quarta-feira, agosto 19, 2009

JAMIR DE SOUSA LIMA

O PT não é mais aquele


Rapaz, o PT se igualou aos demais. Não pode mais falar do PSDB, PR e DEMO (nome infeliz do antigo PFL ). Quem viu o Mercadante, ontem, aos gritos, bufando tal qual Collor, mal-educado, truculento, querendo desqualificar a depoente Lina, foi demais! Para não ficar diferente, o senador paulista contou com o precioso reforço do intragável Almeida Lima. O PT até que não precisa de reforço, dada a performance de Ideli Salvatti, outra que faz questão de estar à altura dos demais componentes da horripilenta "tropa de choque" doSarney. A ex-secretária só não foi humilhada ao extremo, porque apresentou excelente jogo de cintura e, provavelmente, foi alertada quanto ao comportamento vexaminoso do Senado. Para este Senado chegar ao fundo do poço, como dizem por aí, vai ter que melhorar muito. Já ultrapassou o nível do razoável há muito tempo. O pior de tudo é que o único trabalho daquela casa legislativa é debater o sai-não sai do maior de todos eles, o Sarney, que se tinha biografia respeitável, as denúncias que se acumulam e surgem todo dia, já a arremessaram para o lixo.
O que faz o Senado agir desse jeito é o foro privilegiado, o poder sem conta de manipular verbas,direcioná-las ao seu bel prazer, promover tráfico de influência sem conta, legislar em causa própria, formar capitanias hereditárias nos Estados. É por aí. E não há qualquer disposição dos congressitas de alterar este estado de coisas, que, hoje, lhes assegura um montão de mordomias, cargos e privilégios.
O que deixa a gente um pouco desolado e desesperançado é o fato de que, no ano que vem, a maioria deles vai ser reeleita e zombando, se lixando para a opinião pública e a quem os reelegeu, e rindo gostosamente na nossa cara, e todos nós, sem, que me perdoem o palavrão, vamos ficar com cara de bundão. É o nosso destino e a nossa sina ficar dependente dos eleitores do bolsa-família, bolsa-ditadura, bolsa-escola, bolsa-cultura, bolsa-aliada. Enquanto houver estes tipos de bolsa nada vai mudar, ao contrário, a tendência é piorar cada vez mais.

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