segunda-feira, junho 28, 2010

MÔNICA BERGAMO

FALTA VOTO
MÔNICA BERGAMO
FOLHA DE SÃO PAULO - 28/06/10

A análise do pedido de intervenção no Distrito Federal, marcada para quarta-feira no STF (Supremo Tribunal Federal), pode chegar a um impasse. Com quorum baixo -três dos 11 ministros estão ausentes da Corte, por motivos variados-, a votação pode terminar em empate. Ou em placar de 5 a 3, sem a maioria dos votos totais do tribunal que legitimaria a decisão.

NA VOLTA 
Há magistrados do Supremo que já defendem o adiamento da votação da intervenção até a volta dos três ausentes. O ministro Eros Grau, prestes a se aposentar, está em Paris; a ministra Ellen Gracie, em missão no exterior; e o ministro Joaquim Barbosa permanece de licença, em tratamento de problemas na coluna. Deve voltar ao STF em agosto.

PARA JÁ 
O governo de São Paulo lança nos próximos dias o edital de licitação para a exploração do trecho sul do Rodoanel. O vencedor, que poderá cobrar pedágio de até R$ 6, terá que investir R$ 4 bilhões para construir o trecho leste -onde a tarifa deverá ser de R$ 4.

TOGA GRINGA 
A OAB-SP começa hoje a fiscalizar as associações de bancas internacionais com escritórios paulistas. Estrangeiros só podem atuar no Brasil como consultores em direito e sobre as legislações de seus países. Mas há relatos de que nem todos estejam respeitando a regra. Atualmente, há 14 sociedades desse tipo inscritas em São Paulo, seis delas registradas nos últimos 18 meses.

POR ESCRITO 
Os escritórios serão oficiados por escrito para esclarecer os termos da sociedade com estrangeiros. 

ESTOCOLMO O alemão Harald zur Hausen, Prêmio Nobel de Medicina em 2008 e descobridor de que o HPV (papilomavírus humano) causa o câncer de colo de útero, virá ao Brasil para um encontro internacional sobre patologia promovido pelo hospital A.C.Camargo, em agosto. 

BANHO FRIO 
Andres Sanchez, presidente do Corinthians e chefe da delegação brasileira na Copa da África, afirmou a interlocutores que o estádio Ellis Park, onde o Brasil joga hoje contra o Chile, é igual a um "estádio pequeno do interior". Até água quente chegou a faltar no vestiário dos brasileiros quando eles jogaram na mesma arena contra a Coreia do Norte. 

LEITTE POR ELES 
A cantora Claudia Leitte vai ganhar livro sobre a sua carreira. A ideia é que fãs também participem, escrevendo sobre a importância da artista em suas vidas. 

PESCOCINHO LITERÁRIO 
O canadense Dacre Stocker, sobrinho-neto do autor Bram Stoker, criador do Drácula, participará da Bienal Internacional do Livro de SP, em 13 de agosto. Dacre é coautor de "Drácula, o Morto Vivo" e participará de debate sobre vampirismo. 

SOBRANCELHA PORTUGUESA 
A apresentadora Sabrina Sato assistiu à partida entre Brasil e Portugal no Jockey Club, na sexta. De salto Louboutin e bolsa Chanel, passou o jogo tuitando. Sobre o português Cristiano Ronaldo, diz: "A sobrancelha dele é mais feita do que a minha, né?".

BOLO E GUARANÁ 
A socialite Joanna Trabulsi reuniu amigos na balada Kiss & Fly, na Daslu, para comemorar seu aniversário. Quem animou a festa foi a britânica Eve Carey, responsável pela discotecagem. Os presentes seriam doados para uma instituição de amparo à criança.

CURTO-CIRCUITO
O tenor Atalla Ayan faz recital gratuito hoje, às 21h, no Theatro São Pedro, acompanhado da pianista Marília Caputo. Classificação: livre. 
A butique NK Store, nos Jardins, inicia hoje venda especial com até 50% de desconto na coleção de inverno.
O FestivAlma Surf começa no dia 1º, às 14h, na Bienal do parque Ibirapuera. O surfista Rob Machado participará do evento.
A estilista Isabela Capeto inicia liquidação de inverno no dia 1º, com descontos de até 40% nas lojas dos Jardins e do shopping Iguatemi. 
João Doria Jr. lança o grupo Lide internacional para promover eventos no exterior. 
Expedito Araujo começa a selecionar, a partir de hoje, grupos teatrais para as apresentações do segundo semestre do projeto Seis na Sé.

MARIA CRISTINA FRIAS - MERCADO ABERTO

No "campo" da Bolsa, Chile vence Brasil 
Maria Cristina Frias

Folha de S.Paulo - 28/06/2010

Se o jogo de hoje entre Brasil e Chile fosse definido no "campo" do mercado acionário, a seleção canarinho voltaria para casa mais cedo.

