terça-feira, maio 15, 2012

MARIA CRISTINA FRIAS - MERCADO ABERTO


FOLHA DE SP - 15/05


Contratações no setor varejista de São Paulo crescem menos neste ano

O saldo de empregados no varejo na região metropolitana de São Paulo aumentou 4,1% em fevereiro na comparação com o mesmo mês de 2011, segundo a última pesquisa da FecomercioSP.

Apesar da alta, foi o menor crescimento dos últimos 12 meses. Em fevereiro de 2011, a expansão havia sido de 7%.

"Com uma base maior de contratados, fica difícil criar vagas líquidas", afirma Fábio Pina, da Fecomercio.

A queda no ritmo de contratações no varejo também é resultado do desaquecimento econômico.

"Ainda está em um nível saudável, mas, como tendência, preocupa", diz Eugenio Foganholo, consultor especializado no setor.

Foganholo não acredita que as medidas adotadas pelo governo, como a redução da taxa de juros, irão dar mais velocidade às vendas.

"As medidas ajudam, mas não asseguram que a curva volte para cima. A perspectiva é que o ritmo permaneça em queda até o final do ano."

O economista da Fecomercio, porém, afirma que as políticas do governo devem resultar em efeitos positivos no segundo semestre.

Pina também diz que, como o número de admissões está em patamar elevado (45,5 mil em fevereiro), uma grande parcela de desligamentos pode ter ocorrido por decisão dos empregados.

"O que significa que o mercado permanece aquecido."

batom forte

A marca francesa de maquiagem Make Up For Ever, que faz parte do grupo LVMH, desembarca no país em parceria com a gigante de cosméticos Sephora, em junho, e com o site Sack's, a partir de hoje.

A empresa espera que o Brasil se torne um de seus maiores mercados na região, onde ela atua nos EUA, Canadá e México.

"Esperamos que, nos próximos três anos, nosso negócio aqui se torne um dos dois ou três principais das Américas", afirma o diretor-geral da marca para as Américas JP McCary.

"O Brasil é um mercado emergente e está afinado com a nossa grife. Também percebemos outras empresas de moda e beleza vindo e soubemos que era a hora perfeita."

No mundo, os países onde mais vende são EUA, China e França.

queda brasileira

O otimismo dos investidores em relação ao Brasil diminuiu neste ano.

Pesquisa da EIU (Economist Intelligence Unit) mostra que houve uma queda de oito pontos percentuais entre os que consideram que o país tem o melhor potencial para alta de preços de ativos. Foi a maior retração registrada.

Na Rússia, houve perda de seis pontos percentuais. Na China e na Índia, de cinco. Apenas os Estados Unidos ganharam credibilidade.

Com o crescimento do PIB do país, ainda que pequeno, os investidores voltaram a considerar os ativos americanos atraentes, de acordo com o levantamento.

Cerca de 55% dos entrevistados também afirmaram que os países emergentes oferecem potencial para o crescimento dos preços de ativos, mas que esses mercados podem estar superaquecidos.

Foram ouvidos 800 executivos e investidores institucionais de 77 países.

CLINTON JÁ SUBIU

Quando indagado sobre o preço de suas palestras, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso desconversava, brincando que já precisava subir o valor cobrado.

Agora ele tem um estímulo a mais.

Ontem, a Biblioteca do Congresso anunciou em Washington, que FHC ganhou o Prêmio Kluge 2012 "por uma vida dedicada ao estudo de humanidades".

O prêmio no valor de US$ 1 milhão destaca a atuação do ex-presidente "na transformação do Brasil de uma ditadura militar com alta inflação em uma democracia inclusiva, com forte crescimento econômico."

A premiação cobre áreas não contempladas pelo Prêmio Nobel.

"Vou ter de subir [o valor das palestras]. O [Bill] Clinton já aumentou muito", gracejava FHC há cerca de 15 dias. Quanto ele subiu?

"A última vez que ouvi alguém falar, ele queria... -não é ele, são as pessoas em torno dele- US$ 300 mil, fora viagem e o resto."

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