SABADO NOS JORNAIS
- JB: Lula nega gás a Cristina
- FOLHA: Brasil e Argentina assinam pacto de cooperação nuclear
- ESTADÃO: Brasil rejeita ceder gás boliviano à Argentina
- O GLOBO: Casa vazia será arrombada para combater à dengue
- GAZETA MERCANTIL: Sabesp busca mercados em outros países
-DÍARIO DE NATAL:RN é o segundo em casos de dengue no Nordeste
sábado, fevereiro 23, 2008
sexta-feira, fevereiro 22, 2008
PIADA DO DIA
CRIAÇÃO
Quando criou o homem, Deus chamou-o e disse:
- Homem, eu tenho uma boa e uma má notícia para lhe dar.
E o homem respondeu:
- Senhor, dai-me primeiro a notícia boa!
E Deus disse:
- Quando eu te criei, fiz-te com dois órgãos muito importantes: Uma cabeça e um pênis.
O homem então perguntou:
- Mas então, Senhor, qual é a má notícia?
Deus respondeu:
- O sangue é pouco, por isso só funcionará um de cada vez...
Em compensação, quando Deus criou a primeira mulher, disse-lhe:
- Mulher, tenho uma boa e uma má notícia^...
- Qual é a boa meu Deus?
- A boa é que você foi criada com dois órgãos importantes: O cérebro e a vagina.
E qual é a ruim, meu Deus?
- O sangue em seu corpo será muito, como não usarás o primeiro órgão, então vazarás pelo segundo todo mês.
CRIAÇÃO
Quando criou o homem, Deus chamou-o e disse:
- Homem, eu tenho uma boa e uma má notícia para lhe dar.
E o homem respondeu:
- Senhor, dai-me primeiro a notícia boa!
E Deus disse:
- Quando eu te criei, fiz-te com dois órgãos muito importantes: Uma cabeça e um pênis.
O homem então perguntou:
- Mas então, Senhor, qual é a má notícia?
Deus respondeu:
- O sangue é pouco, por isso só funcionará um de cada vez...
Em compensação, quando Deus criou a primeira mulher, disse-lhe:
- Mulher, tenho uma boa e uma má notícia^...
- Qual é a boa meu Deus?
- A boa é que você foi criada com dois órgãos importantes: O cérebro e a vagina.
E qual é a ruim, meu Deus?
- O sangue em seu corpo será muito, como não usarás o primeiro órgão, então vazarás pelo segundo todo mês.
QUEM AVISOU, AMIGO FOI
Dora Kramer
A Comissão de Ética Pública bem que tentou avisar o presidente da República e evitar mais um problema de desvio de conduta entre seus auxiliares. Há meses pondera, em vão e ao custo de desmoralização pública, que existe potencial conflito de interesses no fato de um ministro ser ao mesmo tempo presidente de um partido.
Poderia se comportar com isenção, mas poderia também não resistir à tentação de, de alguma forma, usar dos instrumentos do cargo para favorecer a sua agremiação. Mais riscos potenciais existiriam se, como no caso de Carlos Lupi, o ministro estivesse no posto não por qualificação específica, mas por ser presidente do partido integrante da coalizão de governo.
Claro como a água limpa das nascentes. Este, porém, não foi o entendimento do ministro, de seu partido, das centrais sindicais, e até da Advocacia-Geral da União, posta no problema de forma indevida, já que a questão não é legal, é ética.
A respeito do que pensa o presidente da República nada se sabe, visto que Luiz Inácio da Silva tem ignorado a recomendação de sua Comissão de Ética, instância de assessoramento posta no mesmo patamar da AGU, de acordo com o organograma da Presidência da República.
Pois bem, a cada dia surgem novas informações dando conta de repasses de verbas do Ministério do Trabalho para entidades e amigos do PDT. Uma dessas transferências, de R$ 14 milhões a entidades ligadas à Força Sindical, controlada pelo partido presidido por Lupi, foi feita à revelia do parecer da consultoria jurídica do ministério.
Agora, a Folha de S. Paulo noticia que 12 convênios no valor de R$ 50 milhões foram assinados com entidades e políticos ligados ao PDT. Se isso não se configura favorecimento em virtude de o ministro presidir o partido privilegiado e daí se estabelecer nitidamente o conflito de interesses, que deixou de ser potencial para ser real, então de fato vale qualquer coisa.
Houve também o caso de um outro convênio para treinamento de mão-de-obra - de novo para instituição da área de influência da Força Sindical, a Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos -, cujo orçamento constante no pedido era 100% superior a serviços da mesma natureza prestados no governo do Estado de São Paulo.
Diante dos protestos, reduziu-se em 30% o montante do pleito, mas ficou patente a intenção de tirar proveito em forma de superfaturamento.
Tudo isso poderia ter acontecido com Carlos Lupi à frente ou não do ministério.
No governo passado houve alentada investigação da então Corregedoria-Geral da República (hoje Controladoria-Geral), comandada pela ministra Anadyr de Mendonça. Denunciou desvios de recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), foi chamada de mal-amada pelo mal-educadíssimo presidente da Força, então vice na chapa presidencial de Ciro Gomes e hoje candidato do PDT a prefeito de São Paulo, Paulo Pereira da Silva, e tudo por isso mesmo.
A presença do presidente do PDT no comando do ministério, entretanto, envolve o presidente em mais uma situação eticamente questionável - inclusive porque o problema já não é só o conflito entre partido e ministério, mas justamente os acertos resultantes da convergência entre um e outro - e demonstra que a Comissão de Ética Pública faz a sua parte, mas prega no deserto.
É tratada como se merecesse condenação, enquanto o ministro do Trabalho é defendido até por figuras de respeitabilidade, como o senador Cristovam Buarque, que, aliás, resolveu emprestar sua credibilidade também à defesa do reitor da UnB, Thimothy Mulholland.
Segundo Cristovam, seu único pecado foi cometer "um grande equívoco de prioridades".
No caso, o "equívoco" foi dar prioridade à aplicação de recursos na decoração de luxo dispensável da estupenda cobertura para servir de moradia ao Magnífico reitor.E por que citar o nome do senador Cristovam, já que não foi o único a defender Mulholland e Lupi?
Porque ele tem, ou deveria ter, compromisso com sua pregação em prol da educação como prioridade número um do Brasil. Promover educação, sabe o senador, não é só garantir escola. É também patrocinar valores de legalidade, legitimidade e civilidade.
Dora Kramer
A Comissão de Ética Pública bem que tentou avisar o presidente da República e evitar mais um problema de desvio de conduta entre seus auxiliares. Há meses pondera, em vão e ao custo de desmoralização pública, que existe potencial conflito de interesses no fato de um ministro ser ao mesmo tempo presidente de um partido.
Poderia se comportar com isenção, mas poderia também não resistir à tentação de, de alguma forma, usar dos instrumentos do cargo para favorecer a sua agremiação. Mais riscos potenciais existiriam se, como no caso de Carlos Lupi, o ministro estivesse no posto não por qualificação específica, mas por ser presidente do partido integrante da coalizão de governo.
Claro como a água limpa das nascentes. Este, porém, não foi o entendimento do ministro, de seu partido, das centrais sindicais, e até da Advocacia-Geral da União, posta no problema de forma indevida, já que a questão não é legal, é ética.
A respeito do que pensa o presidente da República nada se sabe, visto que Luiz Inácio da Silva tem ignorado a recomendação de sua Comissão de Ética, instância de assessoramento posta no mesmo patamar da AGU, de acordo com o organograma da Presidência da República.
Pois bem, a cada dia surgem novas informações dando conta de repasses de verbas do Ministério do Trabalho para entidades e amigos do PDT. Uma dessas transferências, de R$ 14 milhões a entidades ligadas à Força Sindical, controlada pelo partido presidido por Lupi, foi feita à revelia do parecer da consultoria jurídica do ministério.
Agora, a Folha de S. Paulo noticia que 12 convênios no valor de R$ 50 milhões foram assinados com entidades e políticos ligados ao PDT. Se isso não se configura favorecimento em virtude de o ministro presidir o partido privilegiado e daí se estabelecer nitidamente o conflito de interesses, que deixou de ser potencial para ser real, então de fato vale qualquer coisa.
Houve também o caso de um outro convênio para treinamento de mão-de-obra - de novo para instituição da área de influência da Força Sindical, a Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos -, cujo orçamento constante no pedido era 100% superior a serviços da mesma natureza prestados no governo do Estado de São Paulo.
Diante dos protestos, reduziu-se em 30% o montante do pleito, mas ficou patente a intenção de tirar proveito em forma de superfaturamento.
