uma menina de seus quarentinha, na idade em que a mulher é mais mulher, numa boa. Conheço vários lugares onde você entra e tem mulher saindo pelo ladrão, tudo a fim de uma boa conjunção carnal, como diz o Chico. E é como eu te falei, no natural, nada desses trecos, eu sou safenado, sei lá se esse negócio não me afeta. Mas é que eu não me interesso mesmo.
- Você tem razão, as mulheres andam loucas por homem. Essa geração nova, esses caras que vivem pra malhar, tudo tomando anabolizante, os caras não são de nada. Eu almoço muito ali perto do edifício Avenida Central, tem uma turma de moças que trabalha num daqueles lojões e elas me contam sempre que os caras gostam mesmo é de olhar pro espelho, que não querem nada mesmo, são broxas de corpo e mente, é horrível. Ali, no dia que eu quiser...
- Você está coberto de razão. É uma coisa impressionante. A gente passa em certas ruas, tudo quanto é boteco, de todas as classes, cheio de mulher, mas desacompanhadas, ou senão acompanhadas de um mais velho, um careca esperto, um gordinho baixinho, elas encaram qualquer coisa, a escassez é grande. Inflação de demanda, como diriam lá no escritório.
- Pra não falar no aspecto financeiro, não esqueça isso, nunca esqueça o valor de um cartão de crédito. Eu tenho vários e um especial, que não tem medo de nada, internacional, sem limite. Quando é que esses frangotes, como dizia o meu velho, quando é que esses frangotes vão poder levar uma mulher aonde a gente pode levar, a começar pelo restaurante e a terminar pela suite imperial do motel?
- É, nunca, nunca. No nosso tempo não tinha motel, mas mulher sempre gostou de grana. Aliás, quem não gosta? Ainda mais grana gasta sem suar nada para ganhar, ali à vontade, como ela nunca ia ver desses caras que só falam em surfe e rock com um vocabulário de 16 palavras. O dinheiro da maioria mal dá pro chiclete que eles parecem que têm por obrigação mastigar o tempo todo. Chega a dar pena.
- Era isso que eu ia dizendo, eu também sinto pena dessa juventude desperdiçada, desses meninos que não sabem aproveitar a vida. E as dificuldades que eles enfrentam? No nosso tempo, qual era a doença que a gente pegava com certas mulheres? Tudo besteira, gonorréia, sífilis muito dificilmente e por aí a gente ficava. E tinha chato também, você teve chato?
- Não, nunca tive.
- Nem eu. Aliás, nem gonorréia eu tive, não tive nada mesmo. E hoje o que é que você vê? A maioria desses meninos e meninas de hoje nunca transou sem camisinha! Tu já imaginou um negócio desses? De camisinha sempre, cara, que tragédia! Até hoje eu não suporto esse troço, que no nosso tempo era até palavrão e ninguém tinha coragem de comprar quando a balconista era mulher. E, mesmo com homem, era cochichado.
- É mesmo, faz pena. Toda essa liberdade e tanta limitação.
- Já imaginou o mulherio assim liberado, no nosso tempo?
- Nem me fale, não gosto nem de pensar.
- Você tem pegado alguma gatinha ultimamente? Duvido que sua pinta de Cesar Romero não faça sucesso.
- Não, não tenho.
- Mas, nos lugares que você freqüenta...
- Pois é, tem muita mulher. Se eu quisesse, qualquer daqueles brotinhos ia sair comigo numa boa. É que eu não gosto de mulher de cabeça oca.
- Pois é, nem eu. E é só o que você encontra. De um lado umas mulheres burras, que não sabem nem onde fica Paris. Do outro, esses rapazes quase efeminados, assexuados, narcisistas, que não se interessam por mulher. Quer dizer, se não fossem os homens de nosso tope, a situação delas seria desesperadora. Dá pena mesmo, essa juventude.
João Ubaldo Ribeiro
- Você usa Viagra?
- Viá...? Viagra? Ah, sim, não, não uso, só vi uma vez, na mão do João Pato, que me disse que também não usa, era uma amostra grátis que um médico amigo tinha dado a ele. Felizmente nunca precisei, não gosto de tomar remédio, melhor ficar no natural. De vez em quando eu tomo um chazinho de catuaba, mas é mais pelo efeito revigorante. Mas não tenha dúvida: se precisar, eu uso, não acho nada demais, é uma conquista da ciência moderna que a gente teve a sorte de ainda pegar.
- É, pois é, eu também não tomo. Você vê assim, tou chegando a 7.2, mas não tenho problema nenhum nessa área. Não vou te dizer que funciona igual a no tempo em que eu traçava o mulherio de meio Rio de Janeiro...
