quinta-feira, março 25, 2010

MÔNICA BERGAMO

Depois da janta 
Folha de S.Paulo - 25/03/2010

Mallu Magalhães, 17, ganha o carinho do namorado, Marcelo Camelo, após o show de lançamento de seu segundo álbum, no Auditório Ibirapuera; o músico cantou "Janta" na apresentação, que teve a banda Jennifer Lo-Fi como convidada especial
Tania Bulhões indiciada
A empresária Tania Bulhões foi indiciada pela Polícia Federal sob a acusação de sonegar impostos e subfaturar a importação de produtos para sua loja de decoração, uma das mais luxuosas de SP. No ano passado, auditores e policiais invadiram a Tania Bulhões Home, a Tania Bulhões Perfumes, escritórios e até o apartamento dela em busca de documentos que comprovassem as irregularidades investigadas no inquérito que agora chega ao fim.
LONGA ESPERA
O relatório da investigação e o indiciamento da empresária foram encaminhados ao Ministério Público, que agora analisa se oferece a denúncia ao juiz federal Fausto De Sanctis, responsável pelo caso. As lojas de Tania Bulhões, que vendem cadeiras de R$ 2.500 e cômodas de até R$ 30 mil, continuam funcionando normalmente.
NO TURBILHÃO
A disputa entre ruralistas e ambientalistas, que ameaçam divulgar uma lista de "exterminadores do futuro", ou seja, de parlamentares que apoiam mudanças no Código Florestal Brasileiro que eles combatem, ameaça alcançar os patrocinadores privados de ONGs "verdes". O deputado Aldo Rebelo (PC do B-SP), relator da comissão especial de reforma do código, vai submeter aos colegas a convocação de empresas como o Bradesco, que tem parcerias com a Fundação SOS Mata Atlântica, para falarem sobre seu engajamento na causa.
BANDEIRA BRANCA
O gabinete de Rebelo, por sinal, já foi procurado por emissários do banco e de outras empresas que dizem não ter nada a ver com a iniciativa da lista dos "exterminadores". As explicações têm sido bem aceitas, mas a ideia de convocação dos patrocinadores continua de pé.
CARONA
Na onda da explosão de viagens de turistas brasileiros ao exterior (que gastaram, só em janeiro, R$ 1,2 bilhão fora do país, maior valor desde 1969), a TAM já está programando 39 voos charter para Orlando, na Flórida (EUA).

Outros 35 voos decolam em junho para a África do Sul, levando torcedores para os jogos da Copa do Mundo.
PÉ NO CHÃO
A estratégia do PV de ter candidaturas próprias em todos os Estados para fortalecer o palanque presidencial de Marina Silva (PV-AC) não deve ser seguida no Rio Grande do Norte, onde o partido governa a capital, Natal. "Nossa prioridade é passarmos de três para quatro deputados estaduais e elegermos nosso primeiro federal", diz a prefeita Micarla de Souza, que negocia coligação dos verdes com algumas das legendas que a apoiaram para a prefeitura: DEM, PR, PP, PTB e PMN.
NEGÓCIOS À PARTE
Incluído recentemente na lista de procurados da Interpol, o deputado federal Paulo Maluf (PP-SP) exercia seu lado empresário anteontem na feira de móveis Movelsul, em Bento Gonçalves (RS).


Em um estande, representando a Eucatex, empresa de sua família, ele apontava para cada móvel e perguntava: "Esse aqui tem material meu?" Maluf está hospedado no hotel Dall'Onder e, ontem à tarde, almoçaria com o dono do grupo Todeschini.
ESSE FOGO
Apesar do calor excessivo sentido durante o show da banda escocesa Franz Ferdinand, anteontem, em São Paulo, o Via Funchal afirma que seu sistema de ar-condicionado estava funcionando "com 100% da capacidade". A casa diz que o calor externo e a euforia do público, de 5.800 pessoas, podem ter contribuído para aumentar a sensação da temperatura.


Entre os fãs mais acalorados, os que tiravam a camiseta eram intimados pelos seguranças a vesti-la novamente. O Via Funchal diz que esse não é um procedimento da casa.
CURTO-CIRCUITO
A BIBLIOTECA e Centro de Pesquisa América do Sul-Países Árabes (BibliASPA) inaugura sua nova sede hoje, a partir das 15h30, na rua Baronesa de Itu, 639, em São Paulo.
O CHEF Toshio Tanahashi, especialista na culinária Shojin Ryori, participa de jantar hoje, às 20h, no Kinoshita.
A DOÇARIA de brigadeiros gourmet Maria Brigadeiro abre sua primeira loja hoje, às 10h, na rua Capote Valente, 68.
HELENA LUNARDELLI E SUZANA GALVÃO promovem coquetel para convidados hoje, às 14h, na loja Bothanica Rosier.
A POSSE SOLENE da terceira gestão do presidente da OAB-SP, Luiz Flávio Borges D'Urso, e de sua diretoria e conselho seccional acontece hoje no grande auditório do Anhembi.

SONIA RACY - DIRETO DA FONTE

Boi na linha 

O Estado de S.Paulo - 25/03/2010

Após três meses da decisão do STF, a família brasileira de Sean Goldman não consegue fazer contato com o menino. Ao contrário do que foi prometido por seu pai biológico, David Goldman, as dificuldades para isso são gigantes.

O advogado Sérgio Tostes está tomando providências para reverter a situação.

Cada um é cada
Ideias é que não faltam ao governo Lula. Depois de Edison Lobão ter anunciado que o Brasil vai criar estatal de fertilizantes, anteontem foi a vez de Reinhold Stephanes defender no Senado, a criação de um órgão que coordene o segmento. Para o ministro, ele precisaria ter inteligência, capacidade e não mais que 50 pessoas.

Fica a pergunta: Lula quer uma estatal com muitos funcionários e investimentos ou um órgão regulador pequeno?

Haja Marias
Quem acompanha os ensaios do Drama da Paixão de Cristo de Nova Jerusalém, em Pernambuco, anda espantado. O que se diz é que nunca houve intérprete de Maria tão, digamos, fora do padrão quanto Suzana Vieira.

