terça-feira, maio 06, 2008

PROCURANDO AS BOLAS
Arnaldo Jabor
Pequenas bobagens traçam nosso destino

O Globo
6/5/2008

Vivemos um sarapatel de velhas idéias e novas besteiras
Há muitos anos, percebi que haviam modificado a caixa grande dos chicletes Adams. Essas caixinhas tinham uma janela de celofane, através da qual se viam os chicletinhos chacoalhando. Um dia, notei que a janela original tinha sido trocada por uma falsa abertura: um desenho na caixa com os chicletinhos delineados. Algum executivo zeloso tinha cortado despesas, eliminando a doce escotilha por onde se viam as balinhas frescas como a brisa. Uma bobagem, não? Mas senti que a "pós-modernidade" (uff...) estava começando. É isso: nas irrelevâncias do cotidiano se escondem indícios de nosso destino.
O Brasil está vivendo uma ridícula revolução de costumes, um sarapatel de velhas idéias e novas anomalias que mataram os velhos conceitos que nos explicavam. Já há um pós-poder, uma pós-corrupção, uma pós-direita, um pós-crime, uma pós-miséria, uma pós-língua se cristalizando. Que palavras podemos usar para descrever o que vemos? Sou colunista de jornal há 17 anos. Falo na TV há 13. No rádio, todo dia há mais de cinco. E vejo que as palavras que sempre usei já não bastam. As idéias não correspondem mais aos fatos. Só nos restam os indícios.
Querem entender o ódio que os jovens dedicam ao país? Vejam as paredes do Rio e de São Paulo. Não existe uma nesga de muro que não exiba uma pichação. Vingam-se das cidades que os excluem. Não há slogans, ou protestos. Apenas hieróglifos para sujar a melhor pedra, o mármore mais antigo: qualquer beleza tem de ser destruída. As pichações são o manifesto do não-sentido de nossa juventude pobre. Que nome daremos a este imenso bucho informe que a miséria cria nas periferias? A razão da barbárie cria uma nova língua feita de grunhidos, em torno da morte e da droga. As palavras, a pronúncia, a gíria letal dos bandidos nos acenam com um futuro de guerras sem trégua.
Outra pergunta: que estará anunciando para nosso futuro esta incessante repetição de escândalos políticos jamais resolvidos?
O Lula, eufórico com seu ibope, estimula esta impunidade, pela perversão esperta que agora pratica de apoiar indiciados, de se abraçar com os mais tenebrosos corruptos. Isso também é uma linguagem no ar. A negativa de crimes mais evidentes, o "não sei", o "não fui eu" vão criando uma espécie de "jurisprudência da impunidade". Talvez a crosta de corrupção nacional fique tão grossa que nunca mais se volte a uma mínima moralidade.
Mesmo nas microbobagens, como no chiclete sem janela, vejo dicas de uma mutação. Fico alucinado com a febre de uma pseudolinguagem executiva, uma algaravia técnica e informática que enche nossos ouvidos: celulares em voz alta na rua, nos aeroportos, nos cinemas. Outro dia, dentro de um avião, vi um sujeito demitir no celular um empregado aos berros: "Rua! Vou te cozinhar com a maçã na boca!"
E as campainhas? De repente, um funk ao seu lado, um "Pour Elise", uma cornetinha trauteando. Por que não fazem um celular que aperte o saco do usuário? Ele daria um grito e gemeria baixinho: "Alô"! Odeio gadgets como blackberries que nos acorrentam nas informações, que nos fazem viver num alerta permanente, espantalhos elétricos conectados a tudo: rádio, videogame, filmes, bolsa, previsão do tempo, torpedinhos, um suspense eterno de que algo vai chegar e nos salvará, ou matará.
Que recado nos traz a evidente hipersexualização das moças no Brasil (lá fora não é assim, não). Todas se vestem de "cachorras", barriguinha de fora, ingênuas com rebolados intensos. Há algo de sinistro em tanta nudez. Riam de mim, mas não agüento mais bundas. Nos outdoors, revistas, TVs. Por que bunda vende tanto?
Fico doido quando uma telefonista me pergunta: "Quem deseja?" Tenho ganas de gritar: "O ser humano deseja!" Mas ela continua: "Senhooorrr, o Dr. Fulano não se encontra...". Como? Está maluco, caiu em desgraça, se perdeu na floresta?
E o "imagina", que o Joaquim Ferreira dos Santos dissecou outro dia: "Obrigado...". "Imagina!" Que significa? Que não posso ser grato? Por que não "de nada" ou o velho e doce "Não tem de quê..." E por aí, vou me irritando com esses maus agouros.
Quando peço um guaraná, lembrando-me das belas frutinhas amazônicas, ouço invariavelmente: "Com gelo e laranja?" Por quê? O meu guaraná indígena não basta mais? Quem inventou essa besteira? Tenho ainda a esperança de encontrar um velho garçom que me pisque o olho e pergunte: "Da Brahma ou da Antartica?"
Repugnam-me células fotoelétricas em bicas de banheiros chiques. Você mete a mão ensaboada debaixo de uma bica dourada, e a água não sai. Tenta de novo, nada... Até que o faxineiro te ensina a posição certa, esperando a gorjeta. A água jorra e pára, antes de lavar o sabão líquido cor de mijo.
Tenho nojo de papel higiênico de folha fina, que se esgarça entre as unhas, abomino e-mails em cascata com as piadinhas da hora, tenho asco de frasezinhas que me tiram do sério, com gente dizendo-me: "Bom descanso" ou "Bom trabalho" - tristes cumprimentos de escravos do Capital. Odeio anúncio de avião, que repete a mesma bosta há anos. E o telemarketing, com pobres moças trêmulas te enchendo com ofertas? Eu tenho pena de sua solidão e deixo que me torrem o saco.
Estamos mudando nesses indícios. Estamos afogados pelo ferro-velho mental do país, pelas oligarquias felizes e impunes, por um Judiciário caquético, pelas caras deformadas de políticos, pelas barrigas, gravatas escrotas, pela gomalina dos cabelos, pelas notas frias, pela boçalidade dos discursos, pelos superfaturamentos, estamos soterrados de detritos de vergonhas, togas de desembargadores, bicheiros soltos, balas perdidas, crianças assassinadas, celebridades imbecis, depressões burguesas, doenças tropicais, dengue, barriga d"água, barbeiros e chagas, enchente que não drenou, irresponsabilidades fiscais, assassinos protegidos no Congresso, furtos em prefeituras, municípios apodrecidos.
Cientistas políticos não bastam. Precisamos de detetives da mediocridade brasileira.
e-mail