- Menos, cara, menos. Tá certo que tu tinha cartaz com as mulheres, tirava uma onda de Robert Taylor e tinha um De Soto conversível hidramático cheio de chinfras. Lembro uma vez nós dois no carrão e aquelas duas alemãs malucas no Joá, tu te lembra? Ah, nada substitui aqueles tempos... Sim, mas tu também não passou pelas armas meio Rio de Janeiro. Algumas eu sei, mas...
- Ah, tu não sabe de nada. Minha especialidade era mulher de aliança no dedo, as mais fáceis, sem o problema da virgindade que tinha naquela época. Mas tinha que ter discrição, garçonnière caprichada, bons relacionamentos em todas as áreas, não era coisa para qualquer um, não. Hoje não tem mais nada disso, não existe romantismo, aquele chamego que dá tanto molho à relação. Eu te digo sinceramente, não me interesso mais nem por ver essas mulheres peladas das revistas, acho que vulgarizou demais, não há um certo mistério, que tinha seu grande valor, vamos convir. Se me interessasse, não ia ter problema, pegava aí uma menina de seus quarentinha, na idade em que a mulher é mais mulher, numa boa. Conheço vários lugares onde você entra e tem mulher saindo pelo ladrão, tudo a fim de uma boa conjunção carnal, como diz o Chico. E é como eu te falei, no natural, nada desses trecos, eu sou safenado, sei lá se esse negócio não me afeta. Mas é que eu não me interesso mesmo.
- Você tem razão, as mulheres andam loucas por homem. Essa geração nova, esses caras que vivem pra malhar, tudo tomando anabolizante, os caras não são de nada. Eu almoço muito ali perto do edifício Avenida Central, tem uma turma de moças que trabalha num daqueles lojões e elas me contam sempre que os caras gostam mesmo é de olhar pro espelho, que não querem nada mesmo, são broxas de corpo e mente, é horrível. Ali, no dia que eu quiser...
- Você está coberto de razão. É uma coisa impressionante. A gente passa em certas ruas, tudo quanto é boteco, de todas as classes, cheio de mulher, mas desacompanhadas, ou senão acompanhadas de um mais velho, um careca esperto, um gordinho baixinho, elas encaram qualquer coisa, a escassez é grande. Inflação de demanda, como diriam lá no escritório.
- Pra não falar no aspecto financeiro, não esqueça isso, nunca esqueça o valor de um cartão de crédito. Eu tenho vários e um especial, que não tem medo de nada, internacional, sem limite. Quando é que esses frangotes, como dizia o meu velho, quando é que esses frangotes vão poder levar uma mulher aonde a gente pode levar, a começar pelo restaurante e a terminar pela suite imperial do motel?
- É, nunca, nunca. No nosso tempo não tinha motel, mas mulher sempre gostou de grana. Aliás, quem não gosta? Ainda mais grana gasta sem suar nada para ganhar, ali à vontade, como ela nunca ia ver desses caras que só falam em surfe e rock com um vocabulário de 16 palavras. O dinheiro da maioria mal dá pro chiclete que eles parecem que têm por obrigação mastigar o tempo todo. Chega a dar pena.
- Era isso que eu ia dizendo, eu também sinto pena dessa juventude desperdiçada, desses meninos que não sabem aproveitar a vida. E as dificuldades que eles enfrentam? No nosso tempo, qual era a doença que a gente pegava com certas mulheres? Tudo besteira, gonorréia, sífilis muito dificilmente e por aí a gente ficava. E tinha chato também, você teve chato?
- Não, nunca tive.
- Nem eu. Aliás, nem gonorréia eu tive, não tive nada mesmo. E hoje o que é que você vê? A maioria desses meninos e meninas de hoje nunca transou sem camisinha! Tu já imaginou um negócio desses? De camisinha sempre, cara, que tragédia! Até hoje eu não suporto esse troço, que no nosso tempo era até palavrão e ninguém tinha coragem de comprar quando a balconista era mulher. E, mesmo com homem, era cochichado.
- É mesmo, faz pena. Toda essa liberdade e tanta limitação.
- Já imaginou o mulherio assim liberado, no nosso tempo?
- Nem me fale, não gosto nem de pensar.
- Você tem pegado alguma gatinha ultimamente? Duvido que sua pinta de Cesar Romero não faça sucesso.
- Não, não tenho.
- Mas, nos lugares que você freqüenta...
- Pois é, tem muita mulher. Se eu quisesse, qualquer daqueles brotinhos ia sair comigo numa boa. É que eu não gosto de mulher de cabeça oca.
