quinta-feira, dezembro 22, 2011

Estresse tucano - ILIMAR FRANCO

O GLOBO - 22/12/11


Por insistência do ex-governador José Serra, na reunião da Executiva do PSDB de anteontem, houve um debate sobre o livro "A privataria tucana". Serra afirmou que a publicação tinha o dedo do PT mas também do fogo amigo. Depois fez críticas duras a um grupo de comunicação. O secretário-geral do partido, deputado Rodrigo de Castro (MG), e o deputado Eduardo Azeredo (MG) não gostaram e saíram em defesa da empresa atacada.

Serra, o livro e as 100 mentiras
Para a Executiva tucana, Serra afirmou: "Sou a maior vítima de dôssies do partido" e citou Caimã e Amaury Ribeiro Jr/Fernando Pimentel. Sobre o autor da publicação, comentou: "O Amaury é um inocente útil, temos de descobrir é quem mandou fazer". Após relatar que leu o livro "A Privataria Tucana", ele concluiu: "O livro tem 100 mentiras em suas 345 páginas". Serra também deu apoio à decisão do partido de processar o autor e a editora, dizendo que se tratava de um livro contra o partido e o governo do ex-presidente Fernando Henrique. E, lembrou, que a coleta dos dados para o livro começou quando havia uma disputa interna pela candidatura a presidente nas eleições de 2010.

"Alguns ministros do STF, quando indicados, eles vêm aqui com a humildade franciscana. Quando passam a ser ministros, passam a ter empáfia, orgulho napoleônico” — Pedro Taques, senador (PDT-MT)

DOM QUIXOTE. Sonho de consumo de todos os partidos, de líderes políticos e dos cientistas políticos, mais uma vez, como em tentativas anteriores, a reforma política não foi aprovada. A Câmara criou uma comissão especial, que teve como relator o deputado Henrique Fontana (PT-SP), que não conseguiu votar sua proposta. O petista decidiu adotar a proposta petista: voto em lista e financiamento público. A maioria ficou contra.

"Tô" indo embora
A secretária extraordinária para Superação da Extrema Pobreza, Ana Fonseca, está deixando o Ministério do Desenvolvimento Social. "Não sou iogurte, mas tenho prazo de validade", brinca, contando que seu acordo era ficar um ano.

Sem marola
O PSB quer fortalecer o governador Eduardo Campos (PE), mas não trabalha para que ele seja candidato a presidente em 2014. O partido sequer aposta em tirar o PMDB da Vice-presidência. O jogo só muda se o governo Dilma fracassar.

Comunista contesta versão
Um aliado do ex-ministro Orlando Silva contesta informação publicada aqui sobre a reunião da direção nacional do PCdoB que tratou dos fatos que levaram à mudança do comando do Ministério do Esporte. Ela afirma que "apenas uma pessoa" falou em "avaliar erros de gestão", das cinqüenta que usaram da palavra. A voz crítica foi a do novo secretário-executivo da pasta, Luis Fernandes, braço-direito do ministro Aldo Rebelo.

Rebeldes
Os Paulos, o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP) e o senador Paulo Paim (PT-RS), não vão deixar votar o Orçamento de 2012. Esta não é a primeira vez que Paim ao defender os aposentados desafia o governo de seu partido.

Vai voltar
Os petistas, envolvidos no processo de paz na diretoria da Caixa Econômica Federal, informaram aos negociadores do PMDB que o vice-presidente de Loterias, Fábio Cleto, será reconduzido para o Conselho Curador do FGTS.

O PRESIDENTE da Câmara, Marco Maia (PT-RS), fez rasgados elogios ao líder do PT na Câmara, Paulo Teixeira (SP), em jantar de fim de ano que ofereceu aos parlamentares e ministros petistas.

O SECRETÁRIO de Futebol do Ministério do Esporte, Alcino Rocha, pediu demissão do cargo. Ele é um remanescente da equipe do ex-ministro Orlando Silva.

CORREÇÃO. Na pesquisa qualitativa encomendada pelo DEM a referência ao governador Antonio Carlos Magalhães é positiva junto aos eleitores da Bahia.

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