sábado, setembro 28, 2013

BARRA PESADA - MÔNICA BERGAMO

FOLHA DE SP - 28/09

A CNV (Comissão Nacional da Verdade) entregará a grupos estaduais e municipais que também apuram crimes da ditadura um documento com orientações para a tomada de depoimentos de vítimas do regime. O manual de conduta ética recomenda "em hipótese alguma julgar a experiência narrada", "considerar o trauma" e "estar preparado(a) para amparar quem está prestando declarações".

RECORDAR É VIVER
O texto lembra que, no caso de pessoas que sofreram tortura, "falar sobre a própria experiência é revivê-la". Por isso, é preciso "estabelecer uma atmosfera de empatia e acolhimento". No espaço, deve haver água e lenços de papel. No fim, deve-se "agradecer o testemunho, a coragem e a disposição" do depoente. Os relatos colhidos pelas comissões locais auxiliarão o trabalho da CNV.

ARQUIVO
Desde maio de 2012, a CNV ouviu 348 pessoas.

PASSADO A LIMPO
Os prédios centenários da Secretaria de Estado da Justiça, no Pateo do Collegio, serão reformados. A autorização para a obra sai hoje no "Diário Oficial". Os trabalhos nos dois edifícios, projetados por Ramos de Azevedo e inaugurados em 1891, vão começar pelas fachadas, que têm problemas mais urgentes. O custo de R$ 5 milhões é bancado por empresas que fizeram acordo com o Ministério Público.

VAPT-VUPT
E a secretaria se surpreendeu com a procura por um curso virtual sobre direitos humanos que vai oferecer no mês que vem. As vagas se esgotaram em menos de 12 horas. Foram 1.600 inscritos.

SUPERPRODUÇÃO
Luan Santana lançará seu novo DVD, "O Nosso Tempo É Hoje", em 18 salas de cinema simultaneamente no país. A ação ocorre em 19 de outubro. O cantor vai aparecer em uma das salas, de surpresa, para acompanhar a projeção. A divulgação vai custar R$ 1 milhão.

RELEITURA
A Embratur vai lançar na Feira de Frankfurt cinco clássicos da literatura brasileira em inglês numa versão para e-books: "Memórias Póstumas de Brás Cubas", "Quincas Borba" e "Dom Casmurro", de Machado de Assis; "O Cortiço", de Aluísio de Azevedo, e "Iracema", de José de Alencar. É parte de estratégia para fazer do Brasil destino turístico cultural.

DUETO
Otto gravou versão de "Meu Dengo", sucesso de Roberta Miranda, e a convidou para participar. A faixa é parte da trilha do longa "Quase Samba", no qual o cantor e compositor pernambucano atua. O filme de estreia do diretor Ricardo Targino será exibido na Première Brasil do Festival do Rio, na próxima quarta.

PRA DIZER ADEUS

A velha guarda de apresentadores da MTV, entre eles, Astrid Fontenelle, Marina Person, Sarah Oliveira, Cazé Pecini, Luiz Thunderbird e Marcos Mion, estiveram na festa de despedida do canal, que passa para a TV a cabo. A humorista Dani Calabresa, a empresária Fernanda Thompson e a atriz e ex-VJ Patrícia Dejesus também foram ao evento.



GOSTO DO AÉCIO, MAS NÃO DECIDI MEU VOTO'

O cantor Samuel Rosa, 47, diz que quis denunciar a "hipocrisia" ao dizer, durante o show do Skank no Rock in Rio, que "maconha é proibido, mas mensalão pode fazer de novo, né?", referindo-se ao STF (Supremo Tribunal Federal). Após a declaração, um vídeo de 2010 em que o vocalista elogia Aécio Neves (PSDB-MG) foi recuperado e compartilhado nas redes sociais, com textos que diziam que sua fala visava ajudar o presidenciável. Nele, o músico diz que o conterrâneo "ainda tem muito a dar para o país". Rosa falou à coluna sobre a repercussão de sua manifestação.

Folha - Qual era a sua ideia ao fazer a manifestação?
Samuel Rosa - Minha intenção foi clara, [falar] das influências, da hipocrisia. Muito se falou que as pessoas têm direito a recorrer [na votação embargos infringentes pelo Supremo]. Não sei se todo brasileiro poderia recorrer de uma pena. Isso é o que grita mais. Existem certos privilégios, certas incoerências. Todo mundo se viu indignado. "E aí, [o julgamento] não valeu nada?" O brasileiro já é desconfiado por natureza. Finalmente as pessoas que cometeram algum tipo de crime estavam sendo punidas e, de repente, isso estava em xeque. "Será que vai desta vez?" E de repente não. Cabem mais recursos. Queria que isso valesse para todo brasileiro.

Pessoas que criticaram a sua fala recuperaram na internet um vídeo em que você já deu declarações favoráveis a Aécio Neves.
Eu soube disso. Eu gosto do Aécio, mas não é o momento para dizer se ele é meu candidato. Prefiro esperar um pouco mais, ver esquentar a disputa para definir. Não sou contra manifestar meu voto. Já fiz isso várias vezes. Mas prefiro só fazer isso quando eu estiver convicto. Não é o momento para eu me precipitar, falar uma coisa que eu lá na frente possa mudar de ideia. Vamos esperar um pouco aí. Nem sei se o Aécio vai sair candidato.

Você já disse que acredita que ele está preparado para ser presidente.
O Aécio? Sim.

O caso do mensalão mineiro tem que ser julgado também?
Por que não teria? A Justiça é para todos. É isso que a gente espera do país aí para a frente. Todo brasileiro acredita nessas mudanças. Eles [políticos] têm que abrir o olho. O brasileiro não está bobo não. Foi isso que a gente viu agora em junho.

E como você avalia o governo de Dilma Rousseff?
Eu acho que tem muita coisa para melhorar. O Brasil precisa mudar muito ainda. Está no caminho, mas não estou convicto de que as coisas estão andando como deveriam. Acho que são necessárias mudanças mais drásticas. Isso está claro, e não sou só eu que acho. O povo foi às ruas pedindo mudanças. E também espero uma mudança do brasileiro. Ver a consciência política se exacerbar no brasileiro me dá muita esperança.

CURTO-CIRCUITO

A exposição fotográfica "Nogas", com imagens gigantes das recentes manifestações no Brasil, será aberta hoje no Espaço Sala, às 15h, na Sé.

O designer de sapatos Alexandre Birman apresenta hoje sua coleção de primavera/verão no hotel Le Bristol, em Paris.

O Museu Lasar Segall lança hoje, às 15h, o livro "Antologia Brasil, 1890-1930: Pensamento Crítico em Fotografia", organizado por Ricardo Mendes.

O condomínio Aristo by Lindenberg, na Vila Mariana, terá sistema gratuito de empréstimo de bicicletas para os moradores.

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