- Pois é, nem eu. E é só o que você encontra. De um lado umas mulheres burras, que não sabem nem onde fica Paris. Do outro, esses rapazes quase efeminados, assexuados, narcisistas, que não se interessam por mulher. Quer dizer, se não fossem os homens de nosso tope, a situação delas seria desesperadora. Dá pena mesmo, essa juventude.
sexta-feira, maio 23, 2008
URGENTE URGENTE
INSPEÇÃO CHEGA A NATAL
Estou recebendo na madruga deste sábado, uma inspeção familiar vinda de D. Euzébia-MG composta do Sr. Homero Amaral (chefe da fiscalização e pai), Dona Aimeé (Chefe de avaliação de risco e mãe), e ainda as assessoras de segurança, Tia Maire e tia Marta.
A inspeção é definida como Avaliação da Conformidade pela observação e julgamento acompanhados, conforme apropriado, por medições, ensaios e outros fatos subjetivos. O que quer dizer isso? Não sei. Por via das dúvidas comecei um processo de maquiagem para tentar desviar o foco da comitiva e vou tentar subornar essa Mineirada com muita praia.
A Minha proprietária já está botando as manguinhas de fora porque os seus pais e tias vão chegar. Vou aguentar, quando eles forem embora dou-lhe um aperto com a chave de roda.
INSPEÇÃO CHEGA A NATAL
Estou recebendo na madruga deste sábado, uma inspeção familiar vinda de D. Euzébia-MG composta do Sr. Homero Amaral (chefe da fiscalização e pai), Dona Aimeé (Chefe de avaliação de risco e mãe), e ainda as assessoras de segurança, Tia Maire e tia Marta.
A inspeção é definida como Avaliação da Conformidade pela observação e julgamento acompanhados, conforme apropriado, por medições, ensaios e outros fatos subjetivos. O que quer dizer isso? Não sei. Por via das dúvidas comecei um processo de maquiagem para tentar desviar o foco da comitiva e vou tentar subornar essa Mineirada com muita praia.
A Minha proprietária já está botando as manguinhas de fora porque os seus pais e tias vão chegar. Vou aguentar, quando eles forem embora dou-lhe um aperto com a chave de roda.
SEXTA NOS JORNAIS
- JB: Mortes nas estradas marcam o feriado
- FOLHA: Lula congela proposta de criar fundo soberano
- ESTADÃO: Itaú contesta venda da Nossa Caixa ao BB
- GLOBO: Alta de alimentos e petróleo desafia países mais pobres
- CORREIO: A mais nova travessura dos senadores
- VALOR: Salários começam a subir acima da produtividade
- JB: Mortes nas estradas marcam o feriado
- FOLHA: Lula congela proposta de criar fundo soberano
- ESTADÃO: Itaú contesta venda da Nossa Caixa ao BB
- GLOBO: Alta de alimentos e petróleo desafia países mais pobres
- CORREIO: A mais nova travessura dos senadores
- VALOR: Salários começam a subir acima da produtividade
quarta-feira, maio 21, 2008
CARTEL NATALINO
21/05/2008
Rota de cocaína via Natal preocupa polícia da Espanha
BBC Brasil
A cidade de Natal (RN) faz parte de uma rota de tráfico de cocaína que está se tornando uma das principais vias aéreas de entrada da droga na Europa, de acordo com a polícia da Espanha.
A estimativa de investigadores espanhóis é de que de 20 kg a 30 kg de cocaína por mês entrem no país por meio de uma rota que inclui a cidade nordestina, além de Lisboa e Madri.
Os detetives espanhóis têm atuado em conjunto com autoridades portuguesas na investigação da rota desde outubro de 2007.
Segundo o delegado Francisco Miguelañez, chefe da Brigada Central de Entorpecentes da Espanha, esse caminho é uma opção "relativamente nova" pela qual, devido à menor fiscalização, os traficantes vem optando para trazer a droga para a Europa.
"Os acessos do que chamamos Paralelo 10, a estrada mundial da droga, através de Venezuela e Colômbia, estão cada vez mais queimados pelos exaustivos controles de fronteira", disse Miguelañez.
"Natal realmente está aumentando o volume de tráfico, e estamos mais atentos."
Apreensões
Na madrugada desta terça-feira, a polícia apreendeu 30 mil papelotes de cocaína no aeroporto de Barajas, em Madri. A droga havia vindo de Natal via Lisboa, e na Espanha alcançaria o valor de 300 mil euros (aproximadamente R$ 767 mil) no mercado negro.
Foi a quarta apreensão de cocaína nesta rota em 2008, totalizando 48 kg neste ano.
A maior carga apreendida nos últimos meses foi a da Operação Natal, no dia 21 de dezembro do ano passado.
Na ocasião, uma quadrilha brasileira tentava abastecer o mercado de Bilbao, no norte da Espanha, com 200 mil papelotes de cocaína, estimados em dois milhões de euros (cerca de R$ 5,1 milhões).
