terça-feira, junho 23, 2009

ARI CUNHA

Dalmo Dallari e a verdade


Correio Braziliense - 23/06/2009

Funcionários do Senado são acusados de benefícios sigilosos com nomeações. Têm registro na ficha de trabalho. O sigilo fica por conta da Mesa.

Dalmo Dalari, jurista, professor emérito da Faculdade de Direito da USP, juiz permanente do Tribunal dos Povos, observa que “a primeira Constituição, de 1824, dizia que, para ser senador, o cidadão precisava ter uma renda mínima anual de 800 mil réis, uma fortuna. Ou seja, o Senado nasceu para abrigar os oligarcas, que se mantêm lá até hoje”.

O Senado mesclou favorecidos com gente que trabalha. Provocou a confusão. No sigilo do Diário do Congresso falta decisão publicada, recurso usado para criar confusão. Nem precisa sindicância. A Mesa sabe onde estão todos. Se não souber, será culpada por omissão.

A frase que não foi pronunciada

“Terreno político está minado. Quando alguém pisa, é explosão mortífera.”
Senador em conversa particular, fazendo estudo sobre atos sigilosos.


Saúde ausente

Família do general Lourival Lebre Pereira, doente e inerte, requereu remédios caros. Ministério Público aprovou. A Secretaria da Saúde autorizou,em 29 de abril. Providências não foram adotadas.
Para o governador Arruda tomar conhecimento: general Louro foi comandante do Colégio Militar de Brasília e comandante do 59 em Maceió. Hoje está doente, sem movimentos, precisando de remédios caros e exclusivos.

Fundações
Alunos da UnB abriram guerra contra fundações de apoio privado. A universidade sofre na própria carne. É dinheiro não contabilizado que enche bolsas de funcionários e funcionárias. Informa-se que há assinaturas de pessoas não autorizadas a realizar contratos. Reitor José Geraldo suspendeu encontro com estudantes porque não aceitaram discutir o assunto.

Governo fraco
Última vez que pedras no Rio rolaram dos morros soterrando casas, foi no governo Carlos Lacerda. De helicópteros, engenheiros indicavam aos que estavam nos morros apoiando as pedras com concreto, em trabalho difícil e técnico. Nunca mais houve acidentes.
O que vemos é falta de ação do governo do Rio. Desde aquela época nenhuma providência foi adotada para evitar desastres.

Roriz
Ex-governador do Distrito Federal e fundador do PT em Goiás, Joaquim Roriz participa da jogada política do próximo pleito. Está tomando chegada. Confia na simpatia do povo para chegar lá.
Difícil é estar sem horário na televisão. No palanque, ninguém o vence em contato direto com o eleitorado.

“Nhenhenhém”
Jorge Bastos Moreno inventou coluna tendo como título expressão usada pelo presidente Fernando Henrique. Comenta sobre todos os fatos da política e sociedade. Com humor, conta histórias que faziam falta, depois do susto que seu coração pregou nos amigos.

Fome
Relatório da FAO dá conta de que o mundo terá mais de 1 bilhão de desnutridos. A parte maior da fome fica nas cidades. Há possibilidade de a estatística mudar se houver o regresso ao campo. Dados oficiais.

Obras
O trabalho na EPTG está adiantado. Chegando ao Guará, a coisa enrolou. Obras são muitas ao mesmo tempo e motoristas nervosos perdem paciência sem respeitar quem está trabalhando.

História de Brasília

Das cidades-satélites, a mais presente à posse do presidente Jânio Quadros foi Taguatinga. Isso prova que a cidade não está obedecendo ao planejamento, e o povo está revoltado. (Publicado em 2/2/1961)

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