Tudo isso poderia ter acontecido com Carlos Lupi à frente ou não do ministério.
No governo passado houve alentada investigação da então Corregedoria-Geral da República (hoje Controladoria-Geral), comandada pela ministra Anadyr de Mendonça. Denunciou desvios de recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), foi chamada de mal-amada pelo mal-educadíssimo presidente da Força, então vice na chapa presidencial de Ciro Gomes e hoje candidato do PDT a prefeito de São Paulo, Paulo Pereira da Silva, e tudo por isso mesmo.
A presença do presidente do PDT no comando do ministério, entretanto, envolve o presidente em mais uma situação eticamente questionável - inclusive porque o problema já não é só o conflito entre partido e ministério, mas justamente os acertos resultantes da convergência entre um e outro - e demonstra que a Comissão de Ética Pública faz a sua parte, mas prega no deserto.
É tratada como se merecesse condenação, enquanto o ministro do Trabalho é defendido até por figuras de respeitabilidade, como o senador Cristovam Buarque, que, aliás, resolveu emprestar sua credibilidade também à defesa do reitor da UnB, Thimothy Mulholland.
Segundo Cristovam, seu único pecado foi cometer "um grande equívoco de prioridades".
No caso, o "equívoco" foi dar prioridade à aplicação de recursos na decoração de luxo dispensável da estupenda cobertura para servir de moradia ao Magnífico reitor.E por que citar o nome do senador Cristovam, já que não foi o único a defender Mulholland e Lupi?
Porque ele tem, ou deveria ter, compromisso com sua pregação em prol da educação como prioridade número um do Brasil. Promover educação, sabe o senador, não é só garantir escola. É também patrocinar valores de legalidade, legitimidade e civilidade.
SEXTA NOS JORNAIS
- JB: Mercado brasileiro recupera as perdas da crise dos EUA
- FOLHA: Brasil passa de devedor a credor externo
- ESTADÃO: Brasil vira credor internacional
- O GLOBO: Brasil reúne recursos para pagar toda dívida externa
-GAZETA MERCANTIL: Sabesp busca mercados em outros países
- ESTADO DE MINAS: Reforma tributária vai aliviar folha de empresas
-DIÁRIO DE NATAL:Edital do superaeroporto deve sair hoje
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- ESTADÃO: Brasil vira credor internacional
- O GLOBO: Brasil reúne recursos para pagar toda dívida externa
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- ESTADO DE MINAS: Reforma tributária vai aliviar folha de empresas
-DIÁRIO DE NATAL:Edital do superaeroporto deve sair hoje
quinta-feira, fevereiro 21, 2008
LIBERDADE RESTAURADA
Notícias STF
quinta-feira - 21 de fevereiro de 2008
Ministro defere liminar para suspender aplicação de artigos da Lei de Imprensa
O ministro Carlos Ayres Britto, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que juízes e tribunais suspendam o andamento de processos e os efeitos de decisões judiciais ou de qualquer outra medida que versem sobre alguns dispositivos da Lei de Imprensa (Lei 5.250/67). A decisão liminar, deferida parcialmente, deverá ser referendada pelo Plenário do Supremo.
Com essa descisão fica suspensa as ações movidas pelos CANALHAS da Igreja Universal contra a Folha, Estadão e outros jornais.
Notícias STF
quinta-feira - 21 de fevereiro de 2008
Ministro defere liminar para suspender aplicação de artigos da Lei de Imprensa
O ministro Carlos Ayres Britto, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que juízes e tribunais suspendam o andamento de processos e os efeitos de decisões judiciais ou de qualquer outra medida que versem sobre alguns dispositivos da Lei de Imprensa (Lei 5.250/67). A decisão liminar, deferida parcialmente, deverá ser referendada pelo Plenário do Supremo.
Com essa descisão fica suspensa as ações movidas pelos CANALHAS da Igreja Universal contra a Folha, Estadão e outros jornais.
PIADA NA VARANDA
A PULGA
Uma pulga está tomando sol na praia, toda bronzeada, embaixode um guarda-sol. Nisto, chega outra pulga, branca e morta de frio.
A primeira lhe pergunta:
- O que aconteceu?
-É que eu quis vir à praia, tomar um solzinho e entao subino bigode de um motociclista que vinha pra cá. Acontece que o caraveio a 200 km/h e eu quase congelei de frio!
A pulga bronzeada responde:
- Pô, você tem que fazer como eu: esconda-se no banheirofeminino e quando entrar uma garota, esconda-se na calcinha dela.Naqueles pelinhos macios, você viaja quentinha e segura!No fim de semana seguinte, voltam a encontrar-se na praia:A primeira, bronzeadíssima e a segunda branca e morta defrio.
- E agora, o que aconteceu? Não fez como eu disse?
- Claro que fiz. Me escondi no banheiro e quando a garota entrou e baixou a calcinha, eu me acomodei ali muitíssimo bem e dormi..
- Então, por que você está assim?
- Não faço a menor idéia. Quando acordei estava de novo a200 km/h no bigode do motociclista!
Colobaração enviada por Apolo.
A PULGA
Uma pulga está tomando sol na praia, toda bronzeada, embaixode um guarda-sol. Nisto, chega outra pulga, branca e morta de frio.
A primeira lhe pergunta:
- O que aconteceu?
-É que eu quis vir à praia, tomar um solzinho e entao subino bigode de um motociclista que vinha pra cá. Acontece que o caraveio a 200 km/h e eu quase congelei de frio!
A pulga bronzeada responde:
- Pô, você tem que fazer como eu: esconda-se no banheirofeminino e quando entrar uma garota, esconda-se na calcinha dela.Naqueles pelinhos macios, você viaja quentinha e segura!No fim de semana seguinte, voltam a encontrar-se na praia:A primeira, bronzeadíssima e a segunda branca e morta defrio.
- E agora, o que aconteceu? Não fez como eu disse?
- Claro que fiz. Me escondi no banheiro e quando a garota entrou e baixou a calcinha, eu me acomodei ali muitíssimo bem e dormi..
- Então, por que você está assim?
- Não faço a menor idéia. Quando acordei estava de novo a200 km/h no bigode do motociclista!
Colobaração enviada por Apolo.
QUINTA NOS JORNAIS
- JB: Rio é campeão da dengue
- FOLHA: Petrobras foi alvo de dois furtos, diz relatório
- ESTADÃO: Bovespa e BM&F negociam fusão e ações disparam
- O GLOBO: Dados roubados eram de megacampo da Petrobras
- GAZETA MERCANTIL: Fusão Bovespa-BM&F pode superar a Nyse
- ESTADO DE MINAS: Menor engravida na cadeia
- JB: Rio é campeão da dengue
- FOLHA: Petrobras foi alvo de dois furtos, diz relatório
- ESTADÃO: Bovespa e BM&F negociam fusão e ações disparam
- O GLOBO: Dados roubados eram de megacampo da Petrobras
- GAZETA MERCANTIL: Fusão Bovespa-BM&F pode superar a Nyse
- ESTADO DE MINAS: Menor engravida na cadeia
quarta-feira, fevereiro 20, 2008
TOLICES E CELEBRIDADES NO BRASIL
Por MURILLO ARAGÃO*
Muitas celebridades se acham no direito de dar opinião sobre o que não sabem. É o dia-a-dia do Brasil. Tudo sob o respeitoso estímulo da imprensa que precisa delas para ocupar espaço. São muitos tolos falando tolices. Outras celebridades, para ocupar espaços e dar um polimento em suas imagens, adotam causas humanitárias. Assim, além de dar opinião sobre tudo, se vestem com o manto do “bom mocismo”. Tolice e “bom mocismo” são ingredientes perigosos para a verdade.
O debate sobre a transposição das águas do Rio São Francisco tem uma trinca “parada dura” de celebridades do “bom mocismo” inconseqüente: o bispo Dom Cappio, a atriz Leticia Sabatela e o ator Osmar Prado. Letícia, em seu papel de heroína de causas populares, se vê como salvadora dos povos ribeirinhos do São Francisco. Omar Prado chega para reforçar a trupe. Já o Bispo Dom Cappio pode até acreditar que chegará aos céus com a sua campanha. Quem sabe, virar santo. Acho que não. Até mesmo o Frei Genebro de Eça de Queiróz ficou pelo purgatório.
Vejam bem, chegar aos céus não é questão de boas intenções. Pior ainda quando elas parecem que são boas, mas não são. Infelizmente, dentro da abominável superficialidade que predomina em muitos debates no país, atitudes aparentemente honestas, revestidas de boas intenções e salpicadas de temperos éticos e regadas ao messianismo religioso ganham indevido espaço e respeito na mídia. Pior, atravancam o debate sério que deveria se instalar em torno de questões terríveis como a seca do Nordeste. Antes de ser contra a transposição do rio São Francisco, dom Cappio deveria ser o paladino da busca da verdade.
