quinta-feira, setembro 10, 2009

TODA MÍDIA

Culpa da natureza

NELSON DE SÁ

FOLHA DE SÃO PAULO - 10/09/09

Por internet e televisão, manchetes para Santa Catarina e Osasco, não mais São Paulo. Mas o governador apareceu, falou à Folha Online e foi parar no alto do UOL, com o enunciado "Para Serra, enchente em SP é culpa da natureza". Mais precisamente, "é culpa da natureza que se rebela, temos que rezar para que não se repita". Defendeu a ampliação da marginal Tietê, dizendo que "todas as árvores que foram retiradas dali foram plantadas em outro lugar".
Na Folha Online, Gilberto Dimenstein postou "O maior erro de José Serra", dizendo que "o caos em que se transformou a cidade ajudou a mostrar o maior erro de toda a gestão Serra: torrar milhões para ampliar a marginal, obra absolutamente estúpida e, suspeito, com fundo eleitoral da pior espécie".


EUA VS. LULA
BrasiliaEMBEUA@state.gov

O e-mail chegou ao meio-dia, com o selo acima para download, e a "Declaração da Embaixada dos EUA sobre a concorrência do FX-2". Nos enunciados on-line, pouco depois, "EUA rebatem Lula e dizem concordar com a transferência de tecnologia na venda de caças".
Mais algum tempo e Lula brincou, "ao ser questionado sobre a oferta". Na chamada "+ lida" da Folha Online, no meio da tarde, "Lula ironiza a disputa entre EUA e França e diz que país receberá caças de graça".


LULA RECUA
De Fátima Bernardes, entrando no intervalo, "O presidente da Câmara, Michel Temer, anunciou agora há pouco que o presidente Lula vai retirar o pedido de urgência dos projetos do pré-sal", porque "foi feito um acordo com os partidos de oposição para que sejam votados em plenário a partir de 10 de novembro". Na manchete do G1, "Lula aceitou retirar urgência".
Na chamada da Folha Online, "Lula recua", depois do "compromisso firmado de colocar a matéria em votação no dia 10 de novembro".

"FT" FESTEJA
Após dias de ataque ao marco do pré-sal, o "Financial Times" saudou no alto da home, "Descoberta do Brasil pode ter dois bilhões de barris". O poço de Guará, com participação da britânica BG, teria "o dobro" da descoberta da britânica BP, no Golfo do México. O britânico "FT" brincou em coluna com a disputa, vantajosa para ambas.
Ao fundo, o presidente da Petrobras detalhou ao "Wall Street Journal" o marco, anunciando avaliadores "reconhecidos" para os direitos sobre a produção.


MAIS FRANÇA
Para além da cobertura do acordo militar, o francês "Le Monde" noticiou ontem que, "Diante de um mercado europeu saturado, a Vivendi vai buscar seu crescimento no Brasil". Foi destaque do Valor Online ao site Teletime, com a oferta de compra da GVT que, no valor de R$ 5,4 bilhões, "poderia mudar o setor de telecomunicações no Brasil" -segundo o "WSJ", que chamou na home. No título da análise do Merril Lynch, "Quem iria imaginar?". Segundo o site Tele.Síntese, "analistas aguardam resposta da Telefônica", agora.


"QUEM VENCEU?"
Doug Mills/nytimes.com
Obama diante da imagem do âncora da CBS, ontem
Barack Obama discursou na cerimônia em memória de Walter Cronkite, ontem em destaque por "NYT" e outros. Criticou que muito do que passa por jornalismo, hoje em dia, é "opinião instantânea, fofoca sobre celebridades e as histórias leves que Walter desdenhava, em vez da notícia e do jornalismo investigativo que defendia". Muitas vezes na mídia, prosseguiu o presidente americano, "O que aconteceu hoje?" é substituído por "Quem venceu hoje?". Lamentou "o momento difícil para o jornalismo", com "redações fechando" e baixos padrões.

HORA DE VOTAR
Com o discurso de ontem no Congresso e pela TV, Obama procurou encerrar o debate da reforma na saúde -enquanto, nas manchetes on-line nos EUA, a liderança democrata anunciava a votação, com ou sem republicanos, pois "chegou a hora".

"TESTE MIDIÁTICO"
Já o site Politico destacou que chegou "a hora da verdade" para a capacidade midiática de Obama, com as lideranças partidárias e parlamentares em declínio e a ascensão da opinião via internet, rádio e canais de notícias, que comandou o debate.


"IGUAIS", NÃO
O dia foi de pressão, em portais como G1, contra restrições à cobertura na internet, na reforma eleitoral votada no Senado. Mas o destaque no fim do dia, do Congresso em Foco ao "Jornal Nacional", foi que o Estatuto da Igualdade Racial passou na Câmara sem a expressão "iguais", no artigo sobre empregos em publicidade e TV. Sem "pontos polêmicos", no dizer da Globo.

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