sábado, junho 16, 2012

Agenda de compromissos - JOSÉ PAULO DORNELLES CAIROLI


ZERO HORA - 16/06
Elas existem, sim. É preciso apenas saber fazer. Num cenário que prevê boa safra de notícias positivas no noticiário econômico brasileiro e em plena Rio+20, cabe refletir sobre se estamos ou não nos distanciando de um modelo econômico mais previsível e aberto à ação da iniciativa privada. Nosso ponto de partida diz respeito a mais investimentos e liberdade e menos intervencionismo. A diferença entre o que se faz necessário e o que temos é o lastro da discussão que estamos levando para uma agenda de compromissos na Rio+20. Iniciativa privada e governo são peças-chaves desta equação que precisa de uma vez por todas abandonar as velhas práticas e adotar as novas com firmeza e determinação. Sem medo de errar para ganhar um mundo sustentável na sua essência, e não só pelo viés ambiental e das práticas verdes.
Queremos um país repleto de garantias de sobrevivência e crescimento, com menos burocracia e descomplicado para as empresas. Sustentabilidade é transpor as normas e regras facilitando a vida das empresas que, apenas para cumprir a legislação tributária brasileira, perdem 2,6 mil horas ou 108 dias corridos. É mais que o dobro do tempo gasto em qualquer outro país e 10 vezes mais que a média mundial.

A Rio+20 é uma oportunidade para se pensar em como podemos mudar esta situação, por exemplo. Junto com a International Chamber of Commerce (ICC), a Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil cumpre uma agenda de reuniões e palestras que tem como foco a simplificação de regras e normas. Estamos integrados à programação do evento.

Queremos, de forma assertiva, ampla e irrestrita, ajudar as micro e pequenas empresas na conquista da sustentabilidade. Aliás, sem ela, não há futuro. Falo em ser sustentável em todos os aspectos. A começar pela própria aprendizagem do empreendedorismo, passando pela adoção de atitudes simples como o uso de tecnologias verdes e da redução do desperdício. Vamos apostar no objetivo das empresas de gerar lucro e permanecer no mercado e, especialmente, no preparo dos novos empreendedores. Eles podem, sim, ser bem-sucedidos, desde que saibam controlar o uso dos recursos dentro da visão que vamos reforçar de que esta prática melhora a gestão do negócio e contribui para o meio ambiente.

Nosso exército de micro e pequenas empresas formado por lavanderias, padarias, salões de beleza, estabelecimentos de comércio, indústrias de pequeno porte, empresas de construção civil e tantas outras, somam mais de 6 milhões de empreendimentos ou 99% das empresas brasileiras. Elas sustentam 53% dos empregos formais no Brasil e respondem por 25% do nosso PIB. Portanto, vamos procurar e encontrar as melhores práticas de sustentabilidade para garantir a sobrevivência e o desenvolvimento.

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