quinta-feira, julho 19, 2012

MARIA CRISTINA FRIAS - MERCADO ABERTO


FOLHA DE SP - 19/07



Ministério vai permitir que indústria brasileira acompanhe obras da Copa

Abaladas por elevados deficits em suas balanças comercias, as indústrias brasileiras de máquinas e eletroeletrônicos vão entrar como observadoras do processo de implantação da infraestrutura da Copa para verificar o nível de nacionalização das obras.

O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, deve assinar com Abimaq, Sindmaq e Abinee um acordo para que essas entidades setoriais acompanhem os trabalhos de realização da Copa das Confederações, da Copa do Mundo e de jogos olímpicos e paraolímpicos.

Segundo o ministério, os representantes das indústrias poderão avaliar a participação brasileira e propor recomendações para elevar a presença das empresas nacionais nas obras.

"Elas vão acompanhar de perto a construção. No caso dos empréstimos que o BNDES concede para estádios já há condições sobre a nacionalização. Mas queremos também que as empresas participem para que se capacitem para futuros eventos fora do país", diz o ministro.

Pare ele, ampliar o grau de nacionalização "não depende só de lei e sim da capacidade das empresas de apresentarem produtos e preços".

Pelo acordo, as entidades analisarão a relação de obras e serviços e apresentarão relatórios bimestrais sobre a participação brasileira nas aquisições de máquinas e equipamentos e eletroeletrônicos. O termo vale até outubro de 2016.

O interesse da indústria de eletroeletrônicos está na construção da infraestrutura de comunicação. "Poderemos indicar para o governo a existência de produção nacional dos equipamentos", afirma Humberto Barbato, presidente da Abinee.

"Pretendemos acompanhar todas as concorrências e alertar o governo. Vamos ficar em cima para que as compras sejam feitas aqui. Se for só importado, vai gerar emprego lá fora", diz Luiz Aubert Neto, da Abimaq.

"As empresas brasileira vão acompanhar de perto a construção dos eventos esportivos. Terão acesso de perto à informação. Informalmente, isso servirá para fiscalizar"

ALDO REBELO
ministro do Esporte

Raízen investirá em programa para caminhoneiros

A Raízen investirá cerca de R$ 10 milhões para relançar em agosto um programa da Shell para caminhoneiros.

A companhia, que espera ter 100 mil inscritos na iniciativa até março de 2013, oferecerá sala de descanso, banheiros com água quente e internet. O programa, que já teve 400 mil sócios, começará com cinco postos modelo, dois em São Paulo e o restante em Goiás, Minas e Paraná.

A Ipiranga, que diz ter 1,3 milhão de caminhoneiros em seu programa de fidelidade, também oferece espaços para higiene pessoal e descontos em compras.

Campus... A Universidade Vila Velha vai construir seu primeiro campus fora da região da grande Vitória. Será em Itapemirim, litoral Sul do Espírito Santo.

...no litoral A intenção da instituição é oferecer, além de curso superior, um centro de capacitação profissional pra atender os setores de construção civil, portuário e petroleiro da região.

Avaliação A CNI reúne amanhã em SP representantes de 44 associações setoriais para fazer uma avaliação do Plano Brasil Maior. O resultado será levado ao governo.

Emergentes A Fundação Dom Cabral prepara um programa para executivos sobre a economia dos Brics. São quatro módulos, realizados no Brasil, na Rússia, na Índia e na China.

Fragrância... A Bottega Veneta lança no Brasil, em 3 de agosto, um perfume feminino com o próprio nome da grife italiana, conhecida por não ostentar com muita visibilidade seu logo nos artigos que produz.

...do Vêneto O preço do produto, porém, não será discreto. No frasco de Murano, custará R$ 5.035. Na versão de 75 ml, R$ 720. O perfume é inspirado na região do Vêneto.

Desinteresse pelo brasil

O mercado brasileiro é o menos interessante dos Brics para empresas da Irlanda, segundo pesquisa da EIU (Economist Intelligence Unit).

Apenas 4% dos executivos ouvidos pretendem ter o Brasil como principal mercado nos próximos cinco anos. China aparece na frente, seguida pela Índia, com 17% e 13%, respectivamente.

Entre os entrevistados, 5% querem que o Brasil seja seu mercado secundário. Índia (15%) e China (6%) ficam em primeiro e segundo lugares. A Polônia empata com o Brasil.

CADEIRA de etanol

A Giroflex-forma acaba de instalar no estádio do Morumbi as primeiras cadeiras produzidas apenas de matéria-prima renovável, com plástico derivado do etanol da cana-de-açúcar.

A companhia desenvolveu o projeto, que segue as regras da Fifa e da Associação Brasileira de Normas Técnicas, durante seis meses, em parceria com Braskem e Cromex.

"O preço é um pouco maior que das outras cadeiras, feitas de polipropileno, a partir de petróleo. Mas, para a Copa de 2014, igualaremos o preço", afirma Linaldo Vilar, diretor da Giroflex-forma.

A Braskem também fechou contrato para o fornecimento de matéria-prima para as cadeiras da Amsterdam Arena. "Trocaremos todos assentos paulatinamente", diz Marcelo Nunes, diretor da empresa.

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