21/05/2008
Rota de cocaína via Natal preocupa polícia da Espanha
BBC Brasil
A cidade de Natal (RN) faz parte de uma rota de tráfico de cocaína que está se tornando uma das principais vias aéreas de entrada da droga na Europa, de acordo com a polícia da Espanha.
A estimativa de investigadores espanhóis é de que de 20 kg a 30 kg de cocaína por mês entrem no país por meio de uma rota que inclui a cidade nordestina, além de Lisboa e Madri.
Os detetives espanhóis têm atuado em conjunto com autoridades portuguesas na investigação da rota desde outubro de 2007.
Segundo o delegado Francisco Miguelañez, chefe da Brigada Central de Entorpecentes da Espanha, esse caminho é uma opção "relativamente nova" pela qual, devido à menor fiscalização, os traficantes vem optando para trazer a droga para a Europa.
"Os acessos do que chamamos Paralelo 10, a estrada mundial da droga, através de Venezuela e Colômbia, estão cada vez mais queimados pelos exaustivos controles de fronteira", disse Miguelañez.
"Natal realmente está aumentando o volume de tráfico, e estamos mais atentos."
Apreensões
Na madrugada desta terça-feira, a polícia apreendeu 30 mil papelotes de cocaína no aeroporto de Barajas, em Madri. A droga havia vindo de Natal via Lisboa, e na Espanha alcançaria o valor de 300 mil euros (aproximadamente R$ 767 mil) no mercado negro.
Foi a quarta apreensão de cocaína nesta rota em 2008, totalizando 48 kg neste ano.
A maior carga apreendida nos últimos meses foi a da Operação Natal, no dia 21 de dezembro do ano passado.
Na ocasião, uma quadrilha brasileira tentava abastecer o mercado de Bilbao, no norte da Espanha, com 200 mil papelotes de cocaína, estimados em dois milhões de euros (cerca de R$ 5,1 milhões).
segunda-feira, maio 19, 2008
NOTÍCIA TROCADA
VILMA "DEMAGOGIA" FARIA
Essa é a manchete do Jornal de Hoje, publicado hoje a tarde. Que tal colocar a manchete sem maquiagem pois a governadora é: Vilma Faria a que não fez
VILMA "DEMAGOGIA" FARIA
Essa é a manchete do Jornal de Hoje, publicado hoje a tarde. Que tal colocar a manchete sem maquiagem pois a governadora é: Vilma Faria a que não fez
Falácias sobre a luta armada na ditadura
MARCO ANTONIO VILLAMilitantes de grupos de luta armada criaram um discurso eficaz. Quem questiona "vira" adepto da ditadura. Assim, evitam o debate
A LUTA armada, de tempos em tempos, reaparece no noticiário. Nos últimos anos, foi se consolidando uma versão da história de que os guerrilheiros combateram a ditadura em defesa da liberdade. Os militares teriam voltado para os quartéis graças às suas heróicas ações. Em um país sem memória, é muito fácil reescrever a história. É urgente enfrentarmos essa falácia. A luta armada não passou de ações isoladas de assaltos a bancos, seqüestros, ataques a instalações militares e só. Apoio popular? Nenhum. O regime militar acabou por outras razões.
Argumentam que não havia outro meio de resistir à ditadura, a não ser pela força. Mais um grave equívoco: muitos dos grupos existiam antes de 1964 e outros foram criados logo depois, quando ainda havia espaço democrático (basta ver a ampla atividade cultural de 1964-1968). Ou seja, a opção pela luta armada, o desprezo pela luta política e pela participação no sistema político e a simpatia pelo foquismo guevarista antecedem o AI-5 (dezembro de 1968), quando, de fato, houve o fechamento do regime.
O terrorismo desses pequenos grupos deu munição (sem trocadilho) para o terrorismo de Estado e acabou usado pela extrema-direita como pretexto para justificar o injustificável: a barbárie repressiva.
Todos os grupos de luta armada defendiam a ditadura do proletariado. As eventuais menções à democracia estavam ligadas à "fase burguesa da revolução". Uma espécie de caminho penoso, uma concessão momentânea rumo à ditadura de partido único.
Conceder-lhes o estatuto histórico de principais responsáveis pela derrocada do regime militar é um absurdo. A luta pela democracia foi travada nos bairros pelos movimentos populares, na defesa da anistia, no movimento estudantil e nos sindicatos. Teve na Igreja Católica um importante aliado, assim como entre os intelectuais, que protestaram contra a censura. E o MDB, nada fez? E seus militantes e parlamentares que foram perseguidos? E os cassados?