Assunto: En: "ESPOSA 1.0" - Software do casamento

Prezado Técnico,

Há um ano e meio troquei o programa [Noiva 1.0] pelo [Esposa 1.0] e
verifiquei que o Programa gerou um aplicativo inesperado chamado [
Bebê.exe ] que ocupa muito espaço no HD.

Por outro lado, o [ Esposa1.0] se auto-instala em todos os outros
programas e é carregado automaticamente assim que eu abro qualquer
aplicativo.

Aplicativos como [Cerveja_Com_A_Turma 0.3],
[Noite_De_Farra 2.5] ou [ Domingo_De_Futebol 2.8], não funcionam
mais, e o sistema trava assim que eu tento carregá-los novamente.

Além disso, de tempos em tempos um executável oculto (vírus) chamado
[Sogra 1.0] aparece, encerrando Abruptamente a execução de um
comando.

Não consigo desinstalar este programa. Também não consigo diminuir o
espaço ocupado pelo [Esposa 1.0 ] quando estou rodando meus
aplicativos preferidos. Sem falar também que o programa [Sexo 5.1]
sumiu do HD.

Eu gostaria de voltar ao programa que eu usava
antes, o [Noiva 1..0], mas o comando [Uninstall.exe] não funciona
adequadamente.

Poderia ajudar-me? Por favor!

