quinta-feira, abril 24, 2008

PIPIADA

Laranjeira
A dona de um puteiro resolveu fazer um recadastramento para as garotas que estava precisando de dinheiro e que quisesse trabalhar lá.Não demorou muito tempo e fila já estava formada na frente do boteco.
Uma velhinha que estava passando por ali ficou curiosa e foi logo perguntando:
- Oh minha filha, esta fila é para quê?
E a moça, com vergonha de dizer tal indecência para acoroa, respondeu:
- É para catar laranja no pé, tia.
E a velhinha resolveu entrar na fila.Esperou um pouco, até que chegou a vez dela.
A dona do puteiro espantada com a noventona, indagou:
- A senhora a esta idade ainda trepa?
- Trepar eu não trepo, mas, chupo que é uma beleza.
PARAGUAI
QUINTA NOS JORNAIS

- JB: Google entrega os pedófilos do Orkut.
- FOLHA: Tomate, morango e alface têm excesso de agrotóxico
- ESTADÃO: Defesa vai controlar ONGs na Amazônia
- GLOBO: Crise pode fazer Brasil taxar a exportação de alimentos
- GAZETA MERCANTIL: Brasil teme calote de dívida pelo Paraguai
- CORREIO: Militares terão até 137,83% de aumento.
- VALOR: Taxas de CDBs disparam e captação bate recordes

domingo, abril 20, 2008

DOMINGO NOS JORNAIS

- JB: Crise militar revela insatisfação com soldo
- FOLHA: Pesquisa mostra que 41% dos filhos não foram planejados
- ESTADÃO: Etanol tem recorde de investimentos
- GLOBO: Profissão Vereador
- GAZETA MERCANTIL: Giro de ADRs em NY supera o da Bovespa
- CORREIO: Cúpula da Câmara partilha apartamentos de servidores
- VALOR: Novas jazidas vão modificar regulamentação do petróleo

sábado, abril 19, 2008

QUEM TEM "CU" TEM MEDO

O governo amarelou as críticas do General Augusto Heleno sobre a política das reservas indigenas. Governo sempre é covarde quando questionado nos seus atos, quem bate o pé leva.

André Petry

O papa e os pedófilos

"O direito canônico impede que alguém seja ordenado padre, ou se mantenha como padre, se cometer homicídio, tentar suicídio, ajudar a fazer aborto ou automutilar-se. Abuso sexualpode? Pode. Pedofilia pode? Pode."

É constrangedor que tenha sido assim, mas era inevitável: a primeira viagem do papa Bento XVI aos Estados Unidos foi uma visita sobre abuso sexual. O papa tocou no assunto antes que seu avião aterrissasse em solo americano, dizendo que se sentia "profundamente envergonhado" pelos casos de padres pedófilos. Depois, numa cerimônia, voltou ao tema, expressando dor e pedindo atenção pastoral redobrada às vítimas. Chegou até a se reunir com cinco pessoas que foram molestadas sexualmente, todas hoje na meia-idade, num encontro sem anúncio prévio, a portas fechadas, e com vítimas escolhidas a dedo.
Resolveu? Aplacou a ira santa das vítimas?
Que nada.
O escândalo de pedofilia nos EUA é uma cicatriz imensa. Começou a vir à tona em 2002. Atingiu quase todas as dioceses do país. Revelou a existência de 5.000 padres pedófilos. Contabilizou mais de 13.000 vítimas. Custou mais de 2 bilhões de dólares em acordos. E o que a Igreja Católica fez para estancar isso tudo?
Quase nada.
As vítimas americanas, que têm associação nacional para representá-las, querem que a cúpula da Igreja tome providências concretas para evitar que algo parecido volte a acontecer – ou esteja acontecendo. As providências concretas não vieram. Na semana anterior à chegada de Bento XVI aos EUA, o jornal The New York Times noticiou que um casal de Massachusetts entrou com ação contra um padre acusando-o de molestar seus dois meninos. Quando? Em 2005. As vítimas também querem um plano concreto para expurgar os pedófilos da Igreja e punição aos bispos que acobertaram os casos e mantiveram os padres nas paróquias. Até agora, nada disso foi feito.
A omissão e a letargia em reconhecer que milhares de padres desgraçaram a vida de milhares de crianças católicas produziram um cortejo de constrangimento ao papa. Em cada cidade, havia uma exposição de fotografias de crianças sexualmente molestadas. Em Washington, em frente a uma igreja, havia sessenta fotos, quinze delas com uma moldura preta, sinalizando que se suicidaram. Em Nova York, uma exposição no Soho fazia a mesma denúncia.
E tudo porque até hoje o Vaticano não mudou o código canônico, no qual consta tudo o que impede um padre de manter-se padre ou virar padre. A saber: homicídio, automutilação, tentativa de homicídio ou auxílio a aborto. Abuso sexual pode? Pode. Pedofilia pode? Pode. Na sexta-feira, quando Bento XVI chegava a Nova York, o Vaticano anunciou que estava pensando em fazer mudanças no código. Pensando.
Talvez isso explique por que boa parte dos 64 mi--lhões de católicos nos EUA tem virado as costas para a Igreja e suas orientações. Uma pesquisa divulgada na semana passada mostrou que 44% dos católicos americanos são contra o aborto e 48% contra o casamento gay. A maioria dos católicos, portanto, ou é a favor do aborto e do casamento gay ou não tem opinião formada.
Ou os católicos americanos são mais arejados do que a Igreja ou a postura leniente da Igreja com padres pedófilos abriu uma cratera na confiança desses católicos.
Seja o que for, é bom.
LULA É VAIADO