Quem contribuiu mais para a restauração da democracia: o articulador de um ato terrorista ou o deputado federal emedebista Lisâneas Maciel, defensor dos direitos humanos, que acabou sendo cassado pelo regime militar em 1976? A ação do MDB, especialmente dos parlamentares da "ala autêntica", precisa ser relembrada. Não foi nada fácil ser oposição nas eleições na década de 1970. Os militantes dos grupos de luta armada construíram um discurso eficaz. Quem questiona é tachado de adepto da ditadura. Assim, ficam protegidos de qualquer crítica e evitam o que tanto temem: o debate, a divergência, a pluralidade, enfim, a democracia. Mais: transformam a discussão política em questão pessoal, como se a discordância fosse uma espécie de desconsideração dos sofrimentos da prisão. Não há relação entre uma coisa e outra: criticar a luta armada não legitima o terrorismo de Estado.
Precisamos romper o círculo de ferro construído, ainda em 1964, pelos inimigos da democracia, tanto à esquerda como à direita. Não podemos ser reféns, historicamente falando, daqueles que transformaram o adversário, em inimigo; o espaço da política, em espaço de guerra.
Um bom caminho para o país seria a abertura dos arquivos do regime militar. Dessa forma, tanto a ação contrária ao regime como a dos "defensores da ordem" poderiam ser estudadas, debatidas e analisadas. Parece, porém, que o governo não quer. Optou por uma espécie de "cala-boca" financeiro. Rentável, é verdade.Injusto, também é verdade.
Tanto pelo pagamento de indenizações milionárias a privilegiados como pelo abandono de centenas de perseguidos que até hoje não receberam nenhuma compensação. É fundamental não só rever as indenizações já aprovadas como estabelecer critérios rigorosos para os próximos processos. Enfim, precisamos romper os tabus construídos nas últimas quatro décadas: criticar a luta armada não é apoiar a tortura, assim como atacar a selvagem repressão do regime militar não é defender o terrorismo.
O pagamento das indenizações não pode servir como cortina de fumaça para encobrir a história do Brasil. Por que o governo teme a abertura dos arquivos? Abrir os arquivos não significa revanchismo ou coisa que o valha.O desinteresse do governo pelo tema é tão grande que nem sequer sabe onde estão os arquivos das Forças Armadas e dos órgãos civis de repressão. Mantê-los fechados só aumenta os boatos e as versões fantasiosas.
MARCO ANTONIO VILLA, 51, é professor de história do Departamento de Ciências Sociais da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e autor, entre outros livros, de "Jango, um perfil".
MARCO ANTONIO VILLAMilitantes de grupos de luta armada criaram um discurso eficaz. Quem questiona "vira" adepto da ditadura. Assim, evitam o debate
A LUTA armada, de tempos em tempos, reaparece no noticiário. Nos últimos anos, foi se consolidando uma versão da história de que os guerrilheiros combateram a ditadura em defesa da liberdade. Os militares teriam voltado para os quartéis graças às suas heróicas ações. Em um país sem memória, é muito fácil reescrever a história. É urgente enfrentarmos essa falácia. A luta armada não passou de ações isoladas de assaltos a bancos, seqüestros, ataques a instalações militares e só. Apoio popular? Nenhum. O regime militar acabou por outras razões.
Argumentam que não havia outro meio de resistir à ditadura, a não ser pela força. Mais um grave equívoco: muitos dos grupos existiam antes de 1964 e outros foram criados logo depois, quando ainda havia espaço democrático (basta ver a ampla atividade cultural de 1964-1968). Ou seja, a opção pela luta armada, o desprezo pela luta política e pela participação no sistema político e a simpatia pelo foquismo guevarista antecedem o AI-5 (dezembro de 1968), quando, de fato, houve o fechamento do regime.
O terrorismo desses pequenos grupos deu munição (sem trocadilho) para o terrorismo de Estado e acabou usado pela extrema-direita como pretexto para justificar o injustificável: a barbárie repressiva.
Todos os grupos de luta armada defendiam a ditadura do proletariado. As eventuais menções à democracia estavam ligadas à "fase burguesa da revolução". Uma espécie de caminho penoso, uma concessão momentânea rumo à ditadura de partido único.
Conceder-lhes o estatuto histórico de principais responsáveis pela derrocada do regime militar é um absurdo. A luta pela democracia foi travada nos bairros pelos movimentos populares, na defesa da anistia, no movimento estudantil e nos sindicatos. Teve na Igreja Católica um importante aliado, assim como entre os intelectuais, que protestaram contra a censura. E o MDB, nada fez? E seus militantes e parlamentares que foram perseguidos? E os cassados?