Ass: Usuário Arrependido

RESPOSTA:

Prezado Usuário,

Sua queixa é muito comum entre os usuários, mas é devido, na maioria
das vezes, a um erro básico de conceito: muitos usuários migram de
qualquer versão [Noiva 1.0] para [ Esposa 1.0] com a falsa idéia de
que se trata de um aplicativo de entretenimento e utilitário.

Entretanto, o [Esposa 1.0] é muito mais do que isso: é um sistema
operacional completo, criado para controlar todo o sistema!

É quase impossível desinstalar [Esposa 1.0] e voltar para uma versão
[Noiva 1.0], porque há aplicativos criados pelo [Esposa 1..0], como o
[ Filhos.dll ], que não poderiam ser deletados, também ocupam muito
espaço, e não rodam sem o [Esposa 1.0].

É impossível desinstalar, deletar ou esvaziar os
arquivos dos programas depois de instalados. Você não pode voltar ao
[Noiva 1.0] porque [ Esposa 1.0] não foi programado para isso.

Alguns usuários tentaram formatar todo o sistema para em seguida
instalar a [Noiva Plus] ou o [ Esposa 2.0], mas passaram a ter mais
problemas do que antes (leia os capítulos 'Cuidados Gerais' referente
a ' Pensões Alimentícias' e ' Guarda das crianças' do
software [CASAMENTO].

Uma das melhores soluções é o comando
[DESCULPAR.EXE /flores/all] assim que aparecer o menor problema ou se
travar o micro. Evite o uso excessivo da tecla [ESC] (escapar). Para
melhorar a rentabilidade do [Esposa 1.0 ], aconselho o uso de [Flores
5.1], [ Férias_No_Caribe 3.2] ou [Jóias 3.3].

Os resultados são bem interessantes!
Mas nunca instale [Secretária_De_Minissaia 3.3], [Antiga_Namorada
2.6] ou [ Turma_Do_Chopp 4.6], pois não funcionam depois de ter sido
instalado o [Esposa 1.0] e podem causar problemas irreparáveis no
sistema.

Com relação ao programa [Sexo 5.1 ] esquece! Esse roda quando quer.

Se você tivesse procurado o suporte técnico antes de instalar o
[Esposa1.0 ] a orientação seria: NUNCA INSTALE O [ESPOSA 1.0] sem ter
a certeza de que é capaz de usá-lo!

Agora.... Boa sorte!

Colaboração enviado por APOLO
FAZENDO ESCOLA
OS JORNAIS DE HOJE - TERÇA

- JB: Trânsito melhora sem caminhões
- FOLHA: Ciclone em Mianmar mata ao menos 10 mil
- ESTADÃO: 10 índios são baleados em reserva de Roraima
- GLOBO: Escândalo no BNDES pode envolver mais 10 prefeituras
- GAZETA MERCANTIL: Greve dos auditores causa prejuízos de R$ 60 bilhões
- CORREIO: CGU fará devassa nas contas da UnB
- ESTADO DE MINAS: Nova rodoviária de BH fica R$ 12 mi mais cara

segunda-feira, maio 05, 2008

NA BUNDA DO RONALDO
RIR OU CHORAR?

Mulher morre atropelada pelo próprio carro no interior de SP

Uma mulher morreu após ser atropelada pelo próprio carro, em São José dos Campos, a 91 km de São Paulo, na sexta-feira (2). A vítima, uma dona-de-casa de 49 anos, guardou o veículo na garagem de casa, na Vila Tesouro, e depois foi fechar o portão. Neste momento, o carro desceu e a atropelou. Segundo a filha da vítima, a mãe esqueceu de puxar o freio de mão do veículo.A filha estava em casa no momento do acidente e ainda chamou o resgate, mas a mãe não resistiu e morreu antes de o socorro chegar.
A FREIRA

Uma freira pediu para escreverem no seu túmulo:
Nasci virgem
Vivi virgem
Morri virgem
O coveiro achou que eram muitas palavras e escreveu:
Devolvida sem uso


