domingo, setembro 16, 2012

Os segredos do mensalão - REVISTA VEJA



O empresário Marcos Valério, apontado como o operador do esquema, diz que, em troca do seu silêncio, recebeu garantias do PT de uma punição branda. Condenado pelo STF por vários crimes, cujas penas podem chegar a 100 anos de prisão, ele revela que o ex-presidente Lula sabia de tudo e que o caixa para subornar políticos foi muito maior: 350 milhões de reais

Rodrigo Rangel


Faltavam catorze minutos para as 7 da manhã da últi­ma quarta-feira quando o empresário Marcos Valé­rio, o pivô financeiro do mensalâo, parou seu carro em frente a uma escola, em Belo Hori­zonte. Alvo das mais pesadas condena­ções no julgamento que está em curso no Supremo Tribunal Federal (STF), ele tem cumprido religiosamente a tarefa de levar o filho todos os dias ao colégio. Desce do carro, acompanha o. menino até o portão e se despede com um beijo no rosto. Chega mais cedo para evitar ser visto pelos outros pais e alunos e vai embora depressa, cabisbaixo. “O PT me transformou em bandido”, desabafa. Va­lério sabe que essa rotina em-breve será interrompida. Ele é o único dos 37 réus do mensalão que não tem um átimo de dúvida sobre seu futuro. Na semana pas­sada, o publicitário foi condenado por lavagem de dinheiro, crime que acarreta pena mínima de três anos de prisão. Computadas as punições pelos crimes de corrupção ativa e peculato, já decidi­das, mais evasão de divisas e formação de quadrilha, ainda por julgar, a senten­ça de Marcos Valério pode passar de 100 anos de reclusão. Mesmo com todas as atenuantes da lei penal brasileira, não é improvável que ele termine seus dias na cadeia. Valério tem culpa no cartório, mas fica evidente que ele está carre­gando sobre os ombros uma carga penal que, por justiça, deveria estar mais bem distribuída entre patentes bem mais al­tas na hierarquia do mensalão. É isso que mais martiriza a alma de Valério neste momento, uma dor que ele tènta amenizar lembrando, sempre que pode, que seu silêncio sobre os responsáveis maiores acima dele está lhe custando muito caro.

Apontado como o responsável pela engenharia financeira que possibilitou ao PT montar o maior esquema de cor­rupção da história, Valério enfrenta um dilema. Nos últimos dias, ele confiden­ciou a pessoas próximas detalhes do pacto que havia firmado com o partido. Para proteger os figurões, conta que as­sumiu a responsabilidade por crimes que não praticou sozinho e manteve em segredo histórias comprometedoras que testemunhou quando era o “predi­leto” do poder. Em troca do silêncio, recebeu garantias. Primeiro, de impunidade. Depois, quando o esquema te­ve suas entranhas expostas pela Procuradoria-Geral da República, de penas mais brandas. Valério guarda segredos tão estarrecedores sobre o mensalão que não consegue mais reter só para si — mesmo que agora, desiludido com a falsa promessa de ajuda dos poderosos ) que ele ajudou, tenha um crescente te­mor de que eles possam se vingar dele de forma ainda mais cruel. Os segre­dos de Valério, se revelados, põem o ex-presidente Lula no epicentro do escândalo do mensalão. Sim, no comando das operações. Sim, Lula, que, fiel a seu estilo, fez de tudo para não se contagiar com a podridão à sua volta, mesmo que isso significasse a morte moral e política de companheiros dile­tos. Valério teme, e fala a pessoas próximas, que se contar tudo o que sabe estará assinando a pior de todas as sen­tenças — a de sua morte: “Vão me matar. Tenho de agradecer por estar vivo até hoje”.