Quem contribuiu mais para a restauração da democracia: o articulador de um ato terrorista ou o deputado federal emedebista Lisâneas Maciel, defensor dos direitos humanos, que acabou sendo cassado pelo regime militar em 1976? A ação do MDB, especialmente dos parlamentares da "ala autêntica", precisa ser relembrada. Não foi nada fácil ser oposição nas eleições na década de 1970. Os militantes dos grupos de luta armada construíram um discurso eficaz. Quem questiona é tachado de adepto da ditadura. Assim, ficam protegidos de qualquer crítica e evitam o que tanto temem: o debate, a divergência, a pluralidade, enfim, a democracia. Mais: transformam a discussão política em questão pessoal, como se a discordância fosse uma espécie de desconsideração dos sofrimentos da prisão. Não há relação entre uma coisa e outra: criticar a luta armada não legitima o terrorismo de Estado.
Precisamos romper o círculo de ferro construído, ainda em 1964, pelos inimigos da democracia, tanto à esquerda como à direita. Não podemos ser reféns, historicamente falando, daqueles que transformaram o adversário, em inimigo; o espaço da política, em espaço de guerra.
Um bom caminho para o país seria a abertura dos arquivos do regime militar. Dessa forma, tanto a ação contrária ao regime como a dos "defensores da ordem" poderiam ser estudadas, debatidas e analisadas. Parece, porém, que o governo não quer. Optou por uma espécie de "cala-boca" financeiro. Rentável, é verdade.Injusto, também é verdade.
Tanto pelo pagamento de indenizações milionárias a privilegiados como pelo abandono de centenas de perseguidos que até hoje não receberam nenhuma compensação. É fundamental não só rever as indenizações já aprovadas como estabelecer critérios rigorosos para os próximos processos. Enfim, precisamos romper os tabus construídos nas últimas quatro décadas: criticar a luta armada não é apoiar a tortura, assim como atacar a selvagem repressão do regime militar não é defender o terrorismo.
O pagamento das indenizações não pode servir como cortina de fumaça para encobrir a história do Brasil. Por que o governo teme a abertura dos arquivos? Abrir os arquivos não significa revanchismo ou coisa que o valha.O desinteresse do governo pelo tema é tão grande que nem sequer sabe onde estão os arquivos das Forças Armadas e dos órgãos civis de repressão. Mantê-los fechados só aumenta os boatos e as versões fantasiosas.
MARCO ANTONIO VILLA, 51, é professor de história do Departamento de Ciências Sociais da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e autor, entre outros livros, de "Jango, um perfil".
domingo, maio 18, 2008
No penico, mas sem livro
João Ubaldo Ribeiro
No domingo passado, tomei a liberdade de fazer uma experiência. Praticamente tenho dedicado esta coluna à situação do País. Antigamente eu não tinha esse hábito e gostava de contar umas historinhas lá da ilha de vez em quando, escrever sobre bem-te-vis e narrar meus muitos padecimentos no calçadão. A julgar pelo que me falava, a maioria gostava. Aí, no domingo passado, resolvi lembrar, numa mudança completa de assunto, como meu avô materno nunca tocou em nada elétrico, nunca se permitiu ver televisão ou cinema e coisas assim. Está certo, nada de sensacional ou hilariante, mas também, quero crer, nada de insuportavelmente chato ou intoleravelmente mal escrito - um texto para embrulhar peixe como outro qualquer.
Não chegaram a tentar linchar-me, mas receio que tenham chegado perto. Uma das minhas coroas da Ataulfo de Paiva, por exemplo, quase me dá uma cabeçada, quando eu parti para a bitoca habitual (nada de selinho, somos muito austeros) e ela não queria me dar bitoca nenhuma desta vez. Pelo contrário, creio que, se não estivesse com uma sacola grande na mão, ela teria partido para me fulminar com um uppercut de direita no queixo.
- Se acovardou, é? Foi chamado pra ministro? Está morando em Marte? Foi contratado pela Secretaria de Turismo da Bahia?
Rudemente surpreendido, não tive nem tempo de desfazer de todo o beicinho da bitoca e ela já prosseguiu, agora aparentemente bem menos colérica. Que eu perdoasse sua veemência, eu já sabia, pelos muitos beijinhos por nós trocados naquele mesmo percurso, da sua grande admiração por mim. Mais que admiração, afeto, irmandade de espíritos, comunhão de valores, aliança de ideais! E agora eu a traía, envergonhava-a diante das amigas com quem discutia para mostrar que eu estava certo, ao fazer tal ou qual crítica ou previsão, obrigava-a a evitar certos mal disfarçados desafetos seus que mofariam da ridícula croniqueta daquele domingo - um vexame total, completa desilusão. Eu estava bem? Não estava me enchendo de remé dios de tarja preta, estava?
