sábado, abril 02, 2011

CLÁUDIO HUMBERTO

“Vamos migrar num futuro bem próximo para financiamento público”
MARCO MAIA (PT-RS), PRESIDENTE DA CÂMARA, SOBRE QUEM PAGARÁ CAMPANHAS ELEITORAIS



Agnelli não é a Vale; era só mais um funcionário
A celeuma da demissão do presidente da Vale S/A tem divertido o mercado. Afinal, quanto vale Roger Agnelli? Salários de R$ 20 milhões anuais e um punhado de ações. Era um executivo importante, mas apenas um funcionário. Nada mais. Articulado com a mídia, Agnelli fez sua demissão parecer um fato tão relevante quanto a própria Vale, a maior empresa privada brasileira e segunda maior mineradora do mundo.

VALE BEM MAIS 
Em 2008, a consultoria Economática estimou em US$ 196 bilhões o valor de mercado da Vale. É a 12ª mais valiosa empresa do mundo.

BOM EMPREGO 
Roger Agnelli era funcionário de carreira do Bradesco (que tem 17,4% da Vale) e ganhou o emprego de presidente da empresa em 2001.

O CONGRESSO É NOSSO 
Tiririca nomeia assessores fantasmas os colegas de A Praça é Nossa. Nem precisava: está cercado deles, muito mais
experientes...

THE COURT 
O site do Tribunal de Justiça do Acre é para inglês ver: o noticiário tem datas no idioma arrevesado: “Friday, 01 April de 2011”.

DIA DA MENTIRA: SENADO ADOTA PONTO BIOMÉTRICO
O Senado tentou implantar ontem, logo no Dia da Mentira, o sistema biométrico de registro de frequência. Não conseguiu. Boa parte dos funcionários ignorou a exigência. A ideia é a assinatura de ponto por meio do dedão numa máquina de leitura ótica. O Boletim do Senado informou que a medida é para “todos os servidores”. Mas é lorota. Pelo menos oitenta apadrinhados já foram dispensados da
obrigação.

CAINDO DA MOTO 
As grandes subsidiárias japonesas na Zona Franca de Manaus podem parar em breve: faltam peças do Japão, após a tragédia de março.

CARAVELAS 
Os portugueses se assanham com a possibilidade de emigrar para o Brasil, com a eventual ajuda financeira à terrinha fechada para balanço.

PERGUNTA NO QUESTIONÁRIO 
Será elogio ou ironia os 64% que veem o governo Dilma igual ao de Lula na pesquisa CNI-Ibope?

BIG AFANO NA SAÚDE 
Auditoria do SUS descobriu um esquema, durante o governo Arruda, que teria roubado, só em 2009, R$ 72 milhões (de um total de R$ 180 milhões) em hemoderivados adquiridos pela Secretaria de Saúde.

PIADA DE CASERNA 
O 23º Batalhão do Exército em Fortaleza (CE) se chama Marechal Castelo Branco. Mas a solenidade para homenagear o primeiro presidente da ditadura, quinta (31), foi suspensa em cima da hora.

MANDA QUEM PODE 
A situação na Agência Nacional de Aviação Civil, como se diz, está de vaca não conhecer bezerro: representantes de empresas colocam o dedo na cara de superintendentes, como se empregados seus fossem.

RANKING FUNÉREO 
Pelo assédio no velório de José Alencar no Planalto foi possível medir a popularidade dos governadores: pela ordem, Eduardo Campos (PE), Anastasia (MG), Renato Casagrande (ES), Wagner (BA) e Deda SE).

CARA DE FEDOR 
Foi além do tempo a saída do secretário de Desenvolvimento do governo do DF. Vinha perdendo investimentos externos produtivos porque se recusava a receber empresários. Nojo de capitalistas.

PODEROSA FAXINA 
A Presidência da República pretende gastar R$ 5,6 milhões anuais com limpeza e conser-vação geral nos palácios e residências oficiais da presidente e do vice. São 309.619 m2 para tirar pó, esfregar e lavar. O Planalto tem 17.800
janelas, fora o lixo diário. Ufa.

CELEBRIDADE 
O escritor e autor de novelas Agnaldo Silva escreveu no Twitter que, sem título universitário, também vai “batalhar para ganhar um honoris causa, nem que seja na Universidade Estácio de Sá”. Vai ser mole.

CANOTILHO EM BH 
José Joaquim Gomes Canotilho, que saudou Lula em Coimbra, vai dar aulas no curso de pós-graduação em Direito Constitucional do Instituto para o Desenvolvimento Democrático (IDDE), em Belo
Horizonte.

PENSANDO BEM… 
Se o Brasil ajudar Portugal, ano que vem a presidente Dilma receberá o titulo de “doutora honoris dívida”.

PODER SEM PUDOR
REQUERIMENTO ARRISCADO 
O deputado João Pizzolatti (PP-SC) investigava denúncias contra o Ministério da Saúde, em 1996, quando um suspeito foi assassinado em Brasília dias depois de encontrá-lo. Preocupado, ele consultou o presidente do partido, Esperidião Amin, sobre o risco de entrar com um pedido de informações sobre a compra de remédios no Ministério da Saúde. A resposta de Amin:
– Acho que você deveria entrar com o requerimento assim mesmo. Se te matarem, pelo menos saberemos que estamos no caminho certo...

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