Sem a claque paga com dinheiro público o presidente Lula foi vaiado ontem a noite em Porto Alegre quando da sua chegada ao casamento da filha da ministra Dilma.
NAÇÃO INDÍGENA
SÁBADO NOS JORNAIS

- JB: Polícia conclui que pai e madrasta mataram Isabella
- FOLHA: Pai e madrasta são indiciados no caso da morte de Isabella
- ESTADÃO: Lula promete desocupar reserva
- GLOBO: Lula promete a índios manter reserva atacada por general
- GAZETA MERCANTIL: Giro de ADRs em NY supera o da Bovespa
- CORREIO: Polícia indicia pai e madrasta de Isabella
- VALOR: Novas jazidas vão modificar regulamentação do petróleo

sexta-feira, abril 18, 2008

País dividido

Arnaldo Jabor mostra que polêmicas como as invasões do MST e sobre a política indigenista do governo dividem o Brasil em várias nações.

O MST cumpriu a ameaça anunciada. Ocupou a ferrovia de Carajás, atacando a Vale, uma das maiores mineradora do mundo e que devia ser o orgulho do governo, que não fez nada.
No mesmo dia Lula estranhou as declarações do general Augusto Heleno, comandante geral da Amazônia, porque ele disse que a política indigenista no país é arcaica e caótica.
O presidente irritado chamou o ministro da Defesa e do Exército para explicações. Mas o general apenas clamou por uma reunião com os órgãos responsáveis pelos índios para reformar uma política que não dá certo.
Hoje, o sociólogo Demétrio Magnoli escreveu um artigo profundo falando desse arcaísmo. Ele pergunta: - "Existem nações indígenas distintas da nação brasileira? Nações não existem como rios e montanhas, mas são inventadas na esfera da política".
Há uma loucura rancorosa no país, dividindo-nos em várias nações, índias, negras, menos a brasileira. E isto favorece ONGs picaretas internacionais e daqui lucram com essa divisão para captar dinheiro e controle.
E quanto ao general Heleno, ele sabe do que fala, pois está na floresta e não na burocracia de Brasília. O que foi? Quebra de hierarquia? Esta quebra se dá quando o MST desafia o governo e a lei e ninguém faz nada, porque Lula precisa agradar aliados populistas e comunas de má fé.
CRESCIMENTO
SEXTA NOS JORNAIS

- JB: Tribunal notifica candidatos a prefeito por campanha ilegal
- FOLHA: Real lidera valorização ante o dólar
- ESTADÃO: MST pára ferrovia e faz onda de invasões
- GLOBO: Lula repreende general por ataque à política indigenista
- GAZETA MERCANTIL: Giro de ADRs em NY supera o da Bovespa
- CORREIO: Abril do Barulho
- VALOR: Novas jazidas vão modificar regulamentação do petróleo
- ESTADO DE MINAS: Obras do PAC em BH viram comício de Dilma

quinta-feira, abril 17, 2008

COMEMORAÇÃO

Esse blog comemora hoje, os doze anos da morte de 19 bandidos-terroristas do MST em Eldorado de Carajás.
Esse é o exemplo que deve ser seguido pelas polícias do Brasil neste abril vermelho.
Parabéns a polícia do Pará.
EVOLUÇÃO DO MACACO
Peço desculpa ao macaco

terça-feira, abril 15, 2008

JUMENTA DILMA

Vale a pena ler o perfil de Dilma Rousseff, ou Estella — para os que amavam tanto a revolução —, que o Correio Braziliense publica nesta terça. Tentando fazer a revolução ou tomando um chá, a mulher é danada de brava. Se ela chamar o (a) interlocutor (a) de “santinho” ou “santinha”, é porque está muito nervosa. E aí não há copeira, garçom ou ministro que escape de levar um bafão. Seguem trechos do texto:Por Ugo Braga:

(...)O potencial explosivo de Dilma virou motivo de aflição especialmente entre os funcionários mais humildes do Planalto — secretárias, copeiros e garçons. Recentemente, a ministra iniciara uma reunião com um colega da Esplanada e mais um grupo de técnicos quando o garçom serviu chá aos presentes. Dilma alongou-se na exposição sem sorver uma gota do líquido, que esfriou. O garçom, atento, entrou na sala e recolheu todas as louças, inclusive a da ministra. Ela, então, interrompeu o encontro e vociferou uma bronca homérica no serviçal, diante da platéia constrangida.Entre os servidores do Planalto ninguém acha mais graça na história que virou uma norma. Agora, serventes provam abacaxis para certificar se estão maduros. Tudo por causa de insultos ouvidos da ministra em duas ou três ocasiões em que foi servido suco que ela julgou azedo. As assessoras tremem quando ela, impaciente, as chama com o prefixo de “santinha”. É a senha de que o tempo vai fechar.
(...)Quando o atual coordenador político do governo, José Múcio Monteiro, assumiu o cargo, recebeu um telefonema duro da colega. Em tom de desabafo, ele contou a confidentes ter ouvido um pito humilhante. A ministra achava que ele divulgara informações que ela não queria ver no noticiário. “Não confiarei em você nunca mais”, teria dito, batendo o telefone.
(...)Dilma entrou para a luta política não pelas vias sindicais ou associações classistas. Foi recrutada pelo então namorado (depois marido), Cláudio Galeno de Magalhães Linhares, para militar no Política Operária (Polop), grupo marxista. Desentendimentos sobre os rumos da resistência fizeram nascer o Comando de Libertação Nacional (Colina), ao qual Dilma, ou Estella, perfilou-se, junto com Cláudio. A mocinha da Rua Major Lopes agora dava aulas de marxismo nas células comunistas. Perseguido pela polícia mineira, o casal fugiu para o Rio e caiu na clandestinidade.
(...)Em julho de 1969, três carros com 11 guerrilheiros da VAR-Palmares estacionam em frente à casa no bairro carioca de Santa Teresa onde morava um irmão de Ana Capriglioni, notória amante do ex-governador de São Paulo Adhemar de Barros. Lá, executando uma operação minuciosamente planejada por Estella, que não tomou parte na ação, a VAR-Palmares rouba um cofre de chumbo pesando 300kg, recheado com uma bolada de US$ 2,5 milhões.Pouco tempo depois, a VAR-Palmares se desintegra, por desentendimentos entre Estella e Lamarca. A maior parte do grupo segue Estella — na época, Cláudio, o primeiro marido, partira para Cuba a bordo de um avião seqüestrado e Dilma já se enamorava de Carlos, o gaúcho da VAR-Palmares (com quem veio a se casar e com quem teve Paula, a única filha, hoje juíza do Trabalho em Porto Alegre, e de quem se separou já depois da redemocratização).
MATRACA
LULA, O PELEGO?
Francisco C. Weffort- Sociólogo


