segunda-feira, outubro 17, 2011

MARIA CRISTINA FRIAS - MERCADO ABERTO


Demanda em alta atrasa entrega de elevadores
MARIA CRISTINA FRIAS 
FOLHA DE SP - 17/10/11

As fabricantes de elevadores aumentaram o prazo de entrega das unidades devido às dificuldades de atender à demanda da construção civil. Nos últimos três anos, a produção anual passou de 9.000 unidades para cerca de 15 mil, de acordo com o Seciesp (Sindicato das Empresas de Elevadores do Estado de São Paulo). "O mercado aqueceu demais e pegou todo mundo de surpresa. É por isso que as entregas estão atrasando", diz o presidente da entidade, Jomar Cardoso.
O prazo médio de entrega de elevadores para edifícios residenciais, por exemplo, passou de dez para 12 meses. Para prédios comerciais de luxo, a espera pode chegar a dois anos. "Se nós não importássemos uma parte da China, não entregaríamos nem com atraso", afirma Cardoso. Para não retardar a inauguração de edifícios, as construtoras têm fechado contratos de elevadores com maior antecedência, de acordo com Francisco Bosco, diretor da Atlas Schindler.
Para o vice-presidente da Thyssenkrupp, Paulo Henrique Estefan, a demanda deve ficar estável em 2012 e diminuir em 2013. Mesmo assim, a companhia expandirá a área construída de sua fábrica, em Guaíba (RS), de 24 mil m2 para 33 mil m2. A planta da LGTECH, que também fica em Guaíba, triplicou a sua capacidade de produção neste ano. "Ainda assim, nosso prazo de entrega para edifícios residenciais passou de cinco para dez meses", diz Alfredo Silva, da LGTECH.

NO BALCÃO DA FARMÁCIA
O selo de segurança dos remédios, que deve ser raspado para conferir se o medicamento é original, é desconhecido por 47% dos brasileiros, de acordo com estudo da Interfarma (Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa) que será divulgado hoje. O estudo também mostra que 6% da população compra remédios em camelôs. Além disso, há uma parcela (15%) que já comprou medicamentos sem receita e outra (16%) que diz procurar farmacêuticos quando precisa de orientação sobre problemas de saúde.
"O médico deve ser a principal pessoa para indicar um remédio, mas costuma ocorrer interferência de outras. Há um longo caminho para alcançarmos o uso de medicamentos de forma racional", diz o presidente da associação, Antônio Britto. Para realizar o estudo da Interfarma, 2.000 entrevistas foram feitas pelo Ibope. "Agora temos uma base para discutirmos como os remédios são consumidos no país", afirma Britto.

CASA E ESCRITÓRIO
O crescimento na oferta de imóveis para locação na cidade de São Paulo segue inferior à demanda. No primeiro semestre deste ano, o número de unidades disponíveis para aluguel cresceu 6,3%, de acordo com levantamento da Lello. "A procura ainda é muito superior, especialmente por apartamentos no centro ou próximo a estações de metrô", diz Roseli Hernandes, diretora da imobiliária. Os apartamentos residenciais representam 44% das ofertas para locação. Os imóveis comerciais, por sua vez, são 34,5% do total. O bairro Tatuapé tem o maior número de opções para aluguel na cidade, com 17%, segundo o estudo.

BOA VIZINHANÇA
A presidente Dilma Rousseff enviou na última sexta-feira para a embaixada da Itália no Brasil uma mensagem alusiva ao Momento Itália-Brasil.
Inaugurado anteontem, ele terá centenas de eventos. "Transmito cumprimentos aos organizadores desta iniciativa (...)", afirmou a presidente.
"O 'Momento Itália-Brasil' permitirá aos países uma percepção (...) do dinamismo dos laços Brasil-Itália." "A série de ações contribuirá para consolidar adicionalmente as relações Brasil-Itália, pautadas por tradicionais laços de amizade e admiração mútua", concluiu a presidente Dilma.

Imagem do país no exterior não melhora em quatro anos

O Brasil mantém a mesma colocação há quatro anos em um ranking das imagens dos países feito pela empresa de pesquisas GfK. Apesar de ser o mais bem colocado entre os emergentes, o país não avançou da 20ª posição, que mantém desde 2008. A China passou do 26º para o 22º lugar. No total, 50 países foram analisados em seis categorias (exportações, governança, cultura, pessoas, turismo e imigração/investimentos).
Mesmo não tendo melhorado sua classificação, o Brasil foi o país do Bric que apresentou o perfil mais balanceado. "Não houve diferença significante entre as notas obtidas nos seis quesitos", diz Xiaoyan Zhao, uma das responsáveis pelo estudo. Os EUA ficaram no topo da lista pelo terceiro ano consecutivo. Inovação e oportunidades foram seus pontos fortes. Cerca de 20 mil pessoas de todo o mundo foram entrevistadas para o estudo.

com JOANA CUNHA, VITOR SION e LUCIANA DYNIEWICZ

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