Tempo bom
Depois de palestrar sobre Freud no Sesc Pompeia, Caetano Veloso fecha as malas e parte para os EUA. Começa a turnê de Zii e Zie na terra de Tio Sam.

Metade de mim
Elie Horn, da Cyrela, está empenhado em cruzada: criar um instituto chamado Cultura de Doar.

Na última segunda, totalmente low-profile, deu pontapé inicial a essa ideia. Como? Promoveu leilão de doações (tipo quem doa mais) em prol de sete instituições beneficentes. Para cerca de 50 convidados de peso, além de Serra e Kassab. Ele próprio abriu a noite, com lance de R$ 500 mil.

Detalhe: na condição de pessoa física. Comenta-se que Horn costuma doar 50% do que ganha como pessoa jurídica e física - onde não há incentivo fiscal.

Vovô do além
Dom João de Orleans e Bragança, o Joãozinho, "conheceu", em BH, seu tataravô Pedro 2º. "Ouviu", no Museu de Minas e Metal, construído pela EBX de Eike Batista, o imperador contar causos. Com direito a broncas da imperatriz Maria Teresa.

Arraes na placa
Sarney e ACM fazem escola. Eduardo Campos, de Pernambuco, já deu o nome do avô Miguel Arraes a hospital, escola, rodovia e até área industrial.
Faltava uma grande avenida no Recife. Agora não mais.

Direto do Haiti
No melhor estilo colonial, os americanos distribuíram gratuitamente rádios pequenos
para os haitianos. Em que se ouvem apenas... programação dos EUA. Sabe-se lá como.

Ovo quadrado
Às vésperas da Páscoa, a ONG Proteste abre campanha contra os "enganos" nos rótulos de Colomba Pascal. Orienta a não comprar pelo número. Há ovos nº 15, por exemplo, de 170 gramas e outros de 270 gramas.

Multipresente
Obama não abandonou seu rebanho na internet. Depois da vitória do seu plano de saúde, uma brasileira de SP recebeu e-mail de agradecimento do próprio. Ele convida o destinatário a incluir o nome "ao lado do meu, como um co-signatário desta histórica legislação".

O que pode ser feito - por quem quiser - inscrevendo-se pelo site: http://my.barackobama.com/cosigner.

Aqui, não
José Jorge Fagali, do Metrô de SP, avisa que não vai esticar por mais 30 minutos a circulação dos trens em prol do futebol. Diz que a medida, sugerida pela FPF, atrapalharia a manutenção, feita de madrugada.

Um dia com Kapranos
Sozinho no Leblon, sábado, no dia em que completou 38 anos, Alex Kapranos, líder da banda escocesa Franz Ferdinand, deparou com uma fã, Olivia Medeiros, de 19 anos. Reconhecido, o ídolo internacional a surpreendeu: pediu sugestão de restaurante e a convidou para almoçar.

No Nik Sushi, em Ipanema, sem estrelismo, se queixa de ressaca e dor de cabeça. Conta que gosta de Jorge Ben Jor e Caetano Veloso e quer saber mais sobre o Rio. Segurança e favela estão entre suas questões. Conta paga pelo cantor, expressa outro desejo: sorvete. Na Mil Frutas, prova maracujá com capim santo. Dessa vez, deixa a moça pagar. Juntos, seguem rumo à Lagoa Rodrigo de Freitas para encontrar o guitarrista Nick McCarthy.

No fim, faz um convite à fã: assistir ao show - e levar as amigas - no Via Funchal em São Paulo.

Na frente
Hoje é dia do lançamento do livro A História da Mitologia Judaico-Cristã, de Sacha Calmon. Que marca a inauguração da Casa de Estudos, do jurista Paulo Carvalho.
Rodrigo Trussardi fechou com Sonia Diniz. Vai vender peças da Super Suite Seventy Seven na conceito:firmacasa.

Michelle Nasser trouxe ao Brasil Zaza de Brito, da Vilebrequin. A diretora deu palestra anteontem, na Sala SP.

Começou essa semana o 54º Congresso Estadual dos Municípios. Corre por aí que Dilma não irá porque acontece em... "Serra Negra".

DORA KRAMER

Elogio ao delito  

O Estado de S.Paulo - 25/03/2010

A proibição legal de se fazer campanha eleitoral em pleno ano de eleições é, além de para lá de discutível, quase uma contradição em termos. Mas é a lei, está em vigor. Quem estabeleceu as regras foram os próprios partidos que em determinado momento consideraram que a campanha era muito longa e resolveram reduzir o prazo para três meses.


Ficou então combinado que a propaganda, a campanha propriamente dita, só seria permitida depois da escolha oficial dos candidatos nas convenções partidárias e do registro das candidaturas na Justiça Eleitoral.

Até lá, não se pode captar recursos, montar comitês, pedir votos e os postulantes a candidatos que deixaram os cargos públicos vivem de abril a julho no limbo. Não são mais ministros, governadores, e ainda não são candidatos. Ficam imobilizados.

Ou melhor: costumavam ficar, quando ainda se observava minimamente o que diz a Lei Eleitoral, que hoje não apenas é desrespeitada como virou quase um crime de lesa-partido ousar pensar em obedecer ao que manda a legislação.

Se o governador José Serra enfrentou um bombardeio pesado de seus aliados por ter se recusado a assumir a condição de candidato ainda no ano passado para fazer frente à ofensiva da pré-candidatura Dilma Rousseff, será massacrado agora se resolver a partir de 2 de abril se curvar aos ditames da lei.

É uma situação esdrúxula, mas Serra ou qualquer outro só será bem visto por seus pares, e muito provavelmente pelo eleitorado, se confrontar a legislação e movimentar-se como infrator. O padrão está estabelecido: é o do delito.

E ai de quem ousar respeitar o que diz a lei: será acusado de inaptidão política, de entregar o jogo ao adversário, de não ser esperto o suficiente. De não ser um brasileiro lutador e altaneiro.