Que coisas tão graves em seus gastos na Presidência estará Lula procurando esconder da opinião pública? Que de tão grave têm as despesas dos palácios do Planalto, da Alvorada e da Granja do Torto que possam explicar a cortina de fumaça que o governo criou para impedir o controle dos cartões corporativos de Lula, Marisa, Lulinha, Lurian etc.? A estas alturas, só o governo pode responder a tais perguntas. E como o governo não responde, a opinião pública, sem os esclarecimentos devidos, torna-se presa de dúvidas sobre tudo e todos.
É conhecida a ojeriza de Lula a qualquer controle sobre gastos. Evidentemente os dele, da companheirada do PT, dos sindicatos e do MST, sem esquecer um sem-número de ONGs sobre as quais pesam suspeitas clamorosas. Ainda recentemente, ele vetou dispositivo de lei que exigia dos sindicatos prestação de contas ao TCU dos recursos derivados do imposto sindical (agora "contribuição"). Há mais tempo, Lula era contra o imposto em nome da autonomia sindical. Agora que está no governo, deixou ficar o imposto e derrubou o controle do TCU. Tudo como dantes no quartel de Abrantes. O que o Lula e os pelegos querem é o que já existia na "república populista", dinheiro dos trabalhadores sem qualquer controle.
Lula, a chamada "metamorfose ambulante", não se tornou ele próprio um pelego? Assim como defendeu a gastança dos sindicatos em nome da autonomia sindical, agora defende sua própria gastança na Presidência em nome da segurança nacional. Isso me lembra uma historinha de 1980, bem no início do PT, quando João Figueiredo estava no governo e Lula estava para ser julgado na Lei de Segurança Nacional. Junto com alguns outros, eu o acompanhei numa viagem à Europa e aos Estados Unidos em busca de apoio. Como outros na comitiva, eu acreditava piamente que tudo era em prol da liberdade sindical e da democracia, e as coisas caminharam bem, colhemos muita simpatia e apoio nos ambientes democráticos e socialistas que visitamos. Mas, chegando à Alemanha, fomos surpreendidos pela recepção agressiva do secretário-geral do sindicato alemão dos metalúrgicos. Claro, ele também era a favor da democracia e estava disposto a defender os sindicalistas. Sua agressividade tinha outra origem: o sindicato alemão que representava havia enviado algum dinheiro a São Bernardo e cobrava do Lula a prestação de contas! A conversa, forte do lado alemão, foi num jantar, e não permitia muitos detalhes, mas era disso que se tratava: alguém em São Bernardo falhou na prestação de contas e o alemão estava furioso. Lula se defendeu como pôde, mas, no essencial, dizia que não era com ele, que não sabia de nada.
A viagem era longa. Antes da Alemanha, havíamos passado pela Suécia, e fomos depois a França, Espanha, Itália e Estados Unidos. Em Washington, tivemos um encontro com representantes da AFL-CIO, e ali repetiu-se o mesmo constrangimento. Embora não tão agressivos quanto o alemão, os americanos queriam prestação de contas sobre dinheiro enviado a São Bernardo. Mas Lula, de novo, não sabia responder à indagação referente às contas. Ou não queria responder. Não era com ele.
Nunca dei muita importância a esses fatos. A atmosfera do país nos primeiros anos do PT era outra. Ninguém na oposição estava antenado para assuntos desse tipo. O tema dominante era a retomada da democracia. A corrupção, se havia, estaria do lado da ditadura. Saí da direção do PT em 1989 e me desfiliei em 1995. Até então era difícil imaginar que um partido tão afinado com o discurso da moral e da ética pudesse aninhar o ovo da serpente. Minha dúvida atual é a seguinte: será que a leniência do governo Lula em face da corrupção não tem raízes anteriores ao próprio governo? A propensão a tais práticas não teria origem mais antiga, no meio sindical onde nasceu o PT e a atual "república sindicalista"?
Talvez essa pergunta só encontre resposta cabal no futuro. Mas, enquanto a resposta não vem, algumas observações são possíveis. Parece-me evidente que no momento atual alguns auxiliares da $ência — a começar pelos ministros Dilma Rousseff, Jorge Hage e general Jorge Felix — foram transformados em escudos de proteção de possíveis irregularidades de Lula e seus familiares. O outro escudo de proteção é Tarso Genro, que usa uma ginástica retórica para, primeiro, garantir, como Dilma, que o dossiê não existia, só um banco de dados. Depois passou a admitir que existia o dossiê, mas que isso todo mundo faz. Mais ou menos como no episódio do mensalão, lembram-se? Naquele momento, o então ministro Thomas Bastos, acompanhado por Delubio Soares, disse que mensalão não existia, que eram contas não regularizadas, sobras de campanha etc. E lula afirmou de público que isso todos os políticos faziam. O que não impediu que o procurador-geral da República visse no mensalão a prática delituosa de uma quadrilha criminosa.
Adotada a teoria do dossiê — aquele que não existia e que passou a existir — criou-se uma pequena usina de rumores, primeiro contra Fernando Henrique Cardoso e Dona Ruth, depois contra ministros do governo anterior. Minha pergunta é a seguinte: quando virão os dossiês contra Lula e Dona Marisa Letícia? Não é este o futuro que deveríamos almejar. Mas no que vai do andar da carruagem dirigida por um Lula cada vez mais ególatra e irresponsável é para lá que vamos, inelutavelmente. Quem viver verá.

