sexta-feira, novembro 16, 2012

MARIA CRISTINA FRIAS - MERCADO ABERTO


FOLHA DE SP - 16/11

Item pouco industrializado mantém setor no Paraná
Os produtos com pouco grau de industrialização foram os responsáveis por manter o crescimento da indústria paranaense nos últimos 12 meses, avalia o presidente da Fiep (Federação das Indústrias do Paraná), Edson Campagnolo.

Enquanto o setor no país teve retração de 3,1% no período, no Paraná houve expansão de 3%, atrás apenas da de Goiás, que registrou alta de 5,2%, segundo o IBGE.

"O Estado tem uma base agroindustrial e florestal forte, produz compensados e papel, por exemplo", diz.

"O que tem nos segurado é que somos produtores de commodities."

Entre julho e setembro, no entanto, o setor começou a apresentar sinais de queda no Estado e teve seu primeiro trimestre com índices negativos desde julho de 2011.

A queda no período foi de -8,6%, ante o mesmo trimestre do ano passado.

A retração foi puxada pelos segmentos de edição, impressão e reprodução de gravações (que passou de 19,2% para -52,3%), de automotores (de -5,3% para -11,8%) e de máquinas (de 3% para -1,8%).

"É um reflexo do que está acontecendo no país. As medidas recentes do governo, embora positivas, não minimizaram o impacto da crise na indústria, principalmente na manufatura", diz.

Campagnolo, porém, acredita que a indústria ainda irá se recuperar até o final do ano e fechar o período de 12 meses com números positivos.

ALTOS E BAIXOS
Após registrar crescimento de 18% em 2011, com faturamento de aproximadamente R$ 18 bilhões, o setor de luxo no Brasil deve apresentar alta de apenas 8% neste ano.

Os dados são de pesquisa da MCF Consultoria com o grupo GfK, que também aponta que a maior parte dos clientes que consomem luxo (57%) tem entre 25 e 45 anos.

Cerca de 52% são homens e 48%, mulheres, de acordo com o levantamento.

O glamour, a tradição das marcas e a exclusividade são requisitos que atraem quase 80% deste público.

Para se relacionar com tais clientes, a realização de eventos é a maneira mais utilizada pelas empresas (80%), conforme o estudo.

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