Diário Oficial. "Acabo de inaugurar duas mil casas e não sai uma nota", disse o presidente Luiz Inácio da Silva ontem para demonstrar a "má-fé" da imprensa, ignorando, de propósito, claro, que a função de noticiar obrigatoriamente atos de governo é da Secretaria de Comunicação da Presidência da República.

Para divulgá-los existem os veículos oficiais. Os outros, privados, se pautam por critérios jornalísticos. Não é uma questão de fé boa ou má.

Ademais, a inauguração de duas, mil ou dois milhões de casas é obrigação do poder público. Não se configura nada de extraordinário, a não ser pela ótica do governante que não se vê como um servidor do público, mas como um merecedor de permanente reverência.

Bizâncio. De acordo com o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes, governadores, senadores, deputados, manifestantes e demais interessados e indignados com os efeitos da emenda Ibsen Pinheiro que altera os critérios de distribuição dos royalties decorrentes da exploração do petróleo estão gastando latim à toa.

Gilmar alerta que a emenda se baseia nos critérios do Fundo de Participação dos Municípios em vigor desde os anos 90, mas julgado inconstitucional pelo Supremo no mês passado.

Ou seja, não adianta protestar, virar, mexer, chorar nem atear fogos às vestes do gaúcho Ibsen. A coisa cai de podre sozinha porque a discussão é bizantina.

Boi voador. Em se tratando de mineiros as coisas em geral não são o que parecem. Ainda mais quando parecem ser algo com muita antecedência. É o caso de três fortes concorrentes ao Senado: José Alencar, Aécio Neves e Itamar Franco. Sem falar nos petistas Patrus Ananias e Fernando Pimentel.

É muito cacique para apenas duas vagas em disputa.

O que equivale a dizer que a disposição das cartas à mesa não deverá ser exatamente essa. A menos que se imagine que Itamar tenha aceitado sentar à mesa com o jogo perdido.

Escala. De zero a dez, no ano passado a chance de o DEM ocupar a vaga de vice na chapa do PSDB era zero. Hoje é menos um.

PAINEL DA FOLHA

O noivo da vez  
Renata Lo Prete

Folha de S.Paulo - 25/03/2010

No dia em que o governador Eduardo Campos (PSB-PE) se reuniu com Francisco Dornelles (PP) para discutir a remota possibilidade de uma aliança em torno da candidatura de Ciro Gomes (PSB), tucanos voltaram a mencionar o senador, tio de Aécio Neves, como opção de vice para José Serra (PSDB).

A especulação é curiosa, dado que a maioria dos diretórios do PP está hoje alinhada com Dilma Rousseff (PT). E se a cúpula escolhesse outro caminho? "O PP é um partido onde ninguém manda e ninguém obedece", desdenha um cacique. Ainda assim, uma parcela do PSDB acredita que, concedendo a vaga de vice a Dornelles, o placar pró-PT nos Estados seria superado, e o tempo de TV do partido, muito bem-vindo.
Segura...Henrique Meirelles telefonou anteontem para Michel Temer, preocupado com as declarações de Mangabeira Unger sobre o programa de governo a ser elaborado pelo PMDB. O presidente do Banco Central teme um texto final crítico à atuação da equipe econômica de Lula.
...o MangabeiraTemer assegurou ao neopeemedebista que, em se tratando do capítulo econômico do programa, tudo passará pelo crivo do deputado Delfim Netto e do próprio Meirelles.
PrecauçãoO Congresso colocou um tradutor ao lado da rainha Silvia, da Suécia, filha de mãe brasileira e fluente em português, durante visita que ela e o marido fizeram ontem à Câmara e ao Senado.
PortfólioPresidente da Câmara paulistana e membro da direção nacional do PR, Antonio Carlos Rodrigues rejeita a ideia de que o PDT esteja mais bem posicionado para indicar o vice na chapa de Aloizio Mercadante ao governo: "No partido existem nomes expressivos como os do deputado federal Milton Monti e do vereador Aurélio Miguel".
Em terapiaEduardo Suplicy foi à casa de Mercadante no fim de semana. Ainda que não tenha chance real de vir a ser o candidato, é preciso que desista das prévias para que Mercadante possa chegar à eleição como "o" nome do PT. A Executiva Estadual ouvirá Suplicy na próxima segunda.
Lado AA chapa de Jaques Wagner (PT) para disputar a reeleição ao governo baiano está muito perto de ter na vice Otto Alencar, conselheiro do Tribunal de Contas do Estado e por enquanto sem partido. As vagas ao Senado devem ficar com César Borges (PR) e Lídice da Mata (PSB).
Lado BNa oposição, o desfecho caminha para a indicação de Nilo Coelho (PSDB) como vice de Paulo Souto (DEM). Para o Senado, os nomes devem ser José Ronaldo (DEM), ex-prefeito de Feira de Santana, e ACM Júnior (DEM), embora a família o pressione a abdicar da reeleição para cuidar dos negócios.
Malha 1Relatório final a ser aprovado hoje pela CPI das Ferrovias na Assembleia paulista responsabiliza a concessionária ALL (América Latina Logística) por depredação do patrimônio do Estado, vendendo trilhos e locomotivas como sucata, e sugere ao Ministério Público que recomende revogação do contrato, com duração até 2028.
Malha 2O parecer do deputado Mauro Bragato (PSDB) baseia-se no inquérito da Operação Fora dos Trilhos da PF e da Receita, que apontou superfaturamento de material nas ferrovias paulistas. Reúne também depoimentos de testemunhas relatando a venda de equipamentos novos para ferro velho.
Malha 3O presidente da ALL, Bernardo Hees, conseguiu liminar para não prestar depoimento à CPI, assim como seus acionistas, os fundos de pensão Funcef, Previ e Petros. A ALL é responsável pelas linhas de escoamento de produção de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, além do interior paulista, via Santos.
Tiroteio

"Ao contrário do ocorrido no Iraque, a Agência Internacional de Energia Atômica não confirma que todo o material nuclear no Irã é para fins pacíficos, pois o governo iraniano não coopera."
Contraponto
Porque hoje é sábado
Parlamentares da trinca oposicionista PSDB-DEM-PPS se reuniram ontem em Brasília para discutir o formato do lançamento da candidatura de José Serra à Presidência, no próximo dia 10 na capital federal. O deputado Raul Jungmann (PPS-PE) resolveu cutucar:
-Será que alguém poderia me explicar qual é a razão de fazer o evento num sábado?
Os participantes do encontro se entreolharam à espera da primeira manifestação, até que o senador Arthur Virgílio (PSDB-AM) resolveu quebrar o silêncio:
-Ora, gente, se o lançamento fosse num dia normal, o candidato não seria o Serra...