segunda-feira, abril 14, 2008

AUGUSTO NUNES

A espécie ainda não foi extinta

A História adverte: só existe estudante contra; estudante a favor é uma figura com defeito de fabricação que faz mal ao país e enfraquece a musculatura do organismo democrático. A transformação das diretorias de entidades como a UNE em viveiros de pelegos reforçou a suspeita de que a espécie do estudante contra fora erradicada do Brasil. Engano, informou nesta semana a moçada da UnB. Estudantes contra a permanência de Timothy Mulholland no comando da universidade decidiram despejá-lo do lugar onde se homiziava e invadiram o prédio da reitoria. Foi uma boa idéia. A queda do magnífico delinqüente foi uma boa notícia. O sucesso do movimento foi uma péssima notícia para os pelegos.
INFLAÇÃO BOA
SEGUNDA NOS JORNAIS

- JB: Rio leva dengue à Baixada
- FOLHA: Reitor deixa UnB depois da invasão de alunos
- GLOBO: Reitor renuncia e MEC agora vai controlar fundações
- GAZETA MERCANTIL: Ações com mais liquidez têm os maiores ganhos durante a crise
- CORREIO: Timothy renuncia. MEC escolhe novo reitor
- VALOR: Mineração, siderurgia e bancos lideram em lucro

domingo, abril 13, 2008

DOMINGO EM DOSE DUPLA

Clique na foto e veja em detalhes
Material de primeira
DANIEL PIZA

POR QUE NÃO ME UFANO

Foi de rir-chorar a declaração de Matilde Ribeiro sobre seus gastos com cartão corporativo em 'free shop' no aeroporto, de que ela precisa aproveitar a oportunidade e comprar 'mesmo' aquelas coisas que não existem em território nacional. Ecoou dona Marisa dizendo que tirou cidadania italiana para os filhos porque quer dar a eles um 'futuro melhor'. E quando Matilde, como aconteceu nos EUA, receberá alguma punição?
BOLSA DITADURA

Cora Ronai

É justo que Jaguar e Ziraldo ainda tenham 30 dias para recorrer da decisão da Comissão de Anistia do Ministério da Justiça que lhes deu, respectivamente, R$ 1.027. 383,29 e R$ 1.253.000,24, mais pensão mensal de R$ 4.375,88. Acho que devem pedir mais, bem mais. Os dois ganharam muito pouco para jogar no lixo biografias até aqui tão bacanas.
DOMINGO NOS JORNAIS

- JB: Eleições no Paraguai discutem o Brasil
- FOLHA: Preços de alimentos sobem até 168% em SP
- ESTADÃO: CPI investiga mais de 100 autoridades ligadas a ONGs
- GLOBO: Juros altos atraem máfias estrangeiras para o Brasil
- GAZETA MERCANTIL: BC deve subir Selic depois de quase 3 anos
- CORREIO: Vice-reitor da UnB também pede pra sair
- VALOR: Déficit do petróleo pesa na balança e pode ir a US$ 8 bi
MORDE E ASSOPRA

sábado, abril 12, 2008

Ô COISINHA GOSTOSA clique na foto para ampliar
Uma gostosa para alegrar o sábado
CLÓVIS ROSSI
Fim de papo?

HAIA - O mundo inteiro está assustado com o aumento da inflação, especialmente com os preços da comida. Tão assustado que o primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, está até propondo que o G7, o clubão dos sete países mais ricos do mundo, prepare algum pacote para enfrentar o fenômeno. Todo mundo assustado, menos Luiz Inácio Lula da Silva. Pelo segundo dia consecutivo, em sua visita oficial à Holanda, o presidente brasileiro insistiu numa tese que, embora essencialmente correta, deixa de lado alguns detalhes absolutamente relevantes.
A tese é esta: a alta de preços dos alimentos se deve ao fato de que "tem mais gente comendo mais". É verdade. No mundo inteiro. Logo, quando à maior demanda não corresponde aumento da oferta, sobem os preços. É um teorema mais antigo que o mundo.
A resposta ao fenômeno, segundo Lula, é produzir mais. Diz que o Brasil vai procurar a auto-suficiência no trigo e deve produzir mais arroz e mais milho. Ótimo, mas, enquanto não aumenta a produção, o que fazer? Lula não responde, a não ser com a tese de que a inflação é motivo de "alegria", porque há mais gente comendo mais. Alegria boba. Para ser genuína, o certo seria mais gente comendo mais sem fazer disparar a inflação. O que está ocorrendo em inúmeros países muito pobres é o contrário. A alta de preços fez cair o consumo.Segundo problema: Lula propõe que países ricos unam-se a países como o Brasil, grande produtor agrícola e de avançada tecnologia na área, para aumentar a produção nos países mais pobres. É uma proposta tão generosa quanto impraticável em um mundo em que predomina o egoísmo, inclusive entre lideranças políticas.
Não é culpa de Lula, mas o Brasil certamente tem mais a oferecer, nesse tipo de tema, do que uma fuga para a alegria.