Desde que começou a Copa do Mundo, no dia 11, a Bolsa chilena acumula valorização de 4,55%, a segunda mais bem colocada entre os países que participaram da primeira fase do Mundial, perdendo apenas para a da Coreia do Sul (alta de 4,73%).

O Brasil ocupa apenas o sétimo lugar no ranking das Bolsas das seleções, com alta acumulada de 2,82% até sexta-feira passada.

No final da primeira fase, o desempenho das equipes mostrava, em parte, alguma relação com o comportamento dos países no mercado acionário. Entre as dez Bolsas que mais se valorizaram, oito países se classificaram para as oitavas de final.

Entre as exceções está a Itália, que, apesar de figurar na sexta posição, decepcionou e já voltou para casa.

Na penúltima colocação do ranking, a Inglaterra teve desvalorização de 1,68% em seus papéis no período. No campo, porém, a seleção inglesa teve bom desempenho na primeira fase, avançando à etapa seguinte.

O levantamento realizado pela Folha levou em conta 27 das 32 seleções que participaram da primeira fase do Mundial. Os outros cinco países não disponibilizam dados ou não têm Bolsas de Valores.
Esticada
O laboratório Merz-Biolab traz ao Brasil neste mês um concorrente para o Botox. A toxina botulínica criada pela empresa, chamada Xeomin, reduziu a formação de anticorpos neutralizantes e dispensa refrigeração, segundo Roberto Marques, diretor-geral da empresa. O mercado do Brasil é estimado em R$ 180 milhões ao ano. "Cerca de 70% da toxina botulínica no Brasil tem uso estético. O restante vai para uso terapêutico. Na Europa é 60% terapêutico e 40% estético. O estético no Brasil é grande, só comparável aos EUA." A empresa, fruto de joint venture entre a alemã Merz e o Biolab desde o fim de 2009, quer focar a dermatologia estética. Nos próximos meses lança uma linha de preenchimento.
Menos Emprego
Na contramão do desempenho apresentado por outros setores, em maio a construção pesada registrou queda no nível de emprego pelo segundo mês consecutivo no Estado de São Paulo.
Com a demissão de 1.023 trabalhadores, a redução foi de 1,21% em relação a abril, segundo levantamento do Sinicesp (Sindicato da Indústria da Construção Pesada do Estado de São Paulo).

O mês anterior já havia registrado queda de 1,29% com a demissão de cerca de 1.100 trabalhadores.

O emprego no setor está aparentemente "andando de lado", segundo Helcio Farias, responsável pelo departamento técnico do Sinicesp, mas ainda não há alarde, segundo ele.

"Esperamos crescimento nos próximos meses, pois há investimentos federais e estaduais em andamento", afirma Farias.

Na comparação com o ano passado, o sindicato registrou avanço do emprego. Em maio de 2009, o setor empregava 75.646 trabalhadores. Em maio deste ano, as empresas contabilizaram 83.627 empregados.
IntuiçãoO Índice de Sentimento dos Especialistas em Economia, medido pela Fecomercio SP, subiu 4,3% em junho ante maio, e atingiu 107,1 pontos. O ISE mostra a preocupação de profissionais da área com impactos da crise europeia e o otimismo com o cenário doméstico.
GasolinaO consumo de combustíveis registrou um crescimento de 9,2% no Brasil neste ano até maio, na comparação com o mesmo período do ano passado, de acordo com a ANP (Agência Nacional do Petróleo). O destaque foram as vendas de gasolina, que apresentaram alta de 21,5%. Por causa da elevação do preço do álcool, os consumidores aumentaram o consumo de gasolina.
Diesel
A comercialização de diesel cresceu 13,2% de janeiro a maio, em comparação ao mesmo período do ano passado. O movimento foi puxado pela recuperação da economia, pelo crescimento da safra de grãos e pela intensificação dos investimentos em infraestrutura. Já o aumento do fluxo de passageiros nos primeiros meses deste ano levou a um consumo 14,8% maior de querosene de aviação.
SalgadoNas lojas do Wal-Mart na região Sudeste, no dia da estreia do Brasil na Copa, as vendas de salgadinhos subiram 300% em comparação com toda a venda da primeira quinzena de junho. Os itens mais comprados para o primeiro jogo do Brasil foram as batatas da marca própria, além de Pringles, Ruffles e Doritos. No Pão de Açúcar, o amendoim de marca própria do grupo teve alta de 135%.
TorcidaNo dia do jogo do Brasil contra a Costa do Marfim, a venda de cerveja do Grupo Pão de Açúcar aumentou seis vezes, comparada a um dia normal. No sábado que antecedeu o jogo, a procura por picanha foi quatro vezes maior do que num sábado comum. No Carrefour, o produto que mais tem saído em dia de jogo é a cerveja. Quando a partida ocorre em fim de tarde, o aumento é de 200%.
FemininoO público feminino não está satisfeito com a publicidade de cerveja feita atualmente, segundo levantamento da Sophia Mind, empresa de pesquisa e inteligência de mercado do Grupo Bolsa de Mulher, realizada com cerca de 3.000 mulheres, entre 25 e 50 anos, de todo o Brasil. A pesquisa aponta que 70% delas consideram a comunicação do produto machista e estereotipada.
Na horaApenas 10% das empresas brasileiras trocaram seus relógios de ponto eletrônico para atender a portaria número 1.510 do Ministério do Trabalho e Emprego, que regulamenta o uso do equipamento. No Rio de Janeiro, 25% das companhias já se atualizaram, ante menos de 15% nos demais Estados. A informação é da Madis Rodbel, fabricante do setor, que espera crescer 300% com a nova lei.