Sua mulher, Renilda Santiago, já tentou o suicídio três vezes. Há duas ' semanas, ela telefonou a uma amiga para dizer que iria a um reduto do trá­fico encravado na região central de Be­lo Horizonte comprar uma arma. Avi­sou que havia decidido dar um tiro na cabeça. Renilda está mergulhada em crise aguda de depressão. Os dois fi­lhos do casal vivem dramas à parte. Meses atrás, o menino, de 11 anos, tentou fazer um teste de admissão em uma escola mais perto de casa, mas a diretora nem deixou o garoto começar a prova. A direção da escola não queria entre seus alunos o filho de Marcos Va­lério. A filha mais velha, de 21 anos, passou por constrangimentos cruéis. Em um debate na faculdade de psico­logia, o assunto escolhido pelos cole­gas foi justamente o comportamento do pai dela. Humilhada, ela saiu da sa­la. Chega a ser assustador, mesmo que previsível, que as pessoas esqueçam a mais consagrada prática cristã, civili­zada e jurídica — a de que os filhos não devem pagar pelos erros dos pais. Marcos Valério sofre de síndrome do pânico e praticamente não prega os olhos à noite. Sobre o PT e seus anti­gos parceiros ele vem dizendo: “Eu detesto esse pessoal. Esse povo acabou com a minha vida, me fez de um tama­nho que eu não sou. O PT me fez de escudo, me usou como um boy de lu­xo. Mas eles se ferraram porque agora vai todo mundo para o ralo”. O medo ainda constrange Marcos Valério a li­mitar suas revelações a pessoas próxi­mas. Até quando?

MENSALAO

“O caixa do PT foi de 350 milhões de reais”

A acusação do Ministério Públi­co Federal sustenta que o men­salão foi abastecido com 55 milhões de reais tomados por empréstimo por Marcos Valério junto aos bancos Rural e BMG, que se soma­ram a 74 milhões desviados da Visanet, fundo abastecido com dinheiro público e controlado pelo Banco do Brasil. Se­gundo Marcos Valério, esse valor é su­bestimado. Ele conta que o caixa real do mensalão era o triplo do descoberto pela polícia e denunciado pelo MP. Valério diz que pelas arcas do esquema passaram pelo menos 350 milhões de reais. “Da SMP&B vão achar só os 55 milhões, mas o caixa era muito maior. O caixa do PT foi de 350 milhões de reais, com dinheiro de outras empresas que nada tinham a ver com a SMP&B nem com a DNA”, afirma o empresário. Esse caixa paralelo, conta ele, era abastecido com dinheiro oriundo de operações tão heterodoxas quanto os empréstimos fic­tícios tomados por suas empresas para pagar políticos aliados do PT. Havia doações diretas diante da perspectiva de obter facilidades no governo. “Muitas empresas davam via empréstimos, ou­tras não.” O fiador dessas operações, ga­rante Valério, era o próprio presidente da República.

Lula teria se empenhado pessoal­mente na coleta de dinheiro para a en­grenagem clandestina, cujos contri­buintes tinham algum interesse no go­verno federal. Tudo corria por fora, sem registros formais, sem deixar ne­nhum rastro. Muitos empresários, rela­ta Marcos Valério, se reuniam com o presidente, combinavam a contribuição e em seguida despejavam dinheiro no cofre secreto petista. O controle dessa contabilidade cabia ao então tesoureiro do partido, Delúbio Soares, que é réu no processo do mensalão e começa a ser julgado nos próximos dias pelos crimes de formação de quadrilha e cor­rupção ativa. O papel de Delúbio era, além de ajudar na administração da captação, definir o nome dos políticos que deveriam receber os pagamentos determinados pela cúpula do PT, com o aval do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, acusado no processo como o chefe da quadrilha do mensalão: “Dir­ceu era o braço direito do Lula, um bra­ço que comandava”. Valério diz que, graças a sua proximidade com a cúpula petista no auge do esquema, em 2003 e 2004, teve acesso à contabilidade real. Ele conta que a entrada e a saída de re­cursos foram registradas minuciosa­mente em um livro guardado a sete chaves por Delúbio. Pelo seu relato, o restante do dinheiro desse fundão teve destino semelhante ao dos 55 milhões de reais obtidos por meio dos emprésti­mos fraudulentos tomados pela DNA e pela SMP&B. Foram usados para re­munerar correligionários e aliados. Os valores calculados por Valério deli­neiam um caixa clandestino sem para­lelo na política. Ele fala em valores dez vezes maiores que a arrecadação decla­rada da campanha de Lula nas eleições presidenciais de 2002.