Folha-SP

Ensaio:
Roberto Pompeu de Toledo
A vida após a vida
Histórias de velhos perdidos na contingência de tocar a existência sem o instrumento da memória
O senhor D., de 95 anos, choca-se toda vez que vê, na televisão, notícia da morte da menina Isabella. Não que se choque com novos desenvolvimentos do caso. Como não se lembra do noticiário do dia anterior, e nem mesmo, quando chega a hora do noticiário da noite, daquele que viu à tarde, a cada noticiário trava conhecimento do caso pela primeira vez. A cada vez um choque novinho em folha. D. mora com a filha e o genro. A mulher já morreu há alguns anos. A filha chama-se Luíza, mas ele a chama de Ana, que era o nome da mulher. A família já se acostumou às confusões que povoam a mente de D. e em geral não se dá ao trabalho de corrigi-lo. Contra essa confusão específica, porém, o genro costuma se insurgir. "Se esta aqui é a Ana, que estou fazendo eu nesta casa?", pergunta.
A senhora T., de 87 anos, passa horas lendo a mesma página do mesmo livro. Sentada à mesa, acompanha com o dedo a linha em que os olhos pousam. Às vezes o dedo permanece muito tempo na mesma linha. Outras vezes, vai velozmente até o fim da página, e então volta ao início, e começa de novo. Chega uma hora em que vira a página, e então permanece nela outro longo tempo, subindo e descendo as linhas, às vezes estacionando por tempo exagerado numa delas. Quando se levanta por algum motivo, ao voltar à mesa, retoma o livro na mesma página, ou na anterior, ou, se o livro está fechado, em qualquer ponto em que venha a abri-lo. T. não apenas não grava o que leu – também não grava o que come. Pode já ter almoçado, mas, se vê a sobrinha, que chega sempre atrasada, sentar-se à mesa, ela se senta também. Se não for detida, almoçará tantas vezes quantas perceber alguém almoçando na casa. A irmã que cuida dela tem o cuidado de não deixar nenhuma comida exposta na casa. As bananas e laranjas são guardadas dentro de um armário trancado a chave.
O senhor L., de 94 anos, às vezes é levado pelo acompanhante para dar uma volta no quarteirão, na cadeira de rodas a que foi reduzido desde que quebrou a perna. Outras vezes, a filha o tira de casa para uma ida ao médico. Quando volta, ele custa a reorientar-se. "De quem é esse apartamento?", pergunta. Não adianta dizerem que é o seu próprio apartamento, ele não aceita tal explicação. "Que apartamento bom", elogia.
A senhora H., de 82 anos, costumava comparecer uma vez por mês à reunião em que, com amigas da mesma idade, costurava roupas de criança para os pobres. Como as amigas sabiam que ela andava meio esquecida, telefonaram na véspera para lembrá-la da reunião. No dia mesmo voltaram a ligar, para lembrar que o compromisso era às 15 horas. E uma amiga mais zelosa ainda telefonou de novo meia hora antes da reunião, para um último lembrete. Eis porém que a reunião se inicia e nada de H. aparecer. Passa meia hora, passa uma hora. Resolvem telefonar para a casa dela e ficam sabendo pela empregada que H. realmente chegou a sair de casa. Na rua, em vez de tomar um táxi, pôs-se a andar a pé em volta do quarteirão. Esqueceu-se de para que saíra. Quando cansou, voltou para casa. "Ainda bem que voltou", comentou a empregada. Foi a última vez que chamaram H. para a reunião.