Colaboração enviada por Neri Jr
BAIANO TRABALHANDO
SEGUNDA NOS JORNAIS

- JB: Osvaldão, da guerrilha, tinha lavra no Araguaia
- FOLHA: Plano de energia está uma Itaipu atrasado
- ESTADÃO: Escalada da inflação domina cúpula dos bancos centrais
- GLOBO: Fraudes levam o governo a rastrear venda de remédios
- GAZETA MERCANTIL: Companhias aceleram ajuste a regra contábil
- CORREIO: Funerárias lucram com seguro de vítimas
- VALOR: Grau de investimento abre espaço para ação de 2ª linha
TÔ DE VOLTA

segunda-feira, abril 28, 2008

TUDO PELO SOCIAL
SEGUNDA NOS JORNAIS

- JB: - Dengue provoca protestos no Rio
- FOLHA: BNDES quer fusão entre laboratórios nacionais
- Estadão: PF envolve mais um deputado no caso BNDES
- GLOBO: PT de Minas desafia direção e fecha acordo com Aécio
- GAZETA MERCANTIL: MEC descobre 3 milhões de fantasmas
- CORREIO: Aliados pedem definição de Lula sobre candidato
- VALOR: Italianos e russos na disputa da FAB

quinta-feira, abril 24, 2008

PIPIADA

Laranjeira
A dona de um puteiro resolveu fazer um recadastramento para as garotas que estava precisando de dinheiro e que quisesse trabalhar lá.Não demorou muito tempo e fila já estava formada na frente do boteco.
Uma velhinha que estava passando por ali ficou curiosa e foi logo perguntando:
- Oh minha filha, esta fila é para quê?
E a moça, com vergonha de dizer tal indecência para acoroa, respondeu:
- É para catar laranja no pé, tia.
E a velhinha resolveu entrar na fila.Esperou um pouco, até que chegou a vez dela.
A dona do puteiro espantada com a noventona, indagou:
- A senhora a esta idade ainda trepa?
- Trepar eu não trepo, mas, chupo que é uma beleza.
PARAGUAI
QUINTA NOS JORNAIS

- JB: Google entrega os pedófilos do Orkut.
- FOLHA: Tomate, morango e alface têm excesso de agrotóxico
- ESTADÃO: Defesa vai controlar ONGs na Amazônia
- GLOBO: Crise pode fazer Brasil taxar a exportação de alimentos
- GAZETA MERCANTIL: Brasil teme calote de dívida pelo Paraguai
- CORREIO: Militares terão até 137,83% de aumento.
- VALOR: Taxas de CDBs disparam e captação bate recordes

domingo, abril 20, 2008

DOMINGO NOS JORNAIS

- JB: Crise militar revela insatisfação com soldo
- FOLHA: Pesquisa mostra que 41% dos filhos não foram planejados
- ESTADÃO: Etanol tem recorde de investimentos
- GLOBO: Profissão Vereador
- GAZETA MERCANTIL: Giro de ADRs em NY supera o da Bovespa
- CORREIO: Cúpula da Câmara partilha apartamentos de servidores
- VALOR: Novas jazidas vão modificar regulamentação do petróleo

sábado, abril 19, 2008

QUEM TEM "CU" TEM MEDO

O governo amarelou as críticas do General Augusto Heleno sobre a política das reservas indigenas. Governo sempre é covarde quando questionado nos seus atos, quem bate o pé leva.

André Petry

O papa e os pedófilos

"O direito canônico impede que alguém seja ordenado padre, ou se mantenha como padre, se cometer homicídio, tentar suicídio, ajudar a fazer aborto ou automutilar-se. Abuso sexualpode? Pode. Pedofilia pode? Pode."

