domingo, julho 26, 2009

PAULO ROBERTO FALCÃO

Clássico histórico

ZERO HORA - 26/07/09


O grande jogo deste domingo está programado para Presidente Prudente, em São Paulo, entre Corinthians e Palmeiras. Os dois grandes do futebol paulista terminaram a última rodada como integrantes do G-4 – o Palmeiras, ainda sem a presença de Muricy, na segunda colocação; o Corinthians em quarto lugar, ampliando o grupo da Libertadores para G-5, pois já assegurou a sua vaga com a conquista da Copa do Brasil.

O clássico é tão importante que a Globo pediu a seus comentaristas para escalarem o Corinthians e o Palmeiras de todos os tempos, uma forma de mexer com a memória afetiva do torcedor. Sempre reluto um pouco em participar, pois os esquecimentos são inevitáveis e as injustiças também. Ainda assim, coloquei no campo da imaginação os dois times, que submeto agora ao exame dos leitores.

Meu Corinthians teria Dida; Zé Maria, Ditão, Gamarra e Vladimir; Dino Sani, Rivellino, Sócrates e Neto; Casagrande e Flávio Minuano. Já o Palmeiras de todas as épocas, se fosse escalado por mim, teria Leão; Eurico, Luís Pereira, Roque Júnior e Roberto Carlos; Dudu, Ademir da Guia, Leivinha e Rivaldo; César e Edmundo.

Dificilmente algum dos jogadores que estarão em campo hoje entraria nesses times.

Fantasia

Já que estamos no terreno da fantasia, publico abaixo uma sugestão que recebi do engenheiro Antonio Rissato, de Porto Alegre, que talvez pudesse ser utilizada num 1º de Abril. Ele imaginou uma fusão entre os dois principais clubes gaúchos para formar o Grêmio Esportivo Internacional. “Grêmio e Internacional irão fundir-se num só clube. As direções do Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense e do Sport Club Internacional estão se reunindo periodicamente para ver a possibilidade da fusão dos dois clubes em apenas um. Fontes dos dois clubes informam que a ideia surgiu como motivo de ordem econômica e estratégica: querem criar o maior clube de futebol do Brasil, capaz de enfrentar economicamente os clubes europeus e estancar a saída de grandes jogadores do país para o Exterior. Alegam que uma cidade como Porto Alegre, à moda de cidades de mesmo porte da Europa, tal como Nápoles, Florença, Barcelona, poderiam sediar um clube de futebol com muito poder econômico, explorando o que o povo gaúcho tem de bom: o orgulho por seu Estado e particularmente por sua Capital.”

Rissato pergunta qual seria a repercussão desta notícia. Talvez fosse melhor perguntar quantos sobreviventes haveria na guerra civil.

Projeção

Nilmar tem motivos para estar agradecido ao Inter, que o recuperou para a Seleção e serviu de mostruário para o interesse dos europeus. Nem o Corinthians, com toda a sua visibilidade, conseguiu tanto.

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