segunda-feira, junho 28, 2010

MARIA CRISTINA FRIAS - MERCADO ABERTO

No "campo" da Bolsa, Chile vence Brasil 
Maria Cristina Frias

Folha de S.Paulo - 28/06/2010

Se o jogo de hoje entre Brasil e Chile fosse definido no "campo" do mercado acionário, a seleção canarinho voltaria para casa mais cedo.

Desde que começou a Copa do Mundo, no dia 11, a Bolsa chilena acumula valorização de 4,55%, a segunda mais bem colocada entre os países que participaram da primeira fase do Mundial, perdendo apenas para a da Coreia do Sul (alta de 4,73%).

O Brasil ocupa apenas o sétimo lugar no ranking das Bolsas das seleções, com alta acumulada de 2,82% até sexta-feira passada.

No final da primeira fase, o desempenho das equipes mostrava, em parte, alguma relação com o comportamento dos países no mercado acionário. Entre as dez Bolsas que mais se valorizaram, oito países se classificaram para as oitavas de final.

Entre as exceções está a Itália, que, apesar de figurar na sexta posição, decepcionou e já voltou para casa.

Na penúltima colocação do ranking, a Inglaterra teve desvalorização de 1,68% em seus papéis no período. No campo, porém, a seleção inglesa teve bom desempenho na primeira fase, avançando à etapa seguinte.

O levantamento realizado pela Folha levou em conta 27 das 32 seleções que participaram da primeira fase do Mundial. Os outros cinco países não disponibilizam dados ou não têm Bolsas de Valores.
Esticada
O laboratório Merz-Biolab traz ao Brasil neste mês um concorrente para o Botox. A toxina botulínica criada pela empresa, chamada Xeomin, reduziu a formação de anticorpos neutralizantes e dispensa refrigeração, segundo Roberto Marques, diretor-geral da empresa. O mercado do Brasil é estimado em R$ 180 milhões ao ano. "Cerca de 70% da toxina botulínica no Brasil tem uso estético. O restante vai para uso terapêutico. Na Europa é 60% terapêutico e 40% estético. O estético no Brasil é grande, só comparável aos EUA." A empresa, fruto de joint venture entre a alemã Merz e o Biolab desde o fim de 2009, quer focar a dermatologia estética. Nos próximos meses lança uma linha de preenchimento.
Menos Emprego
Na contramão do desempenho apresentado por outros setores, em maio a construção pesada registrou queda no nível de emprego pelo segundo mês consecutivo no Estado de São Paulo.
Com a demissão de 1.023 trabalhadores, a redução foi de 1,21% em relação a abril, segundo levantamento do Sinicesp (Sindicato da Indústria da Construção Pesada do Estado de São Paulo).

O mês anterior já havia registrado queda de 1,29% com a demissão de cerca de 1.100 trabalhadores.

O emprego no setor está aparentemente "andando de lado", segundo Helcio Farias, responsável pelo departamento técnico do Sinicesp, mas ainda não há alarde, segundo ele.

"Esperamos crescimento nos próximos meses, pois há investimentos federais e estaduais em andamento", afirma Farias.

Na comparação com o ano passado, o sindicato registrou avanço do emprego. Em maio de 2009, o setor empregava 75.646 trabalhadores. Em maio deste ano, as empresas contabilizaram 83.627 empregados.
IntuiçãoO Índice de Sentimento dos Especialistas em Economia, medido pela Fecomercio SP, subiu 4,3% em junho ante maio, e atingiu 107,1 pontos. O ISE mostra a preocupação de profissionais da área com impactos da crise europeia e o otimismo com o cenário doméstico.
GasolinaO consumo de combustíveis registrou um crescimento de 9,2% no Brasil neste ano até maio, na comparação com o mesmo período do ano passado, de acordo com a ANP (Agência Nacional do Petróleo). O destaque foram as vendas de gasolina, que apresentaram alta de 21,5%. Por causa da elevação do preço do álcool, os consumidores aumentaram o consumo de gasolina.
Diesel
A comercialização de diesel cresceu 13,2% de janeiro a maio, em comparação ao mesmo período do ano passado. O movimento foi puxado pela recuperação da economia, pelo crescimento da safra de grãos e pela intensificação dos investimentos em infraestrutura. Já o aumento do fluxo de passageiros nos primeiros meses deste ano levou a um consumo 14,8% maior de querosene de aviação.
SalgadoNas lojas do Wal-Mart na região Sudeste, no dia da estreia do Brasil na Copa, as vendas de salgadinhos subiram 300% em comparação com toda a venda da primeira quinzena de junho. Os itens mais comprados para o primeiro jogo do Brasil foram as batatas da marca própria, além de Pringles, Ruffles e Doritos. No Pão de Açúcar, o amendoim de marca própria do grupo teve alta de 135%.
TorcidaNo dia do jogo do Brasil contra a Costa do Marfim, a venda de cerveja do Grupo Pão de Açúcar aumentou seis vezes, comparada a um dia normal. No sábado que antecedeu o jogo, a procura por picanha foi quatro vezes maior do que num sábado comum. No Carrefour, o produto que mais tem saído em dia de jogo é a cerveja. Quando a partida ocorre em fim de tarde, o aumento é de 200%.
FemininoO público feminino não está satisfeito com a publicidade de cerveja feita atualmente, segundo levantamento da Sophia Mind, empresa de pesquisa e inteligência de mercado do Grupo Bolsa de Mulher, realizada com cerca de 3.000 mulheres, entre 25 e 50 anos, de todo o Brasil. A pesquisa aponta que 70% delas consideram a comunicação do produto machista e estereotipada.
Na horaApenas 10% das empresas brasileiras trocaram seus relógios de ponto eletrônico para atender a portaria número 1.510 do Ministério do Trabalho e Emprego, que regulamenta o uso do equipamento. No Rio de Janeiro, 25% das companhias já se atualizaram, ante menos de 15% nos demais Estados. A informação é da Madis Rodbel, fabricante do setor, que espera crescer 300% com a nova lei.

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