É constrangedor que tenha sido assim, mas era inevitável: a primeira viagem do papa Bento XVI aos Estados Unidos foi uma visita sobre abuso sexual. O papa tocou no assunto antes que seu avião aterrissasse em solo americano, dizendo que se sentia "profundamente envergonhado" pelos casos de padres pedófilos. Depois, numa cerimônia, voltou ao tema, expressando dor e pedindo atenção pastoral redobrada às vítimas. Chegou até a se reunir com cinco pessoas que foram molestadas sexualmente, todas hoje na meia-idade, num encontro sem anúncio prévio, a portas fechadas, e com vítimas escolhidas a dedo.
Resolveu? Aplacou a ira santa das vítimas?
Que nada.
O escândalo de pedofilia nos EUA é uma cicatriz imensa. Começou a vir à tona em 2002. Atingiu quase todas as dioceses do país. Revelou a existência de 5.000 padres pedófilos. Contabilizou mais de 13.000 vítimas. Custou mais de 2 bilhões de dólares em acordos. E o que a Igreja Católica fez para estancar isso tudo?
Quase nada.
As vítimas americanas, que têm associação nacional para representá-las, querem que a cúpula da Igreja tome providências concretas para evitar que algo parecido volte a acontecer – ou esteja acontecendo. As providências concretas não vieram. Na semana anterior à chegada de Bento XVI aos EUA, o jornal The New York Times noticiou que um casal de Massachusetts entrou com ação contra um padre acusando-o de molestar seus dois meninos. Quando? Em 2005. As vítimas também querem um plano concreto para expurgar os pedófilos da Igreja e punição aos bispos que acobertaram os casos e mantiveram os padres nas paróquias. Até agora, nada disso foi feito.
A omissão e a letargia em reconhecer que milhares de padres desgraçaram a vida de milhares de crianças católicas produziram um cortejo de constrangimento ao papa. Em cada cidade, havia uma exposição de fotografias de crianças sexualmente molestadas. Em Washington, em frente a uma igreja, havia sessenta fotos, quinze delas com uma moldura preta, sinalizando que se suicidaram. Em Nova York, uma exposição no Soho fazia a mesma denúncia.
E tudo porque até hoje o Vaticano não mudou o código canônico, no qual consta tudo o que impede um padre de manter-se padre ou virar padre. A saber: homicídio, automutilação, tentativa de homicídio ou auxílio a aborto. Abuso sexual pode? Pode. Pedofilia pode? Pode. Na sexta-feira, quando Bento XVI chegava a Nova York, o Vaticano anunciou que estava pensando em fazer mudanças no código. Pensando.
Talvez isso explique por que boa parte dos 64 mi--lhões de católicos nos EUA tem virado as costas para a Igreja e suas orientações. Uma pesquisa divulgada na semana passada mostrou que 44% dos católicos americanos são contra o aborto e 48% contra o casamento gay. A maioria dos católicos, portanto, ou é a favor do aborto e do casamento gay ou não tem opinião formada.
Ou os católicos americanos são mais arejados do que a Igreja ou a postura leniente da Igreja com padres pedófilos abriu uma cratera na confiança desses católicos.
Seja o que for, é bom.
LULA É VAIADO

Sem a claque paga com dinheiro público o presidente Lula foi vaiado ontem a noite em Porto Alegre quando da sua chegada ao casamento da filha da ministra Dilma.
NAÇÃO INDÍGENA
SÁBADO NOS JORNAIS

- JB: Polícia conclui que pai e madrasta mataram Isabella
- FOLHA: Pai e madrasta são indiciados no caso da morte de Isabella
- ESTADÃO: Lula promete desocupar reserva
- GLOBO: Lula promete a índios manter reserva atacada por general
- GAZETA MERCANTIL: Giro de ADRs em NY supera o da Bovespa
- CORREIO: Polícia indicia pai e madrasta de Isabella
- VALOR: Novas jazidas vão modificar regulamentação do petróleo

sexta-feira, abril 18, 2008

País dividido

Arnaldo Jabor mostra que polêmicas como as invasões do MST e sobre a política indigenista do governo dividem o Brasil em várias nações.