O PRESIDENTE

“Lula era o chefe”

A ira de Marcos Valério desafia a defesa clássica do ex-presidente Lula de que não sabia do mensalao e nada teve a ver com o esquema arquitetado em seu pri­meiro mandato. Com a segurança de quem transitava com desenvoltura pelos .gabinetes oficiais, inclusive os palacia­nos, e era considerado um parceiro pre­ferencial pela cúpula petista, Valério afirma que Lula “comandava tudo”. Em sua própria defesa, diz que como ope­rador dos pagamentos não passava de um “boy de luxo” de uma estrutura que tinha o então presidente no topo da ca­deia de comando. “Lula era o chefe”, repete Valério às pessoas mais próxi­mas. A afirmação se choca com todas as versões apresentadas por Lula desde que o esquema foi descoberto, em 2005. Primeiro, escudou-se no argumento de que tudo não passou do uso de dinheiro “não contabilizado” que havia sobrado das campanhas políticas, prática supra­partidária e recorrente na política brasi­leira — não por acaso tem: sido essa a estratégia de defesa dos mensaleiros no STF. Num segundo momento, Lula se disse traído e pediu desculpas à nação em rede de televisão.

A rota de fuga de Lula evoluiu mais tarde para a negação completa, com a tese nefelibata de que o mensalâo nunca existiu, tendo sido apenas uma armação das elites para abreviar seu mandato. A narrativa de Valério coloca Lula não apenas como sabedor do que se passava, mas no comando da operação. Valério não esconde que se encontrou com Lula diversas vezes no Palácio do Planalto. Ele faz outra revelação: “Do Zé ao Lula era só descer a escada. Isso se faz sem marcar. Ele dizia vamos lá embaixo, vamos”. O Zé é o ex-ministro José Dirceu, cujo gabinete ficava no 4o andar do Pa­lácio do Planalto, um andar acima do gabinete presidencial. A frase famosa e enigmática de José Dirceu no auge do escândalo — “Tudo que eu faço é do conhecimento de Lula” — ganha con­tornos materiais depois das revelações de Valério sobre os encontros em palá­cio. Marcos Valério reafirma que Dirceu não pode nem deve ser absolvido pelo Supremo Tribunal, mas faz uma som­bria ressalva. “Não podem condenar apenas os mequetrefes. Só não sobrou para o Lula porque eu, o Delúbio e o Zé não falamos”, disse na semana passada, em Belo Horizonte. Indagado, o ex- presidente não respondeu.

PACTO

“Meu contato era o Okamotto"

Há menos de dois meses, VEJA revelou a existência de encon­tros secretos entre Marcos Va­lério e Paulo Okamotto, petista estrelado que desempenha a tarefa de assessor financeiro, ou tesoureiro, de Lula. Procurado para explicar por que se reunia com o principal operador do mensalão, Okamotto disse que os en­contros serviam apenas para discutir política. Não, não era bem assim. Mar­cos Valério tinha um pacto com o PT, e Paulo Okamotto era o fiador desse pac­to. “Eu não falo com todo mundo no PT. O meu contato com o PT era o Paulo Okamotto”, disse Valério em uma conversa re­servada dias atrás. É o próprio Valério quem explica a mis­são de Okamotto: “O papel dele era tentar me acalmar”.

O empresário conta que co­nheceu o Japonês, como o petista é chamado, no ápice do escândalo. Valério diz que, na véspera de seu primeiro de­poimento à CPI que investi­gava o mensalão, Okamotto o procurou. “A conversa foi na casa de uma funcionária minha. Era para dizer o que eu não devia falar na CPI”, re­lembra. O pedido era óbvio.