A postura de celebridades que buscam causas para aplacar o seu bom mocismo deveria ser objeto de profunda crítica no Brasil. Lamentavelmente, o que se passa é o contrário. A imprensa termina se alimentado do comportamento pueril, as vezes até histérico, de celebridades, em favor de “boas”causas para preencher seus espaços. No final das contas, a opinião “abalizada” da esclarecida Letícia Sabatela vale muito mais do que de pessoas que estudam os problemas e tentam encontrar respostas concretas para os desafios colocados a nossa frente.
Como atriz, Letícia Sabatela é até razoável. Como defensora de causas humanitárias, erra feio na postura. Prado vai de carona. Este sim, um extraordinário ator cuja humanidade na representação de seus papéis poderia ensejar uma reflexão desapaixonada dos problemas nacionais. A questão do rio São Francisco e, sobretudo, da seca do Nordeste são temas que merecem ampla reflexão e um debate em bases científicas. Infelizmente, prevalece o lado espetaculoso da questão. De que vale a ciência, se a vigorosa Sabatela é contra. Para poupar verbas públicas, poderíamos colocá-la como oráculo dos grandes problemas nacionais.
Parte da classe artística vive pendurada em benefícios estatais. São financiamentos e patrocínios que alimentam uma relação espúria onde o que é bom se destaca e o que é ruim da esfera pública se ignora. No entanto, existem questões óbvias que mereceriam o engajamento das celebridades. Por exemplo, ver a dupla Sabatela-Prado gritando e chorando na Praça dos Três Poderes contra o uso indiscriminados dos cartões corporativos. Será que aceitariam o desafio? Creio que não. Não tem o charme e o glamour de campanhas épicas e messiânicas como a questão do rio São Francisco.
Poderiam fazer uma campanha contra o uso de drogas no meio artístico já que, como se sabe, as drogas impulsionam um mundo subterrâneo de maldades, crimes, assassinatos, corrupção e muita violência. Será que topariam o desafio? Creio que não. Ao final das contas, fumar um baseado não é politicamente incorreto no meio artístico. A lógica é a de que tem tanta gente roubando e matando, por que deveriam se preocupar com o meu baseado? Outros dizem que estão fumando ou cheirando sem incomodar ninguém. Será que não incomodam? O certo é que a classe artística é omissa com relação à questão das drogas.
Defender o rio São Francisco é politicamente correto e garante espaço na mídia. Mesmo que o objetivo da dupla Sabatela-Prado não seja o de aparecer, até mesmo por que sendo globais teriam outras oportunidades, muitos precisam de ideologias e bandeiras para viver. A mídia, pelo seu lado, deveria ser mais responsável. Dar espaço ao lado sério da questão. Chega de Dom Cappios, Sabatelas e Prados! A opinião deles é inútil. Assim como a minha também. Em tempo, não sou nem contra nem a favor da transposição pelo simples fato de que não tenho informação suficiente para fazer um juízo de valor. Como não sou celebridade, minha opinião – graças a Deus – não faz a menor diferença.
*Murillo de Aragão é mestre em ciência política e doutor em sociologia pela UnB. É presidente da Arko Advice – Análise Política (Brasília – Porto Alegre – São Paulo – Belo Horizonte – Nova York).
Publicado no blog do Noblat
Por MURILLO ARAGÃO*
Muitas celebridades se acham no direito de dar opinião sobre o que não sabem. É o dia-a-dia do Brasil. Tudo sob o respeitoso estímulo da imprensa que precisa delas para ocupar espaço. São muitos tolos falando tolices. Outras celebridades, para ocupar espaços e dar um polimento em suas imagens, adotam causas humanitárias. Assim, além de dar opinião sobre tudo, se vestem com o manto do “bom mocismo”. Tolice e “bom mocismo” são ingredientes perigosos para a verdade.
O debate sobre a transposição das águas do Rio São Francisco tem uma trinca “parada dura” de celebridades do “bom mocismo” inconseqüente: o bispo Dom Cappio, a atriz Leticia Sabatela e o ator Osmar Prado. Letícia, em seu papel de heroína de causas populares, se vê como salvadora dos povos ribeirinhos do São Francisco. Omar Prado chega para reforçar a trupe. Já o Bispo Dom Cappio pode até acreditar que chegará aos céus com a sua campanha. Quem sabe, virar santo. Acho que não. Até mesmo o Frei Genebro de Eça de Queiróz ficou pelo purgatório.
Vejam bem, chegar aos céus não é questão de boas intenções. Pior ainda quando elas parecem que são boas, mas não são. Infelizmente, dentro da abominável superficialidade que predomina em muitos debates no país, atitudes aparentemente honestas, revestidas de boas intenções e salpicadas de temperos éticos e regadas ao messianismo religioso ganham indevido espaço e respeito na mídia. Pior, atravancam o debate sério que deveria se instalar em torno de questões terríveis como a seca do Nordeste. Antes de ser contra a transposição do rio São Francisco, dom Cappio deveria ser o paladino da busca da verdade.
A postura de celebridades que buscam causas para aplacar o seu bom mocismo deveria ser objeto de profunda crítica no Brasil. Lamentavelmente, o que se passa é o contrário. A imprensa termina se alimentado do comportamento pueril, as vezes até histérico, de celebridades, em favor de “boas”causas para preencher seus espaços. No final das contas, a opinião “abalizada” da esclarecida Letícia Sabatela vale muito mais do que de pessoas que estudam os problemas e tentam encontrar respostas concretas para os desafios colocados a nossa frente.
Como atriz, Letícia Sabatela é até razoável. Como defensora de causas humanitárias, erra feio na postura. Prado vai de carona. Este sim, um extraordinário ator cuja humanidade na representação de seus papéis poderia ensejar uma reflexão desapaixonada dos problemas nacionais. A questão do rio São Francisco e, sobretudo, da seca do Nordeste são temas que merecem ampla reflexão e um debate em bases científicas. Infelizmente, prevalece o lado espetaculoso da questão. De que vale a ciência, se a vigorosa Sabatela é contra. Para poupar verbas públicas, poderíamos colocá-la como oráculo dos grandes problemas nacionais.
Parte da classe artística vive pendurada em benefícios estatais. São financiamentos e patrocínios que alimentam uma relação espúria onde o que é bom se destaca e o que é ruim da esfera pública se ignora. No entanto, existem questões óbvias que mereceriam o engajamento das celebridades. Por exemplo, ver a dupla Sabatela-Prado gritando e chorando na Praça dos Três Poderes contra o uso indiscriminados dos cartões corporativos. Será que aceitariam o desafio? Creio que não. Não tem o charme e o glamour de campanhas épicas e messiânicas como a questão do rio São Francisco.
Poderiam fazer uma campanha contra o uso de drogas no meio artístico já que, como se sabe, as drogas impulsionam um mundo subterrâneo de maldades, crimes, assassinatos, corrupção e muita violência. Será que topariam o desafio? Creio que não. Ao final das contas, fumar um baseado não é politicamente incorreto no meio artístico. A lógica é a de que tem tanta gente roubando e matando, por que deveriam se preocupar com o meu baseado? Outros dizem que estão fumando ou cheirando sem incomodar ninguém. Será que não incomodam? O certo é que a classe artística é omissa com relação à questão das drogas.
Defender o rio São Francisco é politicamente correto e garante espaço na mídia. Mesmo que o objetivo da dupla Sabatela-Prado não seja o de aparecer, até mesmo por que sendo globais teriam outras oportunidades, muitos precisam de ideologias e bandeiras para viver. A mídia, pelo seu lado, deveria ser mais responsável. Dar espaço ao lado sério da questão. Chega de Dom Cappios, Sabatelas e Prados! A opinião deles é inútil. Assim como a minha também. Em tempo, não sou nem contra nem a favor da transposição pelo simples fato de que não tenho informação suficiente para fazer um juízo de valor. Como não sou celebridade, minha opinião – graças a Deus – não faz a menor diferença.
*Murillo de Aragão é mestre em ciência política e doutor em sociologia pela UnB. É presidente da Arko Advice – Análise Política (Brasília – Porto Alegre – São Paulo – Belo Horizonte – Nova York).