Tive um certo trabalho, coisa aí de mais ou menos meia hora. Quase ela vence pelo cansaço, mas resisti bravamente a assumir o compromisso de só escrever para "descer o malho nessa indecência que está aí", serviço talvez para séculos com o qual eu era moralmente obrigado a colaborar. Mas eu não queria todo mundo pensando que eu sou uma espécie de ave agourenta mal-humorada e achando defeito em tudo.
- Está bem - terminou concordando ela. - Você escreve sobre seus bem-te-vis e suas caminhadas toda vez em que não estiver acontecendo alguma dessas indecências deprimentes.
- Então? Não digo que não estejam acontecendo indecências, porque isso nunca vai ser realidade. Mas você não está achando que estamos vivendo uma fase relativamente boa, com boas notícias pululando aqui e ali, pelo menos na economia, e a popularidade do presidente crescendo cada vez mais? Pelo menos é o que vejo no jornal, a maioria parece muito satisfeita com o governo e eu fico soando como um espírito de porco, que nunca está contente e vive torcendo para que nada dê certo.
- É mentira! Eles mentem o tempo todo! Você não viu a última lorota dele mesmo, a maior cara-de-pau da história deste país? Quer dizer, a última lorota não, a mais recente, porque a esta altura ele já deve ter contado mais umas 800. Não viu, não? Deu em tudo quanto foi jornal.
- Bem, de fato ele mente um pouco, mas...
- Um pouco? Se forem quatro horas e você perguntar que horas são, ele responde que são quatro e meia, só para não perder a prática. Faz um dia ou dois, mas você não viu o que ele falou sobre a política do meio ambiente, com a saída da Marina? Mentiu para nós como sempre, mentiu para a imprensa e mentiu para a primeira-ministra alemã.
- Que foi que ele disse?
- É, você deve estar acometido de uma crise de burrice, deve ser o aquecimento global. Mas viu, sim, é que a mentira nele é tão natural, tão embutida, com a cara tão séria... Ele disse que não mudará nada na política ambiental. Então não mudará, todo mundo é estúpido e vai cair nessa. A mentira é tão clara, que ele nem procurou disfarçar, não precisa. Então a Marina saiu porque estava contente com a política ambiental. E ele gostou muito que ela saísse porque fazia a política dele. Ora, meu Deus, está na cara que ela saiu porque ele quer mudar a política. Ou seja, ele diz uma coisa, faz outra coisa e a gente acredita no que ele diz, não no que ele faz. É, nós merecemos. E agora está alardeando que o consumo no Nordeste cresceu muito, que os pobres estão comprando até eletrodomésticos. É, devem estar. A gente dá um pulinho ao Nordeste e confere. Vamos cansar de ver casebres de barro batido com microondas, liquidificador, ventilador e uma tevê colorida grande no meio da única sala. E depois vamos perguntar se não é verdade que a casa nem penico tem, porque, além de não haver água encanada, dá menos trabalho fazer cocô no mato mesmo. Energia para os aparelhos às vezes também não tem, mas ele saca outra potoca e diz que depois das eleições vai ter. E pergunte se há um livro na casa. E se não tem ninguém com verminose, esquistossomose ou doença de Chagas. Educação e saúde, que o povo paga sem saber, neca. Mas em compensação despejam esses sonhos de consumo todos em cima dele, o que traz ainda a vantagem de estimular a indústria de eletrodomésticos. Quanto a saneamento, escolas, hospitais, não dá tempo, só lá para o terceiro ou quarto mandato dele. Mas é bem possível que o PAC do Penico venha aí, né não?
João Ubaldo Ribeiro
No domingo passado, tomei a liberdade de fazer uma experiência. Praticamente tenho dedicado esta coluna à situação do País. Antigamente eu não tinha esse hábito e gostava de contar umas historinhas lá da ilha de vez em quando, escrever sobre bem-te-vis e narrar meus muitos padecimentos no calçadão. A julgar pelo que me falava, a maioria gostava. Aí, no domingo passado, resolvi lembrar, numa mudança completa de assunto, como meu avô materno nunca tocou em nada elétrico, nunca se permitiu ver televisão ou cinema e coisas assim. Está certo, nada de sensacional ou hilariante, mas também, quero crer, nada de insuportavelmente chato ou intoleravelmente mal escrito - um texto para embrulhar peixe como outro qualquer.
Não chegaram a tentar linchar-me, mas receio que tenham chegado perto. Uma das minhas coroas da Ataulfo de Paiva, por exemplo, quase me dá uma cabeçada, quando eu parti para a bitoca habitual (nada de selinho, somos muito austeros) e ela não queria me dar bitoca nenhuma desta vez. Pelo contrário, creio que, se não estivesse com uma sacola grande na mão, ela teria partido para me fulminar com um uppercut de direita no queixo.
- Se acovardou, é? Foi chamado pra ministro? Está morando em Marte? Foi contratado pela Secretaria de Turismo da Bahia?
