terça-feira, agosto 31, 2010

MARIA CRISTINA FRIAS - MERCADO ABERTO

Quatro consórcios apresentam propostas para extensão do metrô 
MARIA CRISTINA FRIAS
FOLHA DE SÃO PAULO - 31/08/10

O Metrô de São Paulo recebeu ontem quatro propostas para a extensão da linha 2-verde, entre Vila Prudente e Cidade Tiradentes, por meio de metrô leve.
Os consórcios Metropolitano (liderado pela Delta), Prolongamento Linha 2-verde (liderado pela Andrade Gutierrez), Monotrilho Tiradentes (liderado pela Odebrecht) e Expresso Monotrilho Leste (liderado pela Queiroz Galvão) apresentaram propostas, que já estão em análise.
Se as propostas estiverem de acordo com as exigências do edital e não houver nenhuma paralisação administrativa ou judicial no processo, o vencedor será anunciado nas próximas semanas.
No total, o trecho em metrô leve terá 23,8 km de extensão e o percurso que atualmente é feito em duas horas poderá ser realizado em 50 minutos. Cerca de 500 mil usuários serão beneficiados.
Os custos de implantação e o tempo de construção de um projeto com monotrilho são menores do que os metrôs subterrâneos. Sem contar que são necessárias menos desapropriações.


OS GRUPOS

- Metropolitano - Liderado pela Delta
- Prolongamento Linha 2-verde - Liderado pela Andrade Gutierrez
- Monotrilho Tiradentes Liderado pela Odebrecht
- Expresso Monotrilho Leste
- Liderado pela Queiroz Galvão
- 23,8 km é a extensão do monotrilho que está em licitação

"UPGRADE" PARA A PRIMEIRA CLASSE

A operação brasileira da British Airways resgatou, no primeiro semestre, a mesma taxa de ocupação que possuía antes da crise, no patamar de 80%. A aérea sofreu com a retração do orçamento das empresas para viagens corporativas. Além da queda da frequência nas viagens de executivos, houve um "downgrade" de cabines, segundo José Coimbra, diretor da BA no país. Executivos migraram da primeira classe para a executiva ou da executiva para a econômica. "O canal que mais caiu foi o corporativo. Então, focamos o lazer." Entre as estratégias de reação houve um realinhamento de tarifas e maior parcelamento.

Mamma... A Itália participa com 12 empresas da próxima edição da Rio Oil & Gas (13 a 16 de setembro), O foco está nas descobertas do pré-sal e na indústria química e petroquímica brasileira. "Desenvolvemos uma indústria de ponta e estamos atentos a oportunidades e ao desenvolvimento da cadeia produtiva no Brasil", diz Giovanni Sacchi, diretor do ICE para o Brasil.

...mia Os italianos desenvolveram tecnologia para a fabricação de válvulas, tubos e conexões e de softwares de gestão e organização do trabalho nas plataformas. Hoje, mais de 80% das cerca de 600 empresas italianas do setor, operam no exterior e mais de 90% de seu faturamento vem de atividades externas.

Prova De 31 de junho a 16 de agosto, foram registrados 18 mil novos contadores no país, segundo o Conselho Federal de Contabilidade. O número se deve à aprovação, em junho, de lei que instituiu a obrigatoriedade de exame de suficiência. Cerca de 450 mil novos profissionais devem se registrar até 29 de outubro.

Construção Com uma nova unidade em Santo André (SP), a Esser Incorporações chega à região do ABC com foco no segmento econômico. O fluxo de lançamentos da companhia para o segundo semestre deste ano foi intensificado, com um VGV (Valor Geral de Vendas) total de R$ 440 milhões.

Enron O livro "O Que Se Passa na Cabeça dos Cachorros e Outras Aventuras" (ed. Sextante, 398 págs.), de Malcolm Gladwell, que escreve colunas para "The New Yorker", não é exatamente sobre economia. Gladwell é um grande contador de histórias. O original capítulo que trata da derrocada da Enron e o artigo que traça o perfil de Nassim Taleb, ex-operador de Wall Street, hoje professor, já valem a leitura.

Burocracia das leis comerciais pode diminuir

A burocracia em torno do número de normas que regulamentam as leis comerciais, como registros de empresas e atos sociais, pode diminuir.
A ABDI (Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial), ligada ao Ministério do Desenvolvimento, contratou o escritório Martinelli Advocacia Empresarial para apresentar uma proposta de consolidação das normas.
O objetivo é desburocratizar e agilizar os processos.
"Estamos analisando todas as instruções normativas que existem para unificá-las em uma linguagem de fácil compreensão", diz a advogada Juliana Martinelli.
Hoje, existem mais de cem instruções normativas que regulamentam o registro mercantil. "As empresas têm de obedecer um número grande de atos sociais. O processo é muito demorado."
O estudo, que começou em março, deve ser finalizado até o final deste ano. "As análises mostram que existem normas repetitivas, de difícil compreensão e às vezes contraditórias", diz Martinelli.
Além de consolidar as normas, o estudo irá adequá-las ao registro digital, que permitirá o compartilhamento de dados entre as Juntas Comerciais e a Receita Federal.

LIBERDADE PARA VIAJAR

Os brasileiros podem visitar 130 países sem a necessidade de visto de entrada, de acordo com levantamento da Henley & Partners, empresa especializada em migração internacional e planejamento de cidadania.
O número garante a 28ª posição em ranking global, concluído neste mês, que avaliou a liberdade para viajar dos cidadãos de 193 países e territórios.
A lista é liderada pelo Reino Unido. Os britânicos podem ingressar em 166 países sem visto, aumento de seis destinos ante o ano passado. O segundo lugar ficou com a Dinamarca (164) e o terceiro, com a Suécia (163).
Os Estados Unidos (159) caíram três posições e ficaram com o sétimo lugar neste ano. Os afegãos seguem no final da lista, pois possuem a menor liberdade de deslocamento do mundo, com acesso sem visto a 26 países.

MANUSCRITO

O conde Anton Wolfgang Von Faber-Castell, proprietário e presidente da marca alemã Faber-Castell, veio ao Brasil nesta semana para o lançamento da caneta modelo 2010 da linha premium da marca.
Com um sistema de carga e pena elaborado à mão, madeira de noz caucasiana e ouro, nenhuma caneta é igual a outra.
As canetas custarão cerca de R$ 15 mil cada uma e serão vendidas por poucas lojas representantes em São Paulo, Rio de Janeiro e Fortaleza.
"O mercado brasileiro tem potencial no segmento premium", diz Faber-Castell. O país está na liderança em linha básica para a empresa no mundo. A companhia vende 1,5 bilhão de lápis por ano no Brasil.

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