Publicado no blog do Noblat
QUARTA NOS JORNAIS
- JB: Fidel sai - Cuba busca novo caminho
- FOLHA: Fidel renuncia após 49 anos
- ESTADÃO: Fidel Castro renuncia, após 49 anos de poder em Cuba
- O GLOBO: Saída de Fidel abre espaço para transição em Cuba
- GAZETA MERCANTILl: Empresas vão à Justiça contra cálculo do Refis pela Receita
- ESTADO DE MINAS: Fidel sai de cena
- JB: Fidel sai - Cuba busca novo caminho
- FOLHA: Fidel renuncia após 49 anos
- ESTADÃO: Fidel Castro renuncia, após 49 anos de poder em Cuba
- O GLOBO: Saída de Fidel abre espaço para transição em Cuba
- GAZETA MERCANTILl: Empresas vão à Justiça contra cálculo do Refis pela Receita
- ESTADO DE MINAS: Fidel sai de cena
terça-feira, fevereiro 19, 2008
ARNALDO JABOR
ESTADÃO 19/02/07
O BRASIL PROGRIDE ENQUANTO DORME
A política brasileira me causa arrepios periódicos. Sempre que estamos na soleira de novos tempos, rolam-me tremores na espinha. Não quero bancar o sensitivo, mas esta era Lula está me arrepiando também, porque parece se estiolar numa mesmice de procedimentos políticos que parecem véspera de alguma explosão.
A roda viciada desse governo é sempre a mesma: anúncio de medidas não tomadas, radicalizações e indignações ''''verbais'''' do Executivo, seguidas de pressões dos aliados e corruptos, que conseguem vantagens, voltas atrás e acochambramentos, tudo amenizado por sorrisos carismáticos com covinha e piadinha de Lula. E, pronto, nada muda.
Graças à boa situação da economia mundial ainda, graças à macroeconomia da herança bendita, talvez até o jogo ''''vaselínico'''' de Lula seja melhor que se ele se deixasse levar por arroubos. Pelos menos o status quo fica intocado, enquanto o Banco Central segura as pontas.
Mas, até quando esse chove-não-molha vai agüentar?
Nada de real acontece neste país. Tudo se dissolve no ar. O mensalão se dissolveu, o Dirceu enriqueceu, botou cabelo, o Valério também cresceu cabelo, o Delúbio sorri, o Renan reina, os cartões corporativos viraram uma competição micha de cuspe-em-distância entre oposição e governo, enquanto os bilhões são postos em risco como nas indicações a Furnas, nos Fundos de Pensão, enquanto a Amazônia arde e depois os desmatadores são afagados e premiados, enquanto Marina Silva, mulher de bem, é abandonada. E nada se faz, nada termina.
Estamos precisando mais do que de ''''ação''''. Estamos precisando de fatos. Este governo está desmoralizando os fatos. Os acontecimentos não acontecem, se diluem, morrem. Lemos os jornais atolados de denúncias, de descobertas encobertas, de investigações que duram o espaço de uma manhã, como as rosas. Quando veremos um projeto aprovado, uma reforma, um ato de gestão importante? Quando veremos discussões no Congresso acima de negociações e puxa-saquismo para conseguir favores do Executivo? Quando? Esse Congresso que, no dizer do Garibaldi Alves com seu charme de raposa velha, foi transformado no quarto de despejo do Planalto. Ele disse que há uma espécie de ''''absolutismo presidencialista''''. É verdade, sim, mas ''''absolutismo relativo e malandro'''', pois a ideologia do Governo é o radicalismo do ''''tanto faz''''
...Lula usa a brutal resistência do ''''Atraso'''' como caldo de cultura para manter seu prestígio alto. Não fez um gesto de modernização; mas sabe muito bem manipular a sordidez que antes, de boca, condenava. E aí, navega no lodo, limpinho.
Estamos assistindo a uma nítida deterioração das instituições, quando ninguém teme mais nada, pois todos, do Renan ao reitor, todos descobriram que delitos e corrupção ''''não têm bronca'''', não têm ''''pobrema'''', não têm ''''mosquito''''; tudo acaba bem e esquecido. O que antes se fazia com vergonha e até com mais parcimônia, agora é feito às claras, com uma tácita aprovação do Executivo
.Trata-se da institucionalização da amoralidade útil, da desmoralização dos escândalos. Vivemos na República do ''''é assim mesmo''''. Os jornais estão cheios de crimes esquecidos, de eventos inconclusos, e o desencanto nos invade, perdendo o gás até para nos horrorizar.
E tudo isso é muito sutil, tudo adoçado pelo charme de ''''Maquiavel Macunaíma'''' do presidente; tudo fica invisível quase, tudo fica desmentido pela inesperada diminuição do desemprego, pelo aumento da produção industrial e pela estabilidade monetária. Que ótimo! A economia vai bem... Como explicar, se ninguém faz nada, a não ser o Banco Central e, obviamente, competências técnicas isoladas na máquina? Como bem disse o Oswaldo Aranha, há 60 anos, ''''O Brasil progride enquanto dorme''''
.Na minha pobre vida, já tive vários arrepios de pavor na véspera de desastres políticos.
Meu primeiro arrepio foi em 54, menino, ao lado do rádio, quando ouço o Repórter Esso: ''''O presidente Vargas acaba de se suicidar com um tiro no peito!''''
Depois, estou no estribo de um bonde, em 61. ''''Jânio Quadros renunciou!'''', grita um sujeito de chapéu e sem dentes. Gelou-me a alma. Eu já tivera uns arrepios quando ele proibira biquínis nas praias e inventara terninhos safári para funcionários públicos. Tínhamos eleito um louco!
Em 64, eu estava no comício da Central do Brasil. Clima de vitória do socialismo, sob as tochas dos bravos operários da Petrobrás. Jango discursando. Volto para casa e, do ônibus, vejo uma vela acesa em cada janela da classe média, em sinal de luto pelo comício da Esquerda. Outro arrepio. ''''Não vai dar certo'''' - foi a certeza brutal que me baixou.
Na capa da revista O Cruzeiro, um baixinho feio, vestido de verde-oliva, me olha. Quem é? É o novo presidente, Castelo Branco. Arrepio na alma: minha vida adulta seria corroída por aquele dia. Foram 21 anos.
Tancredo no hospital e o sorriso deslumbrado dos médicos de Brasília, amparando o presidente como um boneco de ventríloquo para a opinião pública. ''''Vai morrer!'''' - arrepiei-me. O jaquetão do Sarney, deslumbrado e contristado, me arrepiou. A foto sorridente de Collor, na capa da Veja, com o título ''''Caçador de Marajás'''' me deu pavor.
Em 94, com a vitória do Brasil na Copa e um intelectual da nova esquerda subindo ao poder, tive esperança. Mas, quando vi que a Academia em peso o sabotaria por inveja e rancor, sem dar-lhe apoio nenhum em sua tentativa de reformar o Estado patrimonialista, vi que a barra era mais pesada, que o atraso estava dentro de belas cabeças.
E agora, que arrepio é este que sinto?
Acho que algo muito ruim está cozinhando em banho-maria nosso avanço político. Há alguma coisa ''''não acontecendo'''' no Brasil que me dá arrepios.
ESTADÃO 19/02/07
O BRASIL PROGRIDE ENQUANTO DORME
A política brasileira me causa arrepios periódicos. Sempre que estamos na soleira de novos tempos, rolam-me tremores na espinha. Não quero bancar o sensitivo, mas esta era Lula está me arrepiando também, porque parece se estiolar numa mesmice de procedimentos políticos que parecem véspera de alguma explosão.
A roda viciada desse governo é sempre a mesma: anúncio de medidas não tomadas, radicalizações e indignações ''''verbais'''' do Executivo, seguidas de pressões dos aliados e corruptos, que conseguem vantagens, voltas atrás e acochambramentos, tudo amenizado por sorrisos carismáticos com covinha e piadinha de Lula. E, pronto, nada muda.
Graças à boa situação da economia mundial ainda, graças à macroeconomia da herança bendita, talvez até o jogo ''''vaselínico'''' de Lula seja melhor que se ele se deixasse levar por arroubos. Pelos menos o status quo fica intocado, enquanto o Banco Central segura as pontas.
Mas, até quando esse chove-não-molha vai agüentar?
Nada de real acontece neste país. Tudo se dissolve no ar. O mensalão se dissolveu, o Dirceu enriqueceu, botou cabelo, o Valério também cresceu cabelo, o Delúbio sorri, o Renan reina, os cartões corporativos viraram uma competição micha de cuspe-em-distância entre oposição e governo, enquanto os bilhões são postos em risco como nas indicações a Furnas, nos Fundos de Pensão, enquanto a Amazônia arde e depois os desmatadores são afagados e premiados, enquanto Marina Silva, mulher de bem, é abandonada. E nada se faz, nada termina.