O MST cumpriu a ameaça anunciada. Ocupou a ferrovia de Carajás, atacando a Vale, uma das maiores mineradora do mundo e que devia ser o orgulho do governo, que não fez nada.
No mesmo dia Lula estranhou as declarações do general Augusto Heleno, comandante geral da Amazônia, porque ele disse que a política indigenista no país é arcaica e caótica.
O presidente irritado chamou o ministro da Defesa e do Exército para explicações. Mas o general apenas clamou por uma reunião com os órgãos responsáveis pelos índios para reformar uma política que não dá certo.
Hoje, o sociólogo Demétrio Magnoli escreveu um artigo profundo falando desse arcaísmo. Ele pergunta: - "Existem nações indígenas distintas da nação brasileira? Nações não existem como rios e montanhas, mas são inventadas na esfera da política".
Há uma loucura rancorosa no país, dividindo-nos em várias nações, índias, negras, menos a brasileira. E isto favorece ONGs picaretas internacionais e daqui lucram com essa divisão para captar dinheiro e controle.
E quanto ao general Heleno, ele sabe do que fala, pois está na floresta e não na burocracia de Brasília. O que foi? Quebra de hierarquia? Esta quebra se dá quando o MST desafia o governo e a lei e ninguém faz nada, porque Lula precisa agradar aliados populistas e comunas de má fé.
CRESCIMENTO
SEXTA NOS JORNAIS

- JB: Tribunal notifica candidatos a prefeito por campanha ilegal
- FOLHA: Real lidera valorização ante o dólar
- ESTADÃO: MST pára ferrovia e faz onda de invasões
- GLOBO: Lula repreende general por ataque à política indigenista
- GAZETA MERCANTIL: Giro de ADRs em NY supera o da Bovespa
- CORREIO: Abril do Barulho
- VALOR: Novas jazidas vão modificar regulamentação do petróleo
- ESTADO DE MINAS: Obras do PAC em BH viram comício de Dilma

quinta-feira, abril 17, 2008

COMEMORAÇÃO

Esse blog comemora hoje, os doze anos da morte de 19 bandidos-terroristas do MST em Eldorado de Carajás.
Esse é o exemplo que deve ser seguido pelas polícias do Brasil neste abril vermelho.
Parabéns a polícia do Pará.
EVOLUÇÃO DO MACACO
Peço desculpa ao macaco

terça-feira, abril 15, 2008

JUMENTA DILMA

Vale a pena ler o perfil de Dilma Rousseff, ou Estella — para os que amavam tanto a revolução —, que o Correio Braziliense publica nesta terça. Tentando fazer a revolução ou tomando um chá, a mulher é danada de brava. Se ela chamar o (a) interlocutor (a) de “santinho” ou “santinha”, é porque está muito nervosa. E aí não há copeira, garçom ou ministro que escape de levar um bafão. Seguem trechos do texto:Por Ugo Braga:

(...)O potencial explosivo de Dilma virou motivo de aflição especialmente entre os funcionários mais humildes do Planalto — secretárias, copeiros e garçons. Recentemente, a ministra iniciara uma reunião com um colega da Esplanada e mais um grupo de técnicos quando o garçom serviu chá aos presentes. Dilma alongou-se na exposição sem sorver uma gota do líquido, que esfriou. O garçom, atento, entrou na sala e recolheu todas as louças, inclusive a da ministra. Ela, então, interrompeu o encontro e vociferou uma bronca homérica no serviçal, diante da platéia constrangida.Entre os servidores do Planalto ninguém acha mais graça na história que virou uma norma. Agora, serventes provam abacaxis para certificar se estão maduros. Tudo por causa de insultos ouvidos da ministra em duas ou três ocasiões em que foi servido suco que ela julgou azedo. As assessoras tremem quando ela, impaciente, as chama com o prefixo de “santinha”. É a senha de que o tempo vai fechar.
(...)Quando o atual coordenador político do governo, José Múcio Monteiro, assumiu o cargo, recebeu um telefonema duro da colega. Em tom de desabafo, ele contou a confidentes ter ouvido um pito humilhante. A ministra achava que ele divulgara informações que ela não queria ver no noticiário. “Não confiarei em você nunca mais”, teria dito, batendo o telefone.
(...)Dilma entrou para a luta política não pelas vias sindicais ou associações classistas. Foi recrutada pelo então namorado (depois marido), Cláudio Galeno de Magalhães Linhares, para militar no Política Operária (Polop), grupo marxista. Desentendimentos sobre os rumos da resistência fizeram nascer o Comando de Libertação Nacional (Colina), ao qual Dilma, ou Estella, perfilou-se, junto com Cláudio. A mocinha da Rua Major Lopes agora dava aulas de marxismo nas células comunistas. Perseguido pela polícia mineira, o casal fugiu para o Rio e caiu na clandestinidade.
(...)Em julho de 1969, três carros com 11 guerrilheiros da VAR-Palmares estacionam em frente à casa no bairro carioca de Santa Teresa onde morava um irmão de Ana Capriglioni, notória amante do ex-governador de São Paulo Adhemar de Barros. Lá, executando uma operação minuciosamente planejada por Estella, que não tomou parte na ação, a VAR-Palmares rouba um cofre de chumbo pesando 300kg, recheado com uma bolada de US$ 2,5 milhões.Pouco tempo depois, a VAR-Palmares se desintegra, por desentendimentos entre Estella e Lamarca. A maior parte do grupo segue Estella — na época, Cláudio, o primeiro marido, partira para Cuba a bordo de um avião seqüestrado e Dilma já se enamorava de Carlos, o gaúcho da VAR-Palmares (com quem veio a se casar e com quem teve Paula, a única filha, hoje juíza do Trabalho em Porto Alegre, e de quem se separou já depois da redemocratização).
MATRACA
LULA, O PELEGO?
Francisco C. Weffort- Sociólogo