Okamotto queria evitar que Valério implicasse Lula no escândalo. Deu certo durante muito tempo. Em troca do silêncio de Valério, o PT, por intermédio de Okamotto, prometia di­nheiro e proteção. A relação se tomaria duradoura, mas nunca foi pacífica. Em momentos de dificuldade, Okamotto era sempre procurado. Quando Valério foi preso pela primeira vez, sua mulher viajou a São Paulo com a filha para fa­lar com Okamotto. Renilda Santiago queria que o assessor de Lula desse um jeito de tirar seu marido da cadeia. Disse que ele estava preso injustamente e que o PT precisava resolver a situação. A reação de Okamotto causa revolta em Valério até hoje. “Ele deu um safanão na minha esposa. Ela foi correndo para o banheiro, chorando.” O empresário jura que nunca recebeu nada do PT. Já a promessa de proteção, segundo Valério, girava em tomo de um esforço que o partido faria para retardar o julgamento do mensalão no Supremo e, em último caso, tentar amenizar a sua pena. “Pro­meteram não exatamente absolver, mas diziam: ‘Vamos segurar, vamos isso, vamos aquilo’... Amenizar”, conta. Por muito tempo, Marcos Valério acreditou que daria certo. Procurado, Okamotto não se pronunciou.

PODER

“O Delúbio dormia no Alvorada”

Dos tempos em que gozava da intimidade do poder em Brasí­lia, Marcos Valério diz guardar muitas lembranças. Algumas revelam a desenvoltura com que perso­nagens centrais do mensalão transita­vam no coração do govemo Lula antes da eclosão do maior escândalo de cor­rupção da história política do país. Va­lério lembra das vezes em que Delúbio Soares, seu interlocutor frequente até a descoberta do esquema, participava de animados encontros à noite no Palácio da Alvorada, que não raro servia de pernoite para o ex-tesoureiro petista. “O Delúbio dormia no Alvorada. Ele e a mulher dele iam jogar baralho com Lula à noite. Alguma vez isso ficou re­gistrado lá dentro? Quando você quer encontrar (alguém), você encontra, e sem registro.” O operador do mensalão deixa transparecer que ele próprio foi a uma dessas reuniões noturnas no Alvo­rada. Sobre sua aproximação com o PT, Valério conta que, diferentemente do que os petistas dizem há sete anos, ele conheceu Delúbio durante a campanha de 2002. Quem apresentou a ele o petista foi Cristiano Paz, seu ex-sócio, que intermediava uma doação à campanha de Lula. A primeira conversa foi em Belo Horizonte, dentro de um car­ro, a caminho do Aeroporto da Pampu- lha. Nessa ocasião, conta, Delúbio lhe pediu ajuda. “Ele precisava de uma em­presa para servir de espelho para pegar um dinheiro.” A parceria deu certo e desaguou no mensalão. Hoje, os dois estão no banco dos réus. Valério se sen­te injustiçado. Especialmente na parte da acusação que diz respeito ao desvio de recursos públicos do Banco do Bra­sil. Ele jura que esse dinheiro não caiu no caixa da corrupção. “No processo tem todas as notas fiscais que compro­vam que esse dinheiro foi gasto com publicidade. Não estou falando que não mereço um tapa na orelha. Não é isso. Concordo em ser condenado por aquilo que eu fiz.”

EMPRÉSTIMO

“O banco ia emprestar dinheiro para uma agência quebrada?”