Estamos precisando mais do que de ''''ação''''. Estamos precisando de fatos. Este governo está desmoralizando os fatos. Os acontecimentos não acontecem, se diluem, morrem. Lemos os jornais atolados de denúncias, de descobertas encobertas, de investigações que duram o espaço de uma manhã, como as rosas. Quando veremos um projeto aprovado, uma reforma, um ato de gestão importante? Quando veremos discussões no Congresso acima de negociações e puxa-saquismo para conseguir favores do Executivo? Quando? Esse Congresso que, no dizer do Garibaldi Alves com seu charme de raposa velha, foi transformado no quarto de despejo do Planalto. Ele disse que há uma espécie de ''''absolutismo presidencialista''''. É verdade, sim, mas ''''absolutismo relativo e malandro'''', pois a ideologia do Governo é o radicalismo do ''''tanto faz''''
...Lula usa a brutal resistência do ''''Atraso'''' como caldo de cultura para manter seu prestígio alto. Não fez um gesto de modernização; mas sabe muito bem manipular a sordidez que antes, de boca, condenava. E aí, navega no lodo, limpinho.
Estamos assistindo a uma nítida deterioração das instituições, quando ninguém teme mais nada, pois todos, do Renan ao reitor, todos descobriram que delitos e corrupção ''''não têm bronca'''', não têm ''''pobrema'''', não têm ''''mosquito''''; tudo acaba bem e esquecido. O que antes se fazia com vergonha e até com mais parcimônia, agora é feito às claras, com uma tácita aprovação do Executivo
.Trata-se da institucionalização da amoralidade útil, da desmoralização dos escândalos. Vivemos na República do ''''é assim mesmo''''. Os jornais estão cheios de crimes esquecidos, de eventos inconclusos, e o desencanto nos invade, perdendo o gás até para nos horrorizar.
E tudo isso é muito sutil, tudo adoçado pelo charme de ''''Maquiavel Macunaíma'''' do presidente; tudo fica invisível quase, tudo fica desmentido pela inesperada diminuição do desemprego, pelo aumento da produção industrial e pela estabilidade monetária. Que ótimo! A economia vai bem... Como explicar, se ninguém faz nada, a não ser o Banco Central e, obviamente, competências técnicas isoladas na máquina? Como bem disse o Oswaldo Aranha, há 60 anos, ''''O Brasil progride enquanto dorme''''
.Na minha pobre vida, já tive vários arrepios de pavor na véspera de desastres políticos.
Meu primeiro arrepio foi em 54, menino, ao lado do rádio, quando ouço o Repórter Esso: ''''O presidente Vargas acaba de se suicidar com um tiro no peito!''''
Depois, estou no estribo de um bonde, em 61. ''''Jânio Quadros renunciou!'''', grita um sujeito de chapéu e sem dentes. Gelou-me a alma. Eu já tivera uns arrepios quando ele proibira biquínis nas praias e inventara terninhos safári para funcionários públicos. Tínhamos eleito um louco!
Em 64, eu estava no comício da Central do Brasil. Clima de vitória do socialismo, sob as tochas dos bravos operários da Petrobrás. Jango discursando. Volto para casa e, do ônibus, vejo uma vela acesa em cada janela da classe média, em sinal de luto pelo comício da Esquerda. Outro arrepio. ''''Não vai dar certo'''' - foi a certeza brutal que me baixou.
Na capa da revista O Cruzeiro, um baixinho feio, vestido de verde-oliva, me olha. Quem é? É o novo presidente, Castelo Branco. Arrepio na alma: minha vida adulta seria corroída por aquele dia. Foram 21 anos.
Tancredo no hospital e o sorriso deslumbrado dos médicos de Brasília, amparando o presidente como um boneco de ventríloquo para a opinião pública. ''''Vai morrer!'''' - arrepiei-me. O jaquetão do Sarney, deslumbrado e contristado, me arrepiou. A foto sorridente de Collor, na capa da Veja, com o título ''''Caçador de Marajás'''' me deu pavor.
Em 94, com a vitória do Brasil na Copa e um intelectual da nova esquerda subindo ao poder, tive esperança. Mas, quando vi que a Academia em peso o sabotaria por inveja e rancor, sem dar-lhe apoio nenhum em sua tentativa de reformar o Estado patrimonialista, vi que a barra era mais pesada, que o atraso estava dentro de belas cabeças.
E agora, que arrepio é este que sinto?
Acho que algo muito ruim está cozinhando em banho-maria nosso avanço político. Há alguma coisa ''''não acontecendo'''' no Brasil que me dá arrepios.
NOBLAT DEU
Dessa vez Lula não foi bobo. Foi leviano
Há ocasiões em que Lula se limita a dizer bobagens. Do tipo: "Quando minha mãe nasceu era analfabeta". Ou "o sistema de Saúde do Brasil é quase perfeito". Tudo bem. Estamos acostumados.
Mas não foi uma bobagem o que ele disse hoje ao comentar as dezenas de ações impetradas na Justiça por fiéis da Igreja Universal contra o jornal Folha de S. Paulo e a jornalista Elvira Lobato.
Lula disse:
- A liberdade de imprensa pressupõe isso. Se escreve o que quer e se ouve o que não quer.
Dessa vez Lula não foi bobo. Foi leviano.
A Folha de S. Paulo publicou reportagem de Elvira Lobato sobre o império empresarial construído pelo bispo Edir Macedo, dono da Igreja Universal. Macedo se sentiu ofendido. E o que fez? Acionou seus auxiliares, que por sua vez acionaram fiéis da igreja em duas dezenas de Estados.
De uma ponta à outra do país, valendo-se dos mesmos argumentos e muitas vezes das mesmas expressões, dezenas de fiéis entraram na Justiça contra o jornal e a jornalista se dizendo ofendidos pela reportagem. E pedindo indenizações.
O jornal está empenhado em tentar reunir todas as ações em um único fórum para poder se defender delas. Ainda não conseguiu. Por ora, despacha a repórter e advogados para audiências marcadas do Acre ao Rio Grande do Sul. Se perde uma das audiências, arrisca-se a perder a causa.
No caso, não se trata de uma instituição, pessoa ou grupo de pessoas que processa um jornal e uma jornalista por alguma ofensa de que foi vítima. É clara a tentativa da Igreja Universal de intimidar o jornal, a jornalista e quem mais ouse escrever ou publicar o que possa desagradá-la.
Só não vê isso quem não quer ver.
Lula não quer ver. Por que é cego, desinformado? Não. Por que é bobo? Também não. Porque a liberdade de imprensa é um valor que ele só costuma exaltar da boca para fora, e em discursos e solenidades oficiais. Lula não gosta de notícia, como admitiu certa vez. Gosta de publicidade.
Há ocasiões em que Lula se limita a dizer bobagens. Do tipo: "Quando minha mãe nasceu era analfabeta". Ou "o sistema de Saúde do Brasil é quase perfeito". Tudo bem. Estamos acostumados.
Mas não foi uma bobagem o que ele disse hoje ao comentar as dezenas de ações impetradas na Justiça por fiéis da Igreja Universal contra o jornal Folha de S. Paulo e a jornalista Elvira Lobato.
Lula disse:
- A liberdade de imprensa pressupõe isso. Se escreve o que quer e se ouve o que não quer.
Dessa vez Lula não foi bobo. Foi leviano.
A Folha de S. Paulo publicou reportagem de Elvira Lobato sobre o império empresarial construído pelo bispo Edir Macedo, dono da Igreja Universal. Macedo se sentiu ofendido. E o que fez? Acionou seus auxiliares, que por sua vez acionaram fiéis da igreja em duas dezenas de Estados.
De uma ponta à outra do país, valendo-se dos mesmos argumentos e muitas vezes das mesmas expressões, dezenas de fiéis entraram na Justiça contra o jornal e a jornalista se dizendo ofendidos pela reportagem. E pedindo indenizações.
O jornal está empenhado em tentar reunir todas as ações em um único fórum para poder se defender delas. Ainda não conseguiu. Por ora, despacha a repórter e advogados para audiências marcadas do Acre ao Rio Grande do Sul. Se perde uma das audiências, arrisca-se a perder a causa.
No caso, não se trata de uma instituição, pessoa ou grupo de pessoas que processa um jornal e uma jornalista por alguma ofensa de que foi vítima. É clara a tentativa da Igreja Universal de intimidar o jornal, a jornalista e quem mais ouse escrever ou publicar o que possa desagradá-la.
Só não vê isso quem não quer ver.
Lula não quer ver. Por que é cego, desinformado? Não. Por que é bobo? Também não. Porque a liberdade de imprensa é um valor que ele só costuma exaltar da boca para fora, e em discursos e solenidades oficiais. Lula não gosta de notícia, como admitiu certa vez. Gosta de publicidade.