Um subproduto do notável progresso da medicina em prolongar as vidas é a explosão do mercado de trabalho para a profissão de atendente. Outro é a redobrada atividade das fábricas de fraldas geriátricas. Outro ainda é a quantidade cada vez maior de pessoas cuja mente lhes dá adeus bem antes do corpo. As avarias da memória acabam por roubar também o passado de pessoas para as quais o futuro já faltava – e o presente é uma linha tênue demais para equilibrar com segurança um ser humano. Começa-se por esquecer os compromissos, como a senhora H. Evolui-se para não reconhecer onde se está, como o senhor L., e daí para não se lembrar da linha que acabou de ler ou da comida que acabou de comer, como a senhora T. No percurso, vai se esgarçando essa coisa que nos segura a nós mesmos chamada "eu". A certa altura, essa coisa se extingue, e a pessoa não reconhece mais a si própria. Uma população cada vez maior de eus à deriva caracteriza o admirável mundo novo deste início do século XXI.
A maior esperança de cura, ou de atenuação, dos males que afetam o cérebro dos velhos reside hoje, como no caso do diabetes ou da doença de Parkinson, nas possibilidades regenerativas das células-tronco. No Brasil, as pesquisas com células-tronco obtidas em embriões descartados encontra-se pendente de decisão do Supremo Tribunal Federal. O julgamento, iniciado no dia 5 de março, teve seu andamento suspenso por um pedido de vistas do ministro Carlos Alberto Direito. Transcorrido um mês, o ministro Direito requereu, na semana passada, a prorrogação de seu pedido, e não tem prazo para recolocar a matéria em julgamento. Pode ser nesta semana, pode ser daqui a dois anos. O ministro Direito é um católico praticante e observante das diretrizes de Roma. A Igreja Católica é contra a pesquisa com embriões em nome da vida, tal qual a entende.
Revista Veja
DIETA DO PÃO
SÁBADO NOS JORNAIS

- JB: Cidade da Música: R$ 1 milhão todo mês
- FOLHA: Lula dá aval a aumento de juros
- ESTADÃO: STF pode reduzir extensão de reserva indígena de Roraima
- GLOBO: Lula já admite que taxa de juros volte a subir
- GAZETA MERCANTIL: BC deve subir Selic depois de quase 3 anos
- CORREIO: Crônica de um crime que o país inteiro julga, mesmo sem provas
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sexta-feira, abril 11, 2008


O CORREIO BRAZILIENSE DEU

"FAZER DOSSIÊ CONTRA ADVERSÁRIOS É CORRETO"

Éssa afirmação é do Ministro da Justiça, o petista Tarso Genro, durante a entrevista ao jornalista Gustavo Krieger do Correio Braziliense.
Um filho de uma puta como esse ainda continua ministro. Esse é um país escroto.

(Comentário de Ricardo Noblat: Quer dizer: não é crime fazer dossiê contra adversários políticos se valendo, inclusive, de despesas tidas como sigilosas. É obrigação de qualquer governo ou administrador zeloso.
Se os adversários tomarem conhecimento da existência do dossiê, se atemorizados preferirem não cumprir com seu dever de investigar eventuais irregularidades cometidas pelo governo, tudo bom, tudo bem.
O governo terá atingido seu objetivo. E o distinto público perderá mais uma oportunidade de saber se o que paga de impostos é bem empregado ou não.
O que não pode, meus caros, mas não pode mesmo, segundo a doutrina do ministro da Justiça, é deixar que o dossiê vaze. Que se torne público. Porque não foi feito para isso. Foi feito só para chantagear adversários.
Entenderam? Finalmente entenderam por que o governo só quer saber quem vazou o dossiê? Por que não quer saber quem mandou fazer o dossiê e quem o fez?
Querem que eu desenhe?)
XÔ, VAI PARA O VASCO
SEXTA NOS JORNAIS

- JB: Epidemia de dengue começa a ceder no Rio
- FOLHA: Alta nos preços de alimentos preocupa líderes mundiais
- ESTADÃO: Investigação do dossiê abre guerra de facções no Planalto
- GLOBO: Pressão de estudantes força a saída de reitor
- GAZETA MERCANTIL: BC deve subir Selic depois de quase 3 anos
- CORREIO: Reitor pede pra sair...
- VALOR: Déficit do petróleo pesa na balança e pode ir a US$ 8 bi
- ESTADO DE MINAS: Máfia agiu para mais 27 prefeituras