ISABEL LUSTOSA

Em defesa do voto obrigatório
Isabel Lustosa 
O Estado de S.Paulo - 28/06/10

No último dia 9 de junho, a 
Comissão de Constituição e Justiça do Senado aprovou projeto de lei do senador Marco Maciel (DEM-PE) que altera o Código Eleitoral, reduzindo de nove para duas as penalidades impostas aos eleitores que não comparecem às urnas nos dias de votação. Disse o senador que sua intenção é apenas tornar menos rigorosas as punições aos faltosos. Mas os favoráveis ao fim da obrigatoriedade do voto comemoram a decisão como um primeiro passo nesse caminho. Tema tão relevante não deveria passar sem uma ampla e profunda discussão na sociedade civil. Discussão que, aliás, faz parte da história do sistema eleitoral brasileiro. Os defensores do voto facultativo sempre se escudaram, e ainda hoje é assim, no argumento de que o cidadão não pode ser obrigado a votar porque ninguém pode ser obrigado a exercer a cidadania.

Será? Creio que não e cito dois exemplos.

No Rio de Janeiro do começo do século 20, a chamada campanha da vacina obrigatória enfrentou forte resistência da população. Oposição liderada por políticos positivistas sob o argumento de que o cidadão tinha total direito sobre seu corpo e, portanto, ninguém podia ser obrigado a se deixar inocular. Oswaldo Cruz, idealizador e coordenador do programa, contra-argumentaria: quem não se quer vacinar poderá ser infectado. E, ao sê-lo, transmitirá a doença a quem não deseja ser doente. Se colidir com o bem comum, aí, sim, a liberdade individual se converte em tirania. A campanha da vacina obrigatória é hoje um marco na história da saúde pública no Brasil.

Exemplo mais recente diz respeito à preservação do patrimônio histórico, artístico e cultural dos brasileiro. Esta só se tornou viável depois que, com a instituição da Lei de Tombamento em 1937, concebida por Mário de Andrade e Rodrigo de Mello Franco, medidas punitivas foram adotadas contra os que destruíssem ou descaracterizassem bens tombados. Aliás, durante o malfadado governo Collor, e bem dentro do espírito neoliberal que começava a se impor no contexto brasileiro, surgiu a proposta de fazer a preservação dos bens históricos ser transformada em matéria facultativa. Ou seja, dever-se-ia deixar ao critério do proprietário de um imóvel de valor histórico preservá-lo, demoli-lo ou descaracterizá-lo.

Com a mesma candura com que naquele tempo se acreditava que a mão livre do mercado acabaria por fazer o pão chegar à mesa dos famintos (mesmo que isso demorasse um pouco e algumas gerações fossem sacrificadas), acreditava-se que a mão livre do mercado imobiliário salvaria o que fosse para ser salvo da destruição e destruiria o que fosse necessário para o crescimento do mesmo mercado. Tal política não prosperou, mas talvez tenha influído no fato de que, somente agora, no último dia 10 de junho, tenham sido estabelecidos os critérios para a aplicação das multas àqueles que causarem danos a bens tombados pela União. Até então só restava ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) o recurso às ações judiciais. Esta conquista demonstra que em tal matéria se optou pela ideia de que há uma razão de Estado pela qual o bem comum se sobrepõe ao bem individual. E é este o princípio que está na origem da própria ideia de República.

Ideia que também orientou a adoção do voto obrigatório a partir da reforma da Lei Eleitoral de 1932. Cristina Buarque, em tese defendida no Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (Iuperj), analisou as razões por que o projeto de Código Eleitoral apresentado por Assis Brasil durante a Constituinte de 1891 só foi adotado quase 40 anos depois. Nas quatro primeiras décadas da República, o pragmatismo dos barões do café, que dominavam a economia e, com ela, a política brasileira, preferiu o "jeitinho brasileiro". No contexto da "política dos governadores", optou-se por um arremedo de democracia que, sustentada no voto aberto, possibilitava o controle total dos poderosos locais sobre o eleitorado. O voto a bico de pena, por se prestar facilmente à adulteração, completava a farsa. Só após a Revolução de 1930, com o objetivo de moralizar e tornar realmente democrático o processo eleitoral, foi adotada a fórmula proposta por Assis Brasil. De um lado, o voto secreto, protegendo a liberdade de escolha do eleitor; de outro, o voto obrigatório, garantindo, com o pleno comparecimento da população às urnas, a representação da vontade da maioria.