TERÇA NOS JORNAIS
- JB: Ministério escondeu cartões do Congresso
- FOLHA: Receita aperta o cerco a dependentes
- ESTADÃO: Incra fará pente-fino em fazendas na Amazônia
- O GLOBO: Projeto do governo proíbe fumo em locais fechados
- GAZETA MERCANTILl: Reajuste do minério preocupa a indústria
- ESTADO DE MINAS: As novas regras e o calendário do IR 2008
- JB: Ministério escondeu cartões do Congresso
- FOLHA: Receita aperta o cerco a dependentes
- ESTADÃO: Incra fará pente-fino em fazendas na Amazônia
- O GLOBO: Projeto do governo proíbe fumo em locais fechados
- GAZETA MERCANTILl: Reajuste do minério preocupa a indústria
- ESTADO DE MINAS: As novas regras e o calendário do IR 2008
segunda-feira, fevereiro 18, 2008
SÃO MIGUEL DOS MILAGRES -AL
PARAÍSO AMEAÇADO
São Miguel dos milagres é uma cidade importante no litoral de Alagoas e que tem praias paradisíacas. Além da sua beleza natural, São Miguel, conta com algumas fontes de água mineral com água de ótima qualidade e que, como bem público, deve ser preservada.
Acontece que em São Miguel tem um chafariz municipal que abastece parte da cidade e alguns distritos entre eles Porto de Pedras, Lages, Roque e Marcineiros. Esse chafariz está ameaçado pela construção de uma casa, a mais ou menos 05 (cinco) metros de distância. Como praticamente não existe saneamento em São Miguel será construída na casa, uma fossa séptica, que poderá comprometer a qualidade d’água dessa fonte e conseqüentemente o abastecimento desses distritos. Pedimos a atenção da Prefeitura do Ministério Público contra esse atentado à população dessa região.
São Miguel dos milagres é uma cidade importante no litoral de Alagoas e que tem praias paradisíacas. Além da sua beleza natural, São Miguel, conta com algumas fontes de água mineral com água de ótima qualidade e que, como bem público, deve ser preservada.
Acontece que em São Miguel tem um chafariz municipal que abastece parte da cidade e alguns distritos entre eles Porto de Pedras, Lages, Roque e Marcineiros. Esse chafariz está ameaçado pela construção de uma casa, a mais ou menos 05 (cinco) metros de distância. Como praticamente não existe saneamento em São Miguel será construída na casa, uma fossa séptica, que poderá comprometer a qualidade d’água dessa fonte e conseqüentemente o abastecimento desses distritos. Pedimos a atenção da Prefeitura do Ministério Público contra esse atentado à população dessa região.
SAÚDE
IMPORTANTE
POR FAVOR PRESTE ATENÇÃO
Isto é muito importante e pode salvar a vida de uma pessoa
Isto pode ser útil
Durante um churrasco uma amiga tropeçou e caiu no chão suavemente.
Ela garantiu aos presentes que estava bem (aos que se ofereceram para chamar por socorro) e que havia tropeçado no ladrilho por causa dos seus sapatos novos.
Os seus amigos ajudaram -na a levantar-se e trouxeram-lhe um novo prato de comida, enquanto ela parecia um pouco aturdida, tentando desfrutar da festa durante o resto da tarde.
Mais tarde o marido ligou para os seus amigos informando-os que sua mulher havia sido levada ao hospital onde veio a falecer. Havia sofrido um AVC (Acidente Vascular Cerebral) durante o churrasco.
Se seu esposo e amigos soubessem como reconhecer um AVC. Talvez hoje ela estivesse viva.
-Reconhecer um AVC
Um neurologista afirma que se o chamarem dentro das primeiras 3 horas, os efeitos de um AVC podem ser revertidos totalmente. Afirma que é crucial diagnostica-lo e prestar assistência ao paciente nas três horas subsequentes.
Lembre-se dos "3" passos.
Leia e aprenda!
Atualmente os médicos estabeleceram uma regra para reconhece-lo mediante três simples perguntas:
1-Peça que a pessoa sorria
2-Peça que a pessoa levante ambos os braços
3-Peça que a pessoa pronuncie uma frase simples(coerente)Exemplo: Hoje está um dia ensolarado
Se ele apresentar dificuldades numa destas três questões, chame imediatamente o socorro e descreva os sintomas.
É importante voce aprender essa técnica de identificação do AVC e passar para outras pessoas. Voce pode salvar uma vida.
Coloboração de Apolo.
POR FAVOR PRESTE ATENÇÃO
Isto é muito importante e pode salvar a vida de uma pessoa
Isto pode ser útil
Durante um churrasco uma amiga tropeçou e caiu no chão suavemente.
Ela garantiu aos presentes que estava bem (aos que se ofereceram para chamar por socorro) e que havia tropeçado no ladrilho por causa dos seus sapatos novos.
Os seus amigos ajudaram -na a levantar-se e trouxeram-lhe um novo prato de comida, enquanto ela parecia um pouco aturdida, tentando desfrutar da festa durante o resto da tarde.
Mais tarde o marido ligou para os seus amigos informando-os que sua mulher havia sido levada ao hospital onde veio a falecer. Havia sofrido um AVC (Acidente Vascular Cerebral) durante o churrasco.
Se seu esposo e amigos soubessem como reconhecer um AVC. Talvez hoje ela estivesse viva.
-Reconhecer um AVC
Um neurologista afirma que se o chamarem dentro das primeiras 3 horas, os efeitos de um AVC podem ser revertidos totalmente. Afirma que é crucial diagnostica-lo e prestar assistência ao paciente nas três horas subsequentes.
Lembre-se dos "3" passos.
Leia e aprenda!
Atualmente os médicos estabeleceram uma regra para reconhece-lo mediante três simples perguntas:
1-Peça que a pessoa sorria
2-Peça que a pessoa levante ambos os braços
3-Peça que a pessoa pronuncie uma frase simples(coerente)Exemplo: Hoje está um dia ensolarado
Se ele apresentar dificuldades numa destas três questões, chame imediatamente o socorro e descreva os sintomas.
É importante voce aprender essa técnica de identificação do AVC e passar para outras pessoas. Voce pode salvar uma vida.
Coloboração de Apolo.
sábado, fevereiro 16, 2008
SOCIEDADE
O fim do casamento de Pelé
Pelé, de 67 anos, anuncia o fim de seu casamento com Assíria e já curte a vida de solteiro. Para ele a decisão é definitiva, mas ela acha que não.
Ô seu Pelé, cria juízo, esse negócio de ficar casa- separa-casa-separa, não tá legal. Casamento é até que a morte nos separe.
Eu já morri três vezes.
hahahahahahhahahahahahahahah
O fim do casamento de Pelé
Pelé, de 67 anos, anuncia o fim de seu casamento com Assíria e já curte a vida de solteiro. Para ele a decisão é definitiva, mas ela acha que não.
Ô seu Pelé, cria juízo, esse negócio de ficar casa- separa-casa-separa, não tá legal. Casamento é até que a morte nos separe.
Eu já morri três vezes.
hahahahahahhahahahahahahahah
JORNAIS DE HOJE
-JB: Furto na Petrobras foi obra de espiões
- FOLHA: Furto na Petrobras é questão de Estado, acredita Planalto
- ESTADÃO: CPI dos cartões terá controle do governo
- O GLOBO: Petrobras não avisou nem aos sócios do roubo de notebooks
- GAZETA MERCANTILl: Reajuste de 5.000% em Cumbica preocupa aéreas
- CORREIO: Intervenção na Finatec. Diretoria é afastada
-DIÁRIO DE NATAL:Polícia investiga bando de irmãos pistoleiros
-TRIBUNA DO NORTE:Lula autoriza privatização do aeroporto de São Gonçalo
-JB: Furto na Petrobras foi obra de espiões
- FOLHA: Furto na Petrobras é questão de Estado, acredita Planalto
- ESTADÃO: CPI dos cartões terá controle do governo
- O GLOBO: Petrobras não avisou nem aos sócios do roubo de notebooks
- GAZETA MERCANTILl: Reajuste de 5.000% em Cumbica preocupa aéreas
- CORREIO: Intervenção na Finatec. Diretoria é afastada
-DIÁRIO DE NATAL:Polícia investiga bando de irmãos pistoleiros
-TRIBUNA DO NORTE:Lula autoriza privatização do aeroporto de São Gonçalo
CORJA
Cora Ronai em O Globo
o governo não está nem aí para o que nós, imbecis também conhecidos como contribuintes, achamos ou deixamos de achar. Quando o sangue me ferve nas veias (vale dizer todos os dias, quando pego o jornal), brinco de faz-de-conta: tento acompanhar o noticiário como se morasse em outra galáxia. O diabo é que há coisas que não há Star Trek que resolva. Agora mesmo, não sei o que me deixa mais perplexa e indignada na farra dos cartões corporativos, se o roubo descarado do nosso dinheiro, ou o contorcionismo mental de colegas, que já considerei gente de boa reflexão, tentando defender essa nojeira.Os argumentos são espantosos. Aquela ex-ministra racista, que acha tão normal negros odiarem brancos, está, obviamente, sendo vítima de pessoas que não a conhecem; ora, se até o Zé Dirceu já garantiu que ela não agiu por má-fé! Roubou sem querer, a coitada, e a Grande Imprensa, branca e machista, lá, nos seus calcanhares. O outro comprou uma tapioca de míseros oito reais, e a Grande Imprensa, uivam os jornalistas amestrados, dá o fato em manchete. Como se o que estivesse em discussão não fosse o como, mas o quanto. Para não falar na eterna ladainha do governo, repetida como um press-release que, a essa altura, sequer tem o benefício da novidade: “na época do FhC era a mesma coisa”. Mas, perdão: não foi para isso que a atual corja foi eleita?! Para mudar tudo o que estava errado?! Para implantar um sentido ético no trato da coisa pública?!