EUGÊNIO BUCCI


A imprensa não vai tão bem assim
O Estado de S.Paulo - 25/03/10


Desde o dia 14 de março, domingo retrasado, este jornal circula com novo projeto gráfico. O redesenho foi lançado numa edição histórica, com uma tiragem que ultrapassou meio milhão de exemplares, e vários artigos esmiuçaram os fundamentos da mudança na paginação. Mas, entre as análises sobre estética e legibilidade, uma notícia passou sem chamar a atenção: justamente a que reportava o juízo que o cidadão brasileiro faz da sua própria imprensa. A quantas anda a credibilidade do jornalismo?

Sobre o tema da credibilidade, essa edição do dia 14 trouxe uma reportagem esclarecedora, assinada por Daniel Bramatti: 91% acham que mídia é arma anticorrupção. A partir de uma pesquisa que o Instituto Análise realizou especialmente para o Estado, a matéria mostrou que o conceito dos jornais no Brasil é positivo e, mais que isso, está associado ao combate à corrupção. Ótimo. Sinal de que o público entende que os jornais existem para fiscalizar o poder. Mas a mesma pesquisa apontou um senão: aos olhos de um quarto dos entrevistados, a imprensa não é tão apartidária quanto deveria ser.

Comecemos pelo lado bom dos resultados. Metade do público afirma que quem mais apura os casos de corrupção no País são os jornalistas. Isso significa que, do ponto de vista dos entrevistados, se outras instituições falham, pelo menos a imprensa dá o alarme e vai atrás. Para 88%, a maioria das "denúncias" feitas nas reportagens acaba se provando verdadeira. Coerentemente, nada menos que 97% são a favor de que a imprensa investigue e divulgue casos e suspeitas de corrupção e 92% são contrários a qualquer censura.

Agora o lado preocupante. Quando perguntados se os órgãos jornalísticos são equilibrados nas "denúncias" que fazem, apenas 69% consideram que sim. Para 24%, o jornalismo pátrio é tendencioso (outros 7% não opinaram). Temos aí uma luz amarela. Numa pesquisa como essa, em que os índices de aprovação ficam na casa dos 90%, um contingente de 24% de desconfiados não é nada irrisório.

Antes de prosseguirmos, faço um esclarecimento. O leitor há de ter notado que venho usando a palavra denúncia sempre entre aspas. Explico-me. O termo "denúncia", que a pesquisa adotou sem maiores reservas, é impreciso e pode apequenar o papel da imprensa. Denúncia quer dizer acusação. Se o jornalismo for visto como tribuna acusatória, será péssimo para os jornais, para os leitores e para a democracia.

Não é tão difícil de entender por quê. Na Justiça, quem faz denúncia é o 
Ministério Público. Os advogados cuidam da defesa. Assim, quando acolhe uma denúncia, o Judiciário acolhe também uma defesa. O julgamento só virá depois que os dois lados se manifestarem. Por analogia, se a imprensa se ocupasse apenas de "denúncias", teríamos de inventar uma segunda imprensa para fazer as vezes dos advogados de defesa e ainda uma terceira, à qual caberia julgar. Portanto, não há muito sentido em supor que o jornalismo deva sair denunciando gente por aí. Não é para isso que ele serve.

A imprensa não tem - nem poderia ter - a função de acusar quem quer que seja. Ela não é o 
Ministério Público. O que ela pode pretender de melhor é apurar livremente os fatos. Ela investiga irregularidades na conduta das autoridades, por certo - mas não acusa, não defende nem julga. Se informar devidamente, terá cumprido o seu papel com dignidade: terá oferecido ao cidadão os elementos necessários para que ele forme sua própria opinião.

É verdade que, por vezes, as evidências de corrupção são tão clamorosas que a mera publicação de uma reportagem, por mais sóbria que seja, assume ares de denúncia contundente. Tudo bem, isso acontece, mas, aí, quem acusa são os fatos, não o jornalista. Repórteres não existem para fazer "denúncias". A finalidade do seu trabalho é fazer reportagem.

Voltemos, então, aos 24% que entendem que o nosso jornalismo é parcial. É bem verdade que, na sua rotina, a imprensa deve mesmo ser mais dura com o governo do que com aqueles que não exercem funções públicas, mas isso não significa que ela deva ser feroz contra o governo e dócil com a oposição. Se uma parte do público sente que ela peca por esse tipo de desequilíbrio, algo vai mal. Se 24% dos entrevistados afirmam que os jornais resvalam no partidarismo, algo realmente vai mal.

Quanto a isso não há margem para dúvidas. O modo como a pergunta foi feita aos entrevistados foi explícito, direto. Antes de formular a questão, o pesquisador citava "o mensalão do PT, a corrupção de Sarney e do Senado, os gastos secretos de cartões de crédito da Presidência, o mensalão do DEM no DF, e o mensalão de Minas, que envolveu um senador do PSDB". Só depois, indagava: "Você acha que a imprensa só faz denúncias contra um lado ou denuncia todo mundo, como o PT, o PSDB, o DEM, o PMDB, etc.?" Foi a esse estímulo que os entrevistados reagiram. Foi a partir disso que um quarto deles se manifestou insatisfeito com o partidarismo das notícias que recebe.