Os ministros do STF já conside­raram fraudulentos os empréstimos concedidos pelo Banco Rural às agências de publici­dade que abasteceram o mensalão. Para Valério, a decisão do Rural de liberar o dinheiro — com garantias fajutas e José Genoino e Delúbio Soares como fiado­res — não foi um favor a ele, mas ao governo Lula, “Você acha que chegou lá o Marcos Valério com duas agências quebradas e pediu: ‘Me empresta aí 30 milhões de reais pra eu dar pro PT’? O que um dono de banco ia responder?” Valério se lembra sempre de José Augusto Dumont, então presidente do Ru­ral. “O Zé Augusto, que não era bobo, falou assim: ‘Pra você eu não empres­to’ . Eu respondi: ‘Vai lá e conversa com o Delúbio’. ” A partir daí a solução foi encaminhada. Os empréstimos, diz Va­lério, não existiriam sem o aval de Lula e Dirceu. “Se você é um banqueiro, vo­cê nega um pedido do presidente da República?” Foram essas mesmas creden­ciais palacianas, segundo ele, que lhe abriram as portas no Banco Central pa­ra interceder pela suspensão da liquida­ção extrajudicial do Banco Mercantil de Pernambuco, que interessava ao Rural. Valério foi destacado para cuidar do as­sunto em Brasília. Uma tarefa executa­da com todas as facilidades e privilé­gios. “Valério chegou lá no Banco Central e foi atendido. Você acha que o Banco Central receberia um imbecil qualquer, dono de uma agência de publicidade quebrada?”

“NOJENTO E VEXATÓRIO"

Ex-superintendente do Banco Rural em Brasília, Lucas da Silva Roque foi um dos principais colaboradores nas investigações da Polícia Federal destinadas a desbaratar a quadrilha do mensalão. Foi ele quem revelou onde estavam os recibos que mostraram quais políticos receberam dinheiro para votar com o governo Lula no Congresso. Nesta entrevista, Roque conta que pagou um preço al­to por agir de forma correta e relata um plano ambicioso urdido pela cúpula da instituição financeira em parceria com José Dirceu. Eles queriam montar um banco popular, do qual Rural e BMG seriam sócios, para conceder empréstimos consignados aos aposentados. Um negócio companheiro e bilionário.

Por que o senhor decidiu ajudar a polícia? Não tinha nada a temer. Não entrei no jogo deles, não sou bandido. Fui mandado para a agência do Rural em Brasília para moralizá-la, porque ali estava uma bagunça. O que estava acontecendo no banco era acintoso, no­jento e vexatório. O delegado disse que queria todos os documentos. Apontei onde estavam as caixas. Àquela altura, já estava tudo encaminhado para fazer sumir as provas, mandando-as de Brasí­lia para Minas Gerais. Mostrei onde es­tavam os documentos e falei para o de­legado que procurasse papéis também numa construtora, que servia de almo- xarifado do banco.

Como a diretoria reagiu à sua cola­boração com a PF? Fui atacado de tudo quanto é jeito. Me colocaram em um porão que não era uma agência bancária, depois em uma loja de shop­ping que foi fechada por ser irregular. Pior, mandaram me avisar que eu esta­va proibido de aparecer na diretoria do banco. Isso foi em outubro de 2005. Virei a Geni. Fui demitido em agosto de 2010. Eu, minha esposa e meus filhos fomos achincalhados na rua como mensaleiros.Tive sérios problemas de saúde, perdi meu casamento.

O senhor tinha relação de proximi­dade com Marcos Valério. Ele disse a algumas pessoas que teve um en­contro com Lula na Granja do Torto. Vários encontros. É verdade? Sim, ele deixava para viajar para Belo Hori­zonte no sábado à noite para passar lá.
Levado por quem? Delúbio Soares, Silvinho Pereira e José Dirceu.

Quais eram os planos da cúpula do Banco Rural e dos petistas? Eles ti­nham um projeto de montar um banco popular com a CUT. Juntariam o Banco Rural, o BMG, a CUT. Era um projeto com capital de 1 bilhão de reais.
Quem capitaneava esse projeto?

Eram os bandidos do mensalão. Como o PT não tinha cultura bancária, o Rural e o BMG seriam sócios. Um banco pri­vado com a participação da CUT, que direcionaria todos os beneficiários do INSS para tomar dinheiro em emprésti­mos consignados nessa instituição po­pular. Quando o mensalão estourou, o projeto foi abortado.

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