Cora Ronai em O Globo
o governo não está nem aí para o que nós, imbecis também conhecidos como contribuintes, achamos ou deixamos de achar. Quando o sangue me ferve nas veias (vale dizer todos os dias, quando pego o jornal), brinco de faz-de-conta: tento acompanhar o noticiário como se morasse em outra galáxia. O diabo é que há coisas que não há Star Trek que resolva. Agora mesmo, não sei o que me deixa mais perplexa e indignada na farra dos cartões corporativos, se o roubo descarado do nosso dinheiro, ou o contorcionismo mental de colegas, que já considerei gente de boa reflexão, tentando defender essa nojeira.Os argumentos são espantosos. Aquela ex-ministra racista, que acha tão normal negros odiarem brancos, está, obviamente, sendo vítima de pessoas que não a conhecem; ora, se até o Zé Dirceu já garantiu que ela não agiu por má-fé! Roubou sem querer, a coitada, e a Grande Imprensa, branca e machista, lá, nos seus calcanhares. O outro comprou uma tapioca de míseros oito reais, e a Grande Imprensa, uivam os jornalistas amestrados, dá o fato em manchete. Como se o que estivesse em discussão não fosse o como, mas o quanto. Para não falar na eterna ladainha do governo, repetida como um press-release que, a essa altura, sequer tem o benefício da novidade: “na época do FhC era a mesma coisa”. Mas, perdão: não foi para isso que a atual corja foi eleita?! Para mudar tudo o que estava errado?! Para implantar um sentido ético no trato da coisa pública?!
sexta-feira, fevereiro 15, 2008
PIADA DO DIA
Enviada por Apolo
MINERIM DE MURIAÉ
Dois cumpadres, lá na praça nova de prefeitura do Zé Brás, pitavam o
cigarrim de paia e proseavam.
Um deles pergunta:
- Ô cumpadre, cumé que chama mermo aquela coisa que as muié tem (faz um
sinal com as duas mãos), quentim, cabeludim, que a gente gosta, vermeia e
que come terra?
- Uái... (Olha para o sinal das duas mãos) Quentim... Vermeia...? A gente
gosta? Uái, sô, só pode ser xoxota. Mas eu num sabia que comia terra, sô!
O outro, dá uma pitada no cigarro....:
- Pois come, cumpadre. Só di mim, cumeu três fazenda.
Enviada por Apolo
MINERIM DE MURIAÉ
Dois cumpadres, lá na praça nova de prefeitura do Zé Brás, pitavam o
cigarrim de paia e proseavam.
Um deles pergunta:
- Ô cumpadre, cumé que chama mermo aquela coisa que as muié tem (faz um
sinal com as duas mãos), quentim, cabeludim, que a gente gosta, vermeia e
que come terra?
- Uái... (Olha para o sinal das duas mãos) Quentim... Vermeia...? A gente
gosta? Uái, sô, só pode ser xoxota. Mas eu num sabia que comia terra, sô!
O outro, dá uma pitada no cigarro....:
- Pois come, cumpadre. Só di mim, cumeu três fazenda.
quinta-feira, fevereiro 14, 2008
BRASILEIRO: POVO INTELIGENTE E CRIATIVO
O brasileiro, cantado em prosa e verso como um povo criativo e inteligente, acaba de dar uma prova de sua capacidade criativa.
Na semana passada a União Européia decretou um embargo a carne brasileira, alegando falhas na fiscalização sanitária e quebra de normas estabelecidas anteriormente, entre elas uma relação de 300 fazendas que seriam autorizadas a exportar para a Europa. O govêrno sempre pronto a enganar o povo, tentou ludribiar a UE e mandou um relação com 2.681 fazendas pesando que a UE iria engolir. Resultado decretou suspenção de toda compra de carne.
Ontem o Ministro da agricultura informou que o Brasil exportou carne, sem fiscalização e sem rastreamento.
Esse é mais um exemplo da nossa criatividade. PRÊMIO NOBEL, nós não ganhamos, em educação estamos na rabeira. Agora em maracutaia e safadeza nós ganhamos diiiiiiissssparado.
O brasileiro, cantado em prosa e verso como um povo criativo e inteligente, acaba de dar uma prova de sua capacidade criativa.
Na semana passada a União Européia decretou um embargo a carne brasileira, alegando falhas na fiscalização sanitária e quebra de normas estabelecidas anteriormente, entre elas uma relação de 300 fazendas que seriam autorizadas a exportar para a Europa. O govêrno sempre pronto a enganar o povo, tentou ludribiar a UE e mandou um relação com 2.681 fazendas pesando que a UE iria engolir. Resultado decretou suspenção de toda compra de carne.
Ontem o Ministro da agricultura informou que o Brasil exportou carne, sem fiscalização e sem rastreamento.
Esse é mais um exemplo da nossa criatividade. PRÊMIO NOBEL, nós não ganhamos, em educação estamos na rabeira. Agora em maracutaia e safadeza nós ganhamos diiiiiiissssparado.
LULA - NOTAS FRIAS
Uma auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) sobre uma viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Ponta Porã (MS), em março de 2003, encontrou 27 notas fiscais frias na prestação de contas do aluguel dos carros usados pela comitiva presidencial. Pago com os cartões corporativos do governo, o aluguel foi muito mais barato do que o valor que consta nas notas, o que levanta a suspeita de uso irregular de dinheiro público por meio dos cartões – mais uma vez.
Lula visitou a região naquele ano para inaugurar um assentamento de sem-terra. De acordo com as 27 notas apresentadas pelo Planalto ao TCU, a comitiva do presidente teria gasto 206.000 reais no aluguel de veículos. O dono da empresa que prestou o serviço, no entanto, revelou ao jornal Folha de S. Paulo que cobrou apenas 40.000 reais da Presidência – menos de um quinto da quantia declarada.
Uma auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) sobre uma viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Ponta Porã (MS), em março de 2003, encontrou 27 notas fiscais frias na prestação de contas do aluguel dos carros usados pela comitiva presidencial. Pago com os cartões corporativos do governo, o aluguel foi muito mais barato do que o valor que consta nas notas, o que levanta a suspeita de uso irregular de dinheiro público por meio dos cartões – mais uma vez.
Lula visitou a região naquele ano para inaugurar um assentamento de sem-terra. De acordo com as 27 notas apresentadas pelo Planalto ao TCU, a comitiva do presidente teria gasto 206.000 reais no aluguel de veículos. O dono da empresa que prestou o serviço, no entanto, revelou ao jornal Folha de S. Paulo que cobrou apenas 40.000 reais da Presidência – menos de um quinto da quantia declarada.

André Petry
OS NOSSOS MALANDROS
"Na nossa política, os caciques fazem parecerestupidez ingênua consultar seus filiados, umbando de anônimos que desconhecem os labirintosda política e as engrenagens das campanhas"
As eleições primárias que democratas e republicanos fazem nos Estados Unidos para definir os candidatos presidenciais são um carnaval caótico, com regras que mudam de estado para estado e formam um caleidoscópio tão confuso que ninguém entende direito. Os números finais de delegados para cada candidato a candidato resultam de cálculos matemáticos tão tortuosos que todo mundo fica à espera de que algum gênio os traga à luz – e, quando dois gênios o fazem, apresentam números diferentes. Uma coisa, porém, é cristalina: as primárias americanas são um show de democracia de dar arrepios em qualquer morubixaba.