Em estudo sobre o tema, disponível na internet, a cientista política Luzia Herrmann demonstra que, se adotado no Brasil o voto facultativo, isso acarretaria uma queda de 30% a 35% de comparecimento do eleitorado às urnas. Votariam os mais mobilizados, os mais informados, os com interesses bem definidos. É o que tem acontecido na Venezuela, onde a reforma eleitoral de 1993 não eliminou o voto obrigatório, mas sim as penalidades para os não-votantes.

As eleições ocorrem no Brasil de dois em dois anos. Em muitos casos, quando não há segundo turno, o cidadão só tem de sair de casa uma única vez, num domingo, para se dirigir a lugar, em geral, perto de sua residência e votar. Não é sacrifício demasiado e a lei faculta o voto aos que, por serem muito jovens ou analfabetos, podem não ter certeza do que querem, ou aos que, velhos ou doentes, não tenham condições físicas de comparecer às urnas.

O voto deve ser obrigatório pela mesma razão que a educação deve ser obrigatória. Os que não votam devem ser punidos pela mesma razão que devem ser punidos os que deixam as crianças sem escola, os que liquidam o patrimônio histórico do País, os que dirigem embriagados, etc. Votar também é parte da educação de um povo: o dever de escolher seus representantes e dirigentes o obriga a refletir periodicamente sobre seu destino.


DOUTORA EM CIÊNCIA POLÍTICA PELO IUPERJ, É HISTORIADORA DA CASA DE RUI BARBOSA NO RIO DE JANEIRO

PAINEL DA FOLHA

Herdeiro de Vargas 
Renata Lo Prete 

Folha de S.Paulo - 28/06/2010

Em entrevista para o documentário "Os Herdeiros de Vargas, Memórias do Brasil", Lula, que tinha oito anos quando Getúlio se matou, disse que só foi entendê-lo "muito tempo depois, quando virei político". "No começo da vida sindical, eu não gostava dele. Depois, verifiquei que o povo gostava de Vargas. Foi ele quem criou tudo o que existe aí, como a Petrobras."

Segundo Lula, a culpa pelo golpe de 1964 "não foi dos americanos", mas "da UDN, que se aliou às elites e aos militares para derrubar Jango", assim como, prosseguiu o presidente, havia derrubado Getúlio. "A diferença dos meus dois governos para os de Vargas, JK e Jango é que no tempo deles os militares estavam na oposição, eu sou respeitado por eles e vice-versa."
Em extinçãoNa entrevista a Yacy Nunes e Daniel Zarvos, diretores do documentário, Lula opinou que o "peso udenista" ainda existe no país, mas está acabando. O filme será lançado no primeiro semestre de 2011.
EstiloO presidente disse ainda que, assim como Getúlio, JK e Jango, ele governa "com o coração". "É melhor do que com a cabeça."
Encerrada a gravação, Lula elogiou Chico Buarque, cuja música "Fado Tropical" será usada no documentário: "Ele é um fofo. Gravou um vídeo de 15 minutos exclusivo para eu dar de presente de aniversário à minha neta, Maria Beatriz, que fez 15 anos. Ela adorou".
Termômetro 1O senador Alvaro Dias (PSDB-PR) terminou a noite de domingo mais firme no posto de candidato a vice de José Serra do que estava na manhã de sábado. O comando da campanha avalia que trocá-lo, agora, seria um péssimo sinal.
Termômetro 2Mas a revolta do aliado DEM, que não gostou da indicação e detestou a forma como foi feita, está longe de acabar. Porta-voz da insatisfação, o presidente Rodrigo Maia tem mais apoio do que os tucanos de início imaginaram. E insistirá na tecla de que com vice do PSDB a aliança não sobreviverá.
Cala-te bocaIndagada sobre a ausência de Serra na convenção que oficializou sua candidatura à reeleição, ontem, Yeda Crusius (PSDB-RS) deixou escapar: "Eu já tenho vice. Você sabe o quanto está complicado o quadro nacional...".
Eu vim...No sábado, Osmar Dias (PDT) disse ao PT e ao PMDB ter recebido um aviso do PSDB: seu irmão Alvaro só seria vice se ele desistisse de concorrer ao governo do Paraná. Acrescentou que não cederia à pressão.
...para confundirNo mesmo dia, Osmar garantiu a um tucano que iria mesmo se candidatar a novo mandato de senador na chapa de Beto Richa (PSDB).
PortaEm reunião na quarta, a cúpula do PMDB deve propor a expulsão de Eduardo Pinho Moreira, indicado na convenção do partido em Santa Catarina para ser vice de Raimundo Colombo (DEM) ao governo.
BumbásSerra não estava no camarote em Parintins quando o boi Garantido, vermelho, saiu da arena para saudar as autoridades. Já na vez do Caprichoso, azul, o tucano beijou a estrela do boi e posou para os fotógrafos.
Na garupaA campanha de Aloizio Mercadante (PT) passou a crer na viabilização do segundo turno menos por esperar desempenho expressivo dos coadjuvantes Celso Russomano (PP) e Paulo Skaf (PSB) e mais por apostar numa "onda Dilma", que carregue o candidato ao governo paulista como Lula fez com José Genoino em 2002.
Tiroteio
"Depois de criticar a "marolinha" na televisão, quem deve desculpas a Lula e ao Brasil é a oposição."
Por falar nisso... 
Quando era prefeito de Pindamonhangaba, no final da década de 70, o médico anestesista Geraldo Alckmin foi chamado às pressas, no meio da madrugada, para fazer um parto. O procedimento transcorreu sem incidentes e, ao final, o tucano se despediu:

-Agora é melhor eu voltar para casa porque o expediente começa cedo na prefeitura...

A mulher resolveu agarrar a oportunidade:

-Ah, doutor, aproveitando... E a rede de esgoto do Jardim Resende? Quando é que fica pronta?

JOÃO BERNARDO DE LIMA KAPPEN

Questão de princípios
JOÃO BERNARDO DE LIMA KAPPEN
O GLOBO - 28/06/10

O Tribunal Superior Eleitoral, ao reconhecer a validade da lei chamada de “ficha limpa”, demonstra que, mais uma vez, o impulso punitivo que domina o ambiente público é capaz de preterir princípios constitucionais caros ao estado democrático de direito brasileiro. O tribunal faz valer a máxima de que os fins justificam os meios, na medida em que aceita transgredir sólidos direitos fundamentais, com a justificativa de preservação dos interesses dos eleitores.

Os princípios constitucionais da irretroatividade da lei que cause prejuízo (questão levantada unicamente pelo corajoso e independente ministro Marco Aurélio) e da presunção de inocência passaram ao largo dos votos proferidos pelos ministros da corte eleitoral. Na repercussão do julgamento, houve quem dissesse que “quem misturasse direito penal com direito eleitoral, iria perder muito dinheiro com advogados”.

Infelizmente, pensamentos como este refletem certa cultura de desprezo às normas constitucionais, patente no 
Judiciário brasileiro.

Neste caso, não se trata de confronto entre leis de caráter penal e eleitoral, mas sim de violação direta à Constituição federal. E é impossível não misturar direito penal com direito eleitoral, posto que o critério de inelegibilidade estabelecido na lei da “ficha limpa” é justamente ter condenação no âmbito penal.

Desta forma, o direito eleitoral está importando um instituto do direito penal para tornar imbele o direito de os cidadãos se candidatarem a cargos políticos. Não há, pois, como afastar os princípios inerentes ao direito penal, seja ele material ou processual.

O problema é que se se admite que a condenação criminal, por si, acarreta a inelegibilidade, parte-se do pressuposto de que esta condenação não será jamais reformada, instituindo, assim, uma provisória presunção de culpa. Mas se a Constituição federal estabelece que ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória, então até que seja julgado o último recurso possível não se pode impor a quem quer que seja os efeitos de uma eventual condenação criminal, sob pena de prejuízos irreparáveis. E é exatamente isto que pretende a lei da “ficha limpa”, considerar previamente culpados aqueles que ainda podem ser absolvidos e estender a eles os efeitos (a inelegibilidade) de uma condenação que não é definitiva. A questão central que, como de costume, é empurrada para debaixo do tapete gira em torno do problema de como fazer para melhorar o nível dos nossos representantes nos poderes Legislativo e Executivo, sem que com isso tenhamos que atropelar o Direito posto.

E a solução, pelo menos aquela que passa pelo respeito aos princípios constitucionais de um estado de direito, parece estar na consciência do eleitor. Por que não fazemos campanha pela transparência e pelo voto consciente? Por que não apenas divulgar os antecedentes criminais dos candidatos, delegando ao povo a oportunidade de eleger ou não os representantes de suas escolhas? Será que precisamos judicializar a consciência popular? Neste imbróglio, caberá ao Supremo Tribunal Federal, único e verdadeiro guardião da Constituição federal, a palavra final, mas ficará sempre a dúvida: quem nos protegerá da bondade dos bons? 


JOÃO BERNARDO DE LIMA KAPPEN é advogado.

