sábado, outubro 01, 2011

CLAUDIO HUMBERTO

“O PSDB me ignorou”
SENADOR ALOYSIO NUNES (SP), SOBRE O PARTIDO TÊ-LO “ESQUECIDO” PARA O HORÁRIO DE TV

AMIGO DO BANCO FEZ LOBBY PARA “PRÊMIO” DO ITAÚ 
O Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar) proibiu o Itaú de propagar que é o “mais sustentável do mundo”, título dado pelo International Finance Corporatin (IFC), do Banco Mundial. O idealizador do “prêmio” é o jornalista inglês John Barhan. Ele era editor da revista Latin Finance, em Miami, e, amigo do banco, sempre concedeu o prêmio para o Itaú. Assim que foi contratado pelo IFC ano passado, o Banco Mundial anunciou a honraria para o banco brasileiro.

NA CONTA 
John Barhan vendeu para o IFC a ideia do “prêmio” assim que foi contratado. Curiosamente, o Itaú foi o escolhido sem critérios claros.

LUPA NO EXTRATO 
O Conar descobriu o evidente lobby do inglês amigo do Itaú dentro do Banco Mundial e agora pode multar o banco brasileiro.

EMPURRÔMETRO" 
Com qualidade duvidosa de serviços e técnica do empurrômetro de produtos a clientes, só o Banco Mundial viu “banco sustentável”.

ASSALTO DA DÉCADA 
O Banco Mundial também não soube, provavelmente, que o Itaú tentou esconder o assalto a 170 cofres da agência na Av. Paulista.

FICHA-SUJA ASSINAVA SINDICÂNCIAS NA CODEPLAN 
Presidente demissionário da Companhia de Planejamento do DF (Codeplan), Miguel de Lucena anulou ofício de sindicância recente que investigava um grupo por graves irregularidades. Quem assinou parecer inocentando os colegas foi um “ficha-suja” lá dentro, Guilherme Boechat Véo, acusado de irregularidades na prestação de contas da Codeplan em 2005 pelo Tribunal de Contas do DF. Nova sindicância foi instaurada.

ESTOU FORA 
Considerado linha dura, o ex-delegado Miguel Lucena não compactuou com muita coisa errada na Codeplan, corrigiu-as e se demitiu.

VISTA GROSSA 
A sindicância investigava dezenas de servidores na Codeplan desde o governo passado, de Rogério Rosso. Ele também já dirigiu o 
órgão. 

NINHO DO MAL 
A Codeplan foi o ninho das malfeitorias do mensalão do DEM. Foi lá que Durval Barbosa, o delator, começou suas operações político-financeiras.

QUARTETO VASCAÍNO 
Quatro vascaínos roxos se reuniram semana passada em Brasília: os presidentes Ophir Cavalcante (OAB Nacional) e Wadih Damous (OAB-RJ); o ministro Cesar Asfor Rocha, decano do STJ, e Cezar Britto, ex-presidente nacional da OAB. Convictos de que o Vasco será campeão.

TOMÁ LÁ, DÁ CÁ 
A empreiteira Odebrecht sabe investir: doou oficialmente R$ 200 mil para a campanha do governador Sérgio Cabral (PMDB), em 2010, e levou contrato de R$ 860 milhões na reforma do Maracanã.

FEIRA LIVRE 
Um desconhecido engravatado vagueia pelo Cafezinho da Câmara dos Deputados vendendo bugigangas eletrônicas. Atualmente oferece IPad 2 aos parlamentares a preços abaixo do mercado. Muito estranho.

DESCARRILANDO 
O deputado Weliton Prado (PT-MG) reuniu 220 assinaturas e lança 25 de outubro a Frente Parlamentar dos Sistemas Metroviário 
e Ferroviário Nacional. Mais do mesmo. Já existe a Mista do Setor Ferroviário.

BRASIL X EUA 
Segue muito mal a relação da Petrobras e do Instituto Brasileiro de Petróleo (IBP) com o governo americano e petroleiras de Houston. Eles vão realizar no Rio a OTC, feira internacional do setor, e não convidaram o IBP, que realiza a Rio Oil & Gás. Empresários prometem boicotar.

NA MIRA 
Convidadas para a OTC, as diretoras Graça Foster (Petrobras) e Magda Chambriard (ANP), se arriscam a levar vaia do setor nacional. Seus nomes surgem como convidadas de honra do evento americano.

CAMPANHA JÁ COMEÇOU 
O prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda (PSB), tem levado vaias públicas de centenas de manifestantes ligados a sindicatos petistas. Ele rompeu com seu vice, o petista Robertinho Ferreira, que quer se lançar.

PERGUNTA COM RESPOSTA 
Ex-bancário, o petista Ricardo Berzoini mal esconde sua aprovação ao esvaziamento da sede do BB em Brasília. Diz que sempre se perguntou por que o banco “precisava ficar em Brasília”. É a lei, deputado.

PERGUNTAR NÃO OFENDE 
O secretário de Segurança do Rio vai propor revisão de cursos e patrimônio só para a Polícia Militar? 

PODER SEM PUDOR
VOTO DECLARADO 
Depois de elogiar a atuação de Osmar Serraglio à ocasião da CPI dos Correios, a então deputada Juíza Denise Frossard (PPS-RJ) confessou que votaria nele, se pudesse, para ministro do Supremo Tribunal Federal. Ao ouvir a declaração, o presidente Delcídio Amaral (PT-MS) provocou: 
– Vote em mim, também, no Mato Grosso do Sul! 
– Só se você votar em mim no Rio de Janeiro – devolveu a deputada. 
– Isto está virando compra de voto – encerrou, rindo, Arnaldo Faria de Sá.

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