Que coisas tão graves em seus gastos na Presidência estará Lula procurando esconder da opinião pública? Que de tão grave têm as despesas dos palácios do Planalto, da Alvorada e da Granja do Torto que possam explicar a cortina de fumaça que o governo criou para impedir o controle dos cartões corporativos de Lula, Marisa, Lulinha, Lurian etc.? A estas alturas, só o governo pode responder a tais perguntas. E como o governo não responde, a opinião pública, sem os esclarecimentos devidos, torna-se presa de dúvidas sobre tudo e todos.
É conhecida a ojeriza de Lula a qualquer controle sobre gastos. Evidentemente os dele, da companheirada do PT, dos sindicatos e do MST, sem esquecer um sem-número de ONGs sobre as quais pesam suspeitas clamorosas. Ainda recentemente, ele vetou dispositivo de lei que exigia dos sindicatos prestação de contas ao TCU dos recursos derivados do imposto sindical (agora "contribuição"). Há mais tempo, Lula era contra o imposto em nome da autonomia sindical. Agora que está no governo, deixou ficar o imposto e derrubou o controle do TCU. Tudo como dantes no quartel de Abrantes. O que o Lula e os pelegos querem é o que já existia na "república populista", dinheiro dos trabalhadores sem qualquer controle.
Lula, a chamada "metamorfose ambulante", não se tornou ele próprio um pelego? Assim como defendeu a gastança dos sindicatos em nome da autonomia sindical, agora defende sua própria gastança na Presidência em nome da segurança nacional. Isso me lembra uma historinha de 1980, bem no início do PT, quando João Figueiredo estava no governo e Lula estava para ser julgado na Lei de Segurança Nacional. Junto com alguns outros, eu o acompanhei numa viagem à Europa e aos Estados Unidos em busca de apoio. Como outros na comitiva, eu acreditava piamente que tudo era em prol da liberdade sindical e da democracia, e as coisas caminharam bem, colhemos muita simpatia e apoio nos ambientes democráticos e socialistas que visitamos. Mas, chegando à Alemanha, fomos surpreendidos pela recepção agressiva do secretário-geral do sindicato alemão dos metalúrgicos. Claro, ele também era a favor da democracia e estava disposto a defender os sindicalistas. Sua agressividade tinha outra origem: o sindicato alemão que representava havia enviado algum dinheiro a São Bernardo e cobrava do Lula a prestação de contas! A conversa, forte do lado alemão, foi num jantar, e não permitia muitos detalhes, mas era disso que se tratava: alguém em São Bernardo falhou na prestação de contas e o alemão estava furioso. Lula se defendeu como pôde, mas, no essencial, dizia que não era com ele, que não sabia de nada.
A viagem era longa. Antes da Alemanha, havíamos passado pela Suécia, e fomos depois a França, Espanha, Itália e Estados Unidos. Em Washington, tivemos um encontro com representantes da AFL-CIO, e ali repetiu-se o mesmo constrangimento. Embora não tão agressivos quanto o alemão, os americanos queriam prestação de contas sobre dinheiro enviado a São Bernardo. Mas Lula, de novo, não sabia responder à indagação referente às contas. Ou não queria responder. Não era com ele.
Nunca dei muita importância a esses fatos. A atmosfera do país nos primeiros anos do PT era outra. Ninguém na oposição estava antenado para assuntos desse tipo. O tema dominante era a retomada da democracia. A corrupção, se havia, estaria do lado da ditadura. Saí da direção do PT em 1989 e me desfiliei em 1995. Até então era difícil imaginar que um partido tão afinado com o discurso da moral e da ética pudesse aninhar o ovo da serpente. Minha dúvida atual é a seguinte: será que a leniência do governo Lula em face da corrupção não tem raízes anteriores ao próprio governo? A propensão a tais práticas não teria origem mais antiga, no meio sindical onde nasceu o PT e a atual "república sindicalista"?
Talvez essa pergunta só encontre resposta cabal no futuro. Mas, enquanto a resposta não vem, algumas observações são possíveis. Parece-me evidente que no momento atual alguns auxiliares da $ência — a começar pelos ministros Dilma Rousseff, Jorge Hage e general Jorge Felix — foram transformados em escudos de proteção de possíveis irregularidades de Lula e seus familiares. O outro escudo de proteção é Tarso Genro, que usa uma ginástica retórica para, primeiro, garantir, como Dilma, que o dossiê não existia, só um banco de dados. Depois passou a admitir que existia o dossiê, mas que isso todo mundo faz. Mais ou menos como no episódio do mensalão, lembram-se? Naquele momento, o então ministro Thomas Bastos, acompanhado por Delubio Soares, disse que mensalão não existia, que eram contas não regularizadas, sobras de campanha etc. E lula afirmou de público que isso todos os políticos faziam. O que não impediu que o procurador-geral da República visse no mensalão a prática delituosa de uma quadrilha criminosa.
Adotada a teoria do dossiê — aquele que não existia e que passou a existir — criou-se uma pequena usina de rumores, primeiro contra Fernando Henrique Cardoso e Dona Ruth, depois contra ministros do governo anterior. Minha pergunta é a seguinte: quando virão os dossiês contra Lula e Dona Marisa Letícia? Não é este o futuro que deveríamos almejar. Mas no que vai do andar da carruagem dirigida por um Lula cada vez mais ególatra e irresponsável é para lá que vamos, inelutavelmente. Quem viver verá.