ANCELMO GÓIS

O Professor 
Ancelmo Góis 

O Globo - 28/06/2010

Carlos Lessa, de 73 anos, cuja paixão pelo Rio é inquebrantável, teme que as cerca de 600 mil árvores da cidade corram risco de morte por causa das podas mal feitas. O mestre está, de novo, em campanha. Escolheu uma distância de 300 metros no Cosme Velho e saiu fotografando os exemplares que estariam sendo vítimas de "podas assassinas".

Para ele, os ataques de cupins são o golpe de misericórdia às mais debilitadas.Ele defende um melhor treinamento do pessoal da Comlurb e da Light para lidar com a nossa vegetação de rua.

Grande Lessa!
Floripa em Caxias 
Florianópolis será o enredo da Grande Rio no carnaval de 2011.

O tema, patrocinado pelo pessoal de Santa Catarina, rondou a Beija-Flor e a Portela, antes de chegar na tricolor de Caxias.
Invasão brasileira 
Até outubro estreiam sete novas rotas internacionais a partir do Brasil.

Tem voos novos para Bridgetown, Panamá, Lisboa, Detroit, Lima, Frankfurt e Madri. É o dólar, por aqui baratinho, quase a preço de banana, que faz os brasileiros arrumarem as malas.
Invasão que segue
Aliás, na disputa pelos viajantes, a americana US Airways escalou em sua base em Charlotte, Carolina do Norte, um funcionário que fala português para ficar com os brasileiros na temida fila da imigração.

Qualquer encrenca, o tradutor socorre o turista monoglota naquela fila que parece o corredor da morte.
E mais 
A Gallerie Lafayette, templo do consumo de Paris, comemora aumento de 41% nas vendas em relação ao ano passado.

Segundo o jornal “Le Monde”, isto se deve aos turistas dos países do Bric (Brasil, Rússia, Índia e China), que gastam, em média, cinco vezes mais que o francês.
Parabéns 
Itamar Franco completa hoje 80 anos.
Fechada por futebol 
Com a vitória do Uruguai sobre a Coreia do Sul, o escritor Eduardo Galeano, de 69 anos, que queria na infância ser jogador, é todo felicidade. Ele colocou em sua casa em Montevidéu um cartaz dizendo: “Fechada por futebol.” Aliás, Galeano viu Garrincha jogar. “Era como assistir a Chaplin no gramado”, disse.
Lei Seca na Copa 
A morte de uma bisneta de Mandela, de 13 anos, num acidente de trânsito, na volta da festa de abertura da Copa, dia 10, não foi fato raro no país.

Sábado, quatro jovens de 20 anos morreram quando voltavam de um jogo em Nelspruit.
Dias antes, duas torcedoras britânicas haviam morrido num outro acidente em Johannesburgo
Segue...
Em todos estes casos, inclusive no da bisneta de Mandela, houve relatos de mistura de álcool e direção.
Lá e cá...
Por mês, segundo o RMTC, o departamento de trânsito da África do Sul, morrem cerca de 1.300 pessoas em acidentes — a maioria, jovens. No Brasil (com população quatro vezes maior) as mortes no trânsito, que caíram cerca de 20% entre 2007 e 2009, somam umas 4.400 mensais.

Também um horror.
Dunga faz escola 
O pessoal que trabalha na vinda de Tom Cruise e Cameron Diaz ao Brasil teve que assinar um documento — NDA, na sigla em inglês — em que se compromete a não divulgar qualquer informação à imprensa.

O casal vem lançar o filme “Encontro Explosivo”, dia 6, no Vivo Rio.
Direitos humanos 
Depois de amanhã, Sérgio Cabral assina na ABI um pacotaço de sete ações pelos direitos humanos no Rio.

Ele vai sancionar a criação do Comitê Estadual de Prevenção e Combate à Tortura, aprovado na Alerj. Eu apoio.
Victor Berbara 
A Sergio Castro Imóveis está vendendo os antigos estúdios da VTI NetWork no bairro carioca de São Cristóvão. Coisa de uns R$ 4,2 milhões.

O lugar foi fundado por Victor Berbara, o publicitário carioca que fez uma revolução no rádio, TV, teatro e cinema.
Só pensa em grana 
O Cineclube Ação da Cidadania teve de desmarcar uma exibição de filmes numa favela carioca porque o Ecad queria cobrar direitos autorais, mesmo sendo o projeto gratuito.
Briga na pizza 
Sexta, umas 22h 30m, o tempo fechou dentro do supermercado Zona Sul da Praça General Osório, em Ipanema. Um rapaz começou a xingar a namorada e, acredite, deu um chute nela.
O irmão da moça interveio, jogou a mesa no agressor e os dois caíram na briga. Meu Deus!

CARLOS ALBERTO DI FRANCO

A ousadia da santidade
Carlos Alberto Di Franco 
O Estado de S.Paulo - 28/06/10

Paul Johnson é um dos grandes historiadores e intelectuais da atualidade. Colaborador da revista britânica The Spectator, seus textos são provocadores. Dono de uma cultura invejável e sinceridade afiada, Johnson não sucumbe aos clichês vazios. Em seu livro Os Heróis, destaca a importância das lideranças morais.

