sexta-feira, outubro 28, 2011

MARIA CRISTINA FRIAS - MERCADO ABERTO


Inmetro não cede a setor de material escolar
MARIA CRISTINA FRIAS
FOLHA DE SP - 28/10/11

O setor esperava mudanças, mas o Inmetro diz que não publicará outra portaria sobre regras para material escolar e que os prazos para adequação serão mantidos. A partir de 7 de junho de 2012, os produtos importados ou fabricados no Brasil deverão seguir os procedimentos previstos na portaria 481.

Entre as obrigatoriedades estão testes para avaliar quais produtos são tóxicos e quais podem ser usados por crianças. Todo o material deverá sair da fábrica com o logo do Inmetro. "Isso envolve custos que não calculamos, pois ainda não sabemos quem certificará", diz Horacio Balseiro, presidente da Bic.

"Parte da produção é exportada e, em outros países, esse símbolo não significa nada. Perdemos flexibilidade", acrescenta Balseiro, que também preside o conselho diretor da associação do setor. Os fabricantes ainda esperam que os prazos sejam flexibilizados. "Enquanto discutimos alguns pontos da certificação com o Inmetro, os prazos ficam apertados", diz Paulo Boufleur, da Mercur. "Em reunião com o Inmetro na semana passada, eles reconheceram que havia erros na portaria, que deveriam ser corrigidos", diz Balseiro.

Para ele, a medida tem um lado positivo. "Esperamos que as importações chinesas sigam as mesmas regras." Gustavo Kuster, do Inmetro, diz que a lista de certificadores já foi divulgada. No site da entidade, há quatros institutos autorizados. "A única conversa que mantemos é sobre como marcar a produção. Estamos analisando se a melhor maneira é na embalagem ou no próprio produto", diz Kuster.

Brasil Brokers compra 70% da Imóveis No Morumbi
A Brasil Brokers, grupo de empresas de intermediação e consultoria imobiliária, anuncia hoje a aquisição de 70% da Imóveis No Morumbi, com sede em São Paulo. Com investimento estimado em cerca de R$ 14 milhões, o grupo aumenta a sua penetração no mercado de imóveis prontos e usados na região do Morumbi.

A Brasil Brokers foca aquisições de empresas do mercado de imóveis usados. Essa é a quarta compra realizada neste ano, com investimentos que somam cerca de R$ 70 milhões. "Tínhamos uma lacuna da nossa presença no Morumbi. Vamos agora assumir a liderança na região", diz Julio Piña, vice-presidente de operações da Brasil Brokers. A empresa tem em andamento outras negociações de aquisição que devem ser anunciadas ainda neste ano, tanto em São Paulo como em outros Estados.

"O mercado de imóveis usados está em crescimento. O volume de lançamentos de novos dos últimos anos também alavancou o mercado de usados", diz Piña. "Não existe uma 'bolha imobiliária'. Os preços tiveram um ajuste normal."

TECNOLOGIA DE EXPORTAÇÃO
O mercado brasileiro de TI, que tem ainda baixo resultado em exportações, planeja alcançar US$ 20 bilhões em 2022, segundo a Brasscom, associação do setor. As vendas ao exterior ainda correspondem a 2% do mercado mundial, com US$ 2,4 bilhões em 2010. A Índia exportou US$ 50 bilhões. Entre as ações para gerar negócios e estratégias que pretendem alavancar o Brasil como polo mundial de TI, a associação reunirá fornecedoras e usuárias, como Citibank, HSBC, Stefanini e outros, em novembro, em SP. "As recentes medidas do governo, que reduzem custo previdenciário das empresas de TI e estimulam inovação e formação, irão acelerar as exportações", diz Antonio Gil, presidente da Brasscom.

NA PISTA
O Ministério Público do Trabalho obteve liminar da Vara do Trabalho de Tatuí (SP) que determina o fim de uma terceirização na Ford. A decisão exige que a empresa encerre contratos de prestação de serviços com a Avape (Associação para Valorização de Pessoas com Deficiência), responsável, segundo o MPT, pelo fornecimento de empregados para trabalhar em atividades de pilotos de teste, mecânica, montagem de protótipos e outras. Cabe recurso. O MPT considera que são estas atividades-fim da empresa e que não podem, portanto, ser terceirizadas. A Ford confirma que foi notificada, mas não comenta.

ESPELHO
A vulnerabilidade e a situação econômica "privilegiada" foram os assuntos brasileiros que mais ganharam espaço na imprensa internacional no último trimestre, segundo pesquisa da empresa Imagem Corporativa que analisou reportagens publicadas em 15 jornais de 11 países. A forma "engessada" de trabalho do Cade, a corrupção e a queda dos ministros foram alguns dos temas das matérias classificadas na categoria "vulnerabilidade".

Sobre a atual situação econômica do país, o jornal "The New York Times" publicou que a vinda de estrangeiros ao Brasil em busca de trabalho aumentou. O "Financial Times" afirmou que "acostumados a crises econômicas, em meses recentes os brasileiros se veem na invejável posição de espectadores das agruras do mundo desenvolvido".

com JOANA CUNHA, VITOR SION, LUCIANA DYNIEWICZ e ALESSANDRA KIANEK

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