segunda-feira, abril 14, 2008

AUGUSTO NUNES

A espécie ainda não foi extinta

A História adverte: só existe estudante contra; estudante a favor é uma figura com defeito de fabricação que faz mal ao país e enfraquece a musculatura do organismo democrático. A transformação das diretorias de entidades como a UNE em viveiros de pelegos reforçou a suspeita de que a espécie do estudante contra fora erradicada do Brasil. Engano, informou nesta semana a moçada da UnB. Estudantes contra a permanência de Timothy Mulholland no comando da universidade decidiram despejá-lo do lugar onde se homiziava e invadiram o prédio da reitoria. Foi uma boa idéia. A queda do magnífico delinqüente foi uma boa notícia. O sucesso do movimento foi uma péssima notícia para os pelegos.
INFLAÇÃO BOA
SEGUNDA NOS JORNAIS

- JB: Rio leva dengue à Baixada
- FOLHA: Reitor deixa UnB depois da invasão de alunos
- GLOBO: Reitor renuncia e MEC agora vai controlar fundações
- GAZETA MERCANTIL: Ações com mais liquidez têm os maiores ganhos durante a crise
- CORREIO: Timothy renuncia. MEC escolhe novo reitor
- VALOR: Mineração, siderurgia e bancos lideram em lucro