"Os heróis", diz, "inspiram, motivam. (?) Eles nos ajudam a distinguir o certo do errado e a compreender os méritos morais da nossa causa." Os comentários de Johnson trazem à minha memória um texto que exerceu forte influência no rumo da minha vida: Amar o Mundo Apaixonadamente, homilia proferida por São Josemaría Escrivá, fundador do Opus Dei e primeiro grão-chanceler da Universidade de Navarra, durante missa celebrada no câmpus daquela prestigiosa instituição. São Josemaría - cuja festa a Igreja celebrou no dia 26 de junho - foi um mestre na busca da santidade no trabalho profissional e nas atividades cotidianas. A Editora Quadrante, de São Paulo, acaba de lançar uma primorosa reedição da homilia.

Propunha, naquela homilia vibrante e carregada de ousadia, "materializar a vida espiritual". Queria afastar os cristãos da tentação de "levar uma espécie de vida dupla: a vida interior, a vida de relação com Deus, por um lado; e, por outro, diferente e separada, a vida familiar, profissional e social, cheia de pequenas realidades terrenas". O cristianismo encarnado nas realidades cotidianas: eis o miolo da proposta de São Josemaría. "Não pode haver uma vida dupla, não podemos ser esquizofrênicos, se queremos ser cristãos", sublinha. E, numa advertência contra todas as manifestações de espiritualismo mal entendido e de beatice, afirma de modo taxativo: "Ou sabemos encontrar o Senhor na nossa vida de todos os dias, ou não o encontraremos nunca."

"A vocação cristã consiste em transformar em poesia heroica a prosa de cada dia." A vida, o trabalho, as relações sociais, tudo o que compõe o mosaico da nossa vida é matéria para ser santificada. São Josemaría, um santo alegre e otimista, olha a vida com uma lente extremamente positiva: "O mundo não é ruim, porque saiu das mãos de Deus." O autêntico cristão não vive de costas para o mundo nem encara o seu tempo com inquietação ou nostalgia do passado. "Qualquer modo de evasão das honestas realidades diárias é para os homens e mulheres do mundo coisa oposta à vontade de Deus." A luta do nosso tempo, com suas luzes e sombras, é sempre o desafio mais fascinante.

O pensamento de São Josemaría, apoiado numa visão transcendente da vida e, ao mesmo tempo, com os pés bem fincados na realidade material e cotidiana, consegue, de fato, captar plenamente a contextura humana e ética dos acontecimentos. Ele tem, no fundo, a terceira dimensão: a religiosa e ética - e só com esse foco é possível entender plenamente o mundo em que vivemos. Na verdade, o esgotamento do materialismo histórico e a crescente frustração do consumismo hedonista prenunciam uma mudança comportamental: o mundo está sedento de liberdade, mas nostálgico de certezas.

Articular verdade e liberdade é, talvez, um dos mais interessantes recados de São Josemaría. Insurge-se, vigorosamente, contra o clericalismo que se oculta na mentalidade de discurso único, na injusta dogmatização das coisas que são legitimamente opináveis. São Josemaría afirma que um cristão não deve "pensar ou dizer que desce do templo ao mundo para representar a Igreja" nem que "as suas soluções são as soluções católicas para aqueles problemas". Por defender esse pluralismo sofreu incompreensões, até mesmo de algumas pessoas da Cúria Romana, que entendiam, por exemplo, que na Itália os católicos tinham o dever de votar no Partido da Democracia Cristã.

São Josemaría não deixa de enfatizar o valor insubstituível da liberdade - particularmente a liberdade de expressão e de pensamento - contra todas as formas de intolerância e sectarismo. Para ele, o pluralismo nas questões humanas não é algo que deve ser tolerado, mas, sim, amado e procurado.

A sua defesa da liberdade, no entanto, não fica num conceito descomprometido, mas mergulha na raiz existencial da liberdade: o amor - amor a Deus, amor aos homens, amor à verdade. Sua defesa da fé e da verdade não é, de fato, "antinada", mas a favor de uma concepção da vida que não pretende dominar, mas, ao contrário, é uma proposta que convida a uma livre resposta de cada ser humano.

Seus ensinamentos se contrapõem a uma tendência cultural do nosso tempo: o empenho em confrontar verdade e liberdade. Frequentemente, as convicções, mesmo quando livremente assumidas, recebem o estigma de fundamentalismo. Tenta-se impor, em nome da liberdade, o que poderíamos chamar de dogma do relativismo. Essa relativização da verdade não se manifesta apenas no campo das ideias. De fato, tem inúmeras consequências no conteúdo ético da informação.

