sexta-feira, junho 14, 2013

MARIA CRISTINA FRIAS - MERCADO ABERTO

FOLHA DE SP - 14/06

Construção pesada se recupera em abril e maio
Após um início de ano com resultados fracos, o setor de construção pesada deu sinais de recuperação, segundo dados do Sinicesp (Sindicato da Indústria da Construção Pesada de São Paulo).

No primeiro trimestre de 2013, as vendas de asfalto --indicador do nível econômico do segmento-- estiveram em patamar inferior aos registrados em 2012 e em 2011.

Em abril, no entanto, a comercialização chegou a 203,7 mil toneladas do produto --3.000 a menos que em 2012 e 27,8 mil a mais que em 2011.

No mês passado, houve praticamente um empate com as vendas do mesmo período de 2012.

"As licitações do governo aumentaram. Desde março, o setor opera em nível melhor que o esperado", afirma Helcio Farias, da entidade.

"Houve crescimento tanto na produção como na venda. O asfalto é um produto que se fabrica em um dia para vender logo em seguida, pois não é fácil de estocar."

O sindicato prevê que os números negativos de janeiro, fevereiro e março serão compensados pelos dos próximos meses, o que fará com que a construção pesada feche o ano com crescimento ante 2012.

A retração na comercialização de asfalto nos três primeiros meses do ano foi decorrente do excesso de chuvas no período --superior ao que se esperava--, ainda de acordo com o sindicato.

Setor de bebidas pede que a tributação não suba em outubro
O ministro Guido Mantega (Fazenda) se reuniu ontem com representantes do setor de bebidas em seu gabinete, em Brasília.

Estavam no encontro, o presidente da Ambev, João de Castro Neves, e o presidente da Coca-Cola do Brasil, Xienar Zarazúa, entre outros. O objetivo foi discutir a conjuntura econômica.

Os executivos apresentaram números que mostraram queda no volume total de vendas no primeiro trimestre na comparação com o primeiro trimestre de 2012.

Os dados relativos à produção em abril e maio também seguem desfavoráveis na indústria como um todo, segundo executivos. Uma fábrica da Heineken foi fechada.

"Há menos dinheiro disponível. A queda é tanto em cervejas quanto em refrigerantes, e é semelhante em todo o segmento", disse um dos presentes, depois da reunião.

Um outro executivo contou que não foram pedir redução da carga tributária.

"No nosso setor, se não aumentarem impostos em outubro, como o governo sinalizou, já ajudam", afirmou.

Os resultados da Ambev no primeiro trimestre deste ano ante o mesmo período de 2012 indicaram alta de 9,4% do custo de produto e crescimento de 0,8% da receita líquida. O ministério, em conjunto com as empresas, aprofundará os estudos sobre o setor.

PESO NO BOLSO DAS EMPRESAS
Com o real mais fraco, as brasileiras despencaram no ranking das cidades com maior custo de vida do mundo, segundo pesquisa da consultoria especializa em expatriação ECA International.

A análise foi feita com base nos preços de comidas, bebidas, serviços, eletrônicos e refeições fora de casa.

O Rio de Janeiro, que costuma aparecer no primeiro lugar no Brasil, estava na 32ª posição global no ano passado. Agora, ocupa o 52º lugar.

São Paulo passou de 37º para 65º, e Brasília, de 47º para 77º. Caracas continua como o local mais caro das Américas, mas também caiu no ranking mundial: do 12º lugar para o 33º.

No sentido contrário, aparece Buenos Aires, que, com sua inflação, subiu 12 posições e está agora em 64º. Dois anos atrás, a cidade era a 130ª mais cara.

O topo do ranking é atualmente ocupado por Oslo (Noruega) e Luanda (Angola).

MAQUINÁRIO ENCOMENDADO
A empresa Mili, do setor de higiene e limpeza, investirá R$ 50 milhões para aumentar sua capacidade de produção de fraldas.

Com a ampliação, a companhia espera que o segmento gere uma receita entre R$ 250 milhões e R$ 400 milhões. No ano passado, o faturamento com o produto foi de R$ 180 milhões.

"Queremos que aumente cerca de 50%, já que, para este ano, a previsão é de R$ 250 milhões em receita bruta", diz Vanderlei Micheletto, sócio da Mili.

Os equipamentos para expandir a linha de fraldas, de origem italiana, já foram encomendados, mas devem chegar ao país apenas em meados de 2014.

A previsão é que entrem em operação em 2015, após serem instalados na planta de Curitiba --a companhia tem outras duas fábricas, uma em Maceió e outra em Três Barras (SC).

Focada nas classes C e D, a companhia distribui a maior parte de sua produção em cidades pequenas do interior do país.

Há um ano e meio, ela começou também a expandir seu segmento de papéis, para o qual destinou um aporte de R$ 200 milhões.

R$ 841 milhões
foi o faturamento total da empresa no ano passado

18,45%
foi o crescimento da companhia na comparação com 2011

R$ 1 bilhão
é quanto a Mili espera faturar neste ano

19%
é quanto a empresa precisa crescer para atingir a meta

1.500
é o número total de funcionários

3
são as companhias que podem ser consideradas as principais concorrentes: Kimberly-Clark, Santher e CMPC

Primeiros passos A usina de beneficiamento do Projeto Ferro Carajás S11D, da Vale, começa a sair do papel no sudeste do Pará. A mineradora concluiu na semana passada o transporte de um dos módulos que vão compor a usina, com altura equivalente a um prédio de seis andares.

Voo distante A companhia aérea Etihad Airways, dos Emirados Árabes, recebeu autorização para operar no Brasil com o transporte de cargas e passageiros. O aval foi publicado ontem pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil). A rota São Paulo-Abu Dhabi já foi inaugurada.

HOTELARIA CARIOCA
A Incortel, que construiu no país cinco hotéis da rede hoteleira Best Western, vai erguer uma unidade na zona sul do Rio de Janeiro ainda neste ano.

A previsão de investimento é de R$ 110 milhões, segundo a empresa.

A unidade terá cerca de 150 quartos e será a primeira de uma série da rede chamada de "fashion", por levar o nome de renomados estilistas internacionais, de acordo com Cecilia Zon Rody, sócia da incorporadora.

O empreendimento será feito com recursos de investidores. "Nenhum financiamento será usado no projeto", afirma Rody.

A empresa prepara também para o segundo semestre, a chegada da bandeira americana à capital paulista.

O contrato entre as duas empresas, que começou em 2012 e tem duração de cinco anos, prevê a construção de 25 hotéis, além dos cinco que já foram concluídos em 2012.

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