Agora mesmo, nas três principais capitais brasileiras, como se discute a escolha dos candidatos a prefeito? Em São Paulo e no Rio de Janeiro, tudo se desdobra numa guerra surda entre patrões a que a platéia só tem acesso pelas frestas. Em São Paulo, depenam-se os tucanos. No Rio, conflagram-se duas alas do PMDB. Em Belo Horizonte, o processo é inverso, mas a natureza é idêntica. Ali, dá-se um conchavo afável em que manda-chuvas tucanos e petistas se adulam para selar uma aliança, mas a ninguém ocorreu tomar uma providência básica, transparente e democrática: ouvir os filiados.
A imagem-símbolo dos curacas nacionais é o jantar de quatro talheres no Massimo, reduto gastronômico paulistano, em fevereiro de 2006. À mesa, a cúpula tucana discutiu quem seria o candidato presidencial. Cena tão elitista, na forma e no conteúdo, que o governador mineiro Aécio Neves, um dos presentes ao célebre jantar, pediu que o novo candidato seja decidido num bandejão. Muda a forma, mantém-se o conteúdo.
O PT tem feito melhor, com suas prévias. Para as eleições municipais, seu candidato à prefeitura de Porto Alegre será escolhido em consulta aos filiados. É melhor que jantar no Massimo ou almoçar em bandejão, mas é só um começo. Em 2002, quando o senador Eduardo Suplicy se atreveu a disputar prévias para escolher o concorrente do PT ao Planalto, Luiz Inácio Lula da Silva, como bom tuxaua, encheu-se de muxoxos, sapateou e só topou a disputa depois de garantir que dela levaria algo próximo da aclamação. Levou.
Nas primárias do Partido Democrata, Hillary Clinton e Barack Obama já fizeram dezoito debates na televisão. Dezoito. Ela dorme três horas por noite. Obama começou sua campanha indo atrás de dinheiro, agora é o dinheiro que vai atrás de sua campanha. Se não desmente, ao menos fragiliza o argumento de que tudo não passa de um show para milionários. O republicano Mitt Romney, mórmon riquíssimo, tirou do próprio bolso 35 milhões de dólares para viabilizar-se candidato. Acaba de desistir da disputa.
Na nossa política, os caciques fazem parecer uma estupidez ingênua consultar um bando de anônimos que desconhecem os labirintos da política e as engrenagens afiadas de uma campanha. Na verdade, é discurso para encobrir a esperteza malandra de coronel partidário. E, claro, acumular poder – de mando, de ganho e de chantagem.
As primárias americanas são repletas de defeitos. São alvo freqüente de chicanas e não eliminam o poder dos barões, que têm influência nas decisões e podem, em situações determinadas, dar a cartada final. Não é um processo acabado. Mas é melhor que jantar, almoço ou prévia para aclamação. O eleitor brasileiro acha que é enganado depois que o eleito toma posse.
Talvez o engano comece antes.
Agora mesmo, nas três principais capitais brasileiras, como se discute a escolha dos candidatos a prefeito? Em São Paulo e no Rio de Janeiro, tudo se desdobra numa guerra surda entre patrões a que a platéia só tem acesso pelas frestas. Em São Paulo, depenam-se os tucanos. No Rio, conflagram-se duas alas do PMDB. Em Belo Horizonte, o processo é inverso, mas a natureza é idêntica. Ali, dá-se um conchavo afável em que manda-chuvas tucanos e petistas se adulam para selar uma aliança, mas a ninguém ocorreu tomar uma providência básica, transparente e democrática: ouvir os filiados.
A imagem-símbolo dos curacas nacionais é o jantar de quatro talheres no Massimo, reduto gastronômico paulistano, em fevereiro de 2006. À mesa, a cúpula tucana discutiu quem seria o candidato presidencial. Cena tão elitista, na forma e no conteúdo, que o governador mineiro Aécio Neves, um dos presentes ao célebre jantar, pediu que o novo candidato seja decidido num bandejão. Muda a forma, mantém-se o conteúdo.
O PT tem feito melhor, com suas prévias. Para as eleições municipais, seu candidato à prefeitura de Porto Alegre será escolhido em consulta aos filiados. É melhor que jantar no Massimo ou almoçar em bandejão, mas é só um começo. Em 2002, quando o senador Eduardo Suplicy se atreveu a disputar prévias para escolher o concorrente do PT ao Planalto, Luiz Inácio Lula da Silva, como bom tuxaua, encheu-se de muxoxos, sapateou e só topou a disputa depois de garantir que dela levaria algo próximo da aclamação. Levou.
Nas primárias do Partido Democrata, Hillary Clinton e Barack Obama já fizeram dezoito debates na televisão. Dezoito. Ela dorme três horas por noite. Obama começou sua campanha indo atrás de dinheiro, agora é o dinheiro que vai atrás de sua campanha. Se não desmente, ao menos fragiliza o argumento de que tudo não passa de um show para milionários. O republicano Mitt Romney, mórmon riquíssimo, tirou do próprio bolso 35 milhões de dólares para viabilizar-se candidato. Acaba de desistir da disputa.
Na nossa política, os caciques fazem parecer uma estupidez ingênua consultar um bando de anônimos que desconhecem os labirintos da política e as engrenagens afiadas de uma campanha. Na verdade, é discurso para encobrir a esperteza malandra de coronel partidário. E, claro, acumular poder – de mando, de ganho e de chantagem.
As primárias americanas são repletas de defeitos. São alvo freqüente de chicanas e não eliminam o poder dos barões, que têm influência nas decisões e podem, em situações determinadas, dar a cartada final. Não é um processo acabado. Mas é melhor que jantar, almoço ou prévia para aclamação. O eleitor brasileiro acha que é enganado depois que o eleito toma posse.
Talvez o engano comece antes.
Fonte: Revista VEJA
quarta-feira, fevereiro 13, 2008
JORNAIS DE HOJE
- JB: Abin sacou R$ 26 milhões dos cartões em cinco anos
- FOLHA: Ministros embolsam verba de mudança sem precisar
- ESTADÃO: Inflação cai e Mantega diz que juros não devem subir
- GLOBO: Planalto luta para ter comando total da CPI
- GAZETA MERCANTIL: Itaú supera o Bradesco com lucro de R$ 8,5 bi em 2007
- ESTADO DE MINAS: Alívio na crise dos EUA
- JB: Abin sacou R$ 26 milhões dos cartões em cinco anos
- FOLHA: Ministros embolsam verba de mudança sem precisar
- ESTADÃO: Inflação cai e Mantega diz que juros não devem subir
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- GAZETA MERCANTIL: Itaú supera o Bradesco com lucro de R$ 8,5 bi em 2007
- ESTADO DE MINAS: Alívio na crise dos EUA
SEGURANÇA NACIONAL
-Botox é segurança nacional?
-Motel é segurança nacional?
-Tapioca é segurança nacional?
-Mesa de sinuca é segurança nacional?
-Implante dentário é segurança Nacional?
-Lipo é segurança nacional?
-Lifting é segurança nacional?
-Picanha é segurança nacional?
Quer dizer que botar no rabo do povo é segurança nacional?
-Botox é segurança nacional?
-Motel é segurança nacional?
-Tapioca é segurança nacional?
-Mesa de sinuca é segurança nacional?
-Implante dentário é segurança Nacional?
-Lipo é segurança nacional?
-Lifting é segurança nacional?
-Picanha é segurança nacional?
Quer dizer que botar no rabo do povo é segurança nacional?
terça-feira, fevereiro 12, 2008
PT-GOVÊRNO DOS BANQUEIROS?
LUCRO DO ITAÚ BATE RECORDE
da Folha Online
O lucro líquido consolidado do banco Itaú em 2007 foi de R$ 8,474 bilhões, um crescimento de 96,66% em relação ao resultado de 2006, quando lucrou R$ 4,309 bilhões, segundo dados divulgados nesta terça-feira. Com o resultado de hoje, o Itáu supera o Bradesco (que teve em 2007 um lucro de R$ 8,010 bilhões) e estabelece um novo recorde para um banco no país.
KKKKKKK, KKKKKK, KKKKKK, KKKKKK
LUCRO DO ITAÚ BATE RECORDE
da Folha Online
O lucro líquido consolidado do banco Itaú em 2007 foi de R$ 8,474 bilhões, um crescimento de 96,66% em relação ao resultado de 2006, quando lucrou R$ 4,309 bilhões, segundo dados divulgados nesta terça-feira. Com o resultado de hoje, o Itáu supera o Bradesco (que teve em 2007 um lucro de R$ 8,010 bilhões) e estabelece um novo recorde para um banco no país.
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