Rudemente surpreendido, não tive nem tempo de desfazer de todo o beicinho da bitoca e ela já prosseguiu, agora aparentemente bem menos colérica. Que eu perdoasse sua veemência, eu já sabia, pelos muitos beijinhos por nós trocados naquele mesmo percurso, da sua grande admiração por mim. Mais que admiração, afeto, irmandade de espíritos, comunhão de valores, aliança de ideais! E agora eu a traía, envergonhava-a diante das amigas com quem discutia para mostrar que eu estava certo, ao fazer tal ou qual crítica ou previsão, obrigava-a a evitar certos mal disfarçados desafetos seus que mofariam da ridícula croniqueta daquele domingo - um vexame total, completa desilusão. Eu estava bem? Não estava me enchendo de remé dios de tarja preta, estava?
Tive um certo trabalho, coisa aí de mais ou menos meia hora. Quase ela vence pelo cansaço, mas resisti bravamente a assumir o compromisso de só escrever para "descer o malho nessa indecência que está aí", serviço talvez para séculos com o qual eu era moralmente obrigado a colaborar. Mas eu não queria todo mundo pensando que eu sou uma espécie de ave agourenta mal-humorada e achando defeito em tudo.
- Está bem - terminou concordando ela. - Você escreve sobre seus bem-te-vis e suas caminhadas toda vez em que não estiver acontecendo alguma dessas indecências deprimentes.
- Então? Não digo que não estejam acontecendo indecências, porque isso nunca vai ser realidade. Mas você não está achando que estamos vivendo uma fase relativamente boa, com boas notícias pululando aqui e ali, pelo menos na economia, e a popularidade do presidente crescendo cada vez mais? Pelo menos é o que vejo no jornal, a maioria parece muito satisfeita com o governo e eu fico soando como um espírito de porco, que nunca está contente e vive torcendo para que nada dê certo.
- É mentira! Eles mentem o tempo todo! Você não viu a última lorota dele mesmo, a maior cara-de-pau da história deste país? Quer dizer, a última lorota não, a mais recente, porque a esta altura ele já deve ter contado mais umas 800. Não viu, não? Deu em tudo quanto foi jornal.
- Bem, de fato ele mente um pouco, mas...
- Um pouco? Se forem quatro horas e você perguntar que horas são, ele responde que são quatro e meia, só para não perder a prática. Faz um dia ou dois, mas você não viu o que ele falou sobre a política do meio ambiente, com a saída da Marina? Mentiu para nós como sempre, mentiu para a imprensa e mentiu para a primeira-ministra alemã.
- Que foi que ele disse?
- É, você deve estar acometido de uma crise de burrice, deve ser o aquecimento global. Mas viu, sim, é que a mentira nele é tão natural, tão embutida, com a cara tão séria... Ele disse que não mudará nada na política ambiental. Então não mudará, todo mundo é estúpido e vai cair nessa. A mentira é tão clara, que ele nem procurou disfarçar, não precisa. Então a Marina saiu porque estava contente com a política ambiental. E ele gostou muito que ela saísse porque fazia a política dele. Ora, meu Deus, está na cara que ela saiu porque ele quer mudar a política. Ou seja, ele diz uma coisa, faz outra coisa e a gente acredita no que ele diz, não no que ele faz. É, nós merecemos. E agora está alardeando que o consumo no Nordeste cresceu muito, que os pobres estão comprando até eletrodomésticos. É, devem estar. A gente dá um pulinho ao Nordeste e confere. Vamos cansar de ver casebres de barro batido com microondas, liquidificador, ventilador e uma tevê colorida grande no meio da única sala. E depois vamos perguntar se não é verdade que a casa nem penico tem, porque, além de não haver água encanada, dá menos trabalho fazer cocô no mato mesmo. Energia para os aparelhos às vezes também não tem, mas ele saca outra potoca e diz que depois das eleições vai ter. E pergunte se há um livro na casa. E se não tem ninguém com verminose, esquistossomose ou doença de Chagas. Educação e saúde, que o povo paga sem saber, neca. Mas em compensação despejam esses sonhos de consumo todos em cima dele, o que traz ainda a vantagem de estimular a indústria de eletrodomésticos. Quanto a saneamento, escolas, hospitais, não dá tempo, só lá para o terceiro ou quarto mandato dele. Mas é bem possível que o PAC do Penico venha aí, né não?
DOMINGO NOS JORNAIS
- JB: Tropa de elite da PF deve ir para Roraima
- FOLHA: Marta e Alckmin mantêm dianteira
- ESTADÃO: Caixa do Governo terá R$ 15 bi a mais
- GLOBO: Legislativo e Judiciário gastam mais que segurança e saúde
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