Enfim, a pesquisa do Instituto Análise trouxe boas novas para os jornalistas, dando conta de que o público aprecia e valoriza os jornais. Mas trouxe também este recado muito claro: o princípio do apartidarismo talvez venha sendo negligenciado. Os responsáveis pela condução dos veículos jornalísticos deveriam olhar para esse recado com mais rigor. Vivemos um momento delicado, em que muitos procuram desqualificar a instituição da imprensa como se ela não passasse de um aparelho sob controle da oposição. Os editores, se estiverem conscientes, não darão pretextos e muito menos argumentos aos profetas da polarização. Imprensa informa: não faz denúncia nem faz campanha. Quanto mais os cidadãos estiverem convencidos disso, melhor.

MERVAL PEREIRA

Mineiridades  

O Globo - 25/03/2010

O comportamento do eleitorado mineiro na eleição presidencial, o segundo colégio eleitoral do país, ainda é um mistério que, decifrado, poderá definir o resultado final. A presença do governador Aécio Neves na chapa oficial, embora pareça uma possibilidade cada vez mais distante, seria a chave para decifrar esse mistério, uma conclamação clara de seu maior líder político a uma adesão nas urnas à candidatura do tucano José Serra.

Mas há outras maneiras de o governador Aécio enviar sua mensagem aos mineiros, ajudando a dissipar um sentimento de frustração que parece dominante no estado depois que a sua candidatura não teve condições políticas de se viabilizar dentro do PSDB, na visão predominante em Minas devido ao controle da seção paulista do partido.

Na terça-feira, em uma sessão em homenagem a seu avô, Tancredo Neves, na Academia Brasileira de Letras, houve vários momentos, uns explícitos e outros nem tanto, em que a situação política atual foi abordada.

O presidente da Academia, Marcos Vilaça, ele próprio um especialista, depois de dizer que o governador Aécio passou de aluno a professor na arte da política, lembrou um dos momentos que bem definem a sagacidade conciliatória de Tancredo.

Depois de muito debate em cima de um texto importante que seria divulgado dentro das negociações para a eleição indireta que o levaria a ser eleito presidente da República, Tancredo recusou-se a fazer uma alteração final, reivindicada pelo futuro ministro da Justiça, Fernando Lyra.

Bastou, no entanto, que Lyra esclarecesse que queria apenas suprimir um parágrafo, e não acrescentar nada, para que Tancredo aceitasse: “Retirar pode”.

A palestra do acadêmico e ex-ministro da Cultura Eduardo Portela destacou a capacidade de ação de Tancredo Neves, que “sempre esteve ao lado da democracia e contra todas as formas de autoritarismo”.

Na definição de Portela, Tancredo era “eticamente impecável e exímio conciliador”, um liberal “altivo e ativo. Não apenas um colecionador abstracionista de boas intenções”.

Na presença de Aécio, Portela disse que “é preciso voltar a Tancredo para seguir adiante. Apostar na sua aposta no futuro. Futuro não como brilho, como festa. Futuro como esperança concreta, enraizada no firme solo da liberdade”.

Coube ao governador Aécio Neves a definição mais política da tarde sobre a importância de Minas no cenário nacional, valendo-se de uma clássica passagem de Afonso Arinos de Mello Franco, cujo filho, acadêmico Affonso Arinos, estava na plateia. “Minas é o centro, e o centro não quer dizer imobilidade, porém peso, densidade, nucleação, vigilância atenta, ação refletida, mas fatal e decisiva.” Na interpretação de Afonso Arinos, assim se define a abrangência da mineiridade: “As suas terras tocam os climas do norte. Participa dos climas úmidos e florescentes da orla litorânea. A oeste, da civilização do couro.

Ao sul, confina com a riqueza paulista. Daí a sua posição histórica, que é um imperativo geográfico, econômico, étnico”.

Pois é nessa capacidade de representação das diversas regiões do país que reside a importância política de Minas, que, anos depois, Carlos Augusto Montenegro, presidente do Ibope, descobriu que se reflete nas eleições presidenciais, cujos resultados em Minas geralmente são semelhantes aos do país.

Traduzindo a poesia de Arinos para sua realidade geográfica e econômica, Minas tem sua parte Nordeste na região do Vale do Jequitinhonha, e por isso faz parte da Sudene; ao mesmo tempo é a segunda economia do país (disputando com o Rio), com uma região fortemente industrializada, grande influência paulista na divisa com São Paulo; Juiz de Fora é muito ligada ao Rio de Janeiro; e o estado tem no agronegócio uma parte influente de sua economia.

Por isso a posição do governador Aécio Neves, sem dúvida a grande liderança política do estado, é importante para a definição do quadro nacional.

Um experiente político mineiro, o ex-senador Murilo Badaró, também presidente da Academia Mineira de Letras, anda desconfiado de que ainda é possível ver o governador Aécio na chapa do PSDB como vice de Serra.

“Aí a eleição está liquidada”, acha ele. Dias antes, o governador de Minas havia se declarado “um soldado do partido”, dizendo que a decisão sobre uma chapa puro-sangue não cabia a ele, mas ao candidato José Serra e ao partido.

Badaró vê nessa declaração uma sutil mudança de posicionamento, que pode resultar em um acordo mais adiante. Outras opiniões mineiras, no entanto, achavam quase impossível tal mudança, garantindo que o sentimento de Minas é de frustração e ressentimento.

Mas mesmo que Aécio continue firme na decisão de não se candidatar a vice, pode indicar o companheiro de chapa de Serra, em nome dos mineiros.

Ele deu a entender que o ex-presidente Itamar Franco, potencial candidato do PPS ao Senado, pode ser o representante mineiro na chapa tucana, ao dizer que seja em que posição for, os dois estarão juntos na campanha.

Mas o fato é que há uma sensação de desencanto no eleitorado que estimularia uma atitude antipaulista no eleitorado mineiro, e uma cristianização do candidato tucano, em benefício da candidata oficial, a mineira de nascimento Dilma Rousseff.

A chapa Dilmasia (voto em Dilma para presidente e em Anastasia para governador) seria reflexo desse sentimento. Caberá ao governador Aécio Neves dar o sinal para superar essa situação.