A tese, por exemplo, de que é necessário ouvir os dois lados de uma mesma questão é irrepreensível; não há como discuti-la sem destruir os próprios fundamentos do jornalismo. Só que passou a ser usada para evitar a busca da verdade. A tendência a reduzir o jornalismo a um trabalho de simples transmissão de diversas versões oculta a falácia de que a captação da verdade dos fatos é uma quimera. E não é. O bom jornalismo é a busca apaixonada da verdade. O jornalismo de qualidade, verdadeiro e livre, está profundamente comprometido com a dignidade do ser humano e com uma perspectiva de serviço à sociedade.

A figura de São Josemaría Escrivá, o seu amor à verdade e a sua paixão pela liberdade tiveram grande influência em minha vida pessoal e profissional. Amar o Mundo Apaixonadamente não é apenas um texto moderno e forte. Sua mensagem, devidamente refletida, serve de poderosa alavanca para o exercício da nossa atividade profissional.


DOUTOR EM COMUNICAÇÃO, É PROFESSOR DE ÉTICA E DIRETOR DO MASTER EM JORNALISMO

CLÁUDIO HUMBERTO

Lula quer eleger maioria e ‘esmagar’ DEM e PPS

Certo de que a candidata Dilma Rousseff (PT) “já ganhou”, o presidente Lula articula agora a construção de vitória expressiva no Congresso, a fim de garantir uma base aliada capaz de aprovar o que o governo quiser, incluindo emendas constitucionais. Pelas contas de Lula, PMDB e PT elegerão uma centena de deputados, cada um. A estratégia, disse ele ao presidente de um partido aliado, é “esmagar” partidos menores de oposição, como DEM e PPS, colocando-os no caminho da extinção.

Injeção de ânimo
Lula convenceu o governador Eduardo Campos (PE) que o PSB pode eleger a terceira maior bancada. Fez o mesmo a Carlos Lupi (PDT).

Olho no Congresso
A vitória de oposicionistas nos governos estaduais não preocupa Lula: “Com eles a gente se entende, mas não se governa sem o Congresso”.

Frente cearense
Com Dilma, a frente cearense contra o coronel Tasso Jereissati (PSB, PMDB e PT) fará convenções conjuntas, nesta terça, em Fortaleza:.

Última geração
O Tribunal Superior Eleitoral investiu R$ 4 milhões em 3.150 urnas com leitura biométrica (impressões digitais) para as eleições deste ano.

Como funcionam
As urnas biométricas identificam o eleitor pela impressão digital e foto, o que, segundo acredita o TSE, reduz o risco de fraude nas votações.

Quem vai usar
A tecnologia das urnas biométricas será implantada em 60 municípios e serão utilizadas por cerca de 1,2 milhão de eleitores.

Segredo tucano
José Serra só autorizou a aliança do PSDB com Joaquim Roriz (PSC), na disputa pelo governo do DF, porque tucanos locais o convenceram de que a lei Ficha Limpa impedirá a candidatura do ex-senador e que ele seria substituído, na chapa, pela tucana Maria de Lourdes Abadia.

Lei implacável
Quem renunciou ao mandato para escapar de cassação, como Roriz, segundo a Lei Ficha Limpa, fica inelegível “para as eleições que se realizarem durante o período remanescente do mandato para o qual foram eleitos e nos oito anos subsequentes ao término da legislatura”.

Mau negócio
Patinando nos 2%, em viés de baixa, o candidato do PSB ao governo de São Paulo, Paulo Skaf, não é do ramo mesmo. E ainda pode ajudar a reduzir à metade a bancada que o partido conquistou no Estado.

Um político sincero
O deputado Ricardo Barros (PP-PR), ex-braço direito de Severino Cavalcanti, foi líder de FHC e de Lula na Câmara, mas é candidato ao Senado na chapa do tucano Beto Richa, e apoia Dilma. O título do seu novo livro faz a alegria dos inimigos: “De olho no dinheiro do Brasil”...

Bandeirada de chegada
O secretário de Segurança do Rio, Anthony Garotinho, escapou por pouco de ser agredido por antiga militante do PDT com o mastro de uma bandeira, no velório de Leonel Brizola. Salvou-o o assessor de um deputado do PMDB. Ao lado dele, o ex-presidente do PDT, Trajano Ribeiro, justificou dizendo que “no partido é assim mesmo, o sr. sabe”.
- É verdade – completou Garotinho, ferino – e se aparecerem alguns bêbados, a coisa se completa...

SEGUNDA NOS JORNAIS

Globo: Número de vítimas das chuvas triplica em 3 anos

Folha: G20 propõe redução de gastos dos países ricos

Estadão: G-20 decide cortar gastos pela metade até 2013

JB: Reajuste abre crise na segurança

Correio: Coligações malucas dão nó na cabeça do eleitor

Valor: Embraer busca incentivo nos EUA

Jornal do Commercio: Volta a chover na Mata Sul

Zero Hora: Confiança no trio que volta