domingo, fevereiro 19, 2012

MARIA CRISTINA FRIAS - MERCADO ABERTO

FOLHA DE SP - 19/02/12
Reorganização ainda não é ação regular entre empresas

Apesar de a crise mundial ter levado grande parte das empresas a pensar em estratégias de reestruturação nos últimos anos, apenas 22% delas têm processos de reorganização como atividade regular atualmente.

Cerca de 15% nem pretendem realizar projetos de reorganização, segundo estudo da Deloitte no Brasil que abordou um grupo de companhias com receitas líquidas somadas de mais de R$ 78 bilhões em 2010.

Mas a quantidade de empresas em busca da reorganização, processo que envolve esforços como adaptação de departamentos e novos produtos, e da reestruturação, em que credores participam da busca de soluções, deve crescer, segundo a consultoria.

"Só 22% ter isso como atividade regular ainda é baixo, mas tende a aumentar com o amadurecimento do ambiente econômico do Brasil", diz Luis Vasco, sócio da Deloitte.

Entre as causas de maior impacto às atividades empresariais atualmente estão a concorrência nacional (35%) e a chegada de competidores estrangeiros (32%), além da mudança no perfil socioeconômico da população (43%).

Cerca de 40% informam que pretendem fazer ou já estão no meio de um processo de reorganização.

Os principais motivos para as empresas se renovarem são gestão (77%), expansão (63%) e busca por novos mercados (59%). "Falta de governança e dificuldade dos executivos em reconhecer a necessidade de mudança pioram o cenário", afirma.

O QUE ESTOU LENDO
Pierre Moreau, advogado e sócio da Casa do Saber

"'Palavras de um Professor', de San Tiago Dantas, é uma obra-prima de um dos maiores professores, advogados, diplomatas e políticos que o Brasil já teve", diz o advogado Pierre Moreau. Sócio da Casa do Saber, ele relê a obra "para inspirar [sua] atividade de professor". Outras leituras são "O Argumento Liberal", de José Guilherme Merquior, e "Why Lawyers Should Eat Bananas", de Simon Tupman, "divertido livro sobre como conduzir a vida de advogado com menos estresse".

ILUSTRAÇÃO ECONÔMICA
Esta coluna publica hoje a charge de Max Velati, um dos vencedores do 5º Concurso de Ilustração da Folha, desta vez, dedicado à economia.

Os outros ganhadores foram Fabrizio Lenci, Francisco Lederly Sousa de Mendonça, Rafael Corrêa e Rafael Campos Rocha.

Entre os artistas premiados, apenas dois são da cidade de São Paulo. Os demais são de Fortaleza (CE), São João del Rei (MG) e Porto Alegre (RS).

Osvaldo da Costa, de Santos (SP), e Lézio Custódio Júnior, de São José do Rio Preto (SP), receberam menções especiais.

COM QUE ROUPA

AUMENTO DA RENDA
A renda entrou na agenda presidencial.

Não bastassem as críticas ao silêncio da presidente Dilma Rousseff ante o desrespeito a direitos humanos em Cuba, sobraram comentários sobre o seu figurino na visita à ilha dos Castro.

Em missão oficial, a presidente desembarcou com um casaquinho de renda, sem forro nos braços. Em poucos dias, ela repetiria a fórmula nas posses do ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro, e da presidente da Petrobras, Graça Foster.

Em tempos de alta popularidade, especialistas mostraram-se cautelosos ao opinar.

"O mais importante seria agregar mãos profissionais para auxiliá-la na escolha de proporções, materiais nobres e cores adequadas. Sua imagem deve ser extremamente cuidadosa", diz a estilista e proprietária da Fillity, Esperança Dabbur.

Para Rosângela Lyra, da Dior, "a renda 'guipure', muito usada atualmente, não chega a ser transparência".

É ótima alternativa para dar graça a "looks" de trabalho, define Eliana Pena Moreira, proprietária da marca Lita Mortari. Mas ressalva: "Desde que tenha forro e não deixe soutien e barrigas à mostra. Com partes transparentes, só para baladas ou desfiles."

Não há nada de errado com a transparência que a presidente vestiu, defende Juliana Antunes, de Brooksfield Donna e Salvatore Ferragamo.

"Na posse do ministro, ela acertou de novo ao misturar alfaiataria clássica com 'casaqueto' de renda, um figurino moderno e feminino." A pedido da coluna, sugeriram figurinos para executivas no verão. Lyra apoiou-se na primeira-dama francesa, Carla Bruni, que, prestigiando a indústria local, veste Dior.

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