Ou não.

ANCELMO GÓIS

A Imagem 

O Globo - 25/03/2010

A imagem ao lado é um contraataque a um movimento que tenta, via internet, esvaziar uma das melhores notícias do nosso cotidiano nos últimos tempos: a Lei Seca. A agência de publicidade GPS criou a ilustração, uma lápide em referência a quem ajuda motoristas bebuns, dedurando, no Twitter, as blitzes que reprimem a imprudência — e já salvaram milhares de vidas. É a resposta ao “Lei Seca, eu twitto”, bordão que circula pela rede de computadores, como saiu aqui. E não se esqueça: Lei Seca, eu apoio

Ana na Cultura
Ana Luísa Lima, a produtora que coordenava os teatros da prefeitura do Rio e a ocupação do espaço urbano, será a secretária de Cultura de Eduardo Paes na vaga deixada por Jandira Feghali, que saiu para disputar as eleições.

Arma contra furto
O ministro Márcio Fortes comemorou ontem sentença da 7ª Vara Cível Federal de São Paulo que deu ganho de causa à União em ação do Ministério Público contra decisão do Ministério das Cidades, em 2009, de exigir que os carros saiam das concessionárias com equipamento localizador, um dispositivo antifurto: — Em julho, o dispositivo já estará nos carros novos.

Segue até o motel...
O MP alegava que o equipamento feria o direito de privacidade.
O temor era, por exemplo, que um marido ciumento (ou, por que não?, uma mulher) instalasse o dispositivo no carro dela (ou dele) para saber seu percurso.

E aí, companheiro?
Um garçom se aproximou de Lula, segunda, na abertura do Fórum Urbano Mundial, no Píer Mauá, no Rio, e perguntou sobre a Emenda Ibsen: — E aí, o senhor vai vetar? Lula riu e não respondeu.

Os atrasos da TAM
O número de decolagens atrasadas este mês deve ser maior que o de fevereiro, segundo a Anac. É que, até dia 23, terça,18% dos voos da TAM já tinham decolado com atraso (mais de meia hora).
Exatamente o dobro do percentual de atrasos da Gol-Varig.

Aquele abraço
O BID decidiu que seu encontro anual de 2014 será no Rio.
A cidade foi eleita terça, na reunião deste ano, em Cancún, no México.

Morumbi que se cuide
Aécio Neves jantou terça com Ricardo Teixeira no Gero, em Ipanema, no Rio, e garantiu: — O Mineirão vai ficar pronto antes dos outros estádios. O sonho de fazer o jogo de abertura da Copa de 2014 está de pé.

Jogo que segue...
Aécio, que deixa o governo dia 31, prometeu continuar ajudando a CBF nos preparativos da Copa no Brasil.

Poemas de Letícia
Letícia Spiller, a atriz, teve o celular furtado na academia A!Body Tech, na Barra, no Rio.
A musa registrou queixa na 16aDP e ficou bem triste.
É que o aparelho, diz ela, guardava poemas seus.

Caipivódca
Serguei Akopov, diplomata russo que já serviu duas vezes aqui em cargos inferiores, está de volta ao Patropi, agora como embaixador em Brasília.

ZONA FRANCA

Há duas semanas, a banda larga da Oi sumiu na Zona Sul, sobretudo em Ipanema. A empresa diz que “cabos externos estão sendo trocados”. E só.
O advogado Júlio Lopes fala hoje no Consulado de Angola, no Rio.
George Vidor e José Gomes Temporão recebem hoje, do Pedro II, o título honorífico de Aluno Eminente.
O médico Rômulo Côrtes Domingues vai fazer exames nas equipes da América do Sul nos jogos de Medellín.
O professor José Galvão-Alves saúda hoje o americano Cláudio Fiocchi, que toma posse como membro honorário da Academia Nacional de Medicina.
A A2 Ella lança novo site.
Cyclone lança coleção outono-inverno.
Bianca Bergamo Savietto lança hoje o livro “Adolescência: ato e atualidade”, na Travessa do Leblon.

Love é ‘underground’
Luiz Carlos Maciel, que nos anos 1970 foi uma espécie de guru da contracultura, saiu em defesa de Adriano e Vagner Love, segunda, numa roda no Bracarense, altar da boemia carioca: — É hipocrisia. Eles são ex-favelados e têm todo o direito de visitar estes lugares. A função de prender bandidos é da polícia.

Segue...
A fala de Maciel foi a deixa para outro boêmio,Teófilo Ottoni: — Adriano e Vagner Love são da contracultura. Frequentam locais proibidos, têm amigos proibidos perante a sociedade.
Menos, Teo, menos.

Por falar em Love...
À polícia, Vagner Love disse que tem projetos sociais na Rocinha. Mas gente do lugar diz que não é bem assim.
Terça, às pressas, seus amigos distribuíram camisetas a crianças da favela com o nome de Escola do Amor e puseram placas em locais estratégicos.

Picanha à venda
O Bank of America pôs à venda seus 24,5% da rede Porcão.
O que diz a Rádio Corredor é que o empresário Wilson Borges estaria interessado nesta fatia. A conferir.

Vista para o mar
A 6ª Câmara do TJ do Rio deu ganho de causa à ação popular de moradores do Condomínio São Conrado Green e manteve a suspensão da construção de um prédio ao lado do Hotel Intercontinental.
A vizinhança alega que o novo prédio, da Brascan, tiraria a vista para o mar.

A COLUNA PRESENTEIA os leitores com a beleza de Patrícia Pillar, a querida atriz, que estará assim na apresentação do “Som Brasil”, o programa da TV Globo, que terá Arnaldo Antunes e os Demônios da Garoa

O GAIATO BETO Silva, em versão Acarajette Love, faz graça com Leo Santana, o vocalista da banda Parangolé. Os dois gravaram uma paródia do sucesso “Rebolation” para o “Casseta & Planeta”

PONTO FINALDeve ser terrível viver num país onde há empresários que subornam gente do governo.
Meu Deus...

JOSÉ SIMÃO


"BBB"! Soltaram a Ivete Sangralha!
FOLHA DE SÃO PAULO - 25/03/10

E a Gisele se aposentou! E alguém consegue chamar a Gisele de aposentada?! Rarará!


BUEMBA! BUEMBA! Macaco Simão Urgente! O esculhambador-geral da República! Direto do País da Piada Pronta! Sabe como se chama o TRE de Pernambuco? TRE-PE! Ueba! Em 2010, em vez de votar, TRE-PE! Rarará!
Últimas Notícias Urgente! "Perito baiano é a grande surpresa no julgamento do casal Nardoni." Já sei, ele vai dançar o "Rebolation" no tribunal! Rarará! "Pessoas organizam senha pra ver júri." Daqui a pouco vai ter cambista! Senhas!
E o "BBB"? O Big Bagaça Brasil! A nata do fundo da xícara! Soltaram a Anamara! A Ivete Sangralha! Homens, escondam seus pingolins. Mulheres, escondam os maridos! Soltaram a Ivete Sangralha! E ela se diz cover da Ivete Sangalo! Depois de um engavetamento de trio elétrico!
E o "Pânico" fez uma entrevista hilária com o Dicesar, a dlag de língua plesa. Uma comida? Caganguejo. Humorista? Tiguiguica. Uma coisa que você detesta? Peguegueca! Rarará! E um palavrão? Cagalho. Esse paguedão tá do cagalho! E eu tô insistindo: a Vigilância Sanitária já interditou aquele Dourado?!
E as Ereções 2010? Aliás, pela cara dos candidatos não vai ter ereção alguma! Dilma Rouchefe e o Serra Vampiro da Ipiranga com a São João! Tão inaugurando até pedra. Dilma vai pra Ilhéus inaugurar pedra fundamental. Serra inaugura começo de obra, ou seja, pedra. Tão inaugurando pedra.
E olha a faixa em Belém do Pará: "Preciza-se de duas prostitutas de bunda grande pra inalguracão". Isso que é inauguração. Ops, analguracão! Febre de inaugurações! E eu sei como limpar a política em Brasília. Com DEMtergente. Rarará!
E a Gisele se aposentou! E alguém consegue chamar a Gisele de aposentada?! Pendurou o salto! Também, o que essa beldade já andou! E a Gisele já é coroa. Modelo agora é tudo franguinha! Aliás, sabe o que as franguinhas falam pra Gisele no camarim? "TIA, ME PASSA O CABIDE". É mole? É mole, mas sobe! Ou como disse aquele outro: é mole, mas trisca pra ver o que acontece!
Antitucanês Reloaded, a Missão. Continuo com a minha heroica e mesopotâmica campanha Morte ao Tucanês. É que o cantor português Roberto Santos gravou uma música com um nome peculiar: "Garagem da Xaninha"! Ueba! Vou pedir pra Ivete cantar pro Carnaval de 2011! Rarará! Mais direto, impossível. Viva o antitucanês! Viva o Brasil!
E atenção! Cartilha do Lula. O Orélio do Lula. Mais um verbete pro óbvio lulante. "Carpinteiro": companheiro que conserta pinto. Rarará! O lulês é mais fácil que o ingrêis. Nóis sofre, mas nóis goza. Hoje só amanhã! Que eu vou pingar o meu colírio alucinógeno!

LUIS FERNANDO VERISSIMO

Norman O.
O GLOBO - 25/03/10


Além de fornecer erudição instantânea o “Google” também responde aquela pergunta que fazemos muito, e que começa assim: “Que fim levou...”. No outro dia consultei o “Google” para saber que fim levara o jogador Careca, na opinião de muitos o melhor centroavante que o Brasil já teve. O “Google” informou que ele está vivo e bem. E há dias me lembrei de perguntar por outro cara que eu admirava muito mas perdi de vista, Norman O. Brown. Antropólogo e crítico americano nascido no México que em 1959 lançou um livro chamado Vida contra Morte propondo uma interpretação psicanalítica da História, um pouco na linha do que já fizera Herbert Marcuse com o seu Eros e Civilização mas levando mais longe a ideia de uma saída para nossa neurose coletiva pela valorização do corpo e dos sentidos contra a repressão e o instinto de morte, de Eros contra Tanatos. Na sua releitura da História Brown pretendia uma reversão da separação de corpo e espírito que vinha de Platão e dera no cristianismo (o “platonismo popular”, como o chamara Nietzsche) mas, mais profundamente do que outros heréticos como Sartre e o próprio Marcuse, recorria às ideias pioneiras de Freud para seu diagnóstico da civilização e seu descontentamento. E deixava até Freud para trás na sua receita de cura, argumentando que a repressão se manifestava, entre outras formas, pela organização
genital da nossa sexualidade, que deveria ser substituída pelo que chamava de “perversidade polimorfa”, ou a erotização do corpo todo.
Descontando-se os exageros como sua receita de perversidade polimorfa, de difícil execução, ainda mais na minha idade, Brown foi extraordinário por ser o primeiro – e, até agora, pelo que sei, o único – a preferir Freud como um pensador social e um antropólogo antes de um estudioso da mente e seus desvios e a segui-lo nesse caminho. E no entanto as análises históricas de Freud, em livros sobre as origens da civilização e das religiões e sobre mitos primevos como Totem e Tabu e Moisés e o Monoteísmo, são mais importantes do que suas descobertas sobre o subconsciente e seus métodos de terapia individual, hoje em grande parte, pelo que se ouve, substituídos pela química. Freud botou toda a condição humana no divã, mas só quem se beneficiou disso foram poucas almas desgarradas querendo fugir da neurose e voltar ao normal. Mas, escreveu Brown, na nossa civilização o “normal” é que é a neurose. Brown publicou vários livros além de Vida contra Morte. Em Love’s Body recorreu, sem preconceito, à exaltação do corpo místico da escatologia religiosa como exemplo da reconciliação de corpo e espírito, e do triunfo final de Eros. Em outro livro, Closing Time, tratou da influência de Giambattista Vico no Finnegans Wake do James Joyce, de maneira fascinante, apesar de em partes quase tão indecifrável quanto o livro de Joyce.
Brown morreu em 2002,
com 89 anos de idade. Obrigado, “Google”. 

CLÁUDIO HUMBERTO

“A mim não importa se eles ficarem incomodados”
LULA, SOBRE QUEM NÃO CONCORDA COM AS RÉDEAS QUE O GOVERNO QUER IMPOR À IMPRENSA


CRAQUES DA SELEÇÃO NA AGENDA DE JEANY MARY 
Suspeita de agenciar garotas de programa para figuras influentes, Jeany Mary Corner também listou em sua agenda de clientes alguns jogadores da seleção brasileira. Na época, quatro deles jogavam no exterior (França, Alemanha, Espanha e Grécia), enquanto outros atuavam no Corinthians e no Cruzeiro. Curiosamente, um único celular, de final 4141, era utilizado por ela para fazer contato com todos eles.


“DR. LUÍS”
Na agenda de Jeany Mary há vários telefones de um “Dr. Luiz”, que os investigadores acreditam ser influente advogado e ex-deputado petista.


DENGUE ATACA
O senador Delcídio Amaral (PT-MS) está fora de combate, acamado: foi abatido por um mosquito da dengue em voo rasante.
CPLP VIVE 
A Comunidade de Países de Língua Portuguesa, criada pelo saudoso embaixador José Aparecido de Oliveira, reúne-se hoje em Brasília. 


FRONTEIRA FECHADA
O projeto que dificulta a exportação de jovens craques tem o apoio radical de um palmeirense roxo, o deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP).


KÁTIA DESAFIARÁ O GOVERNO A GERIR UMA FAZENDA
A presidente da Confederação Nacional da Agricultura, senadora Kátia Abreu (DEM-TO), desafiará o governo Lula. Vai pedir um real a cada produtor (são cinco milhões), adquirir terras onde o governo indicar e entregá-las aos ministérios da Agricultura, Meio Ambiente e Reforma Agrária, para que viabilizem qualquer atividade eficiente e rentável – submetida, claro, às leis e regras que são impostas a produtores.


CASO PENSADO
Com seu desafio, Kátia Abreu mostrará que as exigências do governo, de tão absurdas, parecem criadas para inviabilizar o agronegócio.


SEPARADOS NO BERÇO
Apesar da espantosa semelhança, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, não é irmão gêmeo do apresentador Jô Soares.


MENOS MAL 
O voto continua obrigatório, mas pode vir aí um alívio: está em reta final na Câmara o projeto que livra de multa quem não aparecer para votar.




TRANSFERÊNCIA
A Polícia Federal já planejou a transferência do ex-governador Arruda para o Presídio da Papuda, caso a Justiça decida nesse sentido. Pode ocorrer inclusive por helicóptero. O plano de voo também está definido.


MICO RUSSO
Chegou o primeiro lote de helicópteros russos Mi-35M, aquisição quase secreta do governo. Mas foram barrados nos testes de “aceitação”, essenciais para que entrem em operação: não há compatibilidade entre a aviônica e capacetes de voo padrão da FAB, de origem americana.


PAPELÃO SENATORIAL
A “moralização” prometida pela mesa diretora do Senado só vale para uns poucos, que são concursados e trabalham em suas áreas técnicas: ontem, 44 atos da diretoria-geral dispensou de ponto centenas de servidores que trabalham em gabinetes de senadores, lideranças, etc. 


SE FILTRAR DEMAIS... 
O PT exige “depuração” do PMDB antes de aceitar seu apoio a Agnelo Queiroz para o governo do DF. O PMDB reagiu: agora exige que o PT, inventor do mensalão, depure-se antes. Não vai sobrar ninguém.


PREFEITO RADICAL
O prefeito de Maceió, Cícero Almeida, 90% de aprovação, avisou ontem ao ministro Alexandre Padilha (Articulação) que deixará o PP caso o partido apoie a reeleição do governador tucano Teotonio Vilela.


PROTEÇÃO 
Tem alguém no TSE que gosta muito do governador de Sergipe, Marcelo Deda (PT): na fila há anos para ser julgado, seu processo de cassação de mandato por abuso de poder político e econômico foi devolvido ao TRE-SE para ser “instruído”. Isto é, voltou à estaca zero.


VOCÊ JÁ SABIA 
Jornalões noticiaram ontem o que esta coluna revelou dia 19: Marcos Valério e Roberto Jefferson tentam afastar Joaquim Barbosa da relatoria do caso do mensalão do PT. Valério alega “antecipação de juízo”: o ministro o chamou de “expert em lavagem de dinheiro”.


DOIS COELHOS
Marta Suplicy ri à toa. Com a candidatura de Aloizio Mercadante (PT) ao governo, crescem suas chances no Senado. Seu entusiasmo só não é maior porque, se eleita,
terá de conviver com o chato do ex-marido.


PENSANDO BEM...
... Lula, que só gosta de boas notícias, como jornalista é um excelente torneiro mecânico.


PODER SEM PUDOR 
PÉ DE RIBEIROL? 
Candidato ao governo do Rio, Darcy Ribeiro chega em caravana a Trajano de Morais, norte Fluminense. Trabalhista histórico, o deputado federal Bocayuva Cunha pega o megafone e põe-se a gritar:
– “Essa é a campanha do PDT, a campanha dos Ribeiro. É Darcy Ribeiro, é Trajano Ribeiro, é Adalberto Ribeiro, aqui tem Ribeiro para todo lado!”.

QUINTA NOS JORNAIS


Globo: Lula dribla lei para repassar verba a municípios devedores

Folha: Suíça bloqueia conta de filho de Sarney

Estadão: Mantega cobra de BB e Caixa explicação sobre alta de juros

JB: União pelo Rio: Rio rejeita “emenda do ridículo”

Correio: A ajuda milionária de Eurides ao genro

Valor: BC avança na liberalização do câmbio

